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terça-feira, 6 de setembro de 2011

Você sabe o que são os Parques da Copa?


COPA 2014

OS PARQUES DA COPA 2014
O Brasil será a sede da Copa do Mundo de Futebol de 2014 e com isso o número de turistas no país tende a crescer nesse período. 
Com foco no aumento do fluxo turístico em 2014 nas Unidades de Conservação federais, entre elas nos Parques Nacionais, o Ministério do Meio Ambiente está construindo juntamente com o Ministério do Turismo uma parceria que visará atender os futuros visitantes. 
O intuito da parceria será melhorar a imagem do País por meio do turismo, da geração de emprego e renda, além da dinamização das economias locais. 
A expectativa é que possam ser investidos cerca de R$ 543 bilhões nos chamados Parques da Copa. O recurso será aplicado na conservação dos parques e na qualificação dos serviços prestados aos turistas que irão aos parques no período dos Jogos. 
Poderão compor o roll dos chamados Parques da Copa as seguintes UCs: 
Na cidade-sede Manaus devem ser as Reservas Extrativistas Tapajós-Arapiuns eRio Unini; os Parques Nacionais de Anavilhanas e do Jaú; e a Floresta Nacional do Tapajós;
Em Cuiabá devem participar do projeto os Parques Nacionais do Pantanal Matogrossense e da Chapada dos Guimarães;
Já em Brasília como cidade-sede dos Jogos, estuda-se a participação dos Parques Nacionais de Brasília e da Chapada dos Veadeiros;
Na capital mineira, Belo Horizonte, previsão da participação dos Parques Nacionais da Serra do Cipó e do Caparaó;
No estado de São Paulo, a Floresta Nacional de Ipanema e os Parques Nacionais do Itatiaia e Serra da Bocaina;
Em Fortaleza como cidade-sede, prevê-se os Parques Nacionais de Jericoacoara, dos Lençóis Maranhenses, e de Ubajara; além da APADelta do Parnaíba;

Nas capitais Natal e Recife como cidades-sede da Copa, são estudados para integrarem a lista os Parques Nacionais da Serra da Capivara e Marinho de Fernando de Noronha; a APA Costa dos Corais; e o Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Aquáticos (CMA/ICMBio), em Itamaracá (PE);
No estado da Bahia estão previstos como Parques da Copa os Parnas da Chapada Diamantina e Marinho dos Abrolhos;
No Rio de Janeiro os Parques Nacionais pensados são Serra dos Órgãos e da Tijuca; além da Reserva Extrativista Marinha do Arraial do Cabo e o Jardim Botânico do Rio de Janeiro (autarquia vinculada ao MMA);
Em Curitiba, o Parque Nacional do Iguaçu;
E em Porto Alegre, os Parques Nacionais de Aparados da Serra e da Serra Geral.


#Contra-ponto

Governo Federal corta verba de Parques quase um ano antes da Cúpula Ambiental



Enquanto aumenta a pressão sobre as áreas protegidas do país com novas obras de infraestrutura, o governo federal corta verbas para a conservação da biodiversidade. O ICMBio (Instituto Chico Mendes), que gerencia os parques nacionais, teve seu orçamento de 2011 tesourado em 30%. De R$ 557,8 milhões previstos para 2011, o ICMBio só foi autorizado a gastar R$ 388,7 milhões. Em 2010 foram gastos R$ 461 milhões.

Uma das vítimas foi o projeto Parques da Copa, que revitalizaria unidades de conservação perto das cidades-sede da Copa-2014 para turbinar o turismo ecológico.

Considerando só os chamados investimentos (compra de equipamentos e reparo de instalações, por exemplo), o Brasil tem, neste ano, R$ 155 milhões de verba federal para aplicar em 310 unidades de conservação (uns 10% do território nacional).

É um quarto do valor de um único estádio da Copa, o de Brasília, e um péssimo cartão de visitas para o país que sediará no ano que vem a conferência sobre desenvolvimento sustentável Rio +20.

“O que a gente gasta, considerando a área, é uma gozação”, diz o presidente do ICMBio, Rômulo Mello. São R$ 2 por hectare. Quando a folha de pagamento é incluída, o valor é R$ 5, ainda assim uma ordem de grandeza mais baixo que o aplicado na Costa Rica ou no México.

Isso para não falar dos EUA. O NPS (National Park Service), órgão equivalente ao ICMBio, teve neste ano US$ 3 bilhões de verbas federais, ou R$ 145 por hectare protegido. “E a gente ainda reclama”, brinca David Barna, porta-voz do NPS.

A falta de verba federal obriga o ICMBio e os diretores dos parques brasileiros a serem criativos. Na Amazônia, 64 unidades recebem doações internacionais pelo programa Arpa. “No ano passado, 70% da minha verba veio do Arpa”, diz o diretor do parque dos Campos Amazônicos, Renato Dumont.

Um grupo seleto de 12 unidades consegue arrecadar boa parte do seu orçamento cobrando ingressos. No parque da Tijuca, que abriga o Cristo Redentor, foram R$ 13 milhões em 2010. O parque nacional de Brasília, segunda unidade mais rica do país, levantou R$ 1,1 milhão.

“O problema é que a nossa demanda aqui é cinco ou seis vezes maior que a verba”, diz Amauri Motta, diretor do parque de Brasília.

O economista Carlos Eduardo Young, da UFRJ, vê a situação como uma oportunidade perdida. Ele e colegas estimam que, em visitação, as unidades de conservação poderiam gerar R$ 1,8 bilhão por ano. Só com ICMS ecológico, parcela do imposto que alguns Estados destinam a municípios com unidades de conservação, foram repassados em 2009 R$ 402 milhões. No mesmo ano, o ICMBio gastou R$ 322 milhões.
Fonte: Folha e ICMBio

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Na contramão de Dilma, as áreas protegidas



A intenção da presidente Dilma Rousseff é de reduzir unidades de conservação na Amazônia por conta de obras de infra-estrutura. Crédito: WWF-Brasil

Por Nathália Clark
Fonte O Eco

Nos oito anos do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (2002-2010) foram criadas 270 unidades de conservação (UC), sendo destas 96 federais e 174 estaduais, além da ampliação de mais 20 unidades federais. Esses números representam, ao todo, o equivalente a 695.363 km² de novas áreas protegidas no país. Muitos desses méritos foram conquistados durante a gestão de Marina Silva frente ao Ministério do Meio Ambiente (MMA), de 2003 a 2008. Mesmo levando em conta o fator tempo e os esforços da ministra Izabella Teixeira, o atual governo de Dilma Rousseff tem demonstrado que não pretende seguir o caminho de seu antecessor.  

As sinalizações desses primeiros meses apontam que não há ainda uma política voltada para a criação e gestão dessas áreas e, mais do que isso, demonstram maior interesse na alteração/redução dos limites de unidades já existentes, principalmente na Amazônia, por conta de obras de infra-estrutura de grande porte. Tal intenção acontece em um momento em que o Brasil sofre grande pressão internacional por conta do aumento no desmatamento, relacionado à aprovação da proposta do novo Código Florestal na Câmara dos Deputados, e do licenciamento da hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu, no Pará.

De acordo com reportagem do jornal Folha de São Paulo de 07 de junho de 2011, o governo pretende reduzir sete unidades de conservação no bioma para permitir a construção de seis hidrelétricas, uma delas sendo a quarta maior do país. O palco da nova investida energética do Planalto é a região da BR-163, no Pará, no vale dos rios Tapajós e Jamanxim, uma das áreas mais preservadas e de maior biodiversidade da floresta. 

Para especialistas, as diferenças de gestão nos governos de Lula e Dilma no que tange ao meio ambiente e às áreas protegidas se dão, principalmente, por conta de uma conjuntura histórica. Entre 2003 e 2009, durante a era Lula, o índice de desmatamento na Amazônia caiu 74,4%. A taxa de devastação florestal chegou a 7 mil km², o menor índice já registrado desde 1998, quando foi iniciada a medição. Já no segundo mandato, o impulso pela proteção foi freado, principalmente pelo desenvolvimento de obras faraônicas como as usinas hidrelétricas no rio Madeira e projetos polêmicos de asfaltamento de estradas.

Os méritos da gestão Lula/Marina

Segundo o líder da Iniciativa Amazônia Viva da Rede WWF, Claudio Maretti, o governo de Fernando Henrique Cardoso e os dois governos de Lula foram momentos decisivos: “Foi quando nós fizemos o que eu chamo de definição do mapa da Amazônia, foi nessa fase que o país traçou em grandes linhas o zoneamento ecológico/econômico de fato”.

Já para Maurício Mercadante, que foi Diretor de Áreas Protegidas do MMA de 2003 a 2008, durante a gestão da Marina, havia uma situação particular naquele momento, que facilitou a criação de novas áreas. “O crescimento do desmatamento estava fora de controle à época. Então, criar áreas protegidas na Amazônia fazia parte de uma estratégia de derrubada do desmatamento. Essa era uma questão fundamental para a Marina, boa parte da energia e da capacidade de trabalho do ministério foi direcionada para isso”, afirma.

Havia uma política, então, mas que deixou de ser apenas uma proposta do Ministério. “A Marina conseguiu levar isso para dentro da Casa Civil, fazendo com que a estratégia passasse a ser de todo o governo”, disse Mercadante. Para ele, essa foi a diferença fundamental. O ex-diretor defende que só é possível levar uma política adiante se estiver nos planos do governo como um todo, inclusive unindo as demais esferas estaduais e municipais.

“Outro elemento fundamental são as UCs estaduais, que foram criadas na mesma época. Não tanto as que foram criadas no estado do Amazonas, que tinha uma política própria de criação de unidades, mas sobretudo no Pará. Todas as áreas criadas, que somaram quase 20 milhões de hectares, se devem principalmente a esse movimento federal capitaneado pela Marina.”

O que se espera do governo Dilma


Claudio Maretti, líder da Iniciativa Amazônia Viva da Rede WWF, no Parque Nacional Juruena, no Mato Grosso, uma das unidades de conservação do Corredor de Conservação do Sul da Amazônia. Crédito: WWF-Brasil
Para Claudio Maretti, os governos anteriores deram muito maior atenção à Amazônia do que ao restante do país: “Só no final do último governo Lula nós conseguimos voltar a discutir o Cerrado, por exemplo, e o caso da Mata Atlântica também, que é mais tradicional, mais histórico. Mesmo assim, com uma atenção muito menor”.  

Segundo ele, então, esse primeiro governo Dilma, necessariamente, tem que dar mais atenção à implementação, à boa gestão das áreas protegidas, do que simplesmente continuar no mesmo processo de criação, “até porque, infelizmente, se compararmos com o volume de áreas criadas, o esforço que os governos anteriores fizeram de criação não correspondeu ao esforço de implementação, bem menor. Quer dizer, aumentou muito o esforço de gestão das áreas protegidas nesses últimos 14 anos, mas não na proporção em que aumentaram as áreas”. 

Mercadante está de acordo com essa ideia, mas diz que hoje a situação da presidente é muito mais confortável. “O desmatamento foi reduzido ao seu nível mais baixo em toda a história, embora tenha tido um crescimento nos últimos meses. E talvez por isso mesmo ela se veja obrigada a reforçar uma estratégia ou uma política de combate, que de alguma forma beneficie a criação de unidades”, afirmou. 

Segundo ele, ainda há muita área a ser protegida na Amazônia: “Se a Dilma tivesse uma estratégia não tão agressiva, mas de apoio, manutenção, seria uma boa opção, uma vez que as áreas mais críticas, no sul do estado do Amazonas, junto com as UCs estaduais, e no entorno da BR 163 e 364, no norte do Pará, já foram todas de certo modo razoavelmente protegidas”.

Mercadante, concordando com Maretti, lembra os outros biomas a serem protegidos. “No Cerrado, por exemplo, há ainda muito espaço para trabalhar. É mais difícil, pois as pressões são maiores, as áreas são mais ocupadas, as pressões da agricultura, do agronegócio são mais fortes, mas nós devíamos fazer um bom trabalho no Cerrado. Há necessidade disso, tanto no Cerrado quanto na Caatinga”. 

Sua ideia é que o governo tivesse uma estratégia para esses biomas, criando áreas importantes, mesmo que não fossem do tamanho das da Amazônia. “Se fosse feita uma contabilidade em termos de área, nunca se chegaria ao que foi feito no governo Lula, mas se a Dilma investisse nisso, em termos de identificação de áreas importantes, ameaçadas e de sua qualidade, poderia ser feita uma comparação qualitativa”.

Ele explica, dizendo que uma UC de 50 mil hectares na Mata Atlântica talvez tenha a mesma importância de uma de 500 mil na Amazônia, dependendo de onde ela seja criada. Para o ex-diretor, o foco poderia ser voltado para o Cerrado, a Caatinga e a zona costeira e marinha.

Ele crê, no entanto, que a principal briga de Dilma agora deveria ser o Código Florestal. “Se ela conseguir uma solução razoável no segundo semestre, pois até o último minuto o governo se omitiu totalmente, talvez já se sinta satisfeita para encarar uma Rio +20. Se não conseguir, será muito ruim para a imagem do país”, defendeu.

Cumprimento das metas estabelecidas

Falando da imagem do país perante a comunidade internacional, os especialistas lembram ainda que o governo brasileiro apoiou e ajudou a aprovar na 10ª Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica (COP-10), realizada em dezembro de 2010, em Nagoya, a meta de 17% a mais de áreas protegidas. Para Maretti, biomas como o Cerrado e Pantanal ainda estão muito aquém dos 10% antes previstos, o que dirá dos 17%. “Não basta proteger só as áreas que não têm interesse, conflitos, temos que preservar a diversidade”, disse. 

Ainda segundo ele, pelo balanço que se pode fazer pelos documentos, estudos e propostas do governo como um todo, parece muito difícil que essa seja de fato uma prioridade da nova presidente. “Se virmos as propostas do Ministério do Meio Ambiente, me parece que há um esforço nesse sentido, sobretudo pelos recursos alternativos. Me parece que o MMA, nessa gestão, está muito interessado em fazer uma integração com o planejamento das outras áreas, e buscar uma estabilidade e sustentação das áreas protegidas mais a longo prazo. Mas isso, confesso, eu só ouço o MMA falar, se pegarmos o Ministério de Minas e Energia, por exemplo, é outro discurso”, completou. 

Apesar das ressalvas, Maretti se mostra otimista quanto ao alcance das metas, principalmente por conta do programa Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa), que possui recursos e parcerias com instituições internacionais e organizações não-governamentais como o próprio WWF-Brasil. Já Maurício Mercadante se mostra mais cético quanto ao empenho da presidente. 

“Na gestão da Marina, a meta de criação de unidades parecia impossível para nós, e, no entanto, conseguimos alcançar e superar. Mas foi uma conjunção de fatores particulares. O núcleo do governo Lula foi sensível e se convenceu da importância de se criar essas áreas para segurar o que estava acontecendo na Amazônia. Não vemos nada disso acontecer nesse momento, nem do ponto de vista da disposição do governo, nem em termos de pressões para se criar áreas protegidas para segurar este ou aquele bioma, em particular a Amazônia. Acho que isso não está nem proposto pelo governo. Se propondo já seria difícil, sem uma política então, é complicado”, afirmou ele.

Um PAC no meio do caminho


Uma das obras do PAC, a Usina Hidrelétrica de Santo Antônio, em Rondônia, deve começar a gerar energia a partir do final do ano e já começou a mudar a paisagem no rio Madeira. Crédito: Amazonia.org
Desde a criação do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), em janeiro de 2007, o governo federal criou ou ampliou 18 áreas de conservação, segundo decretos presidenciais publicados no Diário Oficial da União (DOU). No mesmo intervalo, segundo dados do Ibama, foram emitidas 219 licenças para ações do PAC, o que representa uma licença ambiental para cada 12 licenças do programa federal de obras.

O ato de criação de uma unidade de conservação é apenas um primeiro passo para evitar o desmatamento ilegal. O próprio governo admite que é preciso avançar na aprovação de planos de manejo, no processo de regularização fundiária e no treinamento de servidores para atuar nessas áreas. De acordo com o diretor de Unidades de Conservação de Proteção Integral do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Ricardo Soavinski, não há nenhuma orientação para reduzir ou frear os processos de criação de novas áreas. 

“A ministra tem falado, inclusive publicamente, em fazer o que tem que ser feito para atingir as metas assumidas pelo governo diante dos compromissos internacionais. Mas na medida em que avançamos no processo de criação, como avançou o governo Lula, é lógico que, agora, temos que colocar muito mais energia na implementação”, afirmou Soavinski.

Ainda segundo ele, nos últimos cinco anos houve um avanço significativo no número de planos de manejo publicados. “Hoje há 50% a mais de unidades com plano de manejo do que se tinha em toda a história. Nos últimos três anos foram mais de 30 planos. Só nesse ano já concluímos 11 planos, e a meta para 2011 é de mais do que o dobro do ano passado: 25 planos de manejo”, revelou.

Sabemos que a criação de uma unidade de conservação não é tarefa fácil, sobretudo pelas dificuldades consensuais, burocráticas e também técnicas. Mas, como demonstraram os especialistas consultados, se há vontade política, o resto todo sai bem mais fácil.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Conferência sobre o Ano Internacional da Biodiversidade


A Conferência sobre o Ano Internacional da Biodiversidade ocorre, em São Paulo, em 23 de novembro 2010.


O evento realizado pelo Instituto Humanitare que tem a missão de aproximar a sociedade civil das Nações Unidas (ONU) é voltado a convidados, autoridades, empresário, executivos, Imprensa e acadêmicos. Foi autorizado pela CDB (Convenção da Diversidade Biológica), organismo do PNUMA (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente), responsável pela coordenação mundial das atividades do Ano da Biodiversidade e tem a cooperação do HSBC e da VALE.


2010 foi eleito o Ano Internacional da Biodiversidade pela Assembleia Geral das Nações Unidas. No Brasil, o Instituto Humanitare programou ações de conscientização, educação, reconhecimento e incentivo à preservação da diversidade biológica.

A Conferência no Brasil contará com palestrantes como o especialista em biodiversidade do Banco Mundial, Dr. Thomas Lovejoy; o vice-diretor do Observatório Mundial de Conservação (PNUMA – Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente), Maxwell Gomera; o “Chair” Mundial do Ano Internacional da Química (em 2011), Dr. John Malin e a Diretora Regional da ONU-HABITAT (Programa das Nações Unidas para Assentamentos Humanos) para América Latina e Caribe, Cecília Martinez, entre outros. O patrono da Conferência é o Professor Emérito da USP (Universidade de São Paulo), Dr. Paulo Nogueira-Neto.

Além das palestras, ocorrerão mesas redondas e o evento poderá ser acompanhado pela internet em tempo real. Nesta mesma data estão agendados: o pré-lançamento do livro “Uma Trajetória Ambientalista – Diário de Paulo Nogueira-Neto” e o lançamento da Cátedra da ONU-HABITAT “Cidades Inovadoras e Sustentáveis”.

O programa do Ano Internacional da Biodiversidade no Brasil possui o apoio institucional também do governo brasileiro, do UNIC – Centro de Informações das Nações Unidas, Secretariado Geral da ONU, do PNUMA e da ONU-HABITAT.

O evento tem papel estratégico, pois fecha as discussões das conferências que ocorreram no mundo em 2010 e traz o olhar sobre sustentabilidade de empresas como Bosch, HSBC, Siemens, VALE, de entidades como o IBRI (Instituto Brasileiro de Relações com Investidores), de consultorias como a McKinsey e do setor acadêmico (Universidade de São Paulo).

A conferência contará com palestra do Prof. Dr. John Malin, presidente do Comitê Gestor Mundial da ONU, que fará o pré- lançamento do Programa das Nações Unidas para 2011 – Ano Internacional da Química; a Sra. Sheila Pimentel, presidente do Instituto Humanitare apresentará a programação prevista para acontecer no Brasil em 2011 para o Ano Internacional das Florestas e Ano Internacional da Química e, ainda, incentiva a coalizão da sociedade civil em direção a Rio+20 (que ocorrerá no Rio de Janeiro em 2012).


Agenda - O Instituto Humanitare – aproximando a sociedade civil às Nações Unidas – realiza, em São Paulo, as seguintes atividades alusivas ao Ano Internacional da Biodiversidade (2010).
Dia 23/11/2010 – das 08:00 às 20 horas - Conferência Internacional alusiva ao Ano Internacional da Biodiversidade. Alerta à Vida: a sobrevivência humana depende da Biodiversidade.
Local: O evento ocorrerá na Associação Brasileira A Hebraica de São Paulo – Rua Hungria, 1.000 - São Paulo (SP), Sala Marc Chagall.

Dias 22/11/2010 a 25/11/2010 – Agenda Corporativa com comitiva de especialistas mundiais da conferência em visitas a representativas empresas e entidades brasileiras.


Sobre a Cátedra Cidades Inovadoras e Sustentáveis:
A Cátedra pretende formar multiplicadores e gestores especializados na implantação de políticas públicas e de interesses privados para serem tentáculos para a implantação dos programas da ONU-HABITAT, incentivando o empreendedorismo dedicado às questões de cidades - Direito a cidades melhores, mais saudáveis e sustentáveis” para países de língua portuguesa e países da relação sul-sul.; fornecendo conhecimentos, melhores práticas e ferramentas; promovendo conscientização e educação e reconhecendo e incentivado modelos de referência.

A implantação do projeto terá cinco fases, que se iniciam no começo de 2011 e terminam no fim de 2012: Fase I – Estudo de Viabilidade, Fase II – Implantação de um Programa Piloto, Fase III – Planejamento 2012-2013, Fase IV- Implantação e Divulgação, Fase V- Avaliação de Resultados e Planejamento Futuro (2013-2015).

Cooperação: Academias, Empresas signatárias de cooperação com a ONU-HABITAT, outras relacionadas com o Instituto Humanitare e designadas aos interesses do programa, organismos públicos federais, estaduais e municipais, entidades do terceiro setor especialmente as ligadas diretamente ao assunto.

Sobre o Instituto Humanitare:

O Instituto Humanitare promove a aproximação entre a sociedade civil e as Nações Unidas para incentivar o desenvolvimento sustentável, a implantação de boas práticas, a formação de modelos multiplicadores e de lideranças globalmente responsáveis de forma a impactar positivamente na governança e políticas públicas que beneficiem o Brasil, os países de língua portuguesa e os países da relação sul-sul.
Seguindo a agenda do Secretariado Geral da ONU, conecta diversos atores aos organismos do sistema no Brasil e no exterior, o Instituto traz as propostas dos programas e projetos, aplicando-os de modo a incluir empresas, academia, terceiro setor, mídia e toda a sociedade nessas atividades, buscando o entendimento das culturas integradas à diplomacia empresarial e a diplomacia social como alicerces para o desenvolvimento pautado na retidão e nos princípios éticos.

O Instituto Humanitare consolida-se com esse compromisso pelo bem da humanidade e do Planeta em pleno sinergismo com os princípios e propósitos da Carta das Nações Unidas e da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Serviço
Conferência do Ano Internacional da Biodiversidade – Instituto Humanitare
Data e horário: 23 de novembro de 2010 - 08:00 às 20 horas
Local: Associação Brasileira A Hebraica de São Paulo
Rua Hungria, 1.000 - São Paulo (SP).

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

SOS DO KURUPIRA - ATENÇÃO PESSOAL - MATA ATLÂNTICA


É isto ai gente amiga. SOS! Ma-mãe natureza clamando por todos nós no dia 26 de Outubro aqui em São Paulo. Quem vai atender o pedido dela???

Em jogo, as últimas áreas remanescentes do Litoral Paulista que estão preservadas desde muito antes de 1500 D.C.

São as RESTINGAS FLORESTAIS DE BERTIOGA

Após a Audiencia Pública, realizada em Bertioga, onde a grande maioria da população gritou alto e em bom tom: CHEGA DE DESTRUIÇÃO, a Fundação Florestal atendeu o pedido da sociedade e incluiu toda a Praia de Itaguaré na proposta de CONSERVAÇÃO.

O SOS é o seguinte: TERÇA-FEIRA, DIA 26 DE OUTUBRO, AS 09:00, haverá uma reunião do CONSEMA para avaliar a proposta da Fundação Florestal de criar o PARQUE ESTADUAL DAS RESTINGAS DE BERTIOGA e também outras Unidades de Conservação, formando assim o MOSAICO DE UCs de BURIQUIOCA.

TEMOS QUE ESTAR TODOS PRESENTES.

DAR O NOSSO APOIO PARA ESTA VITAL INICIATIVA DE CONSERVAÇÃO, QUE FOI FEITA EM CONJUNTO ENTRE O MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE, FUNDAÇÃO FLORESTAL E AS ONG'S AMBIENTALISTAS DO ESTADO DE SÃO PAULO E TAMBÉM POR MORADORES DE BERTIOGA E REGIÃO.

VOCES, DAS REDES, LISTAS E ONG'S, NUNCA DECEPCIONARAM E SEMPRE FIZERAM A PARTE DE VOCES NESTA BATALHA POR UM NOVO MUNDO. AGORA É HORA DE NOVAMENTE LUTARMOS E LOTARMOS O AUDITÓRIO DO CONSEMA, DEMONSTRANDO O NOSSO APOIO PARA A CONSERVAÇÃO DESTES RAROS ECOSSISTEMAS LITORANEOS.

O endereço do CONSEMA é: Av. Prof. Frederico Hermann Jr., 345 - Pinheiros - São Paulo/SP. É no prédio da CETESB, lá na Marginal do Rio Pinheiros.

Em anexo o mapa com a proposta do Mosaico Buriquioca de Conservação Ambiental da Fundação Florestal.

Vejam os videos da Audiencia Pública em Bertioga, ocorrido em 07 de Outubro: http://www.proam.org.br/tvproam.asp?ID=0

Quem puder assista a todos os videos. Excelente !!! A fala dos ambientalistas começam no video 8

E deixo aqui meu agradecimento pela existencia de todos voces. Todos, de todas as redes, dos orgãos públicos, os ING's os ONG's, os de lá e os de cá!!!

Para refletir : "Até o presente momento não encontramos vida em nenhum local da Galáxia. Só na Terra! Vejam como a vida é rara. tão rara....." Russel Mittermenier, Presidente da Conservation International em entrevista para a Revista Veja desta semana e ao final Lenine e suas influencias tropicalistas....

Até gente, repassem em vossas listas.


Daniel Kurupira
ibiosfera.org.br

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Ondas protegidas


Por: João Malavolta/
Ecosurfi

Marco histórico na proteção recente do litoral paulista pode acontecer nessa próxima quinta-feira (07/10). Trata-se audiência pública que deve definir a criação da Unidade de Conservação (UCs) em Bertioga.

Organizações Não Governamentais, Sociedade Civil, Poder Público e demais atores se mobilizaram nos últimos anos para defender uma das últimas áreas de restinga semi-intocada do estado de São Paulo.

Com um contínuo florestal com mais de 8 mil ha, reduto de praias desertas, fauna e flora exuberante com características peculiares por conter preservados trechos de restingas, a região da Praia do Itaguaré em Bertioga, que também engloba as fozes dos rios Itaguaré e Guaratuba e a floresta localizada entre a rodovia Mogi-Bertioga, está sendo o  foco de grandes debates sobre a legitimidade e necessidade da criação dessa UC.

De um lado os interesses privados de minorias que se alicerçam nas bases ruídas do Poder Público Estadual e Municipal, setores do empresariado e de outro, o Movimento Ambientalista, que se faz presente através de um “pool” de ONGs.

O projeto identificado como “Polígono Bertioga”, prevê que sejam demarcadas como UCs uma área que mantém a conexão ecológica entre o Oceano Atlântico e a Serra do Mar, permitindo o livre fluxo das espécies ali presentes e a manutenção dos processos biogeoquímicos.

A proposta se norteia pela necessidade de garantir a proteção integral da área e foi selecionada e construída a várias mãos por apresentar alta conservação de fisionomias vegetais pouco representadas no Sistema Paulista de Unidades de Conservação, alto grau de ameaça à sua integridade, e forte mobilização da sociedade pela sua proteção.

Apelo à comunidade do Surfe

Altas ondas, sossego, sombra e água fresca, o quê que falta? Nada né!

Mas na verdade falta muita coisa ainda. Se olharmos do ponto de vista da não participação da comunidade do surfe nos espaços decisórios, quando se esta debatendo o futuro da litoral, das ondas, dunas, restingas e demais ecossistemas associados é possível assistir  a apatia de uma maioria que parece que pega carona no ativismo da minorias mobilizadas que estão propondo ressignificar os verdadeiros valores da cultura surfe, que intimamnte está associada ao cuidar das nossas praias e oceanos.

Com a proposta de alavancar a bandeira do surfe enquanto seguimento social, que deve incorporar o protagonismo na defesa das causas ambientais, a Ecosurfi com o apoio do WWF-Brasil levou para diversos eventos do esporte nesse último semestre um “abaixo-assinado gigante”, que traduziu com frases e mensagens o desejo dos surfistas de boa parte do Brasil para que a UC de Bertioga seja criada.

O tecido que conta com centenas de assinaturas será entregue aos representantes do Governo do estado de SP nesta quinta-feira durante a audiência que possibilitará a criação do “Polígono Bertioga”.

Essa é mais uma ação que deve garantir que as boas ondas da Praia do Itaguaré continuem quebrando do jeito que se conhece, e que a região adjacente não sofra com a especulação imobiliária que vem dizimando comunidades caiçaras por todo o litoral brasileiro.

Surfista, você é ou está sendo?

Se você é, participe da Audiência Pública para garantir mais um espaço preservado no nosso litoral. 

Local: Prefeitura de Bertioga/SP
Data: 07 de outubro de 2010
Horário: 18hs
Saiba mais em :
www.fflorestal.sp.gov.br

Confira na integra a contribuição das ONGs para o projeto da criação da UCs / Bertioga


contribuicoes_WWF_e_ONGs

domingo, 19 de setembro de 2010

Começa hoje: Semana Nacional de Oceanografia


A Semana Nacional de Oceanografia, SNO, é um evento científico-acadêmico que apresenta como principal objetivo a Integração da comunidade oceanográfica (estudantil e profissional) brasileira por meio de atividades contextualizadas.

O evento será realizado em Itanhaém, São Paulo, está em sua 22º edição e contará com palestras, mesas-redondas, oficinas, mini-cursos e apresentação de painéis. Nesta edição será realizado ainda o desafio de casos, ENOC, Reunião de Centros Acadêmicos e Encontro de empresas juniores de oceanografia. Simultaneamente ao evento estará ocorrendo a II FIELO – Feira Integrativa de Empresas Ligadas à Oceanografia e o Clean Up The World, em parceria com a ONG Ecosurfi. Durante o evento serão realizadas também atividades culturais e esportivas.

O Público alvo do evento abrange toda a comunidade acadêmica oceanográfica do país, alunos de graduação, pós-graduação, docentes, pesquisadores e técnicos além dos representantes de outras ciências relacionadas. Conta-se também com a participação de profissionais de órgãos públicos, organizações não governamentais (ONGs) e privadas, atuantes direta ou indiretamente com as ciências do mar no Brasil e no exterior. Devido aos esforços em atuação junto à sociedade, atividades e propostas a serem realizadas durante o evento, espera-se também que haja significativa representação da comunidade local no evento.

A organização, baseada nos números de inscritos nas últimas edições da SNO, dimensiona o evento para um público de aproximadamente 1200 pessoas, entre as categorias anteriormente citadas.

Visite o site: http://www.xxiisno.com.br

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Uma espiada pela Bahia

Fotos: João Malavolta

A Bahia ainda permanece um lugar com vilarejos bem peculiares em razão da vida simples e alegre de seus moradores.

Com uma rara beleza em suas paisagens, grande Biodiversidade e altas ondas, o seu litoral ainda é um bom reduto para aqueles que valorizam a espiritualidade ao invés das artificialidades da vida cotidiana que os grandes centros urbanos conferem.

Publiquei estas fotos que valorizam as belezas dos lugarejos, e que ao mesmo tempo são um belo convite para pensarmos o Por quê, do dever de proteger e preservar o nosso Planeta!!!

Aloha

Biodiversidade brasileira conta com rede de estudo nacional


Foto de Luciano de Souza

Com recurso inicial de R$ 51,7 milhões, foi lançado um sistema nacional de pesquisa em biodiversidade para financiar estudos nesse campo: o Sisbiota-Brasil.

Ele é fruto de uma aliança entre os ministérios da Ciência e Tecnologia, da Educação e do Meio Ambiente, do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e mais 18 fundações de amparo (FAPs).

“Ter um sistema nacional para reunir informação da biodiversidade brasileira era um anseio da comunidade científica que atua nessa grande área”, disse Carlos Alfredo Joly, coordenador do Programa Biota-FAPESP e professor da Universidade Estadual de Campinas.

Para Joly, os dados reunidos serão essenciais para apoiar políticas públicas de preservação e utilização sustentável das espécies da flora e fauna do país.

Joly espera que o Sisbiota reproduza nacionalmente o salto de qualidade que o Biota-FAPESP representou para o Estado de São Paulo. “Isso só ocorrerá se houver garantias de que o financiamento será mantido em médio e longo prazos, uma condição que a FAPESP sempre manteve”, disse.

No Sisbiota-Brasil as FAPs serão cofinanciadoras dos projetos de pesquisa desenvolvidos dentro de seus respectivos estados.

*Com informações da Fapesp.
Fonte: http://comunidadebancodoplaneta.com.br
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