sábado, 30 de maio de 2009

“Os bois comerão a Amazônia em 20 anos”

Para economista Guilherme Dias, o modelo de produção agropecuária atual e a aprovação da medida provisória que regulariza terras griladas poderão devastar a Amazônia brasileira.


A abertura de pastagens na Amazônia é responsável por 78% do desmatamento na região. Parte desses pastos depois, se torna lavouras de soja, algodão ou outros grãos. Assim, a fronteira agropecuária do Brasil avança em direção à floresta amazônica. Segundo o economista e especialista em produção agropecuária Guilherme Leite da Silva Dias, se não barrarmos essa expansão e mudarmos o modelo de pecuária extensiva para a intensiva, em 20 anos, as florestas terão sido devastadas pelos bois. “Se deixar do jeito que está, os bois comerão a Amazônia em 20 anos e não há restrição de clima ou solo para isso”, diz.

Para Dias, se a medida provisória 458/09 for aprovada, ficará ainda mais difícil frear o desmatamento. A MP permite que a propriedade de terrenos de até 1500 hectares (15 km²) ocupados na Amazônia Legal seja transferida pela União sem licitação a quem os ocupou até 1º de dezembro de 2004. Dias considera essa medida uma nova “Lei de Terras”, como a que o Brasil teve em 1850 e legitimava o usucapião, ou a “posse pelo uso”, que daria legitimidade à grilagem. A MP foi aprovada pela Câmara na metade do mês de maio e espera agora aprovação do Senado.

O avanço da fronteira agrícola na Amazônia é motivada, principalmente, por dois fatores: a crescente demanda dos consumidores pelos produtos e o baixo preço das terras ilegais da floresta. Estima-se que, a cada dez anos, o consumo de carne bovina estimule um crescimento de 35% no setor pecuário.

Modelos de produção sustentável e intensiva ajudariam a diminuir a invasão das florestas nativas mas a sua adoção pelos produtores ainda é pequena. Dias afirma que a produção intensiva não é bem aceita por quem depende financeiramente do setor. Como concentra a produção e os serviços num espaço menor, ela exige uma cadeia menor entre produção e comércio e, por isso, gera menos renda e precisa de menos trabalhadores.

Apenas 10% das fazendas adotam a produção intensiva, mas essa minoria prova que ela é possível. A ONG Aliança da Terra, por exemplo, agrega mais de 60 produtores rurais que adotaram um modelo produtivo que respeita os recursos naturais ao mesmo tempo em que é economicamente viável.

Os fazendeiros da Aliança da Terra estão concentrados principalmente na região amazônica, na bacia do Rio Xingu e no noroeste de Mato Grosso. Eles adotaram o chamado “sistema de integração lavoura-pecuária”, que permite a alternância de produção de soja e pastagem de boi num mesmo ano. De novembro a fevereiro, a soja é plantada e colhida. Depois da colheita, durante a época de chuvas, sementes como as de agrião são plantadas para fornecer capim ao gado que se alimentará no local a partir de junho.

Segundo Marcos Reis, diretor da Aliança da Terra, esse sistema demanda uma manutenção do solo que não é complexo nem caro. É possível ter pastagens de gado com uma média de seis a oito bois por hectare, enquanto a média na Amazônia é entre 0,4 e 0,6 bois por hectare.

Reis é de uma família de ruralistas e acredita que hoje há uma nova geração de produtores que se preocupa com a terra e a região onde está e pensa no futuro dos recursos naturais. Por isso, para ele, o sistema intensivo tem muito potencial de expansão. “Não precisamos derrubar mais nenhuma árvore na Amazônia”, diz. Para que os bois não “comam” toda a floresta, como Guilherme Dias teme, é preciso que que os sistemas mais sustentáveis, como os que Aliança da Terra promove, ganhem espaço no setor agropecuário brasileiro.

Fonte: Época

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Produções Caiçaras

Quem tiver um tempinho, assista essa produção dos irmãos caiçaras de Paranaguá!!! Um seriado que revela as lendas (antigas e atuais) da vida caiçara, tendo como principais personagens Angicleriston e Angiberiston!!!





Aproveito também para divulgar o blog dos irmãos jovens caiçaras de Guaraqueçaba, que vem de encontro com a proposta de utilizar a mídia como forma de disseminar os saberes e fazeres caiçaras numa linguagem que seja a cara da juventude caiçara... Lembrando que no II Encontro de Fandango e Cultura Caiçara realizado em 2008 em Guaraqueçaba, jovens do Coletivo Jovem Caiçara de Cananéia e de Guaraqueçaba produziram durante o evento um informativo impresso (O Pixirum) que contribuiu para a continuidade dessa proposta, só que agora através de um blog, vale a pena conferir: Click Aqui

Por: Cleber
CJ Caiçara

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Dia da Mata Atlântica - Temos o quê comemorar?

Hoje é o dia da Mata Atlântica, será que temos o quê comemorar, ou temos muito com o quê nos preocupar?

Segue um vídeo que traz a importância da floresta que possui a maior biodiversidade do mundo!!!

terça-feira, 26 de maio de 2009

Nova "Cara" para Ecobservar


O Blog Ecobservatório criado em 2007 está de "Cara" nova. Com mais de 180 postagens e com cobertura de Conferências, Fóruns nacionais e internacionais que abordam a temática ambiental, ação dos movimentos sociais e muito mais coisas na bagagem, ele chega nessa nova etapa da sua existência virtual com uma roupagem nova.

A proposta desse novo "velho" espaço para a dicussão sobre todo o universo comunicativo ambiental, está sendo inserida junto a uma maior dinamica para a leitura das informações editadas, assim como, na navegabilidade dos "Ecobservadores" que nos acompanham e mesmo para aqueles que irão nos acompanhar.

Sejam bem vindos(as) e se tornem Ecobservadores do seu mundo, para uma visão comum do nosso Planeta!!!

segunda-feira, 25 de maio de 2009

ONG Ecosurfi no Viva Mata 2009

A presença de mais 15 mil pessoas que passaram pela marquise do Ibirapuera nesse final de semana, foi o grande combustivel do Viva Mata 2009, o que possibilitou um sucesso total, durante os três dias de atividades que foram realizadas em São Paulo.

Com estandes temáticos que traziam informações sobre todas as áreas de ocorrência de projetos voltados para a preservação e restauração da Mata Atlântica, à ações de pesquisa e eduação ambiental na área costeira, todas exposições eram atendidas por voluntários e dirigentes dos projetos que estavam sendo expostos nos estandes
.


A Ecosurfi marcou presença no espaço "Costa Atlântica", onde a organização expôs painéis sobre suas atividades no litoral paulista, demonstrando parte do trabalho voltado para a sensibilização e educação ambiental.


Com seus voluntários de plantão, foi possivel atender aos visitantes e falar sobre o trabalho que a organização vem fazendo desde o ano 2000.



Confira a galeria de fotos do Viva Mata 2009
Viva Mata 2009

Cansado das promessas de salvar o planeta?

Não se iluda: ninguém vai salvar o planeta. Ele simplesmente não precisa ser salvo. Está muito bem, existe há 4 bilhões e meio de anos e já passou por situações muito, mas muito piores, do que a “incômoda e encrenqueira” presença dos seres humanos e sua poluição industrial de 200 anos.

“Nos achamos muito importantes e agora todos querem salvar alguma coisa. Salvar o planeta? Nós nem sabemos cuidar de nós mesmos!”, criticava (no vídeo abaixo) o humorista George Carlin, que, há quase um ano, morreu de infarto.

Para ele, assim como 90% das espécies que já existiram no planeta e foram extintas – “25 espécies desaparecem todos os dias e nós não matamos todas elas!” –, também desapareceremos e nosso fim já começou.

De que maneira? Carlin sugere que talvez a Terra tenha ‘pensado’ em um vírus – que entra em mutação sempre que uma nova vacina é desenvolvida, compromete a imunidade dos seres humanos, de modo que eles fiquem vulneráveis a toda e qualquer doença, e seja transmitido sexualmente, para que a espécie tenha medo de se reproduzir.

E porque o planeta permitiu que estivéssemos aqui até agora? “Pelo plástico! A Terra não tem preconceito contra o plástico, ele saiu dela e é só mais um de seus filhos. Ela queria plástico, não sabia como fazer e precisava de nós!” 

Num tom espiritualista, Carlin acreditava que somos parte de uma sabedoria maior que está além de nossa compreensão, a que ele chama de Grande Elétron. “Ele não pune, não recompensa e nem mesmo julga. Ele simplesmente é. E nós também somos, por um pouco de tempo”.






fonte: Super Abril

sexta-feira, 22 de maio de 2009

PV EM DEFESA DAS RESTINGAS BRASILEIRAS

O Partido Verde alerta a sociedade para a grave ameaça às áreas de restinga, caso o Projeto de Decreto Legislativo (PDC) nº 616/08, em discussão na Câmara dos Deputados, venha a ser aprovado. A proposta suspende parte da resolução nº 303/02 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA) que considera as regiões de restinga como Áreas de Preservação Permanente (APPs). Caso se perca esta proteção, a função ambiental das restingas fica comprometida de forma irreversível, permitindo a implantação de projetos econômicos, como é o caso da expansão imobiliária litorânea e a carcinicultura.

O projeto de autoria do deputado Fernando Chucre (PSDB-SP), que pode ser votado a qualquer momento pela Comissão do Meio Ambiente da Câmara, coloca em risco o equilíbrio ecológico desse ecossistema extremamente frágil. Qualquer ato que tenha por finalidade extinguir as restingas causará um enorme dano ao meio ambiente, bem como aos ecossistemas que delas são dependentes. Sem as restingas as dunas não poderão fixar-se devido a sua constante movimentação pela força dos ventos. Além disso, nelas se encontram diferentes comunidades que recebem influência marinha.

O dispositivo do CONAMA que o autor do projeto quer alterar, define como Área de Preservação Permanente toda área situada em restingas, em faixa mínima de 300 metros, medidos a partir da linha de preamar máximo. Consideramos que qualquer iniciativa no sentido de questionar a medida criaria “uma área cinzenta” no meio jurídico dos órgãos que integram o Sistema Nacional de Meio Ambiente (SISNAMA) aumentando o grau de insegurança dos atos normativos em vigor, bem como o nível de tensão que já ocorre entre a área ambiental e o setor privado.

Vale lembrar que o CONAMA é o órgão consultivo e deliberativo do SISNAMA, composto por 108 representantes: governo federal, governos estaduais, governos municipais, Ministério Público, Câmara dos Deputados, organizações não governamentais e setor produtivo, além de câmaras e grupos de trabalho que debatem tecnicamente as questões ambientais. Portanto, suas decisões são respaldadas pela sociedade brasileira.

O Partido Verde reforça a urgência de uma grande mobilização nacional em defesa das nossas restingas, para impedir a aprovação desse projeto que representa mais uma manobra contra a nossa legislação ambiental que enfrenta, hoje, um dos períodos mais críticos desde a aprovação da Política Nacional do Meio Ambiente (PNMA) e seguramente o pior momento desde a Assembléia Nacional Constituinte.

Vamos lutar contra mais essa tentativa de agressão ao meio ambiente!

quarta-feira, 20 de maio de 2009

"Home - Nosso Planeta, Nossa Casa" estréia mundial em 5 de junho



Trailer de "Home - Nosso Planeta, Nossa Casa". O documentário mostra que em algumas poucas décadas, a humanidade interferiu no equilíbrio estabelecido no planeta nos últimos quatro bilhões de anos, e que a humanidade teria somente dez anos para reverter essa situação. "Home - Nosso Planeta, Nossa Casa" tem estréia mundial prevista para o dia 5 de junho, o Dia Mundial do Meio Ambiente.

Fonte: http://ecoblogconsciencia.blogspot.com

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Últimas vagas para o curso da Ecosurfi

Nesse final de semana acontece na cidade de Juquitiba/SP, o segundo curso de Lazer e Recreação Ecológica, ministrado pela ONG Ecosurfi. Entre as novidades dessa segunda edição, novas atividades voltadas para a sensibilização e educação ambiental, sem esquecer da parte de lazer e recreação que complementa a grade do conteúdo oferecido.

O curso da Ecosurfi surgiu como uma oportunidade de possibilitar aos participantes uma nova visão sobre como se “reconectar” com os sentidos naturais da vida, e tem como diferencial as “Vivências na natureza”, que oferece dinâmicas que vão desde atividades sensoriais em trilhas à meditação.

Toda a forma elaborada para o trabalho oferecido tem como base pedagógica o reencantamento humano, contato corporal e espírito de coletividade, tudo isso para celebrar a GAIA e despertar a reflexão da relação humana com o planeta Terra e todos os seus sistemas naturais.

Para o Idealizador do curso e dirigente da Ecosurfi, Marcus Vinicius, chegar a um conceito de recreação ecológica é como mudar um pouco da ótica de perceber o mundo. "Essa é uma das formas da Ecosurfi de refletir e praticar os valores da sustentabilidade por meio da interação intencionalmente planejada, sendo alegre e promotora da felicidade".

O curso terá a duração de três dias, de 15 a 17 de maio, e será realizado no acampamento Vale dos Mananciais.

* Para maiores informações acesse: www.recreacaoecologica.blogspot.com, ou pelo telefone 13 9718 1872 / 13 3426 8138.

terça-feira, 5 de maio de 2009

O "Semeador de Estrelas"

O "Semeador de Estrelas" é uma estátua que está em Kaunas, Lituânia. Durante o dia pode até passar despercebida, como mostra a foto. Um bronze a mais, herança da época soviética:

Mas quando a noite chega, a estátua justifica seu título. Com a escuridão seu nome passa a fazer sentido. Vejam então a foto tirada à noite:

quarta-feira, 29 de abril de 2009

MP dispensa licença ambiental para duplicar rodovias

Por: Marina Silva

Aconteceu na Câmara do Deputados, na semana passada: a Medida Provisória 425, que trata do Fundo Soberano, foi aprovada com um inusitado contrabando.

Emenda incluída pelo relator, deputado José Guimarães, do PT, dispensa de licença ambiental as obras de duplicação ou ampliação de rodovias. Ou seja, se a estrada existe, ainda que seja uma pequena vicinal, pode ser transformada em BR asfaltada, sem se avaliar a oportunidade do empreendimento do ponto de vista dos custos socioambientais.

Aconteceu em Santa Catarina e foi amplamente divulgado: o Estado aprovou um verdadeiro código antiambiental, em conflito com alegislação federal e a Constituição, que entre outras medidas, diminuide 30 para 5 metros a área marginal de proteção a córregos, riachos,rios, a ser observada em qualquer propriedade rural.

Está acontecendo no Congresso Nacional: 18 projetos de decreto legislativo já foram apresentados para sustar ou anular medidas administrativas de proteção do meio ambiente e de criação de terrasindígenas, tomadas pelo MMA e pelo Ministério da Justiça.

Está na iminência de acontecer no Congresso Nacional: modificações no Código Florestal para jogar no lixo décadas de conquistas da legislação ambiental brasileira e sacramentar o absurdo ocorrido em Santa Catarina, abrindo caminho para que aconteça o mesmo em outros estados. Tudo em nome do desenvolvimento.

Se formos conferir o significado da palavra desenvolvimento no dicionário veremos que está definido como "estágio econômico, social e político de uma comunidade, caracterizado por altos índices de rendimento dos fatores de produção, isto é, os recursos naturais, o capital e o trabalho".

Não há desenvolvimento sem o aproveitamento equilibrado dos recursos naturais. E hoje, esse aproveitamento incorpora significados decorrentes do acúmulo de conhecimentos que demonstram cabalmente a imperiosa necessidade de manter em equilíbrio nossa relação com o planeta.

Ser ambientalista é exatamente isto: é trabalhar e defender o aproveitamento correto dos recursos naturais porque disso depende a continuidade e a qualidade da vida.

Houve um tempo, recente, em que os ambientalistas eram motivo de piadas, de gozação. Foi uma difícil caminhada até atingirmos um patamar de consciência da população que dá suporte ao uso responsável do ambiente natural. Mas ainda há quem não se convença, mesmo diante de graves desastres ambientais, mesmo diante de uma crise da proporção desta que vivemos agora e que ameaça o futuro da humanidade e do planeta.

Nossa constituição, promulgada em 1988, deu respaldo à atuação dos segmentos da sociedade preocupados com tais questões. Caminhamos de forma positiva, construindo uma legislação cuidadosa, equilibrada no trato das questões ambientais, que demonstrou a viabilidade de conciliar proteção ambiental e exploração econômica.

Neste segundo mandato do presidente Lula, no entanto, diversas autoridades governamentais e do setor empresarial estão buscando inverter a história e cunhar um novo diagnóstico: não mais o meio ambiente como vítima das atividades econômicas mal conduzidas, mas a atividade econômica como vítima da proteção do meio ambiente.

Os últimos ataques de uma série acabam de ser feitos, segundo a imprensa, pelos ministros de Minas e Energia e da Agricultura, no Fórum Empresarial realizado em Comandatuba.

Para o primeiro, "é mais fácil subir num pau de sebo do que conseguir permissão ambiental para construir uma hidrelétrica". O ministro deve conhecer o caso dahidrelétrica de Balbina, inaugurada no estado do Amazonas na década de80, considerada por muitos o maior desastre ambiental já acontecido no país.. Hoje em dia, graças à legislação ambiental, é "mais fácil subir num pau de sebo" do que provocar irresponsavelmente outro desastre do porte de Balbina.

O ministro da Agricultura teria dito que a legislação ambiental brasileira "foi quase toda produzida pelo Executivo, por meio de Medidas Provisórias, decretos e outras normas, sem discussão no Parlamento". Não faz justiça ao enorme esforço feito no Parlamento e na sociedade civil brasileira para debater e conseguir a aprovação, primeiro, dos dipositivos ambientais constitucionais e, em seguida, leis e normas que deram ao Brasil respeito internacional e agora podem virar pó, sob toneladas de argumentos que não se sustentam num confronto honesto com a realidade.

Quem ataca? Quem defende?

Nem consciente nem inconscientemente é crível apontar o meio ambiente como obstáculo ao desenvolvimento. Ele só é visto como impedimento por uma concepção atrasada, na qual vale tudo para atingir objetivos que nem de longe podem ser considerados os da sociedade em geral.

Investir contra a proteção de vida ao meio ambiente, isto sim trabalha contra o desenvolvimento capaz de dar melhores condições de vida a todos, seja nas grandes cidades, seja no meio da floresta, para populações ribeirinhas ou urbanas.

É lastimável constatarmos a movimentação que se faz para promover um enorme retrocesso em nossa legislação ambiental. E ela é alimentada pelos sinais contraditórios que partem do governo, com medidas que desconstituem tanto seus próprios avanços quanto conquistas históricas a duras penas alcançadas. Parece que está mais do que na hora de a sociedade tomar satisfações.

Marina Silva é professora secundária de História, senadora pelo PT doAcre e ex-ministra do Meio Ambiente.

Fale com Marina Silva: marina.silva08@ terra.com. br

sexta-feira, 17 de abril de 2009

2º Encontro de Jornalismo Ambiental da Costa da Mata Atlântica

Evento marca 12 meses de ação do Núcleo do Jornalismo Ambiental Santos e região

O Núcleo de Jornalismo Ambiental Santos e Região (NJA) realiza, no dia 25 de abril, no Senac Santos, a partir das 13 horas, o 2º Encontro de Jornalismo Ambiental da Costa da Mata Atlântica, em comemoração a um ano de existência do NJA. Nesta edição o tema será Mata Atlântica: conhecer para conservar.

O Encontro terá duas mesas-redondas, uma técnica e outra de jornalismo ambiental. A primeira será composta por Fábio Olmos, com doutorado em Ciências Biológicas, com larga experiência em manejo ambiental, inventários de biodiversidade, entre outros temas correlatos. Para dividir a mesa, Renato Marchesini, Pós-Graduado em Ecoturismo e Guia Especializado em Atrativos Naturais pelo Ministério do Turismo.

A segunda mesa-redonda contará com a presença da jornalista Miriam Duailibi, do Instituto Ecoar, que atualmente coordena o curso de pós-graduação em Mudanças Climáticas e Mercado de Carbono pelo instituto. Antonio Gossi, Pesquisador com especialização em Semiótica da Comunicação, professor da USP, também integra a mesa, que conta ainda com o fotógrafo especializado em meio ambiente Du Zuppani. Na programação, haverá ainda o lançamento de um livro digital de autoria de Ícaro Cunha, da Agência Costeira e UniSantos, além de jornalistas e especialistas em meio ambiente.

Paralelamente às discussões, o Encontro agrega uma mostra de sustentabilidade, com produtos feitos por organizações não-governamentais (ONGs) com materiais reciclados. O público estimado para a segunda edição é de 250 pessoas e há inscrições antecipadas no Sindicato, pelo telefone (13) 3219-2546 (horário comercial) ou pelo email njasantoseregiao@gmail.com informando nome, email, telefone e instituição. A entrada é franca.

O 2º Encontro de Jornalismo Ambiental da Costa da Mata Atlântica tem o apoio do Santos e Região Convention & Visitors Bureau e do Senac Santos, do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de São Paulo – regional Santos, Unimonte, Unisanta UniSantos, e realização do Núcleo de Jornalismo Ambiental Santos e Região (NJA).

Histórico

Na 1ª edição, realizada no Fortaleza da Barra Grande, no Guarujá, em 26 de abril de 2008, reunimos cerca de 150 pessoas para discutir sobre Meio Ambiente, entre eles jornalistas, acadêmicos, estudantes e representantes de organizações não-governamentais, além de interessados em geral.

Na ocasião, houve a instalação oficial do Núcleo de Jornalismo Ambiental Santos e Região (NJA), cujos objetivos principais são:

• Estimular e capacitar à prática profissional jornalística ética, crítica e consciente voltada à defesa sócio-ambiental;

• Trabalhar pela educação ambiental dos associados e não-associados e pela capacitação comunicacional de agentes públicos envolvidos na questão sócio-ambiental;

• Atuar em favor da implantação de políticas públicas sócio-ambientais;

• Contribuir com a difusão de informações jornalísticas pertinentes às práticas sócio-ambientais.

Sobre o NJA

Instância da regional do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo, o NJA iniciou suas atividades no dia 26 de abril de 2008 e tem por objetivo fomentar discussões ambientais e dar subsídios para aperfeiçoar a formação profissional dos jornalistas.

SERVIÇO

2º Encontro de Jornalismo Ambiental da Costa da Mata Atlântica

Dia 25/04, a partir das 13 horas

Local: Senac Santos - Av. Conselheiro Nébias, 309

Sindicato dos Jornalistas: 3219-2645

njasantoseregiao@gmail.com http://njasantoseregiao.blogspot.com

Catharina Apolinário

catharinaassessoria@gmail.com

Luz Fernández

luzfz@yahoo.com.br

Visite o blog: http://carbonozero.blogspot.com

Pedro Martins

pedrohmperreira@uol.com.br

Conheça o Núcleo de Jornalismo Ambiental Santos e região (NJA/SR):

http://njasantoseregiao.blogspot.com

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Rebia realiza Plano de Capacitação de Jovens Jornalistas Ambientais

O Plano foi concebido para estudantes e novos jornalistas e profissionais da comunicação que estejam nas diversas universidades do Brasil e tenham interesse na temática do jornalismo ambiental.

Começa no dia 23 de abril e prossegue até o dia 20 de junho, a primeira edição do Plano de Capacitação de Jovens Jornalistas Ambientais - http://projects.tigweb.org/rebiajovem Promovido pela Rede Brasileira de Informações Ambientais (Rebia), com aporte da Fundação Avina, e em parceria com diversas entidades do jornalismo ambiental brasileiro e da América Latina, o plano reúne na plataforma virtual Taking IT Global (TIG) especialistas das mais diversas áreas para discutir com jovens estudantes de jornalismo a importância da comunicação e a temática ambiental. Para participar da capacitação, será escolhido um grupo de 30 alunos dos mais diversos centros universitários do país.

Centrando no debate sobre a questão da informação e da participação da sociedade na tomada das decisões ambientais, o plano tem, entre seus objetivos, constituir uma plataforma de intenso intercâmbio de experiência entre profissionais de comunicação e da temática ambiental, articulando estreitamente com eventos em que o jornalismo ambiental esteja presente, além de proporcionar aos jovens participantes uma melhor percepção e formação na temática ambiental. O plano ainda tem como meta sensibilizar os jovens sobre a importância do trabalho da comunicação juntos às ONGs ambientais.

O Plano de Capacitação de Jovens Jornalistas Ambientais foi concebido para estudantes e novos jornalistas e profissionais da comunicação que estejam nas diversas universidades do Brasil e tenham interesse na temática do jornalismo ambiental. A partir da combinação de contatos virtuais e encontros presenciais entre os profissionais do meio ambiente e do jornalismo ambiental, serão realizados webconferências para o processo de capacitação dos jovens jornalistas.

A proposta é ajudar a formar uma Rede de Colaboradores e Jornalistas Voluntários que, a convite e a expensas de organizações do Terceiro Setor que atuam no setor socioambiental, e que enfrentam o bloqueio da mídia tradicional, possam produzir matérias e imagens de qualidade voluntariamente. A REBIA se compromete a distribuir gratuitamente o material, com os créditos para seus autores, através da Agência REBIA de Notícias Socioambientais, distribuído para mais de 30.000 leitores cadastros, entre os quais muitos pauteiros e editores de mídias, e também através dos seus veículos, www.portaldomeioambiente.org.br e Revista do Meio Ambiente.

As inscrições que são gratuitas podem ser realizadas até o dia 21 de abril e para participar, os estudantes de jornalismo devem ler a Chamada para Inscrições preencher a Ficha de Inscrição do Plano. Os melhores produtos jornalísticos produzidos durante a capacitação serão divulgados em sites nacionais que são parceiros do projeto. O plano é coordenado por Efraim Neto, jornalista e moderador da Rede Brasileira de Jornalismo Ambiental.

As inscrições deverão ser enviadas para o contato abaixo:

Efraim Neto – efraimneto@rebia.org.br ou efraimneto@gmail.com (MSN)

Skype – efraim.neto - 71 8895.5010

terça-feira, 7 de abril de 2009

Entrevista: Juventude em Foco

Na ocasião da Conferência da Unesco de Educação para o Desenvolvimento Sustentável o bom amigo Daniel Fonseca "Anticorpo de GAIA" foi entrevistado por um projeto chamado Juventude em Foco, da Instituição Deutsche Welle, da Alemanha. A entrevista foi ao ar no domingo para 8 países de língua portuguesa.

Segue e entrevista


Deutsche Welle - Entrevista.mp3 -

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Surfistas reagem contra a poluição nas Praias

Com o término do verão muitas coisas boas ficam na cabeça de todo o surfista. Altas ondas que chegam depois de muitos dias “flat”, novas amizades, muitas gatas, finais de tardes únicos com paisagens que poucas vezes o cinema consegue reproduzir, e assim se vive esse período.



Mas nem tudo o que acontece na temporada mais quente do ano remete a boas lembranças para a comunidade do surf. Nessa época as praias são bombardeadas por todo tipo de degradação. Do aumento do esgoto produzido pelas cidades, devido ao grande número de pessoas que passam suas férias nessas localidades, a contaminação da paisagem por resíduos sólidos.


Com tudo isso, e se for pensar o papel do surfista frente à preservação do meio ambiente, possivelmente iniciativas pontuais existem em diversas partes do mundo. E no Brasil não é diferente.

Para celebrar o término do verão, desde 2002 a ONG norte americana que possui sede no Rio de Janeiro, Surf Rider Foundation, iniciou a campanha Valeu Praia que tem como filosofia retribuir “tudo de bom” que a estação mais descontraida do ano traz.

Entre as formas de saudar final do verão, uma das maneiras encontradas são os mutirões de despoluição, que mobilizam surfistas e demais atores das praias por todo o país.

Na Baixada Santista / SP as ações – Valeu Praia – acontecem desde 2008, capitaneadas pela ONG Ecosurfi, que trouxe e organiza as atividades na região e têm o papel de enraizar e catalisar princípios socioambientais junto aos surfistas, entendendo todos como protagonista da preservação das praias, mares e oceanos.

Nesse ano duas cidades participaram da campanha, Itanhaém e Santos, que através da participação de quase 80 voluntários, retiraram juntas aproximadamente 1 tonelada de detritos dos ecossistemas costeiros, abrangendo uma ilha e mais de dois quilômetros de área entre praias e costões rochosos.

Toda ação foi norteada pelo principio do “cuidar”, e ninguém melhor do que os surfistas para cuidarem das praias, ambiente esse, tido como “segundo” lar desses "Homens do mar", que a cada dia possuem maiores responsabilidade, frente ao desenvolvimento do surfe com compromisso junto ao meio ambiente.

“Não podemos mais falar de surfe sem falar de meio ambiente”. Essa foi à mensagem transmitida pela Ecosurfi na edição 2009 do Valeu Praia nas praias de São Paulo.

Aloha

Para ver a cobertuta pela Rede Globo / TV Tribuna Click Aqui

Apoio: Restaurante Tia Lena, Santos e Região Convention e Visitors Bureau, Inteligência Ambiental, Santos Offshore International Expo and fair, Ativa Ambiental, NSL Elétrica, Fire Mídia Comunicação, Bola de Neve, Projeto Cine Surf, Escolinha de Surf Feminino de Santos, Gordo Eventos, Zé Renato e Fruto d'Água

Clipping:
http://www.revistafator.com.br/ver_noticia.php?not=71997

http://itanhaem.jornalbaixadasantista.com.br/conteudo/valeu_praia_evento2009.asp

http://ricosurf.globo.com/NoticiasRicosurf2.asp?id=9066

http://waves.terra.com.br/novo/layout4.asp?id=35606&sessao=4

http://camerasurf.uol.com.br/index.php?secao=11¬icia=10192

http://www.radiocultura.com.br/fm/noticia-9438.htm

http://carbonozero.blogspot.com/

http://www.ativaambiental.com.br/cont_detalhe_evento.asp?codigo=240

http://www.ativaambiental.com.br/cont_detalhe.asp?codigo=243

http://www.ecobservatorio.blogspot.com/

http://www.metropoleonline.com.br/layout/layout2.php?cdConteudo=9904&codigo=22

Fotos Valeu Praia - Itanhaém

Valeu Praia 2009 / Ecosurfi - SRF / Itanhaém


Fotos Valeu Praia - Santos

Valeu Praia 2009 / Ecosurfi - SRF / Santos

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Palestra da Senadora Marina Silva

ECOINFORME

Palestra da Senadora Marina Silva promovida pelo Instituto de Estudos Avançados, que se realizará na tarde de 13 de abril próxima, no Auditório Camargo Guarnieri, que terá por debatedor do Prof. José Eli da Veiga (autor de Desenvolvimento sustentável: que bicho é esse?).

O tema é a Juventude ante o desafio do Desenvolvimento Sustentável, e o público alvo preferencial são líderanças juvenis e docentes do ensino médio.


Obs: informações e inscrições pelo fone (11) 3091-1678 ou e-mailsedini@usp.br

quarta-feira, 25 de março de 2009

“VALEU PRAIA” ACONTECE NESTE FINAL DE SEMANA

Neste sábado e domingo, Itanhaém e Santos, respectivamente, receberão a segunda edição do “Valeu Praia”.

Celebrar o término do verão com a ação de despoluição das praias e conscientização da população é a proposta da Sufrider Foundation Brasil em parceria com a Ecosurfi.

Preservar nosso patrimônio ambiental e conscientizar a população da importância em manter as praias limpas e águas, mares e oceanos conservados. E melhor, aproveitar o finalzinho do verão para reunir mutirões para uma grande ação de limpeza das praias. Este é o objetivo da campanha Valeu Praia – Campanha Nacional de Limpeza das Praias. O movimento, realizado em diversas praias do Brasil, acontece em Santos e Itanhaém, por iniciativa da Sufrider Foundation Brasil em parceria com a Ecosurfi.

O Valeu Praia será realizado nas cidades da Baixada Santista, neste final de semana: em Itanhaém, no dia 28 de Março, sábado, e em Santos, dia 29 de Março, domingo. As equipes, que reúnem grande número de voluntários, entre surfistas, empresários, barraqueiros, alunos, escoteiros, artistas e freqüentadores da orla, saem em mutirão recolhendo as sujeiras, lixos, microlixos (bituca de cigarro, canudinhos, etc) e demais detritos poluentes nas areias das praias das cidades.

O Valeu Praia chega para sensibilizar a população da importância de manter as areias e mares das praias limpos e livres da poluição. Esta ação nacional de limpeza das praias acontecerá simultaneamente neste mês de março nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia, Rio Grande do Norte e Ceará e tem como meta conscientizar os banhistas sobre a gravidade do lixo jogado nas praias, que além da poluição pode gerar doenças e acabar com a vida muitas espécies marinhas que precisam de água limpa para sobreviver.

A Campanha promovida pela Sufrider Foundation Brasil, em parceria com a Ecosurfi, tem patrocínio de Restaurante Tia Lena, Santos e Região Convention e Visitors Bureau, Inteligência Ambiental, Santos Offshore International Expo and Fair, Projeto Cine Surf, Ativa Ambiental, NSL Elétrica, Fire Mídia Comunicação, Bola de Neve, Di Fiori Pizzaria, Escolinha de Surf Feminino de Santos e Fruto d água Surf Shop.

INFORMAÇÕES DO EVENTO:
EM ITANHAEM
Data: 28 de Março – Sábado
Local: Praia dos Sonhos
Horário: 9h às 12h

EM SANTOS
Data: 29 de Março – Domingo
Local: Canal 2
Horário: 9h às 12h

Inscrições: as inscrições podem ser feitas pelo e-mail ecosurfi.brasil@gmail.com, porém no dia os voluntários e interessados poderão participar abertamente do evento.


INFORMAÇÕES À IMPRENSA:
Mônica Costa – monica@firemidia.com.br
Atendimento à Imprensa / VALEU PRAIA
cel: 13- 8133-9964 / msn: monicacosta82@hotmail.com

Vivian Giuzio - vivian@firemidia.com.br
Atendimento à Imprensa / VALEU PRAIA

Letycia Queiroz - letycia@firemidia.com.br
Atendimento à Imprensa / VALEU PRAIA

Fire Mídia – Comunicação, Internet e Eventos
Av. Ana Costa, 160 conj 41 - Gonzaga - Santos/SP
Tel: 13 – 3221.7007 / 3327-1812

terça-feira, 24 de março de 2009

A Hora do Planeta



Hora do Planeta 2009
A Hora do Planeta é um ato simbólico no qual governos, empresas e a população de todo o mundo são convidados a demonstrar sua preocupação com o aquecimento global e as mudanças climáticas. O gesto simples de apagar as luzes por sessenta minutos, possível em todos os lugares do planeta, tem o significado de chamar para uma reflexão sobre o tema ambiental.

Conhecido mundialmente como Earth Hour, a Hora do Planeta será promovida no País pela primeira vez pelo WWF-Brasil e conta com a adesão e apoio do Rio de Janeiro , a primeira cidade brasileira a aderir à iniciativa.

Em 2009, a Hora do Planeta será realizada no dia 28 de março, das 20h30 às 21h30, e pretende contar com a adesão de mais de mil cidades e 1 bilhão de pessoas em todo o mundo. Mais de 170 cidades de 62 países já confirmaram sua adesão à Hora do Planeta.

Realizada pela primeira vez em 2007, a Hora do Planeta contou com a participação de 2,2 milhões de moradores de Sidney, na Austrália. Já em 2008, o movimento contou com a participação de 50 milhões de pessoas, de 400 cidades em 35 países. Simultaneamente apagaram-se as luzes do Coliseu, em Roma, da ponte Golden Gate, em São Francisco e da Opera House, em Sidney, entre outros ícones mundiais.

Cadastre-se já no site Hora do Planeta e participe também deste movimento.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Surf Sustentavél !?

Por: Luciano Burin

Parceiros de negócios e veteranos da indústria do surf na Califórnia (EUA), Joey Santley e Steve Cox quebraram um antigo paradigma do mercado de pranchas durante a última feira Action Sports que aconteceu no final de janeiro na cidade de San Diego.

Com o lançamento da Resurf Recycling e da Green Foam Boards, eles criaram uma revolucionária plataforma para a fabricação de pranchas a base de poliuretano reciclado, tornando realidade a tão sonhada sustentabilidade na cadeia produtiva do principal produto para a prática do esporte.

A Green Foam é resultado de uma moderna tecnologia que permite reaproveitar os restos de blocos antigos, transformados em um novo bloco de alta qualidade, com as mesmas propriedades de um modelo convencional.

Assim, com o suporte de um inovador sistema de coleta criado pela Resurf Recycling, os rejeitos tóxicos daquela prancha velha ou quebrada que poderiam ir parar no lixão comum das cidades, sem qualquer tratamento, agora retornam para a cadeia produtiva do surf.

Como não poderia deixar de ser, a novidade foi bem aceita pela indústria e os blocos de espuma reciclados da Green Foam já estão nas mãos de alguns dos maiores shapers da atualidade, com resultados animadores.

A proposta de sustentabilidade se reforça com o uso do pó de poliuretano desperdiçado no processo de shape - cerca de 20 % do bloco - agora aproveitados para a fabricação de asfalto e outros usos ainda em estudo.

Do escritório da Resurf Recycling, onde comanda a missão de limpar a indústria do surf, Joey Santley conta mais detalhes sobre o projeto.

Quanto tempo levou o desenvolvimento da prancha de surf reciclada?

Nós idealizamos o conceito da Green Foam no início de 2008 e passamos cerca de um mês pesquisando e desenvolvendo nossa metodologia, que levamos para a Just Foam em Oceanside, na Califórnia.

Quais foram os principais desafios para viabilizar o projeto?

O mais difícil foi abrir as portas de alguma fábrica de espuma que dessem ouvidos ao nosso inventivo processo, mesmo porque era amplamente divulgada a idéia de que seria impossível reciclar blocos de espuma de poliuretano para pranchas de surf. Mas a Just Foam abriu as suas portas e mentes para a nossa invenção e o resto é história.

Como funciona o uso do poliuretano na produção de asfalto?

Nós temos triturado os restos de material numa empresa chamada Robertson Ready Mix Concrete, onde o poliuretano é reciclado com asfalto usado para pavimentar estradas. Ainda é um trabalho realizado em pequena escala, mas que comprova a eficácia do conceito. No momento estamos trabalhando em um programa piloto para que os administradores dos lixões locais criem uma rota específica, assim a indústria do surf pode realizar o processo em uma escala maior. Uma vez acertados os detalhes, este processo poderá ser replicado em todo o mundo.

De que outras maneiras os material descartado das pranchas pode ser aproveitado pela indústria?

Asfaltar estradas e fazer blocos de prancha com poliuretano reciclado são duas possibilidades. Nós estamos buscando novas idéias e apoio financeiro para realizá-las, pois eu e meu parceiro (Steve) temos feito todo o investimento com nossos próprios recursos. O programa de reciclagem da Resurf.org é e continuará a ser um esforço filantrópico, mas esperamos conseguir um apoio de alguma grande empresa com consciência ecológica.

Como você compararia o custos de fabricação de uma prancha reciclada com o de uma convencional?

Embora o processo e manejo de uma Green Foam custe um pouco mais que um bloco de poliuretano convencional, nós não estamos penalizando o consumidor por escolher uma alternativa mais amigável ao meio ambiente. Assim, estamos praticando os mesmos preços de um bloco convencional em tamanho e volume. Nossos blocos são produzidos no sistema "cradle to cradle", o que significa que pegamos o material descartado de uma prancha e o recolocamos em um novo bloco exatamente com a mesma construção e qualidade.

Fale um pouco sobre a receptividade de sua invenção na comunidade e indústria do surf?

Bom, neste primeiro mês de lançamento já conseguimos colocar o primeiro lote de blocos Green Foam nas mãos de shapers como Al Merrick, Matt Biolos da Lost, Rusty, Timmy Patterson, Cole Simler, Pat Rawson, Doc da Surf Prescriptions, Dev e Wellen. Todos shapearam e finalizaram pranchas com a Green Foam e, embora em alguns casos tenham havido algumas imperfeições que normalmente não deveriam ocorrer, todos abraçaram a idéia desde o início.

No momento estamos produzindo em ritmo total e os novos blocos não têm apresentado defeito algum. Estamos impressionados com os resultados que alcançamos em tão pouco tempo. Temos sido bem recebidos pelas lojas e elas tem nos dado um feedback positivo, estabelecendo o compromisso de solicitarem aos seus shapers uso da Green Foam.

Quanto tempo você acha que levará para termos um surfista profissional competindo com uma prancha de espuma reciclada?

Creio que em poucos meses. Nós já temos atualmente vários surfistas profissionais recebendo pranchas de competição com a Green Foam. Elas poderão ser vistas sob os pés de grandes nomes do esporte muito em breve.

Existem planos da Green Foam Boards e da Resurf Recycling atuarem em outros países?

As coisas estão acontecendo de maneira mais acelerada do que poderíamos imaginar e esperamos que o interesse continue a crescer em todo o mundo. Temos confiança de que a maioria dos surfistas possui uma consciência ecológica e que, portanto, farão escolhas sustentáveis quando tiverem a oportunidade.

quarta-feira, 11 de março de 2009

planet.move. - Mostra de filmes sobre meio ambiente e globalização

Quinto maior país do mundo, o Brasil está se tornando cada vez mais importante do ponto de vista econômico e político. Some-se a isso a deslumbrante beleza e as riquezas advindas de recursos naturais. O uso sustentável dessas riquezas e a preservação de seu patrimônio natural para futuras gerações são hoje o maior desafio que o Brasil, a exemplo do mundo, tem que enfrentar. É dentro dessa perspectiva que a ECOMOVE, organização não-governamental da Alemanha, apóia a planet.move, mostra internacional de filmes de conscientização sócio-ambiental, que acontecerá de 12 a 19 de março no Goethe-Institut São Paulo. A Mostra reúne produções contemporâneas para o cinema e a TV, com ênfase em temas ambientais e sociais, como mudança climática, globalização e seus impactos ecológicos, perda da biodiversidade, agricultura e o problema do alimento no mundo, entre outros.

A Mostra também ocorrerá em diversas regiões e cidades do Brasil, incluindo Rio de Janeiro, Curitiba, Porto Alegre, Salvador e Recife, e será acompanhada de exposições e discussões sobre os temas.

Clique aqui para ver os filmes que participam da Mostra planet.move.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Consciência socioambiental no Carnaval

A ONG SOS Itaquitanduva - Alma Verde aproveitará os dias de Carnaval para realizar a ação “Força Tarefa Ambiental de Carnaval PEXJ”, visando orientar os foliões que visitarão o Parque Estadual Xixová – Japuí.


O intuito desta iniciativa é preservar o espaço, que possui uma área de 901 hectares, o que corresponde a 900 m² de biodiversidade, localizado entre os municípios de São Vicente e Praia Grande, além de estimular a preservação de um parque ecológico.

“O objetivo desta ação é conscientizar as pessoas de como aproveitar a visita com responsabilidade, preservando a área ambiental”, conta o presidente da ONG SOS Itaquitanduva, Hélio William Gorga.


A fiscalização acontecerá entre os dias 21 e 24 de fevereiro, das 10 às 14 horas, desde o Parque Prainha de São Vicente até o Forte Itaipu, e conta com a participação da ONG SOS Itaquitanduva, Guarda Municipal, Polícia Ambiental, Fundação Florestal, Secretaria de Esporte, Secretaria de Segurança Secretaria do Meio Ambiente e voluntários.

Para alcançar resultados positivos, o trabalho será dividido em duas etapas: de conscientização, com equipe nas entradas da trilha; e de fiscalização nas praias, feita pela polícia ambiental e guarda do parque.

Quem quiser saber mais ligue: (13) 3013-5023 ou 7804-4881
Parque Estadual Xixová - Japuí Click aqui

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Perigo no mar

Por: Verônica Falcão
Poluição e redução da fauna estimulam ataques de tubarões a banhistas

Pesquisa FAPESP - Cabeça-chata: associado à maior parte dos acidentes na costa brasileira
Ao contrário do que se viu em Tubarão (Jaws), filme de 1975 do cineasta norte-americano Steven Spielberg, o temível peixe de dentes afiados não costuma expor a barbatana fora d’água para anunciar o ataque. Ele chega totalmente submerso, sem se fazer notar.

Foi assim, sorrateiro, que numa tarde chuvosa de maio de 1999 um tubarão cabeça-chata (Carcharhinus leucas) abocanhou a perna do surfista pernambucano Charles Barbosa Pires e o puxou para o fundo, sacudindo seu corpo embaixo d’água. Charles tentava se defender dando socos no bicho quando seus amigos, que haviam saído do mar e chamado os bombeiros, começaram a gritar para que nadasse. “Ouvi aquilo e fui em frente. Nadei até não aguentar mais e desmaiei”, conta.

Quando acordou no hospital estava com os dois braços enfaixados e não tinha mais as mãos. Hoje com 31 anos, Charles voltou a surfar depois de superar o medo de outro ataque e luta contra as sequelas físicas e psicológicas das mordidas – atualmente busca ajuda para conseguir duas próteses de mão, que custam cerca de R$ 100 mil. Ele é um dos 32 sobreviventes dos 51 acidentes com tubarões registrados entre 1992 e 2006 – houve 19 mortes – na costa da capital de Pernambuco, o estado brasileiro que soma o maior número de casos do tipo.
Em nível mundial, o Brasil é o sétimo colocado em ataques – em primeiro estão os Estados Unidos onde se registraram 836 acidentes em 330 anos, seguidos da Austrália com 329 ataques em 300 anos, segundo a lista do Arquivo Internacional de Ataque de Tubarão (Isaf), do Museu de História Natural da Flórida. Apesar de haver menos acidentes por aqui, proporcionalmente mais pessoas morrem em decorrência da gravidade dos ferimentos.

“No Brasil são os tubarões cabeça-chata adultos, capazes de causar lesões maiores e mais profundas, que em geral atacam”, explica o engenheiro de pesca Fábio Hazin, pesquisador da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). Nos últimos anos Hazin e pesquisadores dos Estados Unidos vêm analisando os ataques de tubarão na costa pernambucana em busca de explicações para esses acidentes. E agora chegaram a algumas conclusões.
Ao menos no litoral de Pernambuco os ataques dos tubarões a quem se aventura a pegar uma onda ou a se refrescar no mar estão associados a dois fatores: as alterações no ambiente provocadas pelos seres humanos e a certo abuso das pessoas que insistem em nadar próximo às áreas frequentadas por esses peixes. Entre o final da década de 1970 e o início da de 1980, a construção do Porto de Suape cerca de 40 quilômetros ao sul de Recife exigiu o desmatamento de uma vasta área de manguezal.
A substituição da vegetação de mangue pelo concreto parece ter afetado as populações de peixes e crustáceos que ali se reproduzem, interferindo na cadeia alimentar marinha.

Saiba mais: Perigo no mar

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Projeto CineSurf fecha apoio com a Ecosurfi

Quem quiser saber ou acompanhar o melhor que rola no mundo do surf nas "Telonas", basta acessar e conhecer o Projeto Cine Surf.

A idéia de trazer suf para os cinemas vem de encontro com a filosofia de levar o melhor dos lançamentos nacionais e internacionais em filmes de surf, e que hoje são assistidos em pequenos grupos. Desta forma esta sendo possivel popularizar a cultura e a veradeira identidade do surf entre os apaixonados pelo esporte.

Uma das novidades para o filme que será lançado esse mês (One Track Mind) , é a parceria fechada entre os organizadores do projeto Cine Surf e a ONG Ecosurfi, que vai aproveitar essa grande reunião de surfistas para difundir o seu conceito e reforçar a idéia dos surfistas como protagonistas da defesa das praias, mares e oceanos.

Sobre o Filme "One Track Mind"

One Track Mind é o último filme em 16 mm da Criativa WOODSHED FILMS.
Dirigido por Cris Malloy, One Track Mind explora o lado comum que guia surfistas influentes de 3 gerações que colocam o surf em novas dimensões. Sinta a oportunidade única de sentar e assistir aos surfistas mais prolificos de nosso tempo que compartilham os segredos e elementos técnicos, o que inspiram esses que forma os melhores surfistas que o mundo já conheceu.

O lançamento será no dia 12/02 às 21:30hs no Cineroxy
Endereço: Av. Ana Costa, 443 - Gonzaga - Santos/SP.

Para saber mais acesse: www.projetocinesurf.com.br

Aloha

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Á espera de Noé II


Fazemos parte da primeira geração humana a se preocupar com a preservação do meio ambiente. Desde a Idade da Pedra, o homem concentrou-se apenas em sua exploração. A idéia de cuidar a natureza tem menos de quarenta anos. A boa notícia é que o número de envolvidos cresce. Uma pesquisa da World Wildlife Fund (WWF) mostra que em cada três brasileiros tomou alguma atitude para tornar sua rotina mais ecologicamente correta em 2008. Esperamos mais boas notícias para 2009.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Pesquisa aponta interesse do público por educação socioambiental nas praias

Por: João Malavolta / Ecobservatório

Questionário alerta para o baixo nível de conhecimento dos freqüentadores das praias sobre o que é micro-lixo

Durante o verão de 2008/09 a ONG Ecosurfi através da campanha Onda Limpa aplicou uma pesquisa de opinião junto ao publico que freqüenta as praias da cidade de Itanhaém/SP, para identificar o nível da percepção ambiental dos moradores e visitantes, que buscam o litoral do município para passar a temporada de férias.

Cerca de 160 questionários foram oferecidos pelos monitores da entidade durante o mês de janeiro, perguntas que vão desde a importância do meio ambiente ao problema da falta de ações para conscientizar a população para um melhor uso da área costeira, foram submetidas às respostas dos entrevistados que estavam na areia das praias.

Cerca de 75% dos participantes eram visitantes e freqüentam a cidade sempre nos feriados e finais de semana, sendo o município de origem de 61,67% dos pesquisados a grande São Paulo.

Entre as perguntas aplicadas somente a que questionava os participantes a respeito do que eles achavam sobre a importância de preservar o meio ambiente foi unânime e recebeu 100% das respostas positivas.

O que chamou a atenção dos educadores foram às respostas múltiplas, quando a pergunta se referiu ao “por quê” de se preservar o meio ambiente, onde a questão, “preservar para uma melhor qualidade de vida”, ganhou 51,88% das respostas tendo a segunda opção, “preservar para as gerações futuras”, alcançando 45, 63% das respostas, o quê demonstra a elevação da consciência ambiental desse publico.

Quando o assunto foi sobre a campanha Onda Limpa, 91,88% dos entrevistados apontaram que acham muito importante as atividades desenvolvidas pelas ações que a ONG Ecosurfi realiza na temporada de verão, e a pergunta foi reforçada por 78,13% que demonstraram que ações de Educação Ambiental nas praias são um dos meios de buscar a conservação desse ecossistema.

Para o Educador Socioambiental e dirigente da Ecosurfi, Marcus Vinicius de Souza, a nossa pesquisa vem retratando um pouco da mentalidade do publico que visita as praias da nossa região. “Os resultados da pesquisa da forma que ele é aplicado lançam um alerta sobre a carência de informações das pessoas, e também nos ajuda para sabermos a melhor maneira de entender como pensa o publico, nos direcionando para um melhor planejamento na hora de realizarmos as nossas atividades socioeducativas”.





Quem quiser conhecer a pesquisa na integra acesse: Pesquisa Campanha Onda Limpa/Ecosurfi

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

ONG do Surfe é destaque no Litoral Paulista



No último final de semana (24 e 25) a campanha Onda Limpa realizada pela ONG Ecosurfi nas praias itanhaenses desde 2005, foi o destaque no noticiário da região, que enfocou as atividades desenvolvidas pela entidade durante este verão e que estão sensibilizando moradores e turistas sobre a importância da preservação dos ecossistemas costeiros.

Entre as ações mostradas pela reportagem da TV Tribuna, emissora afiliada da Rede Globo na Baixada Santista, estavam o teatro de fantoche desenvolvido pelos monitores da organização, que tem como tema central transmitir informações de maneira lúdica sobre os problemas da poluição nas praias.

Sendo a atividade dessa edição da campanha Onda Limpa com o maior sucesso, o teatro vem recebendo dezenas de crianças aos finais de semana que se divertem com os personagens criados pela produção da campanha. Segundo a afirmação de Suzana Gomes integrante da Ecosurfi e idealizadora do roteiro do teatro. "Temos cada vez mais que reforçar junto às crianças boas práticas para cuidarmos do planeta". “A idéia de um teatro de fantoches funciona muito bem junto aos “pequenos”, pois de maneira lúdica conseguimos prender a atenção deles e passar brincando uma nova forma de olhar sobre a natureza para que elas possam perceber que também podem ajudar a conservar o meio ambiente”.

Para Suzana que tem um filho de cinco anos, as crianças são muito importantes na reeducação dos pais, uma vez que tudo que aprendem elas levam para casa. “Sempre que meu filho conhece alguma coisa nova ele chega em casa comentando, dessa forma eu aprendo muita coisa com ele, assim eu acredito que eles são potenciais agentes multiplicadores de bons conhecimentos”.

Para saber mais sobre a campanha acesse: http://www.campanhaondalimpa.blogspot.com/

Confira a reportagem completa: Click Aqui - TV Tribuna

Campanha quer estimular mudanças no costume das oferendas a Iemanjá

Por: Meire Oliveira, do ATARDE

Com o slogan “Iemanjá protege a quem protege o mar”, o Instituto Nzinga de Capoeira Angola está provocando polêmica entre os envolvidos da Festa de Iemanjá.

O conflito gira em torno de uma campanha que incentiva algumas mudanças no costume de presentear a Rainha das Águas, homenageada no dia 2 de fevereiro, de acordo com suas predileções já conhecidas por religiosos do candomblé ou devotos da divindade.

Nesse contexto estariam proibidos espelhos, bonecas e adereços de plástico, sabonetes e quaisquer outros materiais que não sejam biodegradáveis (substâncias que se decompõem pela ação de micro-organismos). “Presente são as ofertas que são desfeitas naturalmente e não comprometem a vida marinha nem a de quem vive do mar. Lixo é o que vai ficar no meio ambiente”, disse a coordenadora pedagógica do Instituto Nzinga de Capoeira Angola, Lígia Vilas Boas.
A campanha foi iniciada neste sábado, 31, com distribuição de material informativo em hotéis e estabelecimentos comerciais da região, além da colocação de faixas no trajeto da festa. “O objetivo é introduzir na tradição da oferta de agrados a preocupação com a poluição marinha, diferenciando o presente do lixo”, explica a coordenadora.

A entidade atua com 30 crianças e adolescentes da comunidade Alto da Sereia, localizada no Rio Vermelho, nas áreas de arte educação, educação ambiental. capoeira e samba de roda no entorno da festa.
“Já participamos da manifestação há quatro anos com apresentação de samba de roda e capoeira. Resolvemos trazer essa proposta, pois a festa cresceu muito e com isso a quantidade de lixo aumentou. Os espelhos, adereços de plástico, material sintético e metal, frascos de perfume e sabonete não são absorvidos e viram lixo no mar”, explicou a coordenadora, que disse não saber precisar o impacto que isso pode ter causado nos mais de cem anos de tradição das oferendas a Iemanjá.

Na Colônia Z1, parte da equipe da organização da festa é incumbida de fazer a triagem de tudo que chega para preencher os 250 balaios que são entregues em alto-mar todos os anos, segundo o presidente da colônia Z1, Joel Gouveia.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Ecosurfi inicia mais um verão de campanha contra a poluição na Zona Costeira

Em mais um ano, Campanha Onda Limpa busca levar às pessoas informações sobre os problemas do lixo marinho



Durante os meses do verão, a população das cidades do litoral de São Paulo em média triplicam, aumentando proporcionalmente a produção de resíduos sólidos e de esgoto na região, afetando negativamente todo o ecossistema costeiro. É nesta época do ano que cada morador do litoral paulista deve intensificar o cuidado com o lugar onde mora e orientar os veranistas sobre o respeito não só com a casa dos outros, mas com a própria casa comum, a Mãe Terra.

Nesse final de semana (17 e 18) a Ecosurfi – Entidade Ecológica dos Surfistas fez o lançamento de mais uma edição da Campanha Onda Limpa, que desde 2005 sensibiliza moradores e turistas de Itanhaém, no litoral sul de São Paulo, para a importância de prevenir e enfrentar a problemática do lixo marinho.

Este ano a campanha conta com cerca de 12 estagiários, fruto do convênio com a Pontifícia Universidade Católica (PUC/MG), e alunos voluntários de universidades como a Universidade de São Paulo (USP) e Universidade Estadual Paulista (Unesp), além de 04 monitores contratados fornecidos pela Prefeitura Municipal de Itanhaém que atendem os visitantes em uma estrutura na Praia do Sonho.

Durante as 08 semanas de trabalho da Campanha, acontecerão exposições monitoradas, palestras, gincanas, teatro, à hora do conto, pesquisa junto ao publico na praia e workshops. Além destas atividades, a Campanha envolve também a tradicional distribuição de sacolinhas de tecido confeccionadas com fio de nylon de garrafas PET recicladas, orientação corpo a corpo com os veranistas e a instalação de coletores de detritos.

Desde 2005 a Campanha já atendeu milhares de pessoas, entre adultos e crianças. “No ano passado passaram quase cinco mil pessoas pela tenda na Praia do Sonho só nos primeiros quinze dias da campanha, em janeiro”, conta o diretor de Planejamento da Ecosurfi e um dos coordenadores do projeto, João Malavolta.

A importância da Campanha Onda Limpa está em intensificar o acesso à informação ambiental e, com isto, sensibilizar as pessoas, reduzir a quantidade de lixo no mar, contribuir para a qualidade da água e, ainda, estimular a consumo sustentável e a reutilização de materiais recicláveis.

Um dos maiores focos da Campanha é transmitir informações que sejam úteis para as pessoas pensarem criticamente o espaço que estão inseridas. Para o diretor de Educação Ambiental da Ecosurfi, André Barbosa, “muitas vezes os turistas se esquecem de que mora gente onde eles visitam e os moradores esquecem que precisam zelar pelo lugar em que vivem”.

A Campanha Onda Limpa funcionará na Praia do Sonho diariamente das 9h às 17h, até o dia 18 de fevereiro. Maiores informações podem ser encontradas no http://www.campanhaondalimpa.blogspot.com/.

Este ano o apoio da campanha ficou por conta do Restaurante Tia Lena, SOS Contábil, Pizzaria Difiori, Litoral Sul Águas, Pousada Vesúvio, Casa da Panquecas, Casarão – Materiais para construção, Prefeitura Municipal de Itanhaém, Super Krepp, Restaurante Veraneio, Watanabe – Elétrica e Hidráulica, Restaurante e Pizzaria Calipso, Kroiks – Atacado e Varejo, O Boticário, Sorvetes Naldinhos, Projeto Rio Itanhaém Lixo Zero.

Bruno Pinheiro
Comunicação Ecosurfi
brunopinheiro.peruibe@gmail.com
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