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terça-feira, 3 de maio de 2011

País dá exemplo ao mundo


A Bolívia está em vias da aprovar a primeira legislação mundial dando à natureza direitos iguais aos dos humanos. A Lei da Mãe Terra, que conta com apoio de políticos e grupos sociais, é uma enorme redefinição de direitos. Ela qualifica os ricos depósitos minerais do país como "bençãos", e se espera que promova uma mudança importante na conservação e em medidas sociais para a redução da poluição e controle da indústria, em um país que tem sido há anos destruído por conta de seus recursos, informa o Celsias.

Na Conferência do Clima de Cancun, a Bolívia destoou da maioria quando declarou que todo o processo era uma farsa, e que países em desenvolvimento não apenas estavam carregando a cruz da mudança do clima como, com novas medidas, teriam de cortar também mais suas emissões.

A Lei da Mãe Terra vai estabelcer 11 direitos para a natureza, incluindo o direito à vida, o direito da continuação de ciclos e processos vitais livres de alteração humana, o direito a água e ar limpos, o direito ao equilíbrio, e o direito de não ter estruturas celulares modificadas ou alteradas geneticamente. Ela também vai assegurar o direito de o país "não ser afetado por megaestruturas e projetos de desenvolvimento que afetem o equilíbrio de ecossistemas e as comunidades locais".

Segundo o vice-presidente Alvaro García Linera. "ela estabelece uma nova relação entre homem e natureza. A harmonia que tem de ser preservada como garantia de sua regeneração. A terra é a mãe de todos".  O presidente Evo Morales é o primeiro indígena americano a ocupar tal cargo, e tem sido um crítico veemente de países industrializados que não estão dispostos a manter o aquecimento da temperatura em um grau. É compreensível, já que o grau de aquecimento, que poderia chegar de 3.5 a  4 graus centígrados, dadas tendências atuais, significaria a desertifição de grande parte da Bolívia.

Esta mudança significa a ressurgência da visão de um mundo indígena andino, que coloca a deusa da Terra e do ambiente, Pachamama, no centro de toda a vida. Esta visão considera iguais os direitos humanos e de todas as outras entidades. A Bolivia sofre há tempos sérios problema ambientais com a mineração de alumínio, prata, ouro e outras matérias primas.

O ministro do exterior David Choquehuanca disse que o respeito tradicional dos índios por Pachamama é vital para impedir a mudança do clima. "Nossos antepassados nos ensinaram que pertencemos a uma grande família de plantas e animais. Nós, povos indígenas, podemos com nossos valores contribuir com a solução das crises energética, climática e alimentar".  Segundo a filosofia indígena, Pachamama é "sagrada, fértil e a fonte da vida que alimenta e cuida de todos os seres viventes em seu ventre."

Ilustração: Jonata / Open Clipart

Fonte: Planeta Sustentável

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Hoje: “Onde o Mar Encontra Pessoas”


Documentário traz o panorama das relações
humanas com o mar



A relação de pertencimento dos seres vivos com o mar data da origem da vida no planeta Terra. Esse mesmo mar, que muitos dizem que separam os continentes foi utilizado no passado para unir os povos no período das grandes navegações, e até hoje, ainda estreita as populações dessa enorme aldeia global.

Surfistas e pescadores são apenas alguns dos atores que se relacionam diretamente com a energia desse templo da natureza, e que perpetuam a sua cultura e história através da mística que os envolve enquanto “seres de água salgada”.

Nesta próxima sexta-feira (18/02) será lançado pela Ecosurfi o documentário “Onde o Mar Encontra Pessoas”, longa metragem produzido e dirigido pelo itanhaense Jonas Martinelli, que retratou através de imagens o panorama de como é viver uma relação cotidiana de trabalho com o mar na cidade de Itanhaém.

A produção traz entrevistas com pescadores, surfistas, comerciantes e guarda-vidas, que estão diretamente em contato com o Mar e toda a sua metamorfose natural.

Num contraponto importante o documentário expõe e investiga as incongruências que rondam a história oficial da cidade de Itanhaém através das contribuições do pesquisador Eduardo Britto, que estuda há mais de 22 anos a história da cidade e investiga as ações público – administrativas referentes a utilização do mar na região.


TRAILER



O Documentário será exibido na sede da Ecosurfi a partir da 21hs nessa sexta-feira (18/02).

Endereço: Rua Maria Deolinda Assunção Salles, 80 

Jardim Mosteiro / Itanhaém
Maiores Informações: 13 3426 8138 / 13 9751 0332


FICHA TÉCNICA
Título Original: “Onde o Mar Encontra Pessoas”
Gênero: Documentário
Tempo de Duração: 55 min
Ano de Lançamento: 2010
Qualidade: DVDRip
Formato: Rmvb
Áudio: Português
Legenda: Sl
Tamanho: 268 mb

Sinopse: No documentário “Onde o Mar Encontra Pessoas”, o diretor e produtor Jonas Martinelli apresenta uma ótica ainda pouco explorada da relação de pessoas que convivem diretamente com tudo o que acontece com o mar, e mostra como ocorre a ligação de suas vidas com a “’Água salgada”.

Direção e Produção Jonas Martinelli;
Co-produção Leandro Bertasi;
Produção Executiva João Martinelli; e
Pesquisa Bruno Martinelli

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Todos por praias mais limpas

A campanha “Vamos Limpar o Mundo” 2010, aconteceu na cidade de Itanhaém e contou com a participação de voluntários por toda a cidade. As ações percorreram praias, ilhas, costões rochosos, rios, trilhas e matas ciliares.

Centenas de quilos de detritos foram retirados da área costeira. Todo o material coletado foi analisado através da qualificação por tipo e quantidade.

Os dados registrados foram sistematizados e enviados através do relatório de despoluição produzido pela Ecosurfi, para as organizações ambientalistas internacionais, a norte americana Ocean Conservancy e a australiana Clean Up the World.

Os números da campanha “Vamos Limpar o Mundo” 2010, vão servir de subsidio para a elaboração do diagnóstico sobre a contaminação dos oceanos por resíduos sólidos, que está sendo produzido pelo PNUMA (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente).

Confira a galeria de fotos

Praia dos Sonhos e Praia dos Pescadores


Praia do Suarão


Praia do Gaivota e Rio Piaçaguera

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Relatório da WWF diz que humanidade já consome 50% mais recursos do que a Terra consegue oferecer

Perda, alteração e fragmentação de habitats, exploração de espécies selvagens, poluição e mudança do clima são as principais ameaças

Nos últimos 40 anos, o consumo excessivo dos recursos naturais cresceu a um ritmo acelerado e hoje já consumimos 50% mais do que a capacidade de renovação do planeta, seja em ar limpo, água potável, terra ou recursos naturais e agrícolas. O resultado desse excesso é a perda da biodiversidade mundial, que chegou a 30% no período.

Os dados são da edição de 2010 do Relatório do Planeta Vivo, da Rede WWF, publicada mundialmente na quarta-feira (13/10). Produzido a cada dois anos, o levantamento mede a saúde de quase 8.000 populações de mais de 2.500
espécies.

A pegada ecológica, um dos indicadores da devastação ambiental utilizados no relatório, mostra que a demanda da humanidade por recursos naturais duplicou desde 1996 e, atualmente, utilizamos o equivalente a um planeta e meio para sustentar nosso estilo de vida. Se continuarmos a viver além da capacidade do planeta, aponta o relatório, até 2030 precisaremos de uma capacidade produtiva equivalente à exploração de dois planetas. 

Segundo o relatório, os ricos demandam mais recursos, mas a degradação e a conseqüente perda da biodiversidade são mais acentuadas nas regiões tropicais – como o Brasil –, que também são as mais pobres, onde houve uma queda de 60% das espécies de plantas e animais.

Segundo o relatório, nas regiões temperadas (e mais ricas), houve uma recuperação de 29% das espécies, graças, em parte, ao aumento dos esforços de conservação da natureza e a um melhor controle da poluição e do lixo.

“É alarmante o ritmo da perda de biodiversidade que se verifica nos países de baixa renda, em sua maioria situados  nos trópicos, enquanto o mundo desenvolvido vive num falso paraíso, alimentado pelo consumo excessivo e elevadas emissões de carbono”, alerta Jim Leape, diretor geral da Rede WWF.

O documento aponta a perda, alteração e fragmentação de habitats, a exploração excessiva de espécies selvagens, a poluição e a mudança do clima como os principais fatores que ameaçam a biodiversidade.

Clique aqui para ler a versão completa do relatório.

Consumo desigual
O relatório reafirma um dado que já é conhecido: além de excessivo, o consumo é desigual. O excesso é predominante em nações mais ricas. Apenas os 32 países membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) – grupo das economias mais ricas e industrializadas do planeta – são responsáveis pelo consumo de 40% dos recursos disponíveis. 

Brasil, Rússia, índia e China não fazem parte da OCDE, mas, somados, têm o dobro dos habitantes dos países do grupo. E o relatório alerta que, mantido o atual modelo de desenvolvimento, os chamados países emergentes seguirão a mesma trajetória de degradação ambiental dos ricos.

“Seriam necessários quatro planetas e meio para atender a uma população mundial (6,8 bilhões de pessoas) com um estilo de vida equiparável ao de quem vive hoje nos Emirados Árabes ou nos Estados Unidos", alerta Leape.

Mudanças climáticas
Segundo o documento, devido ao aumento da geração e emissão de gases de efeito estufa na atmosfera, causado principalmente pela queima de combustíveis fósseis, desmatamento e processos industriais, o planeta entrou em uma espécie de “cheque sem fundo” ecológico.

Nossa pegada de gás carbônico, principal causador do efeito estufa, aumentou em 35% nos últimos 20 anos e atualmente é responsável por mais da metade da pegada ecológica global.

Segundo o documento, os dez países com a maior pegada ecológica per capita são: Emirados Árabes Unidos, Catar, Dinamarca, Bélgica, Estados Unidos, Estônia, Canadá, Austrália, Kuwait e Irlanda.  O Brasil ocupa a 56º posição neste ranking.

Mais uma vez, a maior pegada é a dos países de alta renda. Em média, a pegada desses países é cinco vezes maior do que a dos países de baixa renda. 

“As espécies são a base dos ecossistemas,” afirmou Jonathan Baillie, diretor do Programa de Conservação da Sociedade Zoológica de Londres, entidade que participou do levantamento.  “Ecossistemas saudáveis constituem as fundações de tudo o que nós temos – se perdemos isso, destruímos o sistema do qual depende a vida”, completou Baillie.

Brasil
O Brasil possui uma alta biocapacidade – relação entre a área disponível para agricultura, pastagem, pesca e florestas e o potencial de produtividade –, mas isso não nos coloca em uma situação confortável.

“A redução da desigualdade com aumento do poder aquisitivo da população brasileira é uma conquista positiva. No entanto, também nos coloca frente a um grande desafio que é o de crescer sem esgotar nossos recursos naturais”, destaca a Secretária-Geral do WWF-Brasil, Denise Hamú.

Para Helio Mattar, diretor-presidente do Instituto Akatu, o consumo das riquezas naturais é indispensável para a vida no planeta e é fator determinante do crescimento econômico. “O que precisamos é consumir menos e diferente. Ou seja, consumir de forma mais responsável, buscando um equilíbrio entre nossas necessidades e a capacidade da renovação da Terra”.

“O principal benefício do relatório é servir de ferramenta para os tomadores de decisão estimularem uma economia de baixo carbono, uma economia verde, criando novas oportunidades de crescimento para o país e protegendo os serviços ecossistêmicos que são a base de nosso desenvolvimento econômico”, afirma Hamú.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Ecosurfi e CBH/BS realizam a 5° Caminhada Metropolitana da Água

Encontro deve reunir no próximo dia 22 em Peruíbe mais de 4 mil alunos de todas as cidades da Baixada Santista no Dia Mundial da Água

Por Comunicação Ecosurfi

Terminando as comemorações da Semana da Água o Comitê da Bacia Hidrográfica da Baixada Santista, através da sua Comissão Especial de Educação Ambiental e Divulgação, Prefeitura de Peruíbe, em conjunto com a Ecosurfi, realizam a maior mobilização da região pela proteção e preservação dos Recursos Hídricos.

Jovens mobilizados pela proteção da água (foto arquivo)
Realizada desde 2006, a já tradicional “marcha da água” reúne milhares de jovens das escolas públicas e particulares dos 09 municípios da Região Metropolitana da Baixada Santista e encerra a Semana Metropolitana da Água no próximo dia 22 (segunda-feira). A cada ano a caminhada é realizada em uma cidade diferente e tem a proposta de, no Dia Mundial da Água, divulgar na Baixada Santista os trabalhos desenvolvidos pelo CBH/BS.

Durante a caminhada os alunos percorrerão cerca de 1,2 km levando bandeiras, faixas e cartazes que pedem pela proteção do principal recurso mineral do Planeta, a Água.

Escolas durante a caminhada (foto arquivo)
Neste ano a caminhada tem seu ponto de concentração no CIT (Centro de Informações Turísticas de Peruibe) na Av. Governador Mário Covas s/n° - Praça Melvin Jones, à partir das 08hs.

Mapa da Caminhada
Sobre o Dia Mundial da Água

O Dia Mundial da Água foi criado pela ONU (Organização das Nações Unidas) no dia 22 de março de 1992. O dia 22 de março, de cada ano, é destinado a discussão sobre os diversos temas relacionadas a este importante bem natural.

Mas porque a ONU se preocupou com a água se sabemos que dois terços do planeta Terra é formado por este precioso líquido? A razão é que pouca quantidade, cerca de 0,008 %, do total da água do nosso planeta é potável (própria para o consumo). E como sabemos, grande parte das fontes desta água (rios, lagos e represas) esta sendo contaminada, poluída e degradada pela ação predatória do homem. Esta situação é preocupante, pois poderá faltar, num futuro próximo, água para o consumo de grande parte da população mundial. Pensando nisso, foi instituído o Dia Mundial da Água, cujo objetivo principal é criar um momento de reflexão, análise, conscientização e elaboração de medidas práticas para resolver tal problema.

No dia 22 de março de 1992, a ONU também divulgou um importante documento: a “Declaração Universal dos Direitos da Água” (leia no link abaixo). Este texto apresenta uma série de medidas, sugestões e informações que servem para despertar a consciência ecológica da população e dos governantes para a questão da água.

Conheça a Declaração Universal dos Direitos da Água

A Semana da Água é tradicionalmente realizada pela Comissão de Educação e Divulgação do Comitê de Bacia Hidrográfica da Baixada Santista (CE-ED/CBH-BS). Este ano ela integra o projeto Rio do Nosso Bairro – Escolas Cuidando da Água, realizado pela ONG Ecosurfi – Entidade Ecológica dos Surfistas em parceria com a CE-ED/CBH-BS, Prefeitura Municipal de Peruíbe e o Departamento de Águas e Energia Elétrica do Estado de São Paulo (DAEE). Os recursos são oriundos do Fundo Estadual de Recursos Hídricos.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Carnaval de Poluição nas praias da Bahia

Recentemente Salvador foi destaque como a cidade que possui as praias mais sujas do país. Isso não é novidade…

O que realmente causa espanto é a falta total de qualquer articulação dos meios de comunicação, políticos, órgãos públicos, empresas de publicidade e nossos artistas para tentar reverter este quadro que causou estragos significativos no orgulho e no brio de quem vive nesta cidade.

Não se pode acreditar que baianos que possuem o poder de influenciar nossa gente e nossos visitantes a melhorarem suas atitudes em nossas praias, não estejam aproveitando a época de tantas festas para, ao menos, promover campanhas educativas. Porque o que tem gerado o lixão, muito mais que a leniência do poder público, é a falta de educação generalizada das pessoas.


Poluição no fundo do mar na manhã seguinte ao show Música no Porto. Foto: Bernardo Mussi.
O lixo é produto em sua maioria do consumo de bebidas e comidas. Seria ideal que a cada 10 metros de praia houvesse uma cesta de lixo ou que o próprio ambulante que leva o produto até a praia providenciasse o seu destino adequado. Mas está difícil de acontecer.

Por este motivo o ideal é que cada consumidor guarde seu lixo para levá-lo consigo até o local ideal para descarte. Estou certo que ainda no entorno da praia haverá uma cesta ou um container coletor. O que não dá é para continuar largando o lixão pelas praias por puro comodismo ou falta de orientação.

Bem que nossos artistas poderiam ajudar. Já que eles possuem o condão de levar multidões ao delírio ordenando a beijação generalizada, o “Rebolation”, o “Vou te comer” e altas coreografias pra lá de excêntricas, imagino que fazer a galera melhorar suas atitudes com o lixo nas praias vai ser moleza.

Podem até compor músicas com aqueles refrões marcantes e coreografias empolgantes só que tratando de uma causa muito nobre como a educação. É disso que o país necessita!

Assim também deveria estar se comportando a mídia. Matérias regulares sobre a gravidade do problema e a necessidade de se mudar alguns hábitos tinham que ser uma constante pelos vários veículos de comunicação de massa.

Poderiam ainda nossas agências de publicidade aproveitar o bom gancho para alinharem a adoção da causa à divulgação de serviços e produtos dos seus clientes mais exigentes.

Até nossos políticos que adoram se aproveitar de situações desta natureza para ganhar visibilidade estão boiando. Restam nossos incansáveis ativistas de ONGs e outros grupos alternativos. Estes sim, vi diversas manifestações criativas e muito interessantes…

Mas não dá para comparar o poder que estes grupos têm para mudar o comportamento das pessoas aqui em Salvador, ainda mais em época de carnaval, com artistas do peso de Ivete Sangalo, Daniela Mercury, Chiclete com Banana, OLODUM e tantos outros que possuem a mídia nacional e internacional a seus pés.

Daí a enorme responsabilidade destas estrelas da musica com o problema. Acredito que como se dizem baianos de verdade, e isso não deve ser apenas jogada de marketing, eles também tiveram o orgulho e a auto estima feridos pela notícia do lixão nas praias. Baiano que é baiano ficou envergonhado! O sentimento é que somos todos igualmente sem educação e adeptos do lixão…

Estou indignado! Tenho retirado latas, copos, garrafas, palitos de churrasquinho, queijinho e camarão quase que diariamente em meus mergulhos na praia do Porto da Barra. Sou uma formiguinha ferida pela estatística em desfavor da minha cidade e minha gente fazendo a minha parte, inclusive escrevendo este artigo. Pena que não tenha o poder de influenciar multidões com minha voz desafinada, minha imagem sem estilo, minha escrita prolixa e total falta de acesso a trios elétricos, programas na TV, jornais, Outdoors, camarotes e grandes shows…

Estou certo, entretanto, que no universo de tantos artistas influentes alguns estejam com a baianidade igualmente ferida e o orgulho vergonhosamente abalado. Por isso devo acreditar na possibilidade de ver tais artistas aproveitando a oportunidades de grandes concentrações populares e muita visibilidade na mídia para divulgar esta indignação de uma maneira impactante, educativa e, porque não, lucrativa, o que é muito justo.

O que não falta é competência, criatividade e inteligência nessa turma. Resta saber se a ação pela educação contra o lixão começará neste verão. Vai aí uma rima que pode até dar música…

Fonte: Global Garbage

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Denúncia da Ecosurfi repercute e poder público toma providências




Na última semana a Ecosurfi foi alvo de reportagens devido à denúncia realizada pela entidade, sobre o lançamento de esgoto em praia.

A repercussão dos acontecimentos chamou a atenção da mídia regional, que deu total atenção aos fatos, e possibilitou que fosse divulgada essa agressão ao meio ambiente, bem como, expôs a omissão dos órgãos competentes que deveriam resolver o problema.

Ouvida a prefeitura municipal, que é responsável pelo local (Praça do Pescado), de onde sai o esgoto, o problema é recente e se iniciou no mês de dezembro do ano passado.

Conforme documentos anexados à denúncia da Ecosurfi, que foram produzidos na esfera legislativa do município, por meio de um Requerimento, encaminhado ao Executivo da cidade, o problema data de fevereiro de 2009, sendo que as providências só estão sendo tomadas um ano depois.

A CETESB - Companhia Ambiental do Estado de São Paulo, ligada à Secretaria do Meio Ambiente, respondeu à Ecosurfi, via correio eletrônico, informando que a prefeitura tomará medidas paliativas para minimizar o problema, que só será resolvido através de obra da Sabesp.

Segue informações sobre a repercussão
e documentos sobre a questão

Matéria onde a Prefeitura afirma que o problema é "novo"


Requerimento que comprova que o esgoto é lançado a mais de um ano no local

E-mail de resposta da Cetesb


Mídia especializa em Surfe divulgando o problema



Fotos tiradas um dia após a repercussão dos fatos pela mídia mostra a prefeitura buscando resolver o problema




segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Países em desenvolvimento abandonam grupos de negociação em Copenhague

Os países africanos, apoiados pelos outros países em desenvolvimento, suspenderam a participação nesta segunda-feira (14) em vários grupos de negociação na conferência sobre mudanças climáticas de Copenhague, informaram um ministro ocidental e uma ONG.

Os países africanos acusaram as nações ricas hoje de tentarem "matar" o Protocolo de Kyoto para a redução da emissão de gases do efeito estufa, no que é a maior divisão desde o início da conferência, há quatro dias.

Os países desenvolvidos estão tentando enfraquecer as discussões com as 192 nações, disse Kamel Djemouai, um membro da delegação argelina que lidera o grupo africano em Copenhague. Ele disse que o plano das nações ricas "significa que nós iremos aceitar a morte do único instrumento legalmente reunido que existe agora", referindo-se ao Protocolo de Kyoto. Outro delegado africano ouvido pela agência de notícias AP também disse que os ricos querem "matar Kyoto".

"A África soou o sinal de alerta para evitar que o trem descarrile ao fim desta semana. Os países pobres querem um resultado que garanta importantes reduções das emissões. Os países ricos, no entanto, estão tentando atrasar as discussões sobre o único mecanismo que dispomos para isto, o Protocolo de Kyoto", afirmou Jeremy Hobbs, diretor executivo da ONG Oxfam International.

"Isso é uma retirada por conta dos processos e formas, não uma retirada por causa da substância, e isso é lamentável", disse a ministra australiana da Mudança Climática, Penny Wong.

As nações em desenvolvimento querem estender a existência do Protocolo de Kyoto, que obriga os países ricos, exceto os EUA, a cortar as missões dos gases de efeito estufa até 2012, e trabalhar em separado em um novo acordo para os países em desenvolvimento.

Mas muitos países ricos querem fundir o protocolo de 1997 com um novo e único acordo com obrigações para todas as nações, como parte de uma investida contra o aquecimento global.

O ministro dinamarquês Connie Hedegaard, que preside o encontro, planeja encontrar com os ministros do Meio Ambiente nesta segunda-feira (14) para tentar desbloquear o diálogo em pontos chaves, como a profundidade nos cortes de emissão de gases do efeito estufa pelos países desenvolvidos até 2020 e o montante de dinheiro destinado para ajudar os países pobres.

A maioria dos países desenvolvidos é favorável a um documento único porque os EUA, o número dois em emissão de gases do efeito estufa depois da China, estão fora do Protocolo de Kyoto. Eles temem assinar um novo Kyoto enquanto Washington fique de fora, com um regime menos restrito, junto com as maiores nações em desenvolvimento.

* Com informações da AFP, Reuters e AP
RT UOL.com.br

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Ecosurfi lança a campanha no rádio pela proteção dos Recursos Hídricos


Durante os próximos nove meses será veiculado na rádio Joven Pan / Santos campanha de conscientização pública sobre o uso racional da água

Buscando contribuir com a gestão responsável dos recursos hídricos na Baixada Santista, a ONG Ecosurfi lança a campanha, “A Onda é Água Limpa”, que tem como objetivo estimular a reflexão na população, sobre a importância que a preservação da água e a proteção dos mananciais devem ter no cotidiano das pessoas.

Sendo a “Vida” o bem mais precioso, e a água a sua mantenedora, ela é vital para todas as espécies vivas em seus processos biológicos. Ocupando 97,3% da superfície terrestre, onde dessa porcentagem apenas 3% são de água doce, e desse percentual temos 0,3% que está ao nosso alcance e são próprios para o consumo animal, e se localizam em rios, lagos, nascentes e lençóis freáticos, a água doce é um recurso natural finito e hoje em dia se encontra em estado preocupante de preservação.

A Região Metropolitana da Baixada Santista (RMBS), é composta por 09 municípios (Peruíbe, Itanhaém, Mongaguá, Praia Grande, São Vicente, Santos, Guarujá, Cubatão e Bertioga), e possui a segunda maior Bacia Hidrográfica litorânea do estado de São Paulo, a qual garante oabastecimento de água potável para cerca de 1,6 milhões de habitantes que ocupam esse território.

Para atacar o problema da falta de conhecimento sobre o uso responsável da água, a campanha “A Onda é Água Limpa” foi elaborada como meio de sensibilizar as populações locais para a defesa dos mananciais da Bacia Hidrográfica da Baixada Santista. Ela surge como uma estratégia comunicacional para disseminar informações em massa à sociedade, mobilizando a opinião pública para um assunto tão importante como a gestão sustentável da água.

As ações, “A Onda é Água Limpa”, serão desenvolvidas por meio de uma programação radiofônica, a qual levará através de mensagens (spots) veiculadas pela Rádio Joven Pan/Santos, informações sobre os cinco eixos de atuação da proposta: Uso múltiplo da água; Recursos hídricos e saúde pública; Água e o futuro; Consumo consciente; e Água e o desenvolvimento.

Utilizando do grande alcance e capilaridade social da radiodifusão, a campanha enfatiza a imediata necessidade de conservação da água como ato imprescindível para a garantia da qualidade de vida das presentes e futuras gerações. Todas as mensagens têm como foco norteador informar e formar a opinião critica nos beneficiários da água.

Segunda fase
Na segunda etapa da campanha acontecerão as atividades que identificarão os resultados preliminares da veiculação das peças comunicativas (spots) junto ao público.

Por meio de pedágios com agentes socioambientais da Ecosurfi, será aplicada uma pesquisa de opinião entre a população nas 09 cidades da RMBS. As pesquisas irão ter como metas identificar se houve audiência por parte do público, o nível e a qualidade de informações dos munícipes sobre gestão sustentável da água e se esse formato de campanha é importante como meio de esclarecimento sobre esse assunto em especifico.

A campanha “A Onda é Água Limpa” conta com financiamento do Fundo Estadual de Recursos Hídricos (Fehidro) do Governo do Estado de São Paulo. E tem parceria da Comissão Especial de Educação e Divulgação do Comitê de Bacia Hidrográfica da Baixada Santista (CE/ED-CBH/BS), do Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE).

Para saber mais sobre a campanha acesse: A Onda é Água Limpa

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

PROJETO CUIDÁGUA NA ESCOLA TRANSFORMA ESCOLAS EM PROL DA SUSTENTABILIDADE DE UBATUBA

A ONG ASSU (Associação Somos Ubatuba) iniciou no último sábado os MUTIRÕES DE EXPERIMENTAÇÃO PARA SUSTENTABILIDADE na Escola Municipal Maria Josefina (Estufa dois – Ubatuba), uma das atividades do Projeto Cuidágua na Escola financiado pelo FEHIDRO.

As escolas Nativa Fernandes do Sertão da Quina e Iberê Ananias de Picinguaba são foco das ações do Projeto Cuidágua na Escola e alvos de melhorias em seu sistema hídrico e de difusão de práticas sustentáveis e atitudes cotidianas de cuidado com as águas.



O primeiro MUTIRÃO realizou sonhos da comunidade escolar, além de possibilitar o aprendizado de “ecotécnicas” e promover o espírito de trabalho em equipe entre a direção, professores, funcionários, mães, pais e alunos.

“Eu tinha o sonho de fazer um painel sobre a água acima do bebedouro. Quando temos uma boa intenção, o universo conspira a nosso favor’”, disse Rosemeire, bibliotecária da escola.

“Muitos se interessaram pela captação de água da chuva. Um pai de aluno animou-se em aplicar a “ecotécnica” em sua casa”, comenta o coordenador da atividade, o oceanólogo e mestre em desenvolvimento e meio ambiente, Henrique Luís de Almeida.



As intervenções realizadas foram: Troca da válvula de descarga do
mictório; instalação de duas cisternas de 500 litros com filtro, para captação de água da chuva e sua utilização na limpeza do pátio; construção de drenos das calhas do telhado para um círculo de bananeiras, plantado nas áreas alagáveis da escola; pintura do ciclo da água em uma das paredes; decoração de banheiros com pintura, vasos e saboneteiras de PET; colocação de tampas nos vasos sanitários; pintura de um jogo eco-cooperativo sobre consumo e desperdício de água; elaboração de um aquecedor solar de baixo custo construído com embalagens de PET e Tetrapac; conserto de vazamentos e a construção de um degrau de madeira para facilitar o acesso das crianças ao bebedor e pias dos banheiros.



Ainda serão trocadas torneiras por modelos de acionamento automático que impedirão o desperdício de água, estas obtidas graças ao da Secretaria Municipal de Educação.

Os resultados positivos serão potencializados pelos Eventos Regionais em março de 2010, já que estarão presentes representantes de todas as escolas da rede para conhecer as experiências realizadas.

A coordenadora geral do Projeto Cuidágua Escola, Maria Luiza Camargo complementa: “Além disso, estamos finalizando o Guia Cuidágua na Escola que prima por auxiliar as escolas em seu caminho à sustentabilidade, estimulando o uso das intervenções enquanto prática pedagógica".

O Projeto Cuidágua na Escola é uma iniciativa da ASSU (Associação sócio-ambientalista Somos Ubatuba) financiado pelo Fundo Estadual de Recursos Hídricos (FEHIDRO) em parceria com as Secretarias Municipais de Educação de Meio ambiente e de Agricultura, Pesca e Abastecimento, Instituto Argonauta, Aquário de Ubatuba e apoio da Fundação Pró-Tamar e SOS Mata Atlântica.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Clima: o tempo está acabando

Eu acabei de assinar uma petição pedindo para os líderes globais apoiarem um tratado climático que seja ambicioso, justo e mantido por compromissos legais. O Canadá, Rússia e Japão estão tentando boicotar a meta de limitar o aquecimento global em 2 graus Celsius que está sendo negociado no encontro do G8 esta semana. Esta meta é fundamental para garantir avanços na elaboração do novo tratado global contra mudanças climáticas. Por favor, assine a petição clicando no link abaixo. A petição será entregue pela Avaaz aos líderes presentes no G8.


sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Consciência socioambiental no Carnaval

A ONG SOS Itaquitanduva - Alma Verde aproveitará os dias de Carnaval para realizar a ação “Força Tarefa Ambiental de Carnaval PEXJ”, visando orientar os foliões que visitarão o Parque Estadual Xixová – Japuí.


O intuito desta iniciativa é preservar o espaço, que possui uma área de 901 hectares, o que corresponde a 900 m² de biodiversidade, localizado entre os municípios de São Vicente e Praia Grande, além de estimular a preservação de um parque ecológico.

“O objetivo desta ação é conscientizar as pessoas de como aproveitar a visita com responsabilidade, preservando a área ambiental”, conta o presidente da ONG SOS Itaquitanduva, Hélio William Gorga.


A fiscalização acontecerá entre os dias 21 e 24 de fevereiro, das 10 às 14 horas, desde o Parque Prainha de São Vicente até o Forte Itaipu, e conta com a participação da ONG SOS Itaquitanduva, Guarda Municipal, Polícia Ambiental, Fundação Florestal, Secretaria de Esporte, Secretaria de Segurança Secretaria do Meio Ambiente e voluntários.

Para alcançar resultados positivos, o trabalho será dividido em duas etapas: de conscientização, com equipe nas entradas da trilha; e de fiscalização nas praias, feita pela polícia ambiental e guarda do parque.

Quem quiser saber mais ligue: (13) 3013-5023 ou 7804-4881
Parque Estadual Xixová - Japuí Click aqui

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