quarta-feira, 29 de abril de 2009

MP dispensa licença ambiental para duplicar rodovias

Por: Marina Silva

Aconteceu na Câmara do Deputados, na semana passada: a Medida Provisória 425, que trata do Fundo Soberano, foi aprovada com um inusitado contrabando.

Emenda incluída pelo relator, deputado José Guimarães, do PT, dispensa de licença ambiental as obras de duplicação ou ampliação de rodovias. Ou seja, se a estrada existe, ainda que seja uma pequena vicinal, pode ser transformada em BR asfaltada, sem se avaliar a oportunidade do empreendimento do ponto de vista dos custos socioambientais.

Aconteceu em Santa Catarina e foi amplamente divulgado: o Estado aprovou um verdadeiro código antiambiental, em conflito com alegislação federal e a Constituição, que entre outras medidas, diminuide 30 para 5 metros a área marginal de proteção a córregos, riachos,rios, a ser observada em qualquer propriedade rural.

Está acontecendo no Congresso Nacional: 18 projetos de decreto legislativo já foram apresentados para sustar ou anular medidas administrativas de proteção do meio ambiente e de criação de terrasindígenas, tomadas pelo MMA e pelo Ministério da Justiça.

Está na iminência de acontecer no Congresso Nacional: modificações no Código Florestal para jogar no lixo décadas de conquistas da legislação ambiental brasileira e sacramentar o absurdo ocorrido em Santa Catarina, abrindo caminho para que aconteça o mesmo em outros estados. Tudo em nome do desenvolvimento.

Se formos conferir o significado da palavra desenvolvimento no dicionário veremos que está definido como "estágio econômico, social e político de uma comunidade, caracterizado por altos índices de rendimento dos fatores de produção, isto é, os recursos naturais, o capital e o trabalho".

Não há desenvolvimento sem o aproveitamento equilibrado dos recursos naturais. E hoje, esse aproveitamento incorpora significados decorrentes do acúmulo de conhecimentos que demonstram cabalmente a imperiosa necessidade de manter em equilíbrio nossa relação com o planeta.

Ser ambientalista é exatamente isto: é trabalhar e defender o aproveitamento correto dos recursos naturais porque disso depende a continuidade e a qualidade da vida.

Houve um tempo, recente, em que os ambientalistas eram motivo de piadas, de gozação. Foi uma difícil caminhada até atingirmos um patamar de consciência da população que dá suporte ao uso responsável do ambiente natural. Mas ainda há quem não se convença, mesmo diante de graves desastres ambientais, mesmo diante de uma crise da proporção desta que vivemos agora e que ameaça o futuro da humanidade e do planeta.

Nossa constituição, promulgada em 1988, deu respaldo à atuação dos segmentos da sociedade preocupados com tais questões. Caminhamos de forma positiva, construindo uma legislação cuidadosa, equilibrada no trato das questões ambientais, que demonstrou a viabilidade de conciliar proteção ambiental e exploração econômica.

Neste segundo mandato do presidente Lula, no entanto, diversas autoridades governamentais e do setor empresarial estão buscando inverter a história e cunhar um novo diagnóstico: não mais o meio ambiente como vítima das atividades econômicas mal conduzidas, mas a atividade econômica como vítima da proteção do meio ambiente.

Os últimos ataques de uma série acabam de ser feitos, segundo a imprensa, pelos ministros de Minas e Energia e da Agricultura, no Fórum Empresarial realizado em Comandatuba.

Para o primeiro, "é mais fácil subir num pau de sebo do que conseguir permissão ambiental para construir uma hidrelétrica". O ministro deve conhecer o caso dahidrelétrica de Balbina, inaugurada no estado do Amazonas na década de80, considerada por muitos o maior desastre ambiental já acontecido no país.. Hoje em dia, graças à legislação ambiental, é "mais fácil subir num pau de sebo" do que provocar irresponsavelmente outro desastre do porte de Balbina.

O ministro da Agricultura teria dito que a legislação ambiental brasileira "foi quase toda produzida pelo Executivo, por meio de Medidas Provisórias, decretos e outras normas, sem discussão no Parlamento". Não faz justiça ao enorme esforço feito no Parlamento e na sociedade civil brasileira para debater e conseguir a aprovação, primeiro, dos dipositivos ambientais constitucionais e, em seguida, leis e normas que deram ao Brasil respeito internacional e agora podem virar pó, sob toneladas de argumentos que não se sustentam num confronto honesto com a realidade.

Quem ataca? Quem defende?

Nem consciente nem inconscientemente é crível apontar o meio ambiente como obstáculo ao desenvolvimento. Ele só é visto como impedimento por uma concepção atrasada, na qual vale tudo para atingir objetivos que nem de longe podem ser considerados os da sociedade em geral.

Investir contra a proteção de vida ao meio ambiente, isto sim trabalha contra o desenvolvimento capaz de dar melhores condições de vida a todos, seja nas grandes cidades, seja no meio da floresta, para populações ribeirinhas ou urbanas.

É lastimável constatarmos a movimentação que se faz para promover um enorme retrocesso em nossa legislação ambiental. E ela é alimentada pelos sinais contraditórios que partem do governo, com medidas que desconstituem tanto seus próprios avanços quanto conquistas históricas a duras penas alcançadas. Parece que está mais do que na hora de a sociedade tomar satisfações.

Marina Silva é professora secundária de História, senadora pelo PT doAcre e ex-ministra do Meio Ambiente.

Fale com Marina Silva: marina.silva08@ terra.com. br

sexta-feira, 17 de abril de 2009

2º Encontro de Jornalismo Ambiental da Costa da Mata Atlântica

Evento marca 12 meses de ação do Núcleo do Jornalismo Ambiental Santos e região

O Núcleo de Jornalismo Ambiental Santos e Região (NJA) realiza, no dia 25 de abril, no Senac Santos, a partir das 13 horas, o 2º Encontro de Jornalismo Ambiental da Costa da Mata Atlântica, em comemoração a um ano de existência do NJA. Nesta edição o tema será Mata Atlântica: conhecer para conservar.

O Encontro terá duas mesas-redondas, uma técnica e outra de jornalismo ambiental. A primeira será composta por Fábio Olmos, com doutorado em Ciências Biológicas, com larga experiência em manejo ambiental, inventários de biodiversidade, entre outros temas correlatos. Para dividir a mesa, Renato Marchesini, Pós-Graduado em Ecoturismo e Guia Especializado em Atrativos Naturais pelo Ministério do Turismo.

A segunda mesa-redonda contará com a presença da jornalista Miriam Duailibi, do Instituto Ecoar, que atualmente coordena o curso de pós-graduação em Mudanças Climáticas e Mercado de Carbono pelo instituto. Antonio Gossi, Pesquisador com especialização em Semiótica da Comunicação, professor da USP, também integra a mesa, que conta ainda com o fotógrafo especializado em meio ambiente Du Zuppani. Na programação, haverá ainda o lançamento de um livro digital de autoria de Ícaro Cunha, da Agência Costeira e UniSantos, além de jornalistas e especialistas em meio ambiente.

Paralelamente às discussões, o Encontro agrega uma mostra de sustentabilidade, com produtos feitos por organizações não-governamentais (ONGs) com materiais reciclados. O público estimado para a segunda edição é de 250 pessoas e há inscrições antecipadas no Sindicato, pelo telefone (13) 3219-2546 (horário comercial) ou pelo email njasantoseregiao@gmail.com informando nome, email, telefone e instituição. A entrada é franca.

O 2º Encontro de Jornalismo Ambiental da Costa da Mata Atlântica tem o apoio do Santos e Região Convention & Visitors Bureau e do Senac Santos, do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de São Paulo – regional Santos, Unimonte, Unisanta UniSantos, e realização do Núcleo de Jornalismo Ambiental Santos e Região (NJA).

Histórico

Na 1ª edição, realizada no Fortaleza da Barra Grande, no Guarujá, em 26 de abril de 2008, reunimos cerca de 150 pessoas para discutir sobre Meio Ambiente, entre eles jornalistas, acadêmicos, estudantes e representantes de organizações não-governamentais, além de interessados em geral.

Na ocasião, houve a instalação oficial do Núcleo de Jornalismo Ambiental Santos e Região (NJA), cujos objetivos principais são:

• Estimular e capacitar à prática profissional jornalística ética, crítica e consciente voltada à defesa sócio-ambiental;

• Trabalhar pela educação ambiental dos associados e não-associados e pela capacitação comunicacional de agentes públicos envolvidos na questão sócio-ambiental;

• Atuar em favor da implantação de políticas públicas sócio-ambientais;

• Contribuir com a difusão de informações jornalísticas pertinentes às práticas sócio-ambientais.

Sobre o NJA

Instância da regional do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo, o NJA iniciou suas atividades no dia 26 de abril de 2008 e tem por objetivo fomentar discussões ambientais e dar subsídios para aperfeiçoar a formação profissional dos jornalistas.

SERVIÇO

2º Encontro de Jornalismo Ambiental da Costa da Mata Atlântica

Dia 25/04, a partir das 13 horas

Local: Senac Santos - Av. Conselheiro Nébias, 309

Sindicato dos Jornalistas: 3219-2645

njasantoseregiao@gmail.com http://njasantoseregiao.blogspot.com

Catharina Apolinário

catharinaassessoria@gmail.com

Luz Fernández

luzfz@yahoo.com.br

Visite o blog: http://carbonozero.blogspot.com

Pedro Martins

pedrohmperreira@uol.com.br

Conheça o Núcleo de Jornalismo Ambiental Santos e região (NJA/SR):

http://njasantoseregiao.blogspot.com

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Rebia realiza Plano de Capacitação de Jovens Jornalistas Ambientais

O Plano foi concebido para estudantes e novos jornalistas e profissionais da comunicação que estejam nas diversas universidades do Brasil e tenham interesse na temática do jornalismo ambiental.

Começa no dia 23 de abril e prossegue até o dia 20 de junho, a primeira edição do Plano de Capacitação de Jovens Jornalistas Ambientais - http://projects.tigweb.org/rebiajovem Promovido pela Rede Brasileira de Informações Ambientais (Rebia), com aporte da Fundação Avina, e em parceria com diversas entidades do jornalismo ambiental brasileiro e da América Latina, o plano reúne na plataforma virtual Taking IT Global (TIG) especialistas das mais diversas áreas para discutir com jovens estudantes de jornalismo a importância da comunicação e a temática ambiental. Para participar da capacitação, será escolhido um grupo de 30 alunos dos mais diversos centros universitários do país.

Centrando no debate sobre a questão da informação e da participação da sociedade na tomada das decisões ambientais, o plano tem, entre seus objetivos, constituir uma plataforma de intenso intercâmbio de experiência entre profissionais de comunicação e da temática ambiental, articulando estreitamente com eventos em que o jornalismo ambiental esteja presente, além de proporcionar aos jovens participantes uma melhor percepção e formação na temática ambiental. O plano ainda tem como meta sensibilizar os jovens sobre a importância do trabalho da comunicação juntos às ONGs ambientais.

O Plano de Capacitação de Jovens Jornalistas Ambientais foi concebido para estudantes e novos jornalistas e profissionais da comunicação que estejam nas diversas universidades do Brasil e tenham interesse na temática do jornalismo ambiental. A partir da combinação de contatos virtuais e encontros presenciais entre os profissionais do meio ambiente e do jornalismo ambiental, serão realizados webconferências para o processo de capacitação dos jovens jornalistas.

A proposta é ajudar a formar uma Rede de Colaboradores e Jornalistas Voluntários que, a convite e a expensas de organizações do Terceiro Setor que atuam no setor socioambiental, e que enfrentam o bloqueio da mídia tradicional, possam produzir matérias e imagens de qualidade voluntariamente. A REBIA se compromete a distribuir gratuitamente o material, com os créditos para seus autores, através da Agência REBIA de Notícias Socioambientais, distribuído para mais de 30.000 leitores cadastros, entre os quais muitos pauteiros e editores de mídias, e também através dos seus veículos, www.portaldomeioambiente.org.br e Revista do Meio Ambiente.

As inscrições que são gratuitas podem ser realizadas até o dia 21 de abril e para participar, os estudantes de jornalismo devem ler a Chamada para Inscrições preencher a Ficha de Inscrição do Plano. Os melhores produtos jornalísticos produzidos durante a capacitação serão divulgados em sites nacionais que são parceiros do projeto. O plano é coordenado por Efraim Neto, jornalista e moderador da Rede Brasileira de Jornalismo Ambiental.

As inscrições deverão ser enviadas para o contato abaixo:

Efraim Neto – efraimneto@rebia.org.br ou efraimneto@gmail.com (MSN)

Skype – efraim.neto - 71 8895.5010

terça-feira, 7 de abril de 2009

Entrevista: Juventude em Foco

Na ocasião da Conferência da Unesco de Educação para o Desenvolvimento Sustentável o bom amigo Daniel Fonseca "Anticorpo de GAIA" foi entrevistado por um projeto chamado Juventude em Foco, da Instituição Deutsche Welle, da Alemanha. A entrevista foi ao ar no domingo para 8 países de língua portuguesa.

Segue e entrevista


Deutsche Welle - Entrevista.mp3 -

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Surfistas reagem contra a poluição nas Praias

Com o término do verão muitas coisas boas ficam na cabeça de todo o surfista. Altas ondas que chegam depois de muitos dias “flat”, novas amizades, muitas gatas, finais de tardes únicos com paisagens que poucas vezes o cinema consegue reproduzir, e assim se vive esse período.



Mas nem tudo o que acontece na temporada mais quente do ano remete a boas lembranças para a comunidade do surf. Nessa época as praias são bombardeadas por todo tipo de degradação. Do aumento do esgoto produzido pelas cidades, devido ao grande número de pessoas que passam suas férias nessas localidades, a contaminação da paisagem por resíduos sólidos.


Com tudo isso, e se for pensar o papel do surfista frente à preservação do meio ambiente, possivelmente iniciativas pontuais existem em diversas partes do mundo. E no Brasil não é diferente.

Para celebrar o término do verão, desde 2002 a ONG norte americana que possui sede no Rio de Janeiro, Surf Rider Foundation, iniciou a campanha Valeu Praia que tem como filosofia retribuir “tudo de bom” que a estação mais descontraida do ano traz.

Entre as formas de saudar final do verão, uma das maneiras encontradas são os mutirões de despoluição, que mobilizam surfistas e demais atores das praias por todo o país.

Na Baixada Santista / SP as ações – Valeu Praia – acontecem desde 2008, capitaneadas pela ONG Ecosurfi, que trouxe e organiza as atividades na região e têm o papel de enraizar e catalisar princípios socioambientais junto aos surfistas, entendendo todos como protagonista da preservação das praias, mares e oceanos.

Nesse ano duas cidades participaram da campanha, Itanhaém e Santos, que através da participação de quase 80 voluntários, retiraram juntas aproximadamente 1 tonelada de detritos dos ecossistemas costeiros, abrangendo uma ilha e mais de dois quilômetros de área entre praias e costões rochosos.

Toda ação foi norteada pelo principio do “cuidar”, e ninguém melhor do que os surfistas para cuidarem das praias, ambiente esse, tido como “segundo” lar desses "Homens do mar", que a cada dia possuem maiores responsabilidade, frente ao desenvolvimento do surfe com compromisso junto ao meio ambiente.

“Não podemos mais falar de surfe sem falar de meio ambiente”. Essa foi à mensagem transmitida pela Ecosurfi na edição 2009 do Valeu Praia nas praias de São Paulo.

Aloha

Para ver a cobertuta pela Rede Globo / TV Tribuna Click Aqui

Apoio: Restaurante Tia Lena, Santos e Região Convention e Visitors Bureau, Inteligência Ambiental, Santos Offshore International Expo and fair, Ativa Ambiental, NSL Elétrica, Fire Mídia Comunicação, Bola de Neve, Projeto Cine Surf, Escolinha de Surf Feminino de Santos, Gordo Eventos, Zé Renato e Fruto d'Água

Clipping:
http://www.revistafator.com.br/ver_noticia.php?not=71997

http://itanhaem.jornalbaixadasantista.com.br/conteudo/valeu_praia_evento2009.asp

http://ricosurf.globo.com/NoticiasRicosurf2.asp?id=9066

http://waves.terra.com.br/novo/layout4.asp?id=35606&sessao=4

http://camerasurf.uol.com.br/index.php?secao=11¬icia=10192

http://www.radiocultura.com.br/fm/noticia-9438.htm

http://carbonozero.blogspot.com/

http://www.ativaambiental.com.br/cont_detalhe_evento.asp?codigo=240

http://www.ativaambiental.com.br/cont_detalhe.asp?codigo=243

http://www.ecobservatorio.blogspot.com/

http://www.metropoleonline.com.br/layout/layout2.php?cdConteudo=9904&codigo=22

Fotos Valeu Praia - Itanhaém

Valeu Praia 2009 / Ecosurfi - SRF / Itanhaém


Fotos Valeu Praia - Santos

Valeu Praia 2009 / Ecosurfi - SRF / Santos

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Palestra da Senadora Marina Silva

ECOINFORME

Palestra da Senadora Marina Silva promovida pelo Instituto de Estudos Avançados, que se realizará na tarde de 13 de abril próxima, no Auditório Camargo Guarnieri, que terá por debatedor do Prof. José Eli da Veiga (autor de Desenvolvimento sustentável: que bicho é esse?).

O tema é a Juventude ante o desafio do Desenvolvimento Sustentável, e o público alvo preferencial são líderanças juvenis e docentes do ensino médio.


Obs: informações e inscrições pelo fone (11) 3091-1678 ou e-mailsedini@usp.br

quarta-feira, 25 de março de 2009

“VALEU PRAIA” ACONTECE NESTE FINAL DE SEMANA

Neste sábado e domingo, Itanhaém e Santos, respectivamente, receberão a segunda edição do “Valeu Praia”.

Celebrar o término do verão com a ação de despoluição das praias e conscientização da população é a proposta da Sufrider Foundation Brasil em parceria com a Ecosurfi.

Preservar nosso patrimônio ambiental e conscientizar a população da importância em manter as praias limpas e águas, mares e oceanos conservados. E melhor, aproveitar o finalzinho do verão para reunir mutirões para uma grande ação de limpeza das praias. Este é o objetivo da campanha Valeu Praia – Campanha Nacional de Limpeza das Praias. O movimento, realizado em diversas praias do Brasil, acontece em Santos e Itanhaém, por iniciativa da Sufrider Foundation Brasil em parceria com a Ecosurfi.

O Valeu Praia será realizado nas cidades da Baixada Santista, neste final de semana: em Itanhaém, no dia 28 de Março, sábado, e em Santos, dia 29 de Março, domingo. As equipes, que reúnem grande número de voluntários, entre surfistas, empresários, barraqueiros, alunos, escoteiros, artistas e freqüentadores da orla, saem em mutirão recolhendo as sujeiras, lixos, microlixos (bituca de cigarro, canudinhos, etc) e demais detritos poluentes nas areias das praias das cidades.

O Valeu Praia chega para sensibilizar a população da importância de manter as areias e mares das praias limpos e livres da poluição. Esta ação nacional de limpeza das praias acontecerá simultaneamente neste mês de março nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia, Rio Grande do Norte e Ceará e tem como meta conscientizar os banhistas sobre a gravidade do lixo jogado nas praias, que além da poluição pode gerar doenças e acabar com a vida muitas espécies marinhas que precisam de água limpa para sobreviver.

A Campanha promovida pela Sufrider Foundation Brasil, em parceria com a Ecosurfi, tem patrocínio de Restaurante Tia Lena, Santos e Região Convention e Visitors Bureau, Inteligência Ambiental, Santos Offshore International Expo and Fair, Projeto Cine Surf, Ativa Ambiental, NSL Elétrica, Fire Mídia Comunicação, Bola de Neve, Di Fiori Pizzaria, Escolinha de Surf Feminino de Santos e Fruto d água Surf Shop.

INFORMAÇÕES DO EVENTO:
EM ITANHAEM
Data: 28 de Março – Sábado
Local: Praia dos Sonhos
Horário: 9h às 12h

EM SANTOS
Data: 29 de Março – Domingo
Local: Canal 2
Horário: 9h às 12h

Inscrições: as inscrições podem ser feitas pelo e-mail ecosurfi.brasil@gmail.com, porém no dia os voluntários e interessados poderão participar abertamente do evento.


INFORMAÇÕES À IMPRENSA:
Mônica Costa – monica@firemidia.com.br
Atendimento à Imprensa / VALEU PRAIA
cel: 13- 8133-9964 / msn: monicacosta82@hotmail.com

Vivian Giuzio - vivian@firemidia.com.br
Atendimento à Imprensa / VALEU PRAIA

Letycia Queiroz - letycia@firemidia.com.br
Atendimento à Imprensa / VALEU PRAIA

Fire Mídia – Comunicação, Internet e Eventos
Av. Ana Costa, 160 conj 41 - Gonzaga - Santos/SP
Tel: 13 – 3221.7007 / 3327-1812

terça-feira, 24 de março de 2009

A Hora do Planeta



Hora do Planeta 2009
A Hora do Planeta é um ato simbólico no qual governos, empresas e a população de todo o mundo são convidados a demonstrar sua preocupação com o aquecimento global e as mudanças climáticas. O gesto simples de apagar as luzes por sessenta minutos, possível em todos os lugares do planeta, tem o significado de chamar para uma reflexão sobre o tema ambiental.

Conhecido mundialmente como Earth Hour, a Hora do Planeta será promovida no País pela primeira vez pelo WWF-Brasil e conta com a adesão e apoio do Rio de Janeiro , a primeira cidade brasileira a aderir à iniciativa.

Em 2009, a Hora do Planeta será realizada no dia 28 de março, das 20h30 às 21h30, e pretende contar com a adesão de mais de mil cidades e 1 bilhão de pessoas em todo o mundo. Mais de 170 cidades de 62 países já confirmaram sua adesão à Hora do Planeta.

Realizada pela primeira vez em 2007, a Hora do Planeta contou com a participação de 2,2 milhões de moradores de Sidney, na Austrália. Já em 2008, o movimento contou com a participação de 50 milhões de pessoas, de 400 cidades em 35 países. Simultaneamente apagaram-se as luzes do Coliseu, em Roma, da ponte Golden Gate, em São Francisco e da Opera House, em Sidney, entre outros ícones mundiais.

Cadastre-se já no site Hora do Planeta e participe também deste movimento.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Surf Sustentavél !?

Por: Luciano Burin

Parceiros de negócios e veteranos da indústria do surf na Califórnia (EUA), Joey Santley e Steve Cox quebraram um antigo paradigma do mercado de pranchas durante a última feira Action Sports que aconteceu no final de janeiro na cidade de San Diego.

Com o lançamento da Resurf Recycling e da Green Foam Boards, eles criaram uma revolucionária plataforma para a fabricação de pranchas a base de poliuretano reciclado, tornando realidade a tão sonhada sustentabilidade na cadeia produtiva do principal produto para a prática do esporte.

A Green Foam é resultado de uma moderna tecnologia que permite reaproveitar os restos de blocos antigos, transformados em um novo bloco de alta qualidade, com as mesmas propriedades de um modelo convencional.

Assim, com o suporte de um inovador sistema de coleta criado pela Resurf Recycling, os rejeitos tóxicos daquela prancha velha ou quebrada que poderiam ir parar no lixão comum das cidades, sem qualquer tratamento, agora retornam para a cadeia produtiva do surf.

Como não poderia deixar de ser, a novidade foi bem aceita pela indústria e os blocos de espuma reciclados da Green Foam já estão nas mãos de alguns dos maiores shapers da atualidade, com resultados animadores.

A proposta de sustentabilidade se reforça com o uso do pó de poliuretano desperdiçado no processo de shape - cerca de 20 % do bloco - agora aproveitados para a fabricação de asfalto e outros usos ainda em estudo.

Do escritório da Resurf Recycling, onde comanda a missão de limpar a indústria do surf, Joey Santley conta mais detalhes sobre o projeto.

Quanto tempo levou o desenvolvimento da prancha de surf reciclada?

Nós idealizamos o conceito da Green Foam no início de 2008 e passamos cerca de um mês pesquisando e desenvolvendo nossa metodologia, que levamos para a Just Foam em Oceanside, na Califórnia.

Quais foram os principais desafios para viabilizar o projeto?

O mais difícil foi abrir as portas de alguma fábrica de espuma que dessem ouvidos ao nosso inventivo processo, mesmo porque era amplamente divulgada a idéia de que seria impossível reciclar blocos de espuma de poliuretano para pranchas de surf. Mas a Just Foam abriu as suas portas e mentes para a nossa invenção e o resto é história.

Como funciona o uso do poliuretano na produção de asfalto?

Nós temos triturado os restos de material numa empresa chamada Robertson Ready Mix Concrete, onde o poliuretano é reciclado com asfalto usado para pavimentar estradas. Ainda é um trabalho realizado em pequena escala, mas que comprova a eficácia do conceito. No momento estamos trabalhando em um programa piloto para que os administradores dos lixões locais criem uma rota específica, assim a indústria do surf pode realizar o processo em uma escala maior. Uma vez acertados os detalhes, este processo poderá ser replicado em todo o mundo.

De que outras maneiras os material descartado das pranchas pode ser aproveitado pela indústria?

Asfaltar estradas e fazer blocos de prancha com poliuretano reciclado são duas possibilidades. Nós estamos buscando novas idéias e apoio financeiro para realizá-las, pois eu e meu parceiro (Steve) temos feito todo o investimento com nossos próprios recursos. O programa de reciclagem da Resurf.org é e continuará a ser um esforço filantrópico, mas esperamos conseguir um apoio de alguma grande empresa com consciência ecológica.

Como você compararia o custos de fabricação de uma prancha reciclada com o de uma convencional?

Embora o processo e manejo de uma Green Foam custe um pouco mais que um bloco de poliuretano convencional, nós não estamos penalizando o consumidor por escolher uma alternativa mais amigável ao meio ambiente. Assim, estamos praticando os mesmos preços de um bloco convencional em tamanho e volume. Nossos blocos são produzidos no sistema "cradle to cradle", o que significa que pegamos o material descartado de uma prancha e o recolocamos em um novo bloco exatamente com a mesma construção e qualidade.

Fale um pouco sobre a receptividade de sua invenção na comunidade e indústria do surf?

Bom, neste primeiro mês de lançamento já conseguimos colocar o primeiro lote de blocos Green Foam nas mãos de shapers como Al Merrick, Matt Biolos da Lost, Rusty, Timmy Patterson, Cole Simler, Pat Rawson, Doc da Surf Prescriptions, Dev e Wellen. Todos shapearam e finalizaram pranchas com a Green Foam e, embora em alguns casos tenham havido algumas imperfeições que normalmente não deveriam ocorrer, todos abraçaram a idéia desde o início.

No momento estamos produzindo em ritmo total e os novos blocos não têm apresentado defeito algum. Estamos impressionados com os resultados que alcançamos em tão pouco tempo. Temos sido bem recebidos pelas lojas e elas tem nos dado um feedback positivo, estabelecendo o compromisso de solicitarem aos seus shapers uso da Green Foam.

Quanto tempo você acha que levará para termos um surfista profissional competindo com uma prancha de espuma reciclada?

Creio que em poucos meses. Nós já temos atualmente vários surfistas profissionais recebendo pranchas de competição com a Green Foam. Elas poderão ser vistas sob os pés de grandes nomes do esporte muito em breve.

Existem planos da Green Foam Boards e da Resurf Recycling atuarem em outros países?

As coisas estão acontecendo de maneira mais acelerada do que poderíamos imaginar e esperamos que o interesse continue a crescer em todo o mundo. Temos confiança de que a maioria dos surfistas possui uma consciência ecológica e que, portanto, farão escolhas sustentáveis quando tiverem a oportunidade.

quarta-feira, 11 de março de 2009

planet.move. - Mostra de filmes sobre meio ambiente e globalização

Quinto maior país do mundo, o Brasil está se tornando cada vez mais importante do ponto de vista econômico e político. Some-se a isso a deslumbrante beleza e as riquezas advindas de recursos naturais. O uso sustentável dessas riquezas e a preservação de seu patrimônio natural para futuras gerações são hoje o maior desafio que o Brasil, a exemplo do mundo, tem que enfrentar. É dentro dessa perspectiva que a ECOMOVE, organização não-governamental da Alemanha, apóia a planet.move, mostra internacional de filmes de conscientização sócio-ambiental, que acontecerá de 12 a 19 de março no Goethe-Institut São Paulo. A Mostra reúne produções contemporâneas para o cinema e a TV, com ênfase em temas ambientais e sociais, como mudança climática, globalização e seus impactos ecológicos, perda da biodiversidade, agricultura e o problema do alimento no mundo, entre outros.

A Mostra também ocorrerá em diversas regiões e cidades do Brasil, incluindo Rio de Janeiro, Curitiba, Porto Alegre, Salvador e Recife, e será acompanhada de exposições e discussões sobre os temas.

Clique aqui para ver os filmes que participam da Mostra planet.move.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Consciência socioambiental no Carnaval

A ONG SOS Itaquitanduva - Alma Verde aproveitará os dias de Carnaval para realizar a ação “Força Tarefa Ambiental de Carnaval PEXJ”, visando orientar os foliões que visitarão o Parque Estadual Xixová – Japuí.


O intuito desta iniciativa é preservar o espaço, que possui uma área de 901 hectares, o que corresponde a 900 m² de biodiversidade, localizado entre os municípios de São Vicente e Praia Grande, além de estimular a preservação de um parque ecológico.

“O objetivo desta ação é conscientizar as pessoas de como aproveitar a visita com responsabilidade, preservando a área ambiental”, conta o presidente da ONG SOS Itaquitanduva, Hélio William Gorga.


A fiscalização acontecerá entre os dias 21 e 24 de fevereiro, das 10 às 14 horas, desde o Parque Prainha de São Vicente até o Forte Itaipu, e conta com a participação da ONG SOS Itaquitanduva, Guarda Municipal, Polícia Ambiental, Fundação Florestal, Secretaria de Esporte, Secretaria de Segurança Secretaria do Meio Ambiente e voluntários.

Para alcançar resultados positivos, o trabalho será dividido em duas etapas: de conscientização, com equipe nas entradas da trilha; e de fiscalização nas praias, feita pela polícia ambiental e guarda do parque.

Quem quiser saber mais ligue: (13) 3013-5023 ou 7804-4881
Parque Estadual Xixová - Japuí Click aqui

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Perigo no mar

Por: Verônica Falcão
Poluição e redução da fauna estimulam ataques de tubarões a banhistas

Pesquisa FAPESP - Cabeça-chata: associado à maior parte dos acidentes na costa brasileira
Ao contrário do que se viu em Tubarão (Jaws), filme de 1975 do cineasta norte-americano Steven Spielberg, o temível peixe de dentes afiados não costuma expor a barbatana fora d’água para anunciar o ataque. Ele chega totalmente submerso, sem se fazer notar.

Foi assim, sorrateiro, que numa tarde chuvosa de maio de 1999 um tubarão cabeça-chata (Carcharhinus leucas) abocanhou a perna do surfista pernambucano Charles Barbosa Pires e o puxou para o fundo, sacudindo seu corpo embaixo d’água. Charles tentava se defender dando socos no bicho quando seus amigos, que haviam saído do mar e chamado os bombeiros, começaram a gritar para que nadasse. “Ouvi aquilo e fui em frente. Nadei até não aguentar mais e desmaiei”, conta.

Quando acordou no hospital estava com os dois braços enfaixados e não tinha mais as mãos. Hoje com 31 anos, Charles voltou a surfar depois de superar o medo de outro ataque e luta contra as sequelas físicas e psicológicas das mordidas – atualmente busca ajuda para conseguir duas próteses de mão, que custam cerca de R$ 100 mil. Ele é um dos 32 sobreviventes dos 51 acidentes com tubarões registrados entre 1992 e 2006 – houve 19 mortes – na costa da capital de Pernambuco, o estado brasileiro que soma o maior número de casos do tipo.
Em nível mundial, o Brasil é o sétimo colocado em ataques – em primeiro estão os Estados Unidos onde se registraram 836 acidentes em 330 anos, seguidos da Austrália com 329 ataques em 300 anos, segundo a lista do Arquivo Internacional de Ataque de Tubarão (Isaf), do Museu de História Natural da Flórida. Apesar de haver menos acidentes por aqui, proporcionalmente mais pessoas morrem em decorrência da gravidade dos ferimentos.

“No Brasil são os tubarões cabeça-chata adultos, capazes de causar lesões maiores e mais profundas, que em geral atacam”, explica o engenheiro de pesca Fábio Hazin, pesquisador da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). Nos últimos anos Hazin e pesquisadores dos Estados Unidos vêm analisando os ataques de tubarão na costa pernambucana em busca de explicações para esses acidentes. E agora chegaram a algumas conclusões.
Ao menos no litoral de Pernambuco os ataques dos tubarões a quem se aventura a pegar uma onda ou a se refrescar no mar estão associados a dois fatores: as alterações no ambiente provocadas pelos seres humanos e a certo abuso das pessoas que insistem em nadar próximo às áreas frequentadas por esses peixes. Entre o final da década de 1970 e o início da de 1980, a construção do Porto de Suape cerca de 40 quilômetros ao sul de Recife exigiu o desmatamento de uma vasta área de manguezal.
A substituição da vegetação de mangue pelo concreto parece ter afetado as populações de peixes e crustáceos que ali se reproduzem, interferindo na cadeia alimentar marinha.

Saiba mais: Perigo no mar

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Projeto CineSurf fecha apoio com a Ecosurfi

Quem quiser saber ou acompanhar o melhor que rola no mundo do surf nas "Telonas", basta acessar e conhecer o Projeto Cine Surf.

A idéia de trazer suf para os cinemas vem de encontro com a filosofia de levar o melhor dos lançamentos nacionais e internacionais em filmes de surf, e que hoje são assistidos em pequenos grupos. Desta forma esta sendo possivel popularizar a cultura e a veradeira identidade do surf entre os apaixonados pelo esporte.

Uma das novidades para o filme que será lançado esse mês (One Track Mind) , é a parceria fechada entre os organizadores do projeto Cine Surf e a ONG Ecosurfi, que vai aproveitar essa grande reunião de surfistas para difundir o seu conceito e reforçar a idéia dos surfistas como protagonistas da defesa das praias, mares e oceanos.

Sobre o Filme "One Track Mind"

One Track Mind é o último filme em 16 mm da Criativa WOODSHED FILMS.
Dirigido por Cris Malloy, One Track Mind explora o lado comum que guia surfistas influentes de 3 gerações que colocam o surf em novas dimensões. Sinta a oportunidade única de sentar e assistir aos surfistas mais prolificos de nosso tempo que compartilham os segredos e elementos técnicos, o que inspiram esses que forma os melhores surfistas que o mundo já conheceu.

O lançamento será no dia 12/02 às 21:30hs no Cineroxy
Endereço: Av. Ana Costa, 443 - Gonzaga - Santos/SP.

Para saber mais acesse: www.projetocinesurf.com.br

Aloha

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Á espera de Noé II


Fazemos parte da primeira geração humana a se preocupar com a preservação do meio ambiente. Desde a Idade da Pedra, o homem concentrou-se apenas em sua exploração. A idéia de cuidar a natureza tem menos de quarenta anos. A boa notícia é que o número de envolvidos cresce. Uma pesquisa da World Wildlife Fund (WWF) mostra que em cada três brasileiros tomou alguma atitude para tornar sua rotina mais ecologicamente correta em 2008. Esperamos mais boas notícias para 2009.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Pesquisa aponta interesse do público por educação socioambiental nas praias

Por: João Malavolta / Ecobservatório

Questionário alerta para o baixo nível de conhecimento dos freqüentadores das praias sobre o que é micro-lixo

Durante o verão de 2008/09 a ONG Ecosurfi através da campanha Onda Limpa aplicou uma pesquisa de opinião junto ao publico que freqüenta as praias da cidade de Itanhaém/SP, para identificar o nível da percepção ambiental dos moradores e visitantes, que buscam o litoral do município para passar a temporada de férias.

Cerca de 160 questionários foram oferecidos pelos monitores da entidade durante o mês de janeiro, perguntas que vão desde a importância do meio ambiente ao problema da falta de ações para conscientizar a população para um melhor uso da área costeira, foram submetidas às respostas dos entrevistados que estavam na areia das praias.

Cerca de 75% dos participantes eram visitantes e freqüentam a cidade sempre nos feriados e finais de semana, sendo o município de origem de 61,67% dos pesquisados a grande São Paulo.

Entre as perguntas aplicadas somente a que questionava os participantes a respeito do que eles achavam sobre a importância de preservar o meio ambiente foi unânime e recebeu 100% das respostas positivas.

O que chamou a atenção dos educadores foram às respostas múltiplas, quando a pergunta se referiu ao “por quê” de se preservar o meio ambiente, onde a questão, “preservar para uma melhor qualidade de vida”, ganhou 51,88% das respostas tendo a segunda opção, “preservar para as gerações futuras”, alcançando 45, 63% das respostas, o quê demonstra a elevação da consciência ambiental desse publico.

Quando o assunto foi sobre a campanha Onda Limpa, 91,88% dos entrevistados apontaram que acham muito importante as atividades desenvolvidas pelas ações que a ONG Ecosurfi realiza na temporada de verão, e a pergunta foi reforçada por 78,13% que demonstraram que ações de Educação Ambiental nas praias são um dos meios de buscar a conservação desse ecossistema.

Para o Educador Socioambiental e dirigente da Ecosurfi, Marcus Vinicius de Souza, a nossa pesquisa vem retratando um pouco da mentalidade do publico que visita as praias da nossa região. “Os resultados da pesquisa da forma que ele é aplicado lançam um alerta sobre a carência de informações das pessoas, e também nos ajuda para sabermos a melhor maneira de entender como pensa o publico, nos direcionando para um melhor planejamento na hora de realizarmos as nossas atividades socioeducativas”.





Quem quiser conhecer a pesquisa na integra acesse: Pesquisa Campanha Onda Limpa/Ecosurfi

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

ONG do Surfe é destaque no Litoral Paulista



No último final de semana (24 e 25) a campanha Onda Limpa realizada pela ONG Ecosurfi nas praias itanhaenses desde 2005, foi o destaque no noticiário da região, que enfocou as atividades desenvolvidas pela entidade durante este verão e que estão sensibilizando moradores e turistas sobre a importância da preservação dos ecossistemas costeiros.

Entre as ações mostradas pela reportagem da TV Tribuna, emissora afiliada da Rede Globo na Baixada Santista, estavam o teatro de fantoche desenvolvido pelos monitores da organização, que tem como tema central transmitir informações de maneira lúdica sobre os problemas da poluição nas praias.

Sendo a atividade dessa edição da campanha Onda Limpa com o maior sucesso, o teatro vem recebendo dezenas de crianças aos finais de semana que se divertem com os personagens criados pela produção da campanha. Segundo a afirmação de Suzana Gomes integrante da Ecosurfi e idealizadora do roteiro do teatro. "Temos cada vez mais que reforçar junto às crianças boas práticas para cuidarmos do planeta". “A idéia de um teatro de fantoches funciona muito bem junto aos “pequenos”, pois de maneira lúdica conseguimos prender a atenção deles e passar brincando uma nova forma de olhar sobre a natureza para que elas possam perceber que também podem ajudar a conservar o meio ambiente”.

Para Suzana que tem um filho de cinco anos, as crianças são muito importantes na reeducação dos pais, uma vez que tudo que aprendem elas levam para casa. “Sempre que meu filho conhece alguma coisa nova ele chega em casa comentando, dessa forma eu aprendo muita coisa com ele, assim eu acredito que eles são potenciais agentes multiplicadores de bons conhecimentos”.

Para saber mais sobre a campanha acesse: http://www.campanhaondalimpa.blogspot.com/

Confira a reportagem completa: Click Aqui - TV Tribuna

Campanha quer estimular mudanças no costume das oferendas a Iemanjá

Por: Meire Oliveira, do ATARDE

Com o slogan “Iemanjá protege a quem protege o mar”, o Instituto Nzinga de Capoeira Angola está provocando polêmica entre os envolvidos da Festa de Iemanjá.

O conflito gira em torno de uma campanha que incentiva algumas mudanças no costume de presentear a Rainha das Águas, homenageada no dia 2 de fevereiro, de acordo com suas predileções já conhecidas por religiosos do candomblé ou devotos da divindade.

Nesse contexto estariam proibidos espelhos, bonecas e adereços de plástico, sabonetes e quaisquer outros materiais que não sejam biodegradáveis (substâncias que se decompõem pela ação de micro-organismos). “Presente são as ofertas que são desfeitas naturalmente e não comprometem a vida marinha nem a de quem vive do mar. Lixo é o que vai ficar no meio ambiente”, disse a coordenadora pedagógica do Instituto Nzinga de Capoeira Angola, Lígia Vilas Boas.
A campanha foi iniciada neste sábado, 31, com distribuição de material informativo em hotéis e estabelecimentos comerciais da região, além da colocação de faixas no trajeto da festa. “O objetivo é introduzir na tradição da oferta de agrados a preocupação com a poluição marinha, diferenciando o presente do lixo”, explica a coordenadora.

A entidade atua com 30 crianças e adolescentes da comunidade Alto da Sereia, localizada no Rio Vermelho, nas áreas de arte educação, educação ambiental. capoeira e samba de roda no entorno da festa.
“Já participamos da manifestação há quatro anos com apresentação de samba de roda e capoeira. Resolvemos trazer essa proposta, pois a festa cresceu muito e com isso a quantidade de lixo aumentou. Os espelhos, adereços de plástico, material sintético e metal, frascos de perfume e sabonete não são absorvidos e viram lixo no mar”, explicou a coordenadora, que disse não saber precisar o impacto que isso pode ter causado nos mais de cem anos de tradição das oferendas a Iemanjá.

Na Colônia Z1, parte da equipe da organização da festa é incumbida de fazer a triagem de tudo que chega para preencher os 250 balaios que são entregues em alto-mar todos os anos, segundo o presidente da colônia Z1, Joel Gouveia.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Ecosurfi inicia mais um verão de campanha contra a poluição na Zona Costeira

Em mais um ano, Campanha Onda Limpa busca levar às pessoas informações sobre os problemas do lixo marinho



Durante os meses do verão, a população das cidades do litoral de São Paulo em média triplicam, aumentando proporcionalmente a produção de resíduos sólidos e de esgoto na região, afetando negativamente todo o ecossistema costeiro. É nesta época do ano que cada morador do litoral paulista deve intensificar o cuidado com o lugar onde mora e orientar os veranistas sobre o respeito não só com a casa dos outros, mas com a própria casa comum, a Mãe Terra.

Nesse final de semana (17 e 18) a Ecosurfi – Entidade Ecológica dos Surfistas fez o lançamento de mais uma edição da Campanha Onda Limpa, que desde 2005 sensibiliza moradores e turistas de Itanhaém, no litoral sul de São Paulo, para a importância de prevenir e enfrentar a problemática do lixo marinho.

Este ano a campanha conta com cerca de 12 estagiários, fruto do convênio com a Pontifícia Universidade Católica (PUC/MG), e alunos voluntários de universidades como a Universidade de São Paulo (USP) e Universidade Estadual Paulista (Unesp), além de 04 monitores contratados fornecidos pela Prefeitura Municipal de Itanhaém que atendem os visitantes em uma estrutura na Praia do Sonho.

Durante as 08 semanas de trabalho da Campanha, acontecerão exposições monitoradas, palestras, gincanas, teatro, à hora do conto, pesquisa junto ao publico na praia e workshops. Além destas atividades, a Campanha envolve também a tradicional distribuição de sacolinhas de tecido confeccionadas com fio de nylon de garrafas PET recicladas, orientação corpo a corpo com os veranistas e a instalação de coletores de detritos.

Desde 2005 a Campanha já atendeu milhares de pessoas, entre adultos e crianças. “No ano passado passaram quase cinco mil pessoas pela tenda na Praia do Sonho só nos primeiros quinze dias da campanha, em janeiro”, conta o diretor de Planejamento da Ecosurfi e um dos coordenadores do projeto, João Malavolta.

A importância da Campanha Onda Limpa está em intensificar o acesso à informação ambiental e, com isto, sensibilizar as pessoas, reduzir a quantidade de lixo no mar, contribuir para a qualidade da água e, ainda, estimular a consumo sustentável e a reutilização de materiais recicláveis.

Um dos maiores focos da Campanha é transmitir informações que sejam úteis para as pessoas pensarem criticamente o espaço que estão inseridas. Para o diretor de Educação Ambiental da Ecosurfi, André Barbosa, “muitas vezes os turistas se esquecem de que mora gente onde eles visitam e os moradores esquecem que precisam zelar pelo lugar em que vivem”.

A Campanha Onda Limpa funcionará na Praia do Sonho diariamente das 9h às 17h, até o dia 18 de fevereiro. Maiores informações podem ser encontradas no http://www.campanhaondalimpa.blogspot.com/.

Este ano o apoio da campanha ficou por conta do Restaurante Tia Lena, SOS Contábil, Pizzaria Difiori, Litoral Sul Águas, Pousada Vesúvio, Casa da Panquecas, Casarão – Materiais para construção, Prefeitura Municipal de Itanhaém, Super Krepp, Restaurante Veraneio, Watanabe – Elétrica e Hidráulica, Restaurante e Pizzaria Calipso, Kroiks – Atacado e Varejo, O Boticário, Sorvetes Naldinhos, Projeto Rio Itanhaém Lixo Zero.

Bruno Pinheiro
Comunicação Ecosurfi
brunopinheiro.peruibe@gmail.com

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

'Homem derretido'

Um homem resolveu mostrar os efeitos do aquecimento global de uma maneira criativa em uma calçada de Buenos Aires. Em uma ação da Cruz Vermelha da Argentina, o ‘homem-derretido’ distribuiu folhetos com dicas de como economizar energia (Foto: Cruz Vermelha argentina)

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Conama abre inscrições para conselheiros

O Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) escolherá, no dia 16 de fevereiro, 11 novos conselheiros representantes de organizações não-governamentais para um mandato de dois anos. As entidades ambientalistas interessadas devem se inscrever até o dia 7 de janeiro através de correspondência à Secretaria- Executiva do órgão ou pelo e-mail conama@mma.gov.br.

Para se candidatar, a ONG terá que estar cadastrada do CNEA, Cadastro Nacional de Entidades Ambientalistas, sendo vetada a candidatura de entidade que já tenha exercido dois mandatos consecutivos.

No pleito serão eleitas duas entidades para cada região geográfica e uma de abrangência nacional. Cada uma das 504 organizações inscritas no CNEA poderá votar em duas entidades. O período eleitoral será aberto dia 9 de janeiro e vai até 28 janeiro para quem votar por carta, estendendo-se até 5 de fevereiro para quem votar pela Internet.

O CNEA foi instituído com o objetivo de manter em banco de dados o registro das entidades ambientalistas não-governamentais atuantes no país.
O resultado será divulgado no dia 17 de fevereiro, quando serão apresentados os nomes das novas entidades ambientais que representarão o segmento nas Plenárias e nas Câmara Técnicas do Conama.

O objetivo do Conama é de assessorar, estudar e propor diretrizes de políticas governamentais para o meio ambiente e os recursos naturais ao governo, bem como deliberar, no âmbito de sua competência, sobre normas e padrões compatíveis com o meio ambiente ecologicamente equilibrado e essencial à sadia qualidade de vida. A plenária do Conama é composta por representantes de 22 entidades de trabalhadores e da sociedade civil, oito entidades empresariais, oito do governo municipal, dos 27 estados e 38 do governo federal.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Carta dos jovens da I Conferência Estadual Infanto Juvenil pelo Meio Ambiente de São Paulo


Águas de Lindóia, 04 de dezembro de 2008

Saudações a todos,

Realizamos no Estado de São Paulo na primeira semana do mês de dezembro de 2008 a I Conferência Estadual Infanto Juvenil pelo Meio Ambiente (I CEIJMA), num encontro que reuniu jovens de lugares tão distantes, mas com a mesma idéia na cabeça e desejo no coração, a certeza de que podemos e “Vamos Cuidar do Brasil”.

Em três dias de trabalhos intensos podemos trocar idéias, fazer amigos, reforçar as opiniões que trouxemos, e acima de tudo sairmos fortalecidos desse encontro sabendo o quanto é importante conscientizar as escolas e as comunidades, mas o mais significativo ainda é colocar tudo o que vivenciamos em prática e servir de exemplo para outros lugares.

Agradecemos a todos que acreditaram em nós e junto conosco buscaram compreender que jovem também educa jovem, mas educa também todos aqueles que tem o coração e mente aberta, conscientes de que a mudança depende de todos nós e com isso assumimos e representaremos nessa carta essas responsabilidades:
• Cultivar a terra e melhorar a alimentação dos alunos das escolas e de todas as comunidades.
• Preservação do meio ambiente criando hábitos alimentares saudáveis.
• Recuperar a mata ciliar das margens do riacho das marrecas(SP), envolvendo a comunidade escolar e os ribeirinhos, conscientizando e estimulando ações positivas no ato de preservar e recuperar o meio onde se vive.
• Despertar em todos a consciência que a participação efetiva é indispensável para a obtenção do meio ambiente saudável, evitando o desperdício da água para a sobrevivência da biodiversidade.
• Articular as escolas com os órgãos executivos e legislativos, promovendo campanhas significativas para conscientizar sobre o problema do desperdício da água.
• Conscientizar os alunos de todas as comunidades escolares e seus familiares, bem como os vizinhos sobre a necessidade da reciclagem para economia do nosso País, melhorando e preservando o nosso meio ambiente.
• Buscar a diminuição do volume de lixo nos lixões.
• Proteger os mananciais por meio da arrecadação de óleo saturado aos finais de semana nas escolas através da comunidade.
• Evitar o desperdício de bens, conscientizando os alunos do perigo da destruição do meio ambiente.
• Orientar os alunos e a comunidade sobre a importância do uso da água de maneira consciente.
• Realizar campanhas de conscientização e vigilância nos municípios para preservação da água potável, conhecendo as nascentes refletindo sobre a sua conservação.
• Conscientização de toda a comunidade sobre a importância da preservação do meio ambiente e em especial reflorestando as áreas com árvores nativas e frutíferas para atrair fauna e flora.
• Criar mecanismos para uma ação ambiental transformadora, proporcionando condições e atividades individuais e coletivas nas escolas.
• Conservação e recuperação das águas, bem como fomentar estratégias de racionamento e tratamento de esgoto, tomando atitudes ativas que reflitam tanto local quanto global, pensando com responsabilidade no hoje e no amanhã.
• Proporcionar estabilidade e criar laços indestrutíveis com os indivíduos e a natureza, cultivando hortas nas escolas com hortaliças, verduras e legumes, inteiramente orgânicos, sem uso de agrotóxicos, levando a equipe escolar e os alunos a terem uma boa educação alimentar e com isso ter estudantes mais participativos e preocupados com desperdício e o reaproveitamento de alimentos.
• Transformar as áreas das escolas que estão improdutivas em produtivas, fazendo hortas orgânicas, onde tudo o que for produzindo nessa área será consumido pelos alunos na merenda escolar.
• Realizar coleta seletiva de lixo nas escolas, nos bairros e na cidade.
• Aproveitamento do solo e sua fertilização observando o potencial da sua extração vegetal com o direcionamento da produção a comunidade criando um paralelo à reeducação alimentar.
• Racionalizar o uso da água reduzindo as perdas na distribuição, e captar a água da chuva para reaproveita-lá. Para isso é fundamental a criação de ComVidas e Agenda 21.
• Promover uma discussão sobre a relação homem e meio ambiente, sensibilizando o público com medidas simples para a busca de energias alternativas.
• Orientar e conscientizar todos os alunos quanto à importância da purificação do ar para tornar o nosso planeta sustentável garantindo a sobrevivência humana.
• Mudar nossos valores frente às questões ambientais, melhorando a qualidade de vida transformando o ambiente escolar através de gincanas de arrecadamento de lixo reciclável.
• Aproveitar e ampliar o uso da luz natural nas escolas aplicando nos ambientes cobertos com telhas recursos de captação de luz com o uso de garrafas PET com água, substituindo as lâmpadas convencionais.
• Conscientização de todas as comunidades sobre a importância da preservação do ar e o ambiente onde vivemos, mostrando que através de pequenos atos como o uso de bicicletas em substituição aos automóveis poderemos melhorar a qualidade do ar que respiramos e do país em que vivemos.
• Restaurar a mata ciliar do Rio da Prata (SP), localizado próximo a uma unidade escolar através de uma ação conjunta com a comunidade e a diretoria do meio ambiente da nossa região.
• Melhorar o ar protegendo as árvores que ainda restam e plantar todas as que a forem possíveis, só assim a natureza voltará a sorrir de novo.

Nenhum de nós é tão bom quanto todos juntos...

Muito obrigado

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

São Paulo tem sua I Conferência Estadual Infanto Juvenil de Meio Ambiente

Por: João Malavolta / Ecobservatório

Dia 02 iniciou a I Conferência Estadual Infanto Juvenil pelo Meio Ambiente do estado de São Paulo, que acontece até a próxima quinta feira (04/11),na cidade de Águas de Lindóia no interior paulista.

A conferência nesta primeira edição apresenta como tema as “Mudanças Ambientais Globais”, assunto que se relaciona e faz parte do cotidiano de todos os seres humanos.

Considerada marco inicial no Estado para criar novos espaços de discussões e fortalecer os já existentes dentro da perspectiva da construção de politicas publicas voltadas para o protagonismo juvenil, com o objetivo de fornecer subsidios para a elaboração de ações na área socioambiental.

Desde o mês de agosto deste ano, foram mobilizadas cerca de 1050 escolas distribuídas em 91 Diretorias de Ensino vinculadas às 22 Bacias Hidrográficas do estado.

O processo de mobilização para a I CEIJMA aconteceu no ambito escolar com o apoio dos Coletivos Jovens de Meio Ambiente (CJ´s), Programa Escola da Família (PEF), pautados pelo programa “Vamos Cuidar do Brasil com as Escolas”, através de “kits” didátiocs produzidos em gestão compartilhada pelo MEC e MMA.

As Conferências Estaduais Infanto Juvenis pelo Meio Ambiente são ações que estão diretamente relacionadas com um movimento mundial. Elas acontecem durante a “Década da Educação para o Desenvolvimento Sustentável” e no “Ano Internacional do Planeta Terra”, definidos pela UNESCO.

Durante a mesa de abertura da I CEIJMA estavam presentes representantes do MEC (Ministério da Educação), SEE (Secretaria de Estado da Educação), FDE (Fundação para o Desenvolvimento da Educação, Programa Escola da Familia (PEF), Programa Juventude e Meio Ambiente (MEC/MMA) e Coletivo Joven de Meio Ambiente de São Paulo (CJ/SP).

Idéias da Abertura

Abrindo as considerações sobre a I CEIJMA, a representante do CJ Camila Melo deu boas vindas aos estudantes e reforçou o papel dos jovens delegados nessa primeira edição. “Hoje estamos aqui por algo que nos une e que queremos transformar, o mundo onde vivemos e essa oportunidade nos possibilita um novo olhar para o planeta para melhorar a nossa forma de ver a vida em sua totalidade”.

Representando a Fundação para o Desenvolvimento da Educação, que é o órgão executor do Programa Escola da Família, a Chefe do Departamento de Parcerias, Profª. Ana Maria Stuginski, em poucas palavras ressumiu o seu entendimento sobre a importância desse processo de engajamento de jovens na defesa do meio ambiente. Observando esses jovens aqui eu vejo gotas de chuva que se aglutinam e formam um rio que tem a força de olhar infinitamente para as causas do meio ambiente”.

Marlene Gardel da Secretaria de Estado da Educação enfocou em sua fala a importância da Conferência nas escolas. “O processo iniciado nos espaços escolares formaram um laço entre os alunos para o desenvolvimento deles como cidadãos para o exercicio da cidadania”.

Coordenando o Programa de Juventude e Meio Ambiente desde o início deste ano, Rangel Moedano contextualizou o processo das Conferências que se iniciaram em 2003 com a I Conferência Nacional Infanto Juvenil de Meio Ambiente. “Esse momento é um marco, nunca reunimos tantos jovens e adolescentes para pensar a questão ambiental no nosso estado”, e falou sobre o tamanho da responsabilidade desses jovens, “Esse evento é um exercicio que pode transformar as nossas vidas, nossas escolas e o nosso planeta”.

Já a Professora Iara Bernardi, representante do Ministério da Educação, em São Paulo demonstrou grande satisfação com a o resultado do processo estadual da construção da ICEIJMA, que escolherá em Águas de Lindóia os delegados que representarão São Paulo na III Conferência Nacional Infanto Juvenil de Meio Ambiente em Brasilia no ano que vem. “As propostas que sairão daqui representam o tamanho do trabalho que temos que fazer, vocês podem se tornar lideraças em suas comunidades e influir nas decisões que contribuam com a melhoria da nossa qualidade de vida e serem atores das mudanças que querem ver no nosso País”.

Fechando a mesa de abertura a A Coordenadora do Programa Escola da Família - Profª. Mary Kawauchi, reiterou a importância do trabalho de todos os envolvidos e lembrou da valor que tem a troca de idéias entre todos os participantes para a construção da atmosfera da I CEIJMA.

Também foi registrada a presença da representante da União Paulista dos Conselhos Municipais de Educação, a professora Roseli dos Santos Ribeiro, Ivandro Martins da Silva, conhecido como Tupã representando os Povos Indígenas, João Nelson dos Santos, do MEC de São Paulo e Camila Bianch, enraizadora do MEC.

Águas de Lindóia concentra nesses três dias os anseios dos jovens do Estado de São Paulo, que representam suas escolas e seus municipios frente ao desafio de construir novos olhares dentro de perpesctivas diferentes mas com responsabilidades comuns frente ao desafio de adaptar nossas vidas as mudanças ambientais globais.

Realização:

Coletivos Jovens de Meio Ambiente - São Paulo - (CJ Caipira / CJ Caiçara / CJ Sampa / CJ ABC)

MEC - Ministério da Educação

SEE - Secretaria de Estado da Educação de São Paulo

PEF - Programa Escola da Família

Apoio:

5 Elemetos - ONG Camará - ONG Caminho das Águas / Itu - ONG Ecosurfi - ISPIS (Instituto SincroniCidade para Interação Social) - REJUMA (Rede Juventude pelo Meio Ambiente e Sustentabilidade - REPEA (Rede Paulista de Educação Ambiental - SVMA (Secretaria do Verde do Meio Ambiente)

Portais:

www.flechadeluz.org

www.rejuna.org.br

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Convite para quem quer agir

Muitas pessoas têm propostas de ações para melhorar o ambiente onde vive, e como consequência, melhorar o meio ambiente. São, muitas vezes, propostas simples, ações pessoais, mudanças pequenas nas atitudes e no estilo de vida, e que podem ser feitas em casa, no trabalho, na escola e em muitos lugares pelos quais passamos diariamente.

Você se acha capaz de mudar um pouco seu estilo de vida? Acha que pode ter uma atitude verde? Faça uma ação entre os dias 01 e 07 de dezembro (mesma data em que algo muito similar estará acontecendo na Inglaterra) e registre. Vale ser uma foto, um texto, um vídeo, um e-mail, use sua criatividade.

Não tem onde postar ou “uploadear” seu registro? Não se preocupe! Organize-se, registre seus feitos que, até o primeiro dia de dezembro, você terá uma surpresa!

Transforme um pouco o mundo em que você vive e conheça outras pessoas que habitam com você essa grande aldeia que chamamos Terra!

Ajude a divulgar essa ação e não se esqueça: entre os dias 01 e 07 de dezembro, faça uma ação ou exponha sua proposta e registre.

Vamos conhecer ações pessoais que também podemos fazer no nosso dia-a-dia e outras pessoas interessadas pelo meio ambiente tanto quanto nós.

http://aldeiasustentavel.ning.com

Entre nessa Onda solidária


Santa Catarina passa por um momento difícil devido à chuva forte que atinge o estado. Muitas pessoas perderam tudo, milhares estão desabrigados, e é urgente a necessidade do envio de alimentos não perecíveis, roupas, cobertores e colchões para os postos de atendimentos e coletas montados na maioria das cidades. E esse é o momento que podemos nos unir ainda mais para amenizar o sofrimento das famílias desamparadas pela chuva.

A Fecasurf ciente de seu compromisso social pede a ajuda de todas as Associações de Surfe do estado, atletas, staff, parceiros, colaboradores, simpatizantes, para se engajarem nessa onda solidária, fazendo as doações de mantimentos aos desabrigados da chuva que atinge o estado. Surf é saúde, esporte é vida, e consciência é estar conectado com a natureza, é viver a coletividade e a solidariedade.

"ENTRE NESSA ONDA SOLIDÁRIA"

ENDEREÇO FECASURF PARA ENTREGA DE DOAÇÕES

Federação Catarinense de Surf

Rua Comandante José Ricardo Nunes, 79 - sala 16 -

Predio da Federações (Feesporte) Capoeiras - Florianópolis - SC - 88070-220

Contatos (48)3025-1880 (48)9907-3415

Em sua segunda edição, a Eco Power Conference 2008 destacou grandes

Na última sexta-feira (21), aconteceu a cerimônia de encerramento da Eco Power Conference 2008 – Fórum Internacional de Energia Renovável e Sustentabilidade, no Costão do Santinho Resort, em Florianópolis/SC. Durante três dias, o evento cumpriu sua proposta com a criação de importantes debates no eixo central do Fórum: energias renováveis e limpas, sustentabilidade e meio ambiente. Com a participação de mais de 900 pessoas, que inclui representantes de 16 estados brasileiros e 08 países, 75 palestrantes nacionais e 05 grandes nomes internacionais, a segunda edição da Eco Power Conference retoma o sucesso do ano anterior com a promoção de um grande e qualificado centro de discussão. Ricardo Bornhausen – Presidente da Eco Power Conference – destaca: “esta edição do evento se mostrou mais madura. Conseguimos oportunizar encontros e debates inéditos com a finalidade de enriquecer o âmbito de conhecimento de todos os participantes acerca do tema. Acreditamos que o objetivo foi alcançado.”

Diversas personalidades do setor marcaram presença neste fórum para expor suas experiências e conhecimentos abordando importantes questões. O desenvolvimento e a adoção de energias renováveis podem gerar novos empregos, conduzindo a economia para a sustentabilidade. Esta é a convicção do fundador do Worldwatch Institute e do Earth Police Institute, Lester Brown, um dos destaques da programação. Em palestra, o especialista americano falou sobre os problemas ecológicos que afetam o planeta, a eficiência de energia e suas fontes alternativas. Brown calcou seu discurso em sua mais recente obra, Plano B 3.0: A Mobilização para Salvar o Mundo. Mas qual é o plano A? “São os negócios como sempre foram realizados. Isso não é viável”, disse, citando que 48% de toda a eletricidade mundial vêm da queima do carvão. “No plano B, 40% dessa energia será eólica”, explicou. Para ele, a humanidade está no estágio inicial de uma nova economia, na qual o petróleo e o carvão serão substituídos por fontes como o sol, os ventos e o calor do interior da Terra.

Outra estrela internacional da Eco Power Conference, o fundador e ex-presidente do Greenpeace, Patrick Moore, foi na direção contrária. “Energia eólica só é gerada quando o vento está soprando, e isso ocorre apenas durante um terço do tempo. Ou seja, não é uma fonte confiável como sistema primário nem de suporte”, declarou, ao abordar a procura de energias sustentáveis para o futuro. O atual presidente da consultoria Greenspirit atacou também o suposto excesso de preocupação com o aquecimento global. “Está provado que o gelo é inimigo da vida. Gelo só é bom para a vida quando derrete e vira água”, disse Moore, polêmico por apoiar a energia nuclear.

O assunto não passou despercebido pelo físico, ambientalista e escritor austríaco Fitjof Capra. “Energia nuclear é exatamente o oposto de energia renovável”, disse o autor do best-sellers como O Tao da Física e O Ponto de Mutação. “É poluente, exige grandes investimentos e é centralizada, sem falar no risco de terrorismo ou no seu aproveitamento bélico”, disse durante sua palestra na abertura do evento, realizada ontem. Na opinião de Capra, a nova economia está causando efeitos perigosos – “exclusão social, desigualdade, ruptura da democracia” – transformando a “diversidade em monocultura, a tecnologia em engenharia e a vida em commodity”.

Por mais antagônicas que sejam as posições, debater essas questões e formular propostas estão no escopo da Eco Power. “Nossos objetivos, atingidos já na primeira edição realizada no ano passado, continuam sendo disseminar conhecimento, trocar experiências e gerar negócios”, observou o presidente do evento, Ricardo Bornhausen. “Os ciclos econômicos vêm e vão, enquanto a crise ambiental é permanente”, diagnosticou. Além das polêmicas exposições já citadas, a Eco Power Conference 2008 destaca também a abordagem de alguns de seus principais painéis:

Energias Renováveis do Mar – Situação atual e perspectivasForam debatidos os avanços tecnológicos existentes no mundo com apoio dos Professores Jens Peter Kofoed - Aalborg Universitet da Dinamarca -; Segen Farid Estefen - Diretor de Tecnologia da COPPE – UFRJ -; e do Dr. Cláudio Bittencourt da DNV - DET NORSKE VERITAS, empresa norueguesa, sediada em Londres, com larga experiência na certificação de navios e estruturas atuam em ondas e mares. Os estudos para instalação de uma planta piloto de conversor de energia das ondas em energia elétrica com tecnologia brasileira já foram realizados pela COPPE/UFRJ. Já no inicio de 2009 serão iniciadas as atividades para instalação da 1ª Usina de Demonstração de Energia das Ondas no Brasil, com geração de 100 kW no Porto do Pecém no Ceará. Tal iniciativa, manterá o Brasil na vanguarda destes estudos que vem sendo realizados por um pequeno grupo de paises tais como USA, Escócia, Dinamarca e Espanha.

Energia Nuclear – oportunidades, riscos e desafiosEste painel contou com as presenças de Drausio Lima Atalla – Supervisor de Pesquisa e Desen. de Novos Projetos de Geração Núcleo Elétrica da Eletrobrás Termonuclear -; e Johannes Höbart – Diretor-Presidente da AREVA NP Brasil. Foram defendidas questões como a viabilidade econômica competitiva de uma usina nuclear, a seleção de sítios para construção tem que ser estratégico e o público local precisa participar já nas primeiras decisões, além dos aspectos sociais que também precisam ser considerados. Neste momento, foi levantando também a segurança – que é essencial – com a reciclagem dos resíduos nucleares.

Construções sustentáveis e seus impactos sócio-ambientaisEste tema foi tratado por Bruno Stagno – Diretor-Presidente da Bruno Stagno Arquitecto y Asoc./ Instituto de Arquitetura Tropical – San José - Costa Rica – e Fernando Almeida – Presidente Executivo do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável. Dentro do atual contexto de grandes mudanças no setor ambiental, econômico e social, o assunto sobre construções sustentáveis é de grande importância para uma mudança deste cenário. A necessidade de aumentar a produção de energia, para atender a demanda futura, exigirá edificações mais eficientes por parte do setor da indústria da construção. O emprego da arquitetura bioclimática deve ser trabalhado com a visão da sustentabilidade, considerando também o estudo de estratégias climáticas locais para obter conforto e diminuir o impacto de custos e danos ambientais. Com os problemas de altas emissões de CO² e dos altos custos nas construções de estradas, o automóvel se tornou um grande transtorno para as cidades. Assim, a grande saída é o investimento na qualidade e no aumento da malha do transporte coletivo. Luis J. Grossman – debatedor deste painel e Diretor geral do Centro Histórico da cidade de Buenos Aires alerta: “necessitamos mais de ecoarquitetos e menos egoarquitetos.”

Mudança do Clima – novos compromissos, metas e prazosO relatório do IPCC – 2007 destaca que o aquecimento global é conseqüência das emissões de gases do efeito estufa proveniente das atividades humanas e que os países mais pobres serão os mais afetados. Essa situação requer a revisão dos padrões atuais de produção e consumo, bem como do direcionamento de políticas públicas que priorize a redução das emissões desses gases. É importante também que os critérios estabelecidos para limitar a emissão de CO² pelos países e os cálculos dessas emissões sejam reavaliados no sentido de evitar a migração de processos de produção eletro-intensivos da cadeia produtiva para os países em desenvolvimento. A criação do Grupo dos 10 – G10 (países que mais emitem gás do efeito estufa) configura-se como uma opção para o desenvolvimento de políticas e ações comuns no para a redução das emissões e promoção do desenvolvimento social. Essas considerações foram realizadas pelos seguintes integrantes desta painel: Israel Klabin – Presidente da Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável –; e Roberto Schaeffer – Professor Associado do Programa de Planejamento Energético da Coordenação dos Programas de Pós-graduação em Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro

Biomassa: exploração inteligente e sustentável na matriz energéticaA biomassa terá a sua participação na matriz energética mundial consideravelmente aumentada entre 2005 e 2050. Isto contempla não só o tradicional uso para aquecimento, como também a geração de energia, valendo-se de diversas tecnologias e múltiplas fontes. No caso da América Latina, o cenário avaliado projeta um salto de 4 GW em 2005 para 75 GW em 2050, uma evolução de 2,9% a 10,8% de participação na matriz energética de renováveis. No Brasil, a indústria da cana-de-açúcar é um exemplo típico de como o resíduo do bagaço pode ser aproveitado para a geração de energia elétrica. Outras fontes de biomassas merecem destaque como o uso de dejetos suínos que poluem águas superficiais e subterrâneas gerando verdadeiros passivos ambientais. Tratados de forma correta, tais dejetos podem produzir energia para ser utilizado nas pequenas propriedades agrícolas. No entanto, faltam tecnologias para desenvolver esta área e o envolvimento das Universidades passa a ser fundamental para gerar conhecimento e tecnologia. Estiveram presentes nesse painel Cícero Jayme Bley Junior - Superintendente da Coordenadoria de Energias Renováveis da ITAIPU Binacional; Ademar H. Ushima – Pesquisador do Centro de Tecnologias Ambientais e Energéticas do Laboratório de Energia Térmica, Motores, Combustíveis e Emissões -; Claudio Loreiro – Diretor de Desenvolvimento Comercial da General Eletric.

A idealização de cidades sustentáveis num planeta urbanoA crescente urbanização do mundo, associada a questões globais de alteração climática, escassez de água, degradação do ambiente, reestruturação econômica e exclusão social, exige uma observação diferente no futuro das cidades. Em 2005, a população mundial superou os 6 bilhões de habitantes, sendo que mais de 50% estão hoje nas cidades e grande parte deles em países em desenvolvimento. Cerca de 1 bilhão de pessoas estão vivendo abaixo da linha de pobreza. O desafio está em fazer com que essa população tenha acesso aos serviços básicos e condições dignas de moradia, trabalho e comida. Durante a Eco Power Conference 2008, sugestões para alcançar esses parâmetros foram debatidos por Luiz Paulo Vellozo Lucas – Deputado Federal, PSDB-ES, Ex-prefeito de Vitória/ES e Autor do livro “Qualicidades – Poder Local e Qualidade na Administração Pública” -; e Cassio Taniguchi - Deputado Federal Licenciado pelo DEM/PR e Secretário de Estado de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente do Distrito Federal. Entre outras, foram realizadas as seguintes considerações: O crescimento das cidades precisa ser trabalhado de forma saudável; A sustentabilidade ocorre quando existem equilíbrios sociais, ambientais e econômicos; É fundamental que se reduza a produção de lixo da sociedade; Mobilidade urbana é fundamental para a vida sustentável das cidades; Buscar a eliminação de guetos de diferentes classes sociais;
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