Todos juntos somos fortes

Não devemos ser escravos de um padrão, de uma época, de um costume.

A floresta é nossa

A Lei Florestal está ameaçada pela bancada da moto-serra.

Surfistas criam prancha feita com 90% de materiais renováveis

A utilização de materiais que não fazem mal ao planeta pode ser encontrada em vários objetos, inclusive em pranchas de surf.

Ato Contra Energia Nuclear

O Brasil precisa de energia limpa.

Todos por praias mais limpas

A campanha “Vamos Limpar o Mundo” 2010, aconteceu na cidade de Itanhaém e contou com a participação de voluntários por toda a cidade.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Seminários apresentam o Diagnóstico Regional na Baixada e Litoral Norte



O Projeto Litoral Sustentável – Desenvolvimento com Inclusão Social irá apresentar os resultados do Diagnóstico Regional Urbano Socioambiental Participativo que realizou a partir das pesquisas em 13 municípios do Litoral Norte e da Baixada Santista.  Os eventos acontecerão em Santos, no próximo dia 14, e em Caraguatatuba, no dia 20 de dezembro de 2012

O objetivo dos encontros é apresentar para a sociedade civil, gestores municipais e estaduais, além de empresários e demais interessados o Diagnóstico Regional realizado pelo Instituto Pólis, debater os resultados dentro de temas e apontar para os próximos passos do projeto no ano que vem.

Endereços dos Seminários

Baixada Santista - O seminário acontecerá em Santos, na Faculdade de Educação Física da Universidade Metropolitana de Santos – Fefis/Unimes – Rua Conselheiro Nébias, 536.

Litoral Norte - Acontecerá em Cararaguatatuba, no Centro Universitário Módulo recebe o evento, na Av. Frei Pacífico Wagner, 653, Centro.


Dinâmica do Evento

Manhã

9h: Abertura com representantes do Instituto Polis, Petrobras, Governo do Estado, Governo Federal, e de fóruns e redes regionais da sociedade civil.

10h: Apresentação dos Principais Resultados do Diagnóstico Regional Urbano e Socioambiental

11h as 13h: Debates

13h as 14h: almoço

Tarde

14h as 16h: Detalhamento do Diagnóstico Regional em Grupos Temáticos:

1. Cultura
2. Educação
3. Saúde
4. Segurança Pública
5. Segurança Alimentar
6. Moradia e Condições de vida
7. Resíduos sólidos urbanos
8. Desenvolvimento econômico e Turismo

16h – Café

16h15 as 18h –Sessão de Encerramento


TRANSMISSÃO AO VIVO EM NOSSO SITE. Com possibilidade de interação e participação no debate via internet.

www.litoralsustentavel.org.br

Sabesp mantém esgoto na areia das praias em Itanhaém-SP

Ecosurfi flagra obra ilegal embargada pela Secretaria do Patrimônio da União em pleno funcionamento



Pela manhã, nesta quinta feira (06), na praia do Satélite o barulho das máquinas já era possível ouvir nas primeiras horas. No local, apenas alguns surfistas e turistas aproveitando o dia de sol e céu azul. Mas essa realidade desenhada para o que seria um dia perfeito, era testemunha da continuação de um crime contra as praias da cidade de Itanhaém – litoral sul de São Paulo.

Descumprindo uma determinação do órgão que administra toda a zona costeira brasileira, a Secretária do Patrimônio da União – SPU, a Sabesp, empresa responsável pelo tratamento de esgoto no estado de São Paulo, ao invés de cumprir a determinação do órgão federal, que a obrigou a retirar todo tronco coletor de esgoto na areia das praias itanhaenses, estava cimentando os postos de vistoria para evitar "novos vazamentos".

O problema 

Desde o final do ano de 2010 cidadãos e representantes de organizações não governamentais buscam resolver um problema de saneamento ambiental na cidade, gerado por meio da implantação do Programa Onda Limpa, que ao invés de ser a solução de uma situação precária que afeta todo o Brasil, se configura como um ato ilegal promovido pela Sabesp, compania que deveria zelar pela qualidade ambiental dos recursos hídricos.

Nos 26 quilômetros de litoral que Itanhaém possui a Sabesp implantou em cerca de 15 km uma rede coletora de esgoto, chamada de tronco coletor, na areia da praia, tudo sem o devido licenciamento ambiental, gerando um enorme dano nesse frágil ambiente, a saúde das pessoas, além de prejuízos paisagísticos e turísticos.

Segundo o que determina a legislação federal, qualquer intervenção na área da praia, não importa se permanente ou temporária, necessita de autorização da Secretaria de Patrimônio da União, o que não ocorreu nessa obra.

No final de 2011 a Sabesp foi obrigada pela SPU a retirar toda tubulação da areia das praias, conforme medida proposta pelo órgão federal, depois de confirmada a falta de autorização da Sabesp para realizar os trabalhos na faixa de areia, bem como a ausência de licença ambiental e de justificativa técnica que comprovasse a necessidade dos trabalhos naquela área – o que depende de aprovação da secretaria.

Embargo

De acordo com o coordenador do escritório regional da SPU na Baixada Santista, Sérgio Martins, em matéria ao Jornal A Tribuna, caso se confirme o descumprimento da notificação, será entregue à Sabesp um auto de embargo. O documento poderá ser entregue a um funcionário da empresa que estiver no local da obra. “Tem um buraco lá”, lembra Martins. “Caso eles estivessem tomando uma medida para fechar o buraco, isso não configura uma obra, é uma providência (para não oferecer risco às pessoas ou prejudicar o andamento posterior da obra). É isso que vamos constatar. Se eles continuaram a obra, vamos fazer o auto de embargo”.

Se isso ocorrer, ainda segundo o coordenador da SPU na Baixada, o órgão entrará com uma ação, com pedido de liminar (decisão judicial provisória), para que a Sabesp paralise os trabalhos imediatamente.

As estruturas instaladas pela Sabesp têm início na Praia do Suarão e seguem até o Centro. Depois, aparecem novamente no Cibratel I, indo até o Gaivota. No total, os poços podem ser vistos em um trecho de cerca de 15 quilômetros.

Movimento Praia sem Esgoto 

O Movimento Praia Sem Esgoto é formado até então por cidadãos e instituições do município de Itanhaém. A pauta do movimento é a retirada imediata da rede de esgoto implantada pela SABESP nas praias da cidade. Entre os objetivos esta a revisão participativa do projeto Onda Limpa para o município e o fortalecimento do controle social dos projetos de saneamento básico, com mais transparência do planejamento e da aplicação dos recursos.



Saiba mais: www.praiasemesgoto.blogspot.com.br

Almanaque Ecológico do Lucas



O “Almanaque Ecológico do Lucas” visa promover uma reflexão sobre a preservação do meio ambiente junto às crianças. O livro chama a atenção da sustentabilidade de nosso planeta de uma maneira divertida e interessante.

Apresentado pelo personagem Lucas, o duende ecológico, o almanaque apresenta textos com uma linguagem simples e didática, ilustrações e passatempos que incentivam práticas que conscientizam sobre a importância da preservação ambiental. O Almanaque Ecológico do Lucas é destinado para professores, alunos e escolas de todo o Brasil.

Com o objetivo de dar suporte aos professores que buscam conteúdo e atividades de apoio à educação ambiental, a iniciativa da criação do almanaque foi desenvolvida pelo cartunista Léo Valença que em 2010, organizou um livro de coletânea intitulado “Aquecimento Global em cartuns” que reuniu cartunistas de vários cantos do país na publicação.

A poluição dos rios e mares, a destruição das florestas ou o desmatamento em geral, o problema do lixo nas grandes cidades, e bairros, o avanço tecnológico versus preservação da natureza, entre outros problemas ambientais são colocados ao leitor, de maneira a conscientizá-lo da necessidade de ver o que se passa ao seu redor e de agir de maneira a não contribuir para o aprofundamento dos problemas ali denunciados (ou a tentar minimizá-los).

O “Almanaque Ecológico do Lucas” visa contribuir ainda mais com a disseminação de valores fundamentais para construção de um mundo mais sustentável entre o público infantil de forma lúdica e descontraída.

O livro pode ser comprado pelo site da editora PoD – Print On Demand ou seja, você encomenda seu livro e só depois disso ele é impresso. Com isso, nada de estoques parados nem de desperdício de papel. Dessa forma, a impressão sob demanda usa os recursos naturais de forma racional e inteligente, contribuindo para garantir a médio e longo prazo um planeta melhor.

Acesse o link abaixo:

http://www.podeditora.com.br/livros/infantis/

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Jovens se unem em Itanhaém por liberdade de expressão

Por: João Malavolta


Cidade terá sua primeira “passearte” em favor do graffiti e a cultura de paz e não violência 

A juventude de Itanhaém se reúne no próximo dia 15 (sábado) para mostrar a sua indignação contra o cerceamento da liberdade de expressão na cidade.  Grafiteiros, skatistas, músicos, surfistas entre outros, marcam presença no ato público que vai ser realizado a partir das 16h na Praça Narciso de Andrade, centro.

A mobilização toma como estratégia de organização atividades lúdicas e artísticas, que vão buscar chamar a atenção da população de Itanhaém para as dificuldades que os jovens encontram para expressar suas manifestações artísticas e culturais, numa afirmação, que a arte produzida pelas juventudes vem sendo desvalorizada nos últimos anos pelo poder público local e setores da sociedade.

A concentração para o ato de protesto vai acontecer às 14h na Pista de Skate, localizada no bairro do Jardim Mosteiro, de onde vai partir uma grande passeada, que deve percorrer as principais ruas e avenidas do centro da cidade.

Durante a preparação da “Passearte”, como o evento esta sendo chamado pelos organizadores, serão produzidos cartazes e faixas, que vão conter textos com a poesia das ruas, além da escrita confeccionada por artistas da região. Em meio ao percurso algumas intervenções artísticas devem acontecer pelo caminho para encher as ruas com arte pelo sentido crítico.

O ato de encerramento com a leitura do manifesto pelo direito a liberdade de expressão, que acontece no centro de Itanhaém (ladeira) após a passeata, vai permitir que todas as vozes sejam ouvidas num grande recital de poesia, artivismo e música.

Serviço

Mobilização
Data: 15 de setembro
Local: Pista de Skate – Jardim Mosteiro
Horário: 14h
Maiores informações: 13 9785 9413
Realização: Movimento de Apoio ao Graffiti de Itanhaém por uma Cultura de Paz e Não Violência e Liberdade de Expressão

Para participar, qualquer cidadão preocupado com a repressão a liberdade de expressão pode aderir ao movimento marcando sua presença e levando a sua voz no dia das atividades.

sábado, 10 de março de 2012

Surfistas engajados por justiça socioambiental

Ecosurfi representa a comunidade do surfe na mobilização nacional contra as alterações do Código Florestal em Brasília/DF
Ecosurfista no espelho d'água
Mais de 1,5 mil pessoas se reuniram em frente ao Congresso Nacional, nesta quarta-feira (07/03), para protestar contra a aprovação do projeto de lei do novo Código Florestal (PLC 30/2011) e mostrar a importância dos manguezais e zonas costeiras. A ação também marcou o encerramento das mobilizações da campanha nacional Mangue Faz a Diferença, coordenada pela Fundação SOS Mata Atlântica, com apoio da Rádio Eldorado e do Comitê Brasil em Defesa das Florestas e do Desenvolvimento Sustentável, uma coalizão formada por quase 200 organizações da sociedade civil brasileira.

Representando a comunidade do surfe, a ONG Ecosurfi levou para capital federal surfistas engajados com pranchas e uma “carta gigante” em tecido com a frase “Veta Dilma”, que continha assinaturas de centenas de pessoas participantes da mobilização nacional “Remando por um Mundo melhor”, que aconteceu no litoral dos estados de SP, RJ e SC no mês de fevereiro. A carta possui uma grande prancha desenhada e ficou exposta em frente ao Congresso Nacional.

Carta Veta Dilma
Estiveram presentes cientistas, deputados, estudantes e ONGs como a WWF e o Greenpeace, além de integrantes de movimentos como a Via Campesina e MST.

O projeto de lei que altera o Código Florestal já sofreu inúmeras mudanças, porém continua anistiando e incentivando o desmatamento. Para as ONGs ambientalistas, o texto aprovado no Senado é um pouco melhor que o da Câmara, mas ainda extremamente ruim para o Brasil. Por isso, elas defendem que a única solução agora é o veto da presidente.

Para as lideranças pesqueiras que estiveram no ato, a aprovação de um novo Código Florestal trará danos irreversíveis não só para a população ribeirinha e rural como também para a urbana. “O mangue é o berçário dos peixes. Com o novo Código Florestal várias espécies se extinguirão e farão falta à mesa dos brasileiros.” – afirmou Cícero Oliveira, da Associação Ribeirinha Amigos do Meio Ambiente (Aribame).

Surfistas engajados
Ao todo, foram 36 mobilizações em 13 Estados do País desde o lançamento da campanha Mangue Faz a Diferença, no dia 24 de janeiro, no Fórum Social Temático, em Porto Alegre (RS). Com 87 instituições que aderiram à iniciativa, as ações da campanha atingiram cerca de 50 mil pessoas.

A mobilização teve início às 8h, em frente à Catedral, e seguiu em direção ao Congresso Nacional. Às 11h, os manifestantes participaram de uma reunião com deputados na Câmara e, depois, se dividiram em grupos para visitar e pressionar os parlamentares de seus Estados.


Cenário atual do Código Florestal
Os principais problemas da proposta do Código Florestal é que estimula novos desmatamentos, anula multas de crimes ambientais, reduz Áreas de Preservação Permanente (APP) e de reservas legais e desobriga a recuperação da grande maioria das áreas ilegalmente desmatadas.

Apesar dos pedidos de cientistas, juristas, organizações da sociedade civil e movimentos sociais para que o processo seja revisto e realizado de forma responsável, o Projeto de Lei deverá ser votado na próxima terça feira (13/03).

Confira a galeria de fotos



Texto: SOS Mata Atlântica

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Santos se mobiliza contra o Novo Código Florestal


Campanha #manguefazadifereca mostra à sociedade que as alterações do Código Florestal afetarão diretamente toda zona costeira do Brasil.

Para alertar e mobilizar a sociedade na Baixada Santista/SP sobre o impacto das alterações do Código Florestal nos manguezais e zonas costeiras, a Fundação SOS Mata Atlântica, diretamente em parceria com a ONG Ecosurfi, realiza, dia 26 de fevereiro, a campanha “Mangue Faz a Diferença” – Remando por um Mundo Melhor na cidade de Santos/SP.

Este movimento é composto por organizações de todos os estados brasileiros que possuem litoral com Mata Atlântica e traz em sua agenda manifestações programadas em diversas praias, além de um ato em Brasília no início de março. A campanha conta com o apoio do Comitê Brasil em Defesa das Florestas e do Desenvolvimento Sustentável, uma coalizão formada por 163 organizações da sociedade civil brasileira, responsável pelo movimento “Floresta Faz a Diferença”.

Como parte da campanha, também foi lançado o Manifesto A Favor da Conservação dos Manguezais Brasileiros. Segundo o texto do documento, “além dos sérios problemas que já vêm sendo denunciados por cientistas, ambientalistas, especialistas em legislação e organizações da sociedade civil – a exemplo da anistia e da redução da proteção em áreas de Reserva Legal e de Preservação Permanente –, representando um grave retrocesso na proteção das florestas, o projeto de lei aprovado na Câmara dos Deputados e o substitutivo do Senado atingem também os ecossistemas costeiros e estuarinos, notadamente os manguezais brasileiros, em toda zona costeira do país.”

Em seguida, o documento lista os principais problemas trazidos para esses ecossistemas e pede providências às autoridades. O manifesto pode ser acessado na íntegra em http://bit.ly/manguefaz.

Manifestação “Remando por um Mundo Melhor” leva surfistas e remadores para protestar em favor dos mares e oceanos

Santos está entre uma das principais cidades do Brasil por possuir o maior porto da América Latina, contudo, ainda conta com áreas de manguezais, que no decorrer dos anos estão desaparecendo sistematicamente, devido a ocupações irregulares, poluição por resíduos sólidos e expansão da área portuária.

Pretendendo chamar a atenção da comunidade do surf e demais públicos para os impactos que essas regiões sofrem, a cidade se prepara para receber no próximo dia 12/02 uma grande remada em defesa do litoral.

A proposta capitaneada pela ONG Ecosurfi, que há 12 anos atua na proteção das zonas costeiras, conta com a organização local da loja Surfsttore, da fabrica de pranchas New Advance, do Instituto Ecofaxina e Associação Santos de Surfe tem como foco principal alertar os praticantes do esporte sobre a interdependência dos ecossistemas costeiros e contribuir com o entendimento, de que, a saúde dos oceanos depende da preservação dos manguezais.

O ambiente da concentração e largada vai ser em frente ao Aquário Municipal. O percurso vai seguir a orla da cidade pelo mar, com os participantes remando bem próximo da areia para chamar a atenção do público presente na praia.

Para não remadores - Outro ponto forte da manifestação será a caminhada #manguefazadiferenca, que levara os “não-remadores” a andar pela areia conversando com os freqüentadores da praia sobre os objetivos da campanha.

Tanto remadores como não-remadores terão como ponto comum de encontro a Praça das Bandeiras no bairro do Gonzaga, para um grande ato público em defesa dos manguezais e de toda zona costeira.

Após o ato-público, na Praia do Gonzaga, vai acontecer em frente ao Aquário Municipal uma confraternização. Os participantes serão recebidos com música ao vivo e vão participar do sorteio de um bloco de SUP e um remo em fibra de carbono, oferecidos pela fábrica de pranchas New Advance, além de Kits da ONG Ecosurfi.

Marcelo Morais, proprietário da loja Surfsttore, e um dos organizadores do evento, garante que Santos deve refletir sobre o que pode acontecer com as áreas naturais preservadas da cidade caso o novo Código seja aprovado.

“Santos é uma cidade linda e ainda possui muitas áreas de manguezais que devem ser protegidas. As alterações no Código Florestal podem ser sinônimo do desaparecimento desses ambientes nos próximos anos e a saúde dos oceanos também dependem dos mangues”, comenta.

Reconhecido pelo importante trabalho em prol dos manguezais do estuário que compreende a região da cidade de Santos, o Instituto Ecofaxina fará parte da mobilização #manguefazadiferenca, trazendo sua equipe para permitir ao publico participante maior entendimento da importância dos manguezais na vida marinha.

De acordo com texto publicado na página virtual do Instituto Ecofaxina, os manguezais também desempenham importantes serviços ambientais como reguladores do clima.

“Os mangues são a espinha dorsal das costas dos oceanos tropicais, são muito mais importantes para a biosfera do oceano global [...]. E, embora essa mata de mau-cheiro lamacento não tenha o encantamento de florestas tropicais ou recifes de corais, uma equipe de pesquisadores observou que a linha costeira de plantas lenhosas fornecem mais de 10 por cento do carbono orgânico dissolvido fornecido ao oceano a partir da terra”. (texto extraído: www.ecofaxina.org.br)

Em Santos a campanha #manguefazadiferenca conta com a iniciativa nacional SOS Mata Atlântica, coordenação regional da ONG Ecosurfi e a organização local: Loja Surfsttore, fábrica de pranchas New Advance, Instituto Ecofaxina e Associação Santos de Surf. Além do apoio da Água Marinha, Okumura - Temakeria e Freshfish, Unisanta e Me2 ENTERTAINMENT.

Como participar

As inscrições podem ser feitas na Loja Surfsttore em Santos (Av. Pedro Lessa, 796 – Aparecida, das 9h às 19h) ou na Ecosurfi através do telefone: (13) 3426 8138 e também no dia do evento (26/02) a partir das 9h em frente ao Aquário Municipal.

*Programação:

09h - Concentração - em frente ao Aquário Municipal

09:30h - Retirada do kit #manguefazadiferenca

10:30h - Saída - Percurso do Aquário ao Gonzaga

11:30h - Manifestação Praça da Bandeira

13:30h - Confraternização - em frente ao Aquário

Cyberativismo - Sociedade Mobilizada

Internautas já podem acompanhar a mobilização e obter informações na fan page da campanha no Facebook (facebook.com/manguefazadiferenca), e manifestar seu apoio via Twitter com a hashtag #manguefazadiferenca. Informações, fotos e vídeos sobre as atividades, bem como os materiais da campanha e o manifesto estarão disponíveis ainda nesta semana no hotsite www.manguefazadiferenca.org.br.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Ondas correm perigo: A Década da poluição no litoral paulista


Surfistas de São Paulo sofrem com o despejo irregular de esgoto nos últimos 10 anos


Por: João Malavolta

O verão chega e com ele também vêm os dias mais longos, água quente, finais de tarde com aquele pôr-do-sol incrível, além de horas e mais horas de surfe até o anoitecer. Essa sem duvida é a realidade para muitos surfistas que moram ou frequentam o litoral nessa época do ano, e que vivem isso como o melhor desse estilo de vida que o esporte possui.

Mas toda essa realidade que aparenta ser perfeita e recheada de positividade, hoje em dia, esta ficando cada vez mais comprometida devido às agressões que a zona costeira vem sofrendo pela contaminação dos seus ambientes com resíduos sólidos e derramamento de esgoto nas praias.

Se não bastasse a alta produção de lixo que não é reciclado e que por muitas vezes acabam se alojando na areia ou mesmo na água do mar, construções irregulares na faixa de praia e esgotos criminosos afetam os (8) mil quilômetros do litoral brasileiro, e mostram o tamanho do desafio que o País deve enfrentar para resolver problemas socioambientais complexos, que implicam males à saúde das populações que vivem e curtem seu lazer junto ao mar.

No estado de São Paulo os números da poluição em 2010 impressionam. De acordo com os dados oficiais do Relatório Anual de Qualidade das Praias Litorâneas da CETESB - Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental, o Litoral Norte teve cerca de sete (7) em cada dez (10) praias, os mais altos indicies de poluição, ou seja, dos 83 pontos de medição que são analisados pelo órgão naquela região, apenas 29% estiveram próprios o ano todo, e a cidade de Ubatuba se destaca com duas praias impróprias na maior parte de 2010: Perequê Mirim e Itaguá,conforme os estudos.

Já na Baixada Santista as condições da balneabilidade permaneceram com uma pequena melhora se comparado os dados dos anos anteriores. Conforme o relatório, esse é o trecho do litoral paulista que possui o maior número de praias consideradas impróprias para banho de acordo com o balanço anual do órgão medidor.

A cidade de Praia Grande historicamente é a líder em problemas de saneamento, e o Guarujá surge como o município que voltou a melhorar a sua balneabilidade nesses últimos anos, como no inicio desta década, em que das 11 praias da cidade que recebiam a classificação apenas uma estava imprópria, a Praia do Perequê.

Conforme estes dados o litoral paulista ainda tem muito que melhorar quando o assunto é a qualidade das águas litorâneas. Para a bióloga pós-graduada em gestão e controle ambiental Ericka Friol, o estudo demonstra que todos esses problemas surgem pela falta de planejamento na ocupação da área costeira.

“Devido o nosso litoral na maioria do seu território ter sido povoado sem planejamento e muitas vezes de maneira irregular, falta saneamento bem estruturado para cada cidade, pois por questões físicas e geomorfológicas temos ambientes bem diferentes uns dos outros, e desta forma cada localidade deveria ter o seu projeto de saneamento que atendesse as características socioambientais do lugar sem comprometer a qualidade das praias”.

De acordo com a Bióloga esses problemas só se resolvem com investimentos públicos e melhora na educação das populações. “As pessoas devem primeiramente entender como os projetos de saneamento são elaborados e funcionam, para posteriormente apoiar na gestão, além disso, deve haver uma parceria entre o estado, municípios, universidades e sociedade civil para que cada parte interessada possa auxiliar no controle social desse sistema complexo, o saneamento básico.

Quem vai surfar num mar de poluição?

A resposta para essa pergunta hoje em dia, deve fazer parte do quê é discutido nas rodas de conversa dos surfistas pelo litoral.

A questão essencial que tem que ser destacada quando o assunto é o lixo e a contaminação das águas marinhas por lançamento de esgoto “in-natura”, é como surgem esses problemas e onde afetam no dia-a-dia de quem pega onda.

Em entrevista, o surfista do Guarujá Junior Faria, comenta suas impressões sobre a qualidade das praias e da água nos litorais do mundo, e afirma se assustar com tanto desrespeito ao meio ambiente nos picos de surfe.


O atleta que figura na elite do surfe brasileiro e mundial afirma que a contaminação da água do mar por lançamentos irregulares de esgotos fatalmente afeta a saúde dos surfistas pelo grande período de tempo que permanecem surfando. “Todas as partes do nosso corpo ficam cobertas pelo mar, algumas vezes até ingerimos água mesmo sem querer, portanto qualquer nível de poluição irá nos afetar de algum forma”, explica.

Atualmente um dos principais fatores que sobrecarregam a capacidade do saneamento ambiental nos litorais do mundo, esta diretamente associado ao aumento exponencial da população que mora nas zonas costeiras, o qual não vem acompanhado de investimentos públicos em coleta e tratamentos sanitários, além das ocupações irregulares em toda costa, que acentuam o problema e impactam todos os ambientes naturais. O surfista explica o caso do Guarujá com algumas reservas sobre os dados do Governo de São Paulo, que afirmam que a cidade obteve melhoras na qualidade de suas praias.

“Gostaria muito de saber exatamente o que o poder público tem feito para alcançar tais melhorias. O quê observo, é que o esgoto continua fluindo nas principais praias da nossa Ilha e o estado da orla é lastimável, nem serviços básicos como lixeiras na beira da praia se encontram em boas condições de uso”.

Segundo o atleta, quem está dando o exemplo quando o assunto é atitude para preservar o litoral é a sociedade civil organizada. “As iniciativas mais louváveis partem da galera local que organiza mutirões de limpeza nas praias. Posso citar a Associação de Surfe do Guarujá e a comunidade de surfistas locais da Praia do Tombo que inúmeras vezes organizaram ações de limpeza por conta própria”, ressalta.

O surfista também faz um alerta comentando que o problema da poluição no mar não é exclusivamente um fato que acontece só no Brasil.

Em viagens pelo mundo em busca de ondas perfeitas, muitas vezes o surfista encontra a paisagem comprometida com a contaminação dos ambientes pelas mais diversas formas de poluição. “Por incrível que pareça, as praias mais poluídas que já vi na minha vida foram às praias das Ilhas Maldivas. Encontrar uma quantidade tão grande de lixo num lugar tão abençoado foi um choque. Praticamente toda a faixa de areia ao redor de algumas ilhas que conheci por lá estavam tomadas pelo lixo. De tampas de privada, brinquedos e calçados até o clássico saco plástico. Tinha de tudo. Mas o que mais doía era ver a tripulação do barco em que estávamos hospedados, despejar todo o lixo produzido pela embarcação em alto mar, sem cerimônia”.

O atual representante do Brasil no circuito mundial de surfe profissional ainda garante que a comunidade do surfe pode fazer muito mais pelo cuidado com as praias, mares e oceanos.

“Acredito que poderíamos fazer mais, pela importância do mar em nossas vidas, deveríamos nos preocupar com a qualidade da água do mar do quê com a qualidade da bermuda que vamos vestir para surfar”, reflete.

Movimento #Praia Sem Esgoto


O Governo Estadual paulista iniciou em 2007 o programa Onda Limpa da Sabesp, que deveria significar recuperação ambiental no litoral, mas está sendo sinônimo de manobras políticas ilegais, de impacto ambiental, de falta de transparência e de má utilização de recursos públicos.

Em Itanhaém, o projeto instalou clandestinamente uma rede coletora de esgoto na areia da praia com bueiros de concreto, que vem prejudicando a qualidade ambiental do lugar pelo vazamento a céu aberto de poluentes, além do forte cheiro, que assombra quem pega onda nas praias da região.

Para combater tal crime e possibilitar uma reflexão regional sobre como andam as praias de São Paulo, foi criado o Movimento #PRAIASEMESGOTO.

A ação nasce como um movimento social regional, apartidário, composto por organizações sociais e cidadãos dispostos a mobilizar-se contra os danos socioambientais que o Programa Onda Limpa, da Sabesp, está deixando no litoral do Estado.

Para um dos coordenadores do Grupo de Trabalho de comunicação do movimento o Educador Ambiental Bruno Pinheiro essa ação está sendo um grande catalisador de parcerias entre a sociedade civil organizada, poder público e cidadãos.

“O movimento provocou de maneira rápida e nunca vista, quando o assunto é mobilização social, uma atitude positiva do poder público em resolver o problema da instalação de redes de esgoto na faixa de areia das praias da cidade de Itanhaém, haja visto, que através do movimento Praia Sem Esgoto a Sabesp está sendo obrigada pela Secretária do Patrimônio da União (SPU), a retirar toda a rede coletora de esgoto da areia das praias itanhaenses”.

De acordo com Pinheiro o Movimento é solidário também com moradores de todas as cidades do litoral brasileiro que sofrem com o despejo de esgoto na praia ou cujo serviço público é mal oferecido à população.

“Hoje podemos convergir idéias e atitudes afins entre as pessoas de todas as partes do Brasil e do mundo. Uma das forças nessas questões são as redes sociais como o Facebook, Blogs, Youtube, que servem para que todos possam expressar suas indignações frente a questões críticas que fazem parte desse contexto público”.

Para saber mais acesse: www.praiasemesgoto.blogspot.com


Como saber mais sobre a qualidade das praias no litoral paulista

A informação sobre a balneabilidade das praias é fundamental para que a população conheça as condições de uso das principais praias do Estado.

A divulgação das condições de balneabilidade é feita através da emissão de um boletim semanal, que é enviado para todas as prefeituras do litoral, órgãos de saúde e meio ambiente, órgãos envolvidos com turismo e a imprensa em geral.

Além disso, a CETESB possui atendimento telefônico gratuito (0800-113560) que informa diariamente sobre as condições das praias. E possível, ainda, obter essas informações acessando o site www.cetesb.sp.gov.br, entrando no item água e, em seguida, no mapa de qualidade das praias. Basta clicar no nome do Município desejado e a listagem de suas praias aparecerá, mostrando as respectivas condições de balneabilidade, representadas por uma bandeira à direita do nome da praia.

Nas praias monitoradas existem bandeiras de sinalização indicando as condições de balneabilidade se a bandeira for verde a praia está própria se for vermelha a praia está imprópria. (Fonte: www.cetesb.sp.gov.br)

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
Creative Commons License
Ecobservatório by João Malavolta is licensed under a Creative Commons.
Twitter Delicious Facebook Digg Stumbleupon Favorites More