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sábado, 10 de março de 2012

Surfistas engajados por justiça socioambiental

Ecosurfi representa a comunidade do surfe na mobilização nacional contra as alterações do Código Florestal em Brasília/DF
Ecosurfista no espelho d'água
Mais de 1,5 mil pessoas se reuniram em frente ao Congresso Nacional, nesta quarta-feira (07/03), para protestar contra a aprovação do projeto de lei do novo Código Florestal (PLC 30/2011) e mostrar a importância dos manguezais e zonas costeiras. A ação também marcou o encerramento das mobilizações da campanha nacional Mangue Faz a Diferença, coordenada pela Fundação SOS Mata Atlântica, com apoio da Rádio Eldorado e do Comitê Brasil em Defesa das Florestas e do Desenvolvimento Sustentável, uma coalizão formada por quase 200 organizações da sociedade civil brasileira.

Representando a comunidade do surfe, a ONG Ecosurfi levou para capital federal surfistas engajados com pranchas e uma “carta gigante” em tecido com a frase “Veta Dilma”, que continha assinaturas de centenas de pessoas participantes da mobilização nacional “Remando por um Mundo melhor”, que aconteceu no litoral dos estados de SP, RJ e SC no mês de fevereiro. A carta possui uma grande prancha desenhada e ficou exposta em frente ao Congresso Nacional.

Carta Veta Dilma
Estiveram presentes cientistas, deputados, estudantes e ONGs como a WWF e o Greenpeace, além de integrantes de movimentos como a Via Campesina e MST.

O projeto de lei que altera o Código Florestal já sofreu inúmeras mudanças, porém continua anistiando e incentivando o desmatamento. Para as ONGs ambientalistas, o texto aprovado no Senado é um pouco melhor que o da Câmara, mas ainda extremamente ruim para o Brasil. Por isso, elas defendem que a única solução agora é o veto da presidente.

Para as lideranças pesqueiras que estiveram no ato, a aprovação de um novo Código Florestal trará danos irreversíveis não só para a população ribeirinha e rural como também para a urbana. “O mangue é o berçário dos peixes. Com o novo Código Florestal várias espécies se extinguirão e farão falta à mesa dos brasileiros.” – afirmou Cícero Oliveira, da Associação Ribeirinha Amigos do Meio Ambiente (Aribame).

Surfistas engajados
Ao todo, foram 36 mobilizações em 13 Estados do País desde o lançamento da campanha Mangue Faz a Diferença, no dia 24 de janeiro, no Fórum Social Temático, em Porto Alegre (RS). Com 87 instituições que aderiram à iniciativa, as ações da campanha atingiram cerca de 50 mil pessoas.

A mobilização teve início às 8h, em frente à Catedral, e seguiu em direção ao Congresso Nacional. Às 11h, os manifestantes participaram de uma reunião com deputados na Câmara e, depois, se dividiram em grupos para visitar e pressionar os parlamentares de seus Estados.


Cenário atual do Código Florestal
Os principais problemas da proposta do Código Florestal é que estimula novos desmatamentos, anula multas de crimes ambientais, reduz Áreas de Preservação Permanente (APP) e de reservas legais e desobriga a recuperação da grande maioria das áreas ilegalmente desmatadas.

Apesar dos pedidos de cientistas, juristas, organizações da sociedade civil e movimentos sociais para que o processo seja revisto e realizado de forma responsável, o Projeto de Lei deverá ser votado na próxima terça feira (13/03).

Confira a galeria de fotos



Texto: SOS Mata Atlântica

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Ondas correm perigo: A Década da poluição no litoral paulista


Surfistas de São Paulo sofrem com o despejo irregular de esgoto nos últimos 10 anos


Por: João Malavolta

O verão chega e com ele também vêm os dias mais longos, água quente, finais de tarde com aquele pôr-do-sol incrível, além de horas e mais horas de surfe até o anoitecer. Essa sem duvida é a realidade para muitos surfistas que moram ou frequentam o litoral nessa época do ano, e que vivem isso como o melhor desse estilo de vida que o esporte possui.

Mas toda essa realidade que aparenta ser perfeita e recheada de positividade, hoje em dia, esta ficando cada vez mais comprometida devido às agressões que a zona costeira vem sofrendo pela contaminação dos seus ambientes com resíduos sólidos e derramamento de esgoto nas praias.

Se não bastasse a alta produção de lixo que não é reciclado e que por muitas vezes acabam se alojando na areia ou mesmo na água do mar, construções irregulares na faixa de praia e esgotos criminosos afetam os (8) mil quilômetros do litoral brasileiro, e mostram o tamanho do desafio que o País deve enfrentar para resolver problemas socioambientais complexos, que implicam males à saúde das populações que vivem e curtem seu lazer junto ao mar.

No estado de São Paulo os números da poluição em 2010 impressionam. De acordo com os dados oficiais do Relatório Anual de Qualidade das Praias Litorâneas da CETESB - Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental, o Litoral Norte teve cerca de sete (7) em cada dez (10) praias, os mais altos indicies de poluição, ou seja, dos 83 pontos de medição que são analisados pelo órgão naquela região, apenas 29% estiveram próprios o ano todo, e a cidade de Ubatuba se destaca com duas praias impróprias na maior parte de 2010: Perequê Mirim e Itaguá,conforme os estudos.

Já na Baixada Santista as condições da balneabilidade permaneceram com uma pequena melhora se comparado os dados dos anos anteriores. Conforme o relatório, esse é o trecho do litoral paulista que possui o maior número de praias consideradas impróprias para banho de acordo com o balanço anual do órgão medidor.

A cidade de Praia Grande historicamente é a líder em problemas de saneamento, e o Guarujá surge como o município que voltou a melhorar a sua balneabilidade nesses últimos anos, como no inicio desta década, em que das 11 praias da cidade que recebiam a classificação apenas uma estava imprópria, a Praia do Perequê.

Conforme estes dados o litoral paulista ainda tem muito que melhorar quando o assunto é a qualidade das águas litorâneas. Para a bióloga pós-graduada em gestão e controle ambiental Ericka Friol, o estudo demonstra que todos esses problemas surgem pela falta de planejamento na ocupação da área costeira.

“Devido o nosso litoral na maioria do seu território ter sido povoado sem planejamento e muitas vezes de maneira irregular, falta saneamento bem estruturado para cada cidade, pois por questões físicas e geomorfológicas temos ambientes bem diferentes uns dos outros, e desta forma cada localidade deveria ter o seu projeto de saneamento que atendesse as características socioambientais do lugar sem comprometer a qualidade das praias”.

De acordo com a Bióloga esses problemas só se resolvem com investimentos públicos e melhora na educação das populações. “As pessoas devem primeiramente entender como os projetos de saneamento são elaborados e funcionam, para posteriormente apoiar na gestão, além disso, deve haver uma parceria entre o estado, municípios, universidades e sociedade civil para que cada parte interessada possa auxiliar no controle social desse sistema complexo, o saneamento básico.

Quem vai surfar num mar de poluição?

A resposta para essa pergunta hoje em dia, deve fazer parte do quê é discutido nas rodas de conversa dos surfistas pelo litoral.

A questão essencial que tem que ser destacada quando o assunto é o lixo e a contaminação das águas marinhas por lançamento de esgoto “in-natura”, é como surgem esses problemas e onde afetam no dia-a-dia de quem pega onda.

Em entrevista, o surfista do Guarujá Junior Faria, comenta suas impressões sobre a qualidade das praias e da água nos litorais do mundo, e afirma se assustar com tanto desrespeito ao meio ambiente nos picos de surfe.


O atleta que figura na elite do surfe brasileiro e mundial afirma que a contaminação da água do mar por lançamentos irregulares de esgotos fatalmente afeta a saúde dos surfistas pelo grande período de tempo que permanecem surfando. “Todas as partes do nosso corpo ficam cobertas pelo mar, algumas vezes até ingerimos água mesmo sem querer, portanto qualquer nível de poluição irá nos afetar de algum forma”, explica.

Atualmente um dos principais fatores que sobrecarregam a capacidade do saneamento ambiental nos litorais do mundo, esta diretamente associado ao aumento exponencial da população que mora nas zonas costeiras, o qual não vem acompanhado de investimentos públicos em coleta e tratamentos sanitários, além das ocupações irregulares em toda costa, que acentuam o problema e impactam todos os ambientes naturais. O surfista explica o caso do Guarujá com algumas reservas sobre os dados do Governo de São Paulo, que afirmam que a cidade obteve melhoras na qualidade de suas praias.

“Gostaria muito de saber exatamente o que o poder público tem feito para alcançar tais melhorias. O quê observo, é que o esgoto continua fluindo nas principais praias da nossa Ilha e o estado da orla é lastimável, nem serviços básicos como lixeiras na beira da praia se encontram em boas condições de uso”.

Segundo o atleta, quem está dando o exemplo quando o assunto é atitude para preservar o litoral é a sociedade civil organizada. “As iniciativas mais louváveis partem da galera local que organiza mutirões de limpeza nas praias. Posso citar a Associação de Surfe do Guarujá e a comunidade de surfistas locais da Praia do Tombo que inúmeras vezes organizaram ações de limpeza por conta própria”, ressalta.

O surfista também faz um alerta comentando que o problema da poluição no mar não é exclusivamente um fato que acontece só no Brasil.

Em viagens pelo mundo em busca de ondas perfeitas, muitas vezes o surfista encontra a paisagem comprometida com a contaminação dos ambientes pelas mais diversas formas de poluição. “Por incrível que pareça, as praias mais poluídas que já vi na minha vida foram às praias das Ilhas Maldivas. Encontrar uma quantidade tão grande de lixo num lugar tão abençoado foi um choque. Praticamente toda a faixa de areia ao redor de algumas ilhas que conheci por lá estavam tomadas pelo lixo. De tampas de privada, brinquedos e calçados até o clássico saco plástico. Tinha de tudo. Mas o que mais doía era ver a tripulação do barco em que estávamos hospedados, despejar todo o lixo produzido pela embarcação em alto mar, sem cerimônia”.

O atual representante do Brasil no circuito mundial de surfe profissional ainda garante que a comunidade do surfe pode fazer muito mais pelo cuidado com as praias, mares e oceanos.

“Acredito que poderíamos fazer mais, pela importância do mar em nossas vidas, deveríamos nos preocupar com a qualidade da água do mar do quê com a qualidade da bermuda que vamos vestir para surfar”, reflete.

Movimento #Praia Sem Esgoto


O Governo Estadual paulista iniciou em 2007 o programa Onda Limpa da Sabesp, que deveria significar recuperação ambiental no litoral, mas está sendo sinônimo de manobras políticas ilegais, de impacto ambiental, de falta de transparência e de má utilização de recursos públicos.

Em Itanhaém, o projeto instalou clandestinamente uma rede coletora de esgoto na areia da praia com bueiros de concreto, que vem prejudicando a qualidade ambiental do lugar pelo vazamento a céu aberto de poluentes, além do forte cheiro, que assombra quem pega onda nas praias da região.

Para combater tal crime e possibilitar uma reflexão regional sobre como andam as praias de São Paulo, foi criado o Movimento #PRAIASEMESGOTO.

A ação nasce como um movimento social regional, apartidário, composto por organizações sociais e cidadãos dispostos a mobilizar-se contra os danos socioambientais que o Programa Onda Limpa, da Sabesp, está deixando no litoral do Estado.

Para um dos coordenadores do Grupo de Trabalho de comunicação do movimento o Educador Ambiental Bruno Pinheiro essa ação está sendo um grande catalisador de parcerias entre a sociedade civil organizada, poder público e cidadãos.

“O movimento provocou de maneira rápida e nunca vista, quando o assunto é mobilização social, uma atitude positiva do poder público em resolver o problema da instalação de redes de esgoto na faixa de areia das praias da cidade de Itanhaém, haja visto, que através do movimento Praia Sem Esgoto a Sabesp está sendo obrigada pela Secretária do Patrimônio da União (SPU), a retirar toda a rede coletora de esgoto da areia das praias itanhaenses”.

De acordo com Pinheiro o Movimento é solidário também com moradores de todas as cidades do litoral brasileiro que sofrem com o despejo de esgoto na praia ou cujo serviço público é mal oferecido à população.

“Hoje podemos convergir idéias e atitudes afins entre as pessoas de todas as partes do Brasil e do mundo. Uma das forças nessas questões são as redes sociais como o Facebook, Blogs, Youtube, que servem para que todos possam expressar suas indignações frente a questões críticas que fazem parte desse contexto público”.

Para saber mais acesse: www.praiasemesgoto.blogspot.com


Como saber mais sobre a qualidade das praias no litoral paulista

A informação sobre a balneabilidade das praias é fundamental para que a população conheça as condições de uso das principais praias do Estado.

A divulgação das condições de balneabilidade é feita através da emissão de um boletim semanal, que é enviado para todas as prefeituras do litoral, órgãos de saúde e meio ambiente, órgãos envolvidos com turismo e a imprensa em geral.

Além disso, a CETESB possui atendimento telefônico gratuito (0800-113560) que informa diariamente sobre as condições das praias. E possível, ainda, obter essas informações acessando o site www.cetesb.sp.gov.br, entrando no item água e, em seguida, no mapa de qualidade das praias. Basta clicar no nome do Município desejado e a listagem de suas praias aparecerá, mostrando as respectivas condições de balneabilidade, representadas por uma bandeira à direita do nome da praia.

Nas praias monitoradas existem bandeiras de sinalização indicando as condições de balneabilidade se a bandeira for verde a praia está própria se for vermelha a praia está imprópria. (Fonte: www.cetesb.sp.gov.br)

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Concurso fotográfico convida surfistas a registrar desafios ambientais


Surfistas de todo o Brasil estão convidados a participar de uma importante campanha socioambiental. Trata-se do Concurso Fotográfico “Mata Atlântica, Minha Praia”, que em sua primeira edição traz o tema “Desafios da proteção da zona costeira”.

Os participantes que enviarem suas fotografias estarão colaborando com a produção de um mosaico de visões. O objetivo do concurso é reunir fotografias que ajudem a retratar, a partir do olhar dos próprios surfistas, problemas ambientais e ações positivas de cuidado com a Mata Atlântica, seus ecossistemas e rios costeiros.

As 30 melhores fotografias, eleitas pelo Conselho Curador, farão parte de uma exposição itinerante e as 3 melhores eleitas pelo juri popular, por meio do Facebook, serão premiadas.

As inscrições estão abertas até o dia 26 de agosto. A partir de 1º de Setembro acontece a votação pelo Facebook da Ecosurfi. A premiação serão realizada no final de setembro.

O concurso é uma ação da campanha Eu surfo na Mata Atlântica e está sendo promovido pela Ecosurfi – Entidade Ecológica dos Surfistas, no contexto do Movimento Surfe Sustentável, e conta com o apoio do artista Erick Wilson.

Para mais informações, saber como participar e baixar o regulamento, acesse a página do concurso no site da Rede de Ecosurfistas pelo Meio Ambiente.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Surfistas criam prancha feita com 90% de materiais renováveis


Vídeo de apresentação da prancha no concurso, em inglês.



A utilização de materiais que não fazem mal ao planeta pode ser encontrada em vários objetos, inclusive em pranchas de surf. A marca alemã Kun_Tiqi fabrica as pranchas a partir de madeira de balsa cultivada de maneira sustentável em uma fazenda do Equador.
kun_tiqi
Ela é laminada com uma resina com com 98% de linhaça / Foto: Divulgação
De acordo com o site, 90% da prancha é feita de matéria prima natural e renovável. Depois de adquirir a forma devida, ele é laminado com uma resina feita com 98% de linhaça e sem ingredientes tóxicos.
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A marca Kun_Tiqi produz as suas pranchas de maneira sustentável / Foto: Divulgação
A vantagem de usar esse tipo de madeira é que ela cresce muito rápido (dez metros em menos de quatro anos), é fácil de ser reciclada e não produz toxinas. Ela é cultivada por Don Zandoval e as família, que planta as árvores de acordo com as leis locais e um sistema sustentável de cultivo (como o Comércio Justo).
surf
As pranchas são mais resistentes, flexíveis e duráveis / Foto: Divulgação
Já que o processo de fabricação é todo feito a mão, as pranchas levam, em média, seis vezes mais tempo para ficarem prontas do que as produzidas de forma convencional. Esse é um dos fatores que fazem as pranchas serem mais flexíveis, estáveis e terem maior durabilidade.
Os “surfistas que se importam”, como diz o slogan da marca, ainda apontam outra vantagem do uso da madeira: no final da vida útil, o artigo é utilizado como composto e fertilizante de solo.
don zandoval ecuador
Don Zandoval e sua família cultivam a madeira balsa de maneira sustentável / Foto:Divulgação

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Todos por praias mais limpas

A campanha “Vamos Limpar o Mundo” 2010, aconteceu na cidade de Itanhaém e contou com a participação de voluntários por toda a cidade. As ações percorreram praias, ilhas, costões rochosos, rios, trilhas e matas ciliares.

Centenas de quilos de detritos foram retirados da área costeira. Todo o material coletado foi analisado através da qualificação por tipo e quantidade.

Os dados registrados foram sistematizados e enviados através do relatório de despoluição produzido pela Ecosurfi, para as organizações ambientalistas internacionais, a norte americana Ocean Conservancy e a australiana Clean Up the World.

Os números da campanha “Vamos Limpar o Mundo” 2010, vão servir de subsidio para a elaboração do diagnóstico sobre a contaminação dos oceanos por resíduos sólidos, que está sendo produzido pelo PNUMA (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente).

Confira a galeria de fotos

Praia dos Sonhos e Praia dos Pescadores


Praia do Suarão


Praia do Gaivota e Rio Piaçaguera

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Ondas protegidas


Por: João Malavolta/
Ecosurfi

Marco histórico na proteção recente do litoral paulista pode acontecer nessa próxima quinta-feira (07/10). Trata-se audiência pública que deve definir a criação da Unidade de Conservação (UCs) em Bertioga.

Organizações Não Governamentais, Sociedade Civil, Poder Público e demais atores se mobilizaram nos últimos anos para defender uma das últimas áreas de restinga semi-intocada do estado de São Paulo.

Com um contínuo florestal com mais de 8 mil ha, reduto de praias desertas, fauna e flora exuberante com características peculiares por conter preservados trechos de restingas, a região da Praia do Itaguaré em Bertioga, que também engloba as fozes dos rios Itaguaré e Guaratuba e a floresta localizada entre a rodovia Mogi-Bertioga, está sendo o  foco de grandes debates sobre a legitimidade e necessidade da criação dessa UC.

De um lado os interesses privados de minorias que se alicerçam nas bases ruídas do Poder Público Estadual e Municipal, setores do empresariado e de outro, o Movimento Ambientalista, que se faz presente através de um “pool” de ONGs.

O projeto identificado como “Polígono Bertioga”, prevê que sejam demarcadas como UCs uma área que mantém a conexão ecológica entre o Oceano Atlântico e a Serra do Mar, permitindo o livre fluxo das espécies ali presentes e a manutenção dos processos biogeoquímicos.

A proposta se norteia pela necessidade de garantir a proteção integral da área e foi selecionada e construída a várias mãos por apresentar alta conservação de fisionomias vegetais pouco representadas no Sistema Paulista de Unidades de Conservação, alto grau de ameaça à sua integridade, e forte mobilização da sociedade pela sua proteção.

Apelo à comunidade do Surfe

Altas ondas, sossego, sombra e água fresca, o quê que falta? Nada né!

Mas na verdade falta muita coisa ainda. Se olharmos do ponto de vista da não participação da comunidade do surfe nos espaços decisórios, quando se esta debatendo o futuro da litoral, das ondas, dunas, restingas e demais ecossistemas associados é possível assistir  a apatia de uma maioria que parece que pega carona no ativismo da minorias mobilizadas que estão propondo ressignificar os verdadeiros valores da cultura surfe, que intimamnte está associada ao cuidar das nossas praias e oceanos.

Com a proposta de alavancar a bandeira do surfe enquanto seguimento social, que deve incorporar o protagonismo na defesa das causas ambientais, a Ecosurfi com o apoio do WWF-Brasil levou para diversos eventos do esporte nesse último semestre um “abaixo-assinado gigante”, que traduziu com frases e mensagens o desejo dos surfistas de boa parte do Brasil para que a UC de Bertioga seja criada.

O tecido que conta com centenas de assinaturas será entregue aos representantes do Governo do estado de SP nesta quinta-feira durante a audiência que possibilitará a criação do “Polígono Bertioga”.

Essa é mais uma ação que deve garantir que as boas ondas da Praia do Itaguaré continuem quebrando do jeito que se conhece, e que a região adjacente não sofra com a especulação imobiliária que vem dizimando comunidades caiçaras por todo o litoral brasileiro.

Surfista, você é ou está sendo?

Se você é, participe da Audiência Pública para garantir mais um espaço preservado no nosso litoral. 

Local: Prefeitura de Bertioga/SP
Data: 07 de outubro de 2010
Horário: 18hs
Saiba mais em :
www.fflorestal.sp.gov.br

Confira na integra a contribuição das ONGs para o projeto da criação da UCs / Bertioga


contribuicoes_WWF_e_ONGs

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Campanha VLM é transferida para outubro


A campanha Vamos Limpar o Mundo – Dia Mundial da Limpeza em Rios e Praias que seria realizada nesse último final de semana (25/09), em Itanhaém, foi transferida em virtude do mal tempo. No sábado em que a ação seria realizada em 11 pontos da cidade, e iria atingir cerca de 7,5 quilômetros de praias e costões rochosos, foi comprometida pela chuva, que impossibilitou o trabalho das equipes.

Nova data foi marcada, porém devido à agenda de compromissos da Ecosurfi nessas próximas semanas, a atividade está prevista para acontecer no dia 31 de outubro (final de semana com feriado), no mesmo formato que foi divulgado e firmado com todos os parceiros e voluntários envolvidos.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

"Surfe Pró Marina"

Na segunda etapa do Circuito Itanhaense de Surfe, que aconteceu nesse final de semana (26/09), na Praia dos Pescadores, os campeões do Long Board levaram “Marina” para o pódio.

Os atletas Luan Xavier, Tiago Lima, Kleber Silvando e Nielsen Mingardi, que fizeram a final da categoria, subiram no palanque para receberem as premiações com um painel que mostrava o rosto de Marina.

Dezenas de pessoas que estavam presentes curtiram a idéia e ficaram surpresas com a atitude dos surfistas.


Bora com Marina para o segundo turno!!!

domingo, 19 de setembro de 2010

Começa hoje: Semana Nacional de Oceanografia


A Semana Nacional de Oceanografia, SNO, é um evento científico-acadêmico que apresenta como principal objetivo a Integração da comunidade oceanográfica (estudantil e profissional) brasileira por meio de atividades contextualizadas.

O evento será realizado em Itanhaém, São Paulo, está em sua 22º edição e contará com palestras, mesas-redondas, oficinas, mini-cursos e apresentação de painéis. Nesta edição será realizado ainda o desafio de casos, ENOC, Reunião de Centros Acadêmicos e Encontro de empresas juniores de oceanografia. Simultaneamente ao evento estará ocorrendo a II FIELO – Feira Integrativa de Empresas Ligadas à Oceanografia e o Clean Up The World, em parceria com a ONG Ecosurfi. Durante o evento serão realizadas também atividades culturais e esportivas.

O Público alvo do evento abrange toda a comunidade acadêmica oceanográfica do país, alunos de graduação, pós-graduação, docentes, pesquisadores e técnicos além dos representantes de outras ciências relacionadas. Conta-se também com a participação de profissionais de órgãos públicos, organizações não governamentais (ONGs) e privadas, atuantes direta ou indiretamente com as ciências do mar no Brasil e no exterior. Devido aos esforços em atuação junto à sociedade, atividades e propostas a serem realizadas durante o evento, espera-se também que haja significativa representação da comunidade local no evento.

A organização, baseada nos números de inscritos nas últimas edições da SNO, dimensiona o evento para um público de aproximadamente 1200 pessoas, entre as categorias anteriormente citadas.

Visite o site: http://www.xxiisno.com.br

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Ecosurfi mobiliza Itanhaém para a campanha “Vamos Limpar o Mundo”

Por: João Malavolta

TUDO PRONTO -
A iniciativa faz parte da ação internacional “Clean Up the World”, realizada em mais de 130 países, numa homenagem ao Dia Mundial da Limpeza em Rios e Praias


Com a expectativa de mobilizar cerca de 500 voluntários, a Ecosurfi promove no próximo dia 25 (sábado) a campanha internacional “Vamos Limpar o Mundo”.

Realizado em todos os continentes, com mais de 130 países participantes, o Dia Mundial da Limpeza em Rios e Praias é celebrado com a chegada da Primavera. O evento tem como objetivo reduzir o impacto causado pelo "lixo" em toda área costeira.

A programação terá início às 9 horas com os mutirões de limpeza acontecendo simultaneamente em 11 pontos estratégicos do município, totalizando uma área a ser atingida pela despoluição com cerca de 7,5 quilômetros.

Pelo 9° ano consecutivo a Ecosurfi realiza a campanha, a qual já retirou dos ambientes naturais da cidade, mais de 10 toneladas de resíduos sólidos, e nessa edição está potencializando as atividades com parceiros que irão liderar os mutirões por toda a região.

Pontos de despoluição:


Suarão (Concentração Posto Bombeiro na Praia)
Savoy (Concentração em frente a Colônia Cabos e Soldados)
Centro (Concentração Quiosque Ventania)
Praia da Saudade - Trilha Sapucaitava (Concentração Praia dos Pescadores)
Praia dos Pescadores (Concentração Praia dos Pescadores)
Ilha das Cabras - Praia do Pescadores (Concentração Praia dos Pescadores)
Praia do Sonho - Faixa de Areia (Concentração Praia dos Pescadores)
Costão Praia do Sonho e Praia das Conchas (Concentração Praia dos Pescadores)
Cama Anchieta - Gruta nossa Senhora de Lourdes (Concentração Praia dos Pescadores)
Cibratel (Concentração Antigo Posto de Bombeiro)
Gaivota (Concentração Quiosque do Norberto)

Com a participação de várias lideranças juvenis, escolas de surfe, clubes de servir, escolas municipais e estaduais os organizadores pretendem potencializar o cunho educativo da campanha. "A importância de envolver esse numero grande de parceiros nessa ação acontece devido ao tamanho do desafio que é combater poluição, assim, essa é uma maneira de compartilhar a responsabilidade pela proteção e preservação do nosso Planeta entre todos", ressalta o diretor de Mobilização da Ecosurfi, Jairo Adrian.

Os mutirões serão finalizados com a triagem dos materiais coletados, às 11:30 horas.
As inscrições podem ser feitas pela página: www.ecosurfi.org ou pelos telefones (13) 3426 8138 – (13) 9755 1559

Em Itanhaém a campanha Vamos Limpar o Mundo / Dia Mundial da Limpeza em Rios e Praias – conta com o apoio da Faculdade Metodista, Contabilidade Belas Artes, Porto Locação de Andaimes, Restaurante do Canto, Unimes Virtual, Restaurante Veraneio III, Watanabe Elétrica - Hidráulica - Ferragens - Antenas, Mescalito Designs, SOS Contábil, Gagliardi Arquitetura, Itanhaém Motos, Supermercado Saito, Restaurante Tay Grill, Julio Imóveis, Apoio 24 Horas, Casa dos Portões, Tranpolix, Sispumi, Relojoaria Yoshikawa, Alfredo's Esportes, Quiosque Correnteza, Loterias Entrou Ganhou e Itanhaém Comercial.

São parceiros estratégicos a organização ambientalista Global Garbage, ASSU - Associação Socioambiental Somos Ubatuba, Ecogalera, Pizzaria e Churrascaria Di Fiori, Faculdade Itanhaém - Faita, Escola de Idiomas CCAA, Papa Papa Veículos, Pão de Queijo Nadinho, Cesinha, Benetton Farmácia e Manipulação, Pernambucanas, Restaurante Tia Lena, Ventania Praia Ba.

Organização Local: Ecosurfi, UAI União dos Amigos Independente, ETEC de Itanhaém, Salva Surf Itanhaém, Caposurf, Escolas de Surf Gaivota e Suarão,

Confira as fotos das 04 ultimas edições da campanha

Ano - 2009
Ano - 2008
Ano - 2007
Ano - 2006

Patrimônio Ecologia

terça-feira, 22 de junho de 2010

Guarujá recebeu oficina do projeto Rio do Nosso Bairro

Áreas verdes ou vazios urbanos?


Oceanógrado Fabrício Gandini

O primeiro seminário da Oficina 01 (Baixada Norte), do projeto Rio do Nosso Bairro – Escolas Cuidando das Águas, aconteceu no Guarujá e contou com a presença de professores de 25 escolas que participam do projeto na Região Metropolitana da Baixada Santista.

Durante a atividade que foi facilitada na parte da manhã pelo oceanógrafo Fabrício Gandini, que em sua apresentação mostrou o contexto da ocupação desordenada na Baixada, frisando o panorama em que se encontra a gestão dos recursos hídricos, numa dimensão em que o avanço descontrolado da expansão demográfica sobre os mananciais gera a negação dos rios pelas gestões públicas.

Gandini comenta a atual visão da maioria dos gestores, que enxergam e entendem de maneira míope as áreas verdes como “vazios urbanos”. 

“Quase todas as áreas verdes que ainda estão de pé na nossa região são importantes ambientes para a proteção dos mananciais, uma vez que toda a água produzida pela Serra do Mar é depositada no nosses locais”.

Outro ponto destacado pelo Oceanógrafo, trata do conceito de segunda moradia que a região possui. “A lógica de utilizar a Baixada Santista como local para veraneio é um grande fator de pressão sob recursos hídricos, com isso é necessário esforços para a proteção e gestão responsável desse bem natural e utilização do solo”.

Relato dos professores
Professores na roda de partilha

Após a apresentação foi à vez dos professores relatarem como está a prática do projeto dentro das escolas.

Numa roda de partilha os educadores comentaram e tiraram duvidas sobre a metodologia do processo de Mapeamento Socioambiental Participativo que já estão realizando junto com os alunos.

Algumas fotos das primeiras atividades desenvolvidas pelos descentes foram apresentadas. As imagens documentavam visitas com grupos de alunos aos locais que serão mapeados: rios, nascentes, estuário etc.

O ponto positivo da troca de conhecimentos entre os mapeadores e mapeadoras, foi possibilitar exemplos de ações praticas que fortaleçam o intercambio de informações para a grande rede que está se formando pela gestão responsável dos recursos hídricos numa perspectiva das “escolas cuidando da água”.

A comunidade também educa
Biólogo e educador Cesar Pegoraro

No período da tarde o biólogo e educador ambiental Cesar Pegoraro foi quem conduziu parte dos trabalhos.

O Educador inicia a sua fala discorrendo sobre as formas da aplicação das práticas pedagógicas na escola num método que englobe as formas de ser, de estar e de agir dos professores, para com os alunos, no sentido que isso garanta o interesse dos educandos no processo das práticas do projeto Rio do Nosso Bairro.

Relatando a sua impressão sobre o parecer dos professores no que toca a parte da execução do trabalho no âmbito escolar, Pegoraro argumenta sobre a importância de se estudar a comunidade.

“O que acontece com os corpos d'agua é reflexo direto de como a comunidade esta utilizando esse recurso, desta forma, conhecer bem o local a ser analisado é necessário para que tenhamos um trabalho que atenda os objetivos do projeto”.

De acordo com o Biólogo através do estudo de meio é possível gerar reflexões e diálogos. "Temos que focar o trabalho para a contrução de conhecimentos que abram caminhos e permitam transmitir as decisões para o controle cidadão nas ações do poder público, tudo isso para garantir a democracia com participação efetiva da sociedade".

Para ver a galeria de fotos Click Aqui

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Rede de escolas mapeia os recursos hídricos da Baixada Santista

Unidades de Ensino de toda a região participam de projeto de educação ambiental voltada para o saneamento
Mapa espacial da Região Metropolitana da Baixada Santista

O projeto da Ecosurfi - Rio do Nosso Bairro – Escolas Cuidando das Águas inicia nesse sábado (12) a sua fase de oficinas de mapeamento socioambiental participativo, desenvolvimento e acompanhamento de projetos.

Com a bagagem de três seminários realizados na etapa 02 e a participação de mais de 70 professores de 36 escolas da Baixada Santista em cada encontro, foi possível trabalhar matérias como saneamento ambiental, participação social, educomunicação, educação ambiental, métodos participativos, entre outros.

O inicio dessa nova fase será marcada pela atuação dos professores dentro das unidades escolares. Por meio de projetos de mapeamentos socioambientais participativos eles irão, com os alunos, documentar a situação das áreas no entorno das escolas, dentro da perspectiva de sustentabilidade, organização e desenvolvimento social na bacia hidrográfica.

Tendo como objeto desta primeira oficina a questão da ocupação urbana e desenvolvimento na Baixada Santista, o titulo/tema abordado será, “Baixada Santista: dos índios ao pré-sal”.

A proposta desta formação é apresentar um panorama do processo de ocupação e desenvolvimento da Baixada Santista, enfatizando os impactos nos mananciais, rios, mangues e praias da região e as estruturas de apoio à sociedade que surgiram para suportar o uso da água (equipamentos de saneamento, CBH etc).

São os formadores dessa oficina o Biólogo e educador ambiental Cesar Pegoraro, que possui longa experiência em mobilização social e educação ambiental voltada para os recursos hídricos, juntamente com o Oceanógrafo Fabricio Gandini, que é diretor do Instituto Maramar e tem vasto conhecimento em projetos e pesquisas sobre os recursos hídricos e costeiros com comunidades da Baixada Santista..

A oficina 01 (Baixada Norte) acontece para as cidades de São Vicente, Santos, Guarujá, Cubatão e Bertioga nesse sábado (12), das 9h00 às 17h00hs na UNAERP Campus Guarujá, Avenida Dom Pedro I, 3300, Guarujá. E no sábado seguinte (19), a atividade acontece em Peruíbe, para professores e professoras de Peruíbe, Itanhaém, Mongaguá e Praia Grande (Baixada Sul).

Maiores informações podem ser obtidas na Comunidade Virtual (www.riodonossobairro.org.br) ou pelo telefone 13 3426-8138

segunda-feira, 22 de março de 2010

Milhares vão às ruas de Peruibe/SP protestar pela preservação da água

Presença em massa da juventude da Baixada Santista mostra comprometimento com o meio ambiente



Faixas, bandeiras e cartazes pedem pela preservação da água

Por Comunicação Ecosurfi

Hoje de manhã quase quatro mil pessoas tomaram as ruas de Peruibe, no litoral sul de São Paulo, para se manifestar pelo envolvimento das escolas na gestão sustentável dos recursos hídricos. A ação marca as comemorações do Dia Mundial da Água, que desde 1992 é comemorado em 22 de março e, na Baixada Santista, é marcado anualmente pela Semana e Caminhada Metropolitanas da Água.

Em sua 5° edição a Caminhada da Água promoveu um grande arrastão. Milhares de jovens e professores de escolas das nove cidades da Baixada Santista percorram as principais ruas do centro de Peruibe portando faixas e cartazes, demonstrando a preocupação da juventude com os recursos hídricos na região.


Multidão garante sucesso do evento

Entre aqueles que prestigiaram o evento estavam à prefeita de Peruíbe, Milena Bargieri, vereadores do município e o Secretário de Meio Ambiente de Santos, Fábio Nunes (Fabião).


Jovens pela gestão responsável das águas

A Caminhada foi apenas o início. Até novembro, quando acontecerá a I Conferência Metropolitana de Escolas Cuidando da Água, a região terá uma experiência muito importatnte para fortalecer a Educação Ambiental. “Agora vamos nos preparar para a próxima etapa, que é a formação de professores de 36 escolas da Baixada para o desenvolvimento de Mapas Verdes destas 36 comunidades”, fala André Barbosa, um dos coordenadores do projeto da Ecosurfi - Rio do Nosso Bairro – Escolas Cuidando da Água.


Quase 4 mil pessoas participam da Caminhada da Água

A Semana da Água é tradicionalmente realizada pela Comissão de Educação e Divulgação do Comitê de Bacia Hidrográfica da Baixada Santista (CE-ED/CBH-BS). Este ano ela integra o projeto Rio do Nosso Bairro – Escolas Cuidando da Água, realizado pela ONG Ecosurfi – Entidade Ecológica dos Surfistas em parceria com a CE-ED/CBH-BS, Prefeitura Municipal de Peruíbe e o Departamento de Águas e Energia Elétrica do Estado de São Paulo (DAEE). Os recursos são oriundos do Fundo Estadual de Recursos Hídricos (FEHIDRO).

Todos juntos somos fortes!!!







quinta-feira, 18 de março de 2010

Ecosurfi e CBH/BS realizam a 5° Caminhada Metropolitana da Água

Encontro deve reunir no próximo dia 22 em Peruíbe mais de 4 mil alunos de todas as cidades da Baixada Santista no Dia Mundial da Água

Por Comunicação Ecosurfi

Terminando as comemorações da Semana da Água o Comitê da Bacia Hidrográfica da Baixada Santista, através da sua Comissão Especial de Educação Ambiental e Divulgação, Prefeitura de Peruíbe, em conjunto com a Ecosurfi, realizam a maior mobilização da região pela proteção e preservação dos Recursos Hídricos.

Jovens mobilizados pela proteção da água (foto arquivo)
Realizada desde 2006, a já tradicional “marcha da água” reúne milhares de jovens das escolas públicas e particulares dos 09 municípios da Região Metropolitana da Baixada Santista e encerra a Semana Metropolitana da Água no próximo dia 22 (segunda-feira). A cada ano a caminhada é realizada em uma cidade diferente e tem a proposta de, no Dia Mundial da Água, divulgar na Baixada Santista os trabalhos desenvolvidos pelo CBH/BS.

Durante a caminhada os alunos percorrerão cerca de 1,2 km levando bandeiras, faixas e cartazes que pedem pela proteção do principal recurso mineral do Planeta, a Água.

Escolas durante a caminhada (foto arquivo)
Neste ano a caminhada tem seu ponto de concentração no CIT (Centro de Informações Turísticas de Peruibe) na Av. Governador Mário Covas s/n° - Praça Melvin Jones, à partir das 08hs.

Mapa da Caminhada
Sobre o Dia Mundial da Água

O Dia Mundial da Água foi criado pela ONU (Organização das Nações Unidas) no dia 22 de março de 1992. O dia 22 de março, de cada ano, é destinado a discussão sobre os diversos temas relacionadas a este importante bem natural.

Mas porque a ONU se preocupou com a água se sabemos que dois terços do planeta Terra é formado por este precioso líquido? A razão é que pouca quantidade, cerca de 0,008 %, do total da água do nosso planeta é potável (própria para o consumo). E como sabemos, grande parte das fontes desta água (rios, lagos e represas) esta sendo contaminada, poluída e degradada pela ação predatória do homem. Esta situação é preocupante, pois poderá faltar, num futuro próximo, água para o consumo de grande parte da população mundial. Pensando nisso, foi instituído o Dia Mundial da Água, cujo objetivo principal é criar um momento de reflexão, análise, conscientização e elaboração de medidas práticas para resolver tal problema.

No dia 22 de março de 1992, a ONU também divulgou um importante documento: a “Declaração Universal dos Direitos da Água” (leia no link abaixo). Este texto apresenta uma série de medidas, sugestões e informações que servem para despertar a consciência ecológica da população e dos governantes para a questão da água.

Conheça a Declaração Universal dos Direitos da Água

A Semana da Água é tradicionalmente realizada pela Comissão de Educação e Divulgação do Comitê de Bacia Hidrográfica da Baixada Santista (CE-ED/CBH-BS). Este ano ela integra o projeto Rio do Nosso Bairro – Escolas Cuidando da Água, realizado pela ONG Ecosurfi – Entidade Ecológica dos Surfistas em parceria com a CE-ED/CBH-BS, Prefeitura Municipal de Peruíbe e o Departamento de Águas e Energia Elétrica do Estado de São Paulo (DAEE). Os recursos são oriundos do Fundo Estadual de Recursos Hídricos.

Sessão Solene inicia a 8°Semana Metropolitana da Água na Baixada Santista

Representantes da sociedade civil e autoridades marcam presença na Câmara Municipal de Peruíbe

Por Comunicação Ecosurfi

A Sessão Solene que deu início as atividades da 8° Semana Metropolitana da Água na Baixada Santista promoveu o encontro de autoridades do poder público, membros de organizações da sociedade civil da região e da população da cidade de Peruíbe/SP.

Mesa composta pelas autoridades
Cerca de 150 pessoas foram recebidas pelo Coral dos Funcionários Públicos de Peruíbe que alegrou a noite nas dependências da Câmara Municipal da cidade.

A mesa de abertura foi composta pelo Secretário Executivo do Comitê da Bacia Hidrográfica da Baixada Santista, o engenheiro José Luiz Gava, o Coordenador da Comissão Especial de Educação Ambiental e Divulgação do CBH/BS, Francisco Gomes Costa Neto, o comandante e Sub-tenente do Exército Brasileiro Oliveira, representando a Coordenadoria de Educação Ambiental da Secretária do Meio Ambiente do Estado de São Paulo, Ana Luiza Serra e a Prefeita Municipal de Peruíbe, Milena Bargieri.

Público participante
Também estavam presentes secretários municipais das cidades da região, vereadores e educadores e educadoras das escolas que participarão do projeto Rio do Nosso Bairro.

O cerimonial de abertura foi conduzido e preparado por dois jovens de 15 anos que fazem parte do projeto Ecogalera da Ecosurfi, que desenvolve atividades voltadas para o protagonismo juvenil frente ao desafio da sustentabilidade planetária.

Educação na gestão dos Recursos Hídricos

A programação também permitiu a realização da palestra sobre Educação Ambiental na gestão das águas. A explanação sobre o tema foi proferida pela Educadora Socioambiental da ONG 5 Elementos Camila Mello, que falou com muita propriedade sobre projetos políticos pedagógicos em educação para água, citando exemplos bem sucedidos no interior do estado, em outras Unidades de Gerenciamento de Recursos Hídricos (UGRH).

Educadora Camila Mello
Em seguida foi apresentado por Bruno Pinheiro, o projeto Rio do Nosso Bairro da Ecosurfi, que nesse ano incorporou a 8° Semana Metropolitana da Água e a 5° Caminhada da Água.


As ações do projeto Rio do Nosso Bairro vão integrar as 09 cidades da Região da Metropolitana da Baixada Santista (Peruíbe, Itanhaém, Mongaguá, Praia Grande, São Vicente, Santos, Cubatão, Guarujá e Bertioga) por meio da produção de Mapas Verdes que diagnosticará a realidade socioambiental das comunidades que as escolas estão inseridas.

Bruno Pinheiro explanando sobro projeto Rio do Nosso Bairro
No total participarão quatro escolas por município, totalizando 36 estabelecimentos de ensino, que ao longo de 2010 que trabalharão durante 08 oficinas com temas como: Educação Ambiental, Saneamento Básico, Educomunicação e Redes.

São as escolas:

Peruibe
EM José Roberto Preto
EM José Veneza Monteiro
EE Padre Vitalino Bernini
EE Maya Alice Ekman

Itanhaém
EM Dalva Dati Ruivo
EM José Teixeira Rosas
EM Mª Aparecida Amêndola Soares
EE Mª da Conceição Luz

Mongaguá
EMEF Vera Cruz
EMEF José Cesário Pereira Filho
EMEF Balneário Regina Maria
EMEF Vereador José Carlos de Freitas

Praia Grande (Aguardando informações)

São Vicente
EM José Meirelles
EM Matteo Bei
EM Mário Covas
EM Pastor Joaquim Rodrigues da Silva

Santos
UME Ayrton Senna da Silva
UME Oswaldo Justo
UME Lourdes Ortiz
UME dos Andradas

Guarujá
EM 1º de Maio
EM Profª Dirce Valério Gracia
EE Francisco Figueiredo
EE Lucimar de Jesus Vicente

Bertioga
EMEF Dino Bueno
EMEF Jardim Vista Linda
EMEIF Del Phino
EMEIF Guaratuba

Cubatão
UME Padre José de Anchieta
UME Dr. Ulysses Silveira Guimarães
UME Prof. Dr. Luiz Pieruzzi Netto
UME Bernardo José Maria de Lorena

A Semana da Água é tradicionalmente realizada pela Comissão de Educação e Divulgação do Comitê de Bacia Hidrográfica da Baixada Santista (CE-ED/CBH-BS). Este ano ela integra o projeto Rio do Nosso Bairro – Escolas Cuidando da Água, realizado pela ONG Ecosurfi – Entidade Ecológica dos Surfistas em parceria com a CE-ED/CBH-BS, Prefeitura Municipal de Peruíbe e o Departamento de Águas e Energia Elétrica do Estado de São Paulo (DAEE). Os recursos são oriundos do Fundo Estadual de Recursos Hídricos.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Peruíbe recebe a 8ª Semana Metropolitana da Água



Já tradicional na região, Campanha este ano debate a participação das escolas na gestão das águas; em seguida 36 escolas desenvolverão projetos de mapeamento de microbacias

Por Comunicação Ecosurfi

Dona da maior disponibilidade hídrica do estado de São Paulo, a Baixada Santista receberá a partir da próxima segunda-feira a VIII Semana Metropolitana da Água, que sempre traz o lema “A Ordem é Água Limpa”. As atividades começarão dia 15 de março, às 19h, na Câmara Municipal de Peruíbe, com a Solenidade de Abertura.

Na ocasião acontecerá a abertura oficial da Semana da Água, o lançamento do projeto da Ecosurfi - Rio do Nosso Bairro - Escolas Cuidando da Água, a apresentação das 36 escolas inscritas no projeto e uma palestra sobre Educação Ambiental na Gestão das Águas. Participarão autoridades da região e do município de Peruíbe e representantes das Secretarias Municipais de Educação e da Diretoria Regional de Ensino.

A prefeita de Peruíbe, Milena Bargieri, o presidente do CBH-BS (Comitê de Bacia Hidrográfica da Baixada Santista) e prefeito de São Vicente, Tércio Garcia, e o Secretário de Meio Ambiente de Santos, Fábio Nunes, são presenças confirmadas. O evento contará também com a presença de um representante da Coordenadoria de Educação Ambiental da Secretaria Estadual de Meio Ambiente.

Já o encerramento acontecerá dia 22 de março, Dia Mundial da Água, quando cerca de 4 mil alunos e alunas de escolas públicas dos nove municípios da Baixada Santista se reunirão em Peruíbe para uma das maiores mobilizações da região, a 5ª Caminhada Metropolitana da Água. Serão ao todo três ônibus de cada cidade da região, além dos alunos de toda a rede municipal e estadual de Peruíbe. Entre os dias 15 e 22, todas as escolas que participarão da Caminhada vão trabalhar a temática com os alunos e elaborar materiais para a campanha.

A VIII Semana da Água dá início a um processo que envolve 4 escolas de cada município para o desenvolvimento de mapeamentos de microbacias, atrelados a atividades formativas de professores. Este processo termina no final do ano, com a realização da I Conferência Metropolitana de Escolas Cuidando das Águas da Baixada Santista e com a publicação de um livro com as experiências das escolas.

A Semana da Água é tradicionalmente realizada pela Comissão de Educação e Divulgação do Comitê de Bacia Hidrográfica da Baixada Santista (CE-ED/CBH-BS). Este ano ela integra o projeto Rio do Nosso Bairro – Escolas Cuidando da Água, realizado pela ONG Ecosurfi – Entidade Ecológica dos Surfistas em parceria com a CE-ED/CBH-BS, Prefeitura Municipal de Peruíbe e o Departamento de Águas e Energia Elétrica do Estado de São Paulo (DAEE). Os recursos são oriundos do Fundo Estadual de Recursos Hídricos.

Saiba mais sobre
(13) 3426-8138

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Revista EA do Senac destaca o programa Surfe Sustentável da Ecosurfi

Na edição 2010 da Revista "Educação Ambiental" do Senac (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial), entre os destaques da publicação está o programa Surfe Sustentável da Ecosurfi, que vem se consolidando como referência no engajamento dos surfistas que buscam contribuir com a preservação e proteção dos mares, praias e oceanos.

Assim como outras iniciativas que visam despertar a consciência ambiental entre os praticantes dos esportes radicais, o programa Surfe Sustentável está se destacando entre a comunidade so surfe, em razão das formas de interação que a proposta oferece.

Ações como seminários presenciais, fóruns de discussão via Internet (www.surfsustentavel.org), servem como canais de articulação e difusão dos conceitos da proposta.

A matéria que tem como título, "Na onda da sustentabilidade", também aborda esportes como escalada, montanhismo, canionismo entre outros.

Sobre a Revista

A revista Senac / Educação Ambiental é semestral e foi lançada durante a Eco-92, e apresenta ao leitor artigos ligados ao tema do meio ambiente, como educação ambiental, turismo, soluções sustentáveis, saúde, biodiversidade, cultura, formação profissional e qualidade de vida. Saiba mais

Confira a matéria com a Ecosurfi

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Conheça a revista na intergra Click Aqui

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Denúncia da Ecosurfi repercute e poder público toma providências




Na última semana a Ecosurfi foi alvo de reportagens devido à denúncia realizada pela entidade, sobre o lançamento de esgoto em praia.

A repercussão dos acontecimentos chamou a atenção da mídia regional, que deu total atenção aos fatos, e possibilitou que fosse divulgada essa agressão ao meio ambiente, bem como, expôs a omissão dos órgãos competentes que deveriam resolver o problema.

Ouvida a prefeitura municipal, que é responsável pelo local (Praça do Pescado), de onde sai o esgoto, o problema é recente e se iniciou no mês de dezembro do ano passado.

Conforme documentos anexados à denúncia da Ecosurfi, que foram produzidos na esfera legislativa do município, por meio de um Requerimento, encaminhado ao Executivo da cidade, o problema data de fevereiro de 2009, sendo que as providências só estão sendo tomadas um ano depois.

A CETESB - Companhia Ambiental do Estado de São Paulo, ligada à Secretaria do Meio Ambiente, respondeu à Ecosurfi, via correio eletrônico, informando que a prefeitura tomará medidas paliativas para minimizar o problema, que só será resolvido através de obra da Sabesp.

Segue informações sobre a repercussão
e documentos sobre a questão

Matéria onde a Prefeitura afirma que o problema é "novo"


Requerimento que comprova que o esgoto é lançado a mais de um ano no local

E-mail de resposta da Cetesb


Mídia especializa em Surfe divulgando o problema



Fotos tiradas um dia após a repercussão dos fatos pela mídia mostra a prefeitura buscando resolver o problema




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