Fabio Feldmann
Essa semana é impossível não comentar mais uma vez a polêmica do Código Florestal. O deputado Aldo Rebelo apresentou seu relatório que demonstrou claramente a adoção de uma postura retrógrada em relação ao tema, surpreendendo mesmo aqueles que não estão diretamente acompanhando a polêmica.
O jornal Valor Econômico, do dia 17 de junho, afirma textualmente que "o objetivo do novo Código, pela proposta do relator, é claramente diluir as exigências legais de proteção e garantir que o passado seja apagado e os responsáveis por desmatamento ilegal, anistiados". Tal afirmação baseia-se na proposta de Aldo Rebelo de redução das exigências de reserva legal e APPs (áreas de preservação permanente), bem como na proposta de anistia ampla e irrestrita aos desmatadores. Da mesma maneira, a Folha de São Paulo fez um editorial na mesma direção, ao afirmar que o "relatório de Aldo Rebelo alia atraso ruralista a nacionalismo antiquado para desmontar legislação que protege as florestas". Nesse sentido, fica clara a necessidade de uma consciência capaz de compreender que a proteção ambiental representa a garantia para a continuidade das atividades de quem produz no campo.
A Ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, em entrevista nesta semana (22/06) no jornal O Estado de São Paulo aponta problemas técnicos e a possibilidade do Código abrir uma guerra ambiental entre estados, uma vez que a proposta do deputado do PCdoB SP pretende transferir aos estados o poder de definir o que é área consolidada do agronegócio, bem como definir qual deve ser a área de proteção às margens dos rios (que, pela proposta, pode ser reduzida a 7,5m).
Algumas manifestações se fizeram a favor do relatório de Aldo Rebelo, como o artigo publicado no jornal O Estado de São Paulo, no dia 21 de junho, que considera o deputado como sendo a "melhor tradição brasileira de defesa da soberania nacional". O editorial do mesmo jornal, do dia 10 de junho, também se mostrou a favor do deputado ao afirmar que "a maior parte das propostas apresentadas pelo deputado Aldo Rebelo, em seu relatório sobre as mudanças no Código Florestal, é obviamente realista e razoável".
Fiz muitas manifestações sobre o Código Florestal neste espaço, a exemplo da coluna do dia 6 de março de 2009, ocasião em que reiterei a importância de proteger o entorno das nascentes de água e matas ciliares, como forma de garantir a perenidade deste recurso para as próprias atividades agropecuárias e impedir o assoreamento dos corpos hídricos, assim como a proteção da vegetação em áreas com alta declividade significa evitar deslizamentos de terra. Também participei da modificação legislativa ocorrida em 1989 com a Lei 7. 803, que alterou a Lei que institui o Código Florestal (Lei nº 4.771/65), no que tange às APP¿s, quando do programa Nossa Natureza, iniciativa do governo Sarney. Também participei da discussão da Lei 8.171, a Lei Agrícola de 1991, que institui a política agrícola. Ou seja, esta discussão não é nova, entretanto, se transformou numa verdadeira guerra entre ruralistas e ambientalistas.
Fui parlamentar durante muitos anos, além de ter me envolvido com as principais ONG¿s que atuam no assunto do Código Florestal. Na minha opinião, o que devemos ter como referência é o planeta e o Brasil: como podemos estabelecer políticas públicas que permitam que o Brasil se aproveite da sua condição privilegiadíssima de portador de grandes ativos ambientais, notadamente no campo da biodiversidade de florestas. E qual deve ser o marco legal que permita ao Brasil assumir esse papel estratégico no mundo do aquecimento global.
Conheço e respeito o deputado Aldo Rebelo e embora tenha grandes divergências com ele em relação ao seu substitutivo, entendo necessária a retomada de uma negociação entre as partes interessadas, com vistas a se definir o que é bom para o Brasil e para o planeta.
Nesse sentido, pessoalmente insisto na necessidade de não aprovarmos matéria tão polêmica nesse período eleitoral, pois como disse Roberto Klabin em audiência pública da Comissão Especial do Código Florestal da Câmara dos Deputados, os ânimos nesse momento se exaltam sem a possibilidade de encontrarmos os denominadores comuns que podem permitir avanços efetivos no tratamento da questão.
A Ministra Izabella Teixeira tem demonstrado capacidade de colocar o Ministério do Meio Ambiente como um facilitador dessa negociação, trazendo atrás de si o governo federal. A sociedade civil, por sua vez, tem maturidade para enfrentar o debate, amparando suas teses em manifestações da comunidade científica, que demonstram a necessidade de se implementar o desmatamento zero no país e se conservar a megabiodiversidade brasileira. Megabiodiversidade esta que é reconhecida como um patrimônio fundamental nesse ano em que haverá a 10ª Conferência das Partes da Convenção da Diversidade Biológica em Nagoya, Japão, na qual se discutirá o cumprimento dos acordos feitos entre as nações e a repartição justa dos benefícios oriundos da biodiversidade, além de soluções a fim de evitar novos colapsos ambientais no planeta. Por outro lado, parte expressiva do setor do agronegócio do Brasil tem consciência de que é possível praticar uma agricultura de alto valor econômico com conservação dos recursos naturais. Os pequenos e médios agricultores também têm muito a ganhar se formos capazes de demonstrar que a conservação dos recursos naturais é essencial para manter suas atividades a médio e longo prazo, e que podem ser beneficiados com políticas de crédito e financiamento associadas à idéia de serviços ambientais.
Em outras palavras, creio que temos que estabelecer um "armistício" nesta briga pensando no Brasil. Sem isso, todos perderemos.
Fabio Feldmann é consultor, advogado, administrador de empresas, secretário executivo do Fórum Paulista de Mudanças Climáticas Globais e de Biodiversidade e fundador da Fundação SOS Mata Atlântica. Foi deputado federal, secretário do Meio Ambiente do Estado de São Paulo. Dirige um escritório de consultoria, que trabalha com questões relacionadas ao desenvolvimento sustentável.
segunda-feira, 28 de junho de 2010
terça-feira, 22 de junho de 2010
Guarujá recebeu oficina do projeto Rio do Nosso Bairro
Áreas verdes ou vazios urbanos?
O primeiro seminário da Oficina 01 (Baixada Norte), do projeto Rio do Nosso Bairro – Escolas Cuidando das Águas, aconteceu no Guarujá e contou com a presença de professores de 25 escolas que participam do projeto na Região Metropolitana da Baixada Santista.
Durante a atividade que foi facilitada na parte da manhã pelo oceanógrafo Fabrício Gandini, que em sua apresentação mostrou o contexto da ocupação desordenada na Baixada, frisando o panorama em que se encontra a gestão dos recursos hídricos, numa dimensão em que o avanço descontrolado da expansão demográfica sobre os mananciais gera a negação dos rios pelas gestões públicas.
Gandini comenta a atual visão da maioria dos gestores, que enxergam e entendem de maneira míope as áreas verdes como “vazios urbanos”.
“Quase todas as áreas verdes que ainda estão de pé na nossa região são importantes ambientes para a proteção dos mananciais, uma vez que toda a água produzida pela Serra do Mar é depositada no nosses locais”.
Outro ponto destacado pelo Oceanógrafo, trata do conceito de segunda moradia que a região possui. “A lógica de utilizar a Baixada Santista como local para veraneio é um grande fator de pressão sob recursos hídricos, com isso é necessário esforços para a proteção e gestão responsável desse bem natural e utilização do solo”.
Relato dos professores
Professores na roda de partilha
Após a apresentação foi à vez dos professores relatarem como está a prática do projeto dentro das escolas.
Numa roda de partilha os educadores comentaram e tiraram duvidas sobre a metodologia do processo de Mapeamento Socioambiental Participativo que já estão realizando junto com os alunos.
Algumas fotos das primeiras atividades desenvolvidas pelos descentes foram apresentadas. As imagens documentavam visitas com grupos de alunos aos locais que serão mapeados: rios, nascentes, estuário etc.
O ponto positivo da troca de conhecimentos entre os mapeadores e mapeadoras, foi possibilitar exemplos de ações praticas que fortaleçam o intercambio de informações para a grande rede que está se formando pela gestão responsável dos recursos hídricos numa perspectiva das “escolas cuidando da água”.
A comunidade também educa
Biólogo e educador Cesar Pegoraro
No período da tarde o biólogo e educador ambiental Cesar Pegoraro foi quem conduziu parte dos trabalhos.
O Educador inicia a sua fala discorrendo sobre as formas da aplicação das práticas pedagógicas na escola num método que englobe as formas de ser, de estar e de agir dos professores, para com os alunos, no sentido que isso garanta o interesse dos educandos no processo das práticas do projeto Rio do Nosso Bairro.
Relatando a sua impressão sobre o parecer dos professores no que toca a parte da execução do trabalho no âmbito escolar, Pegoraro argumenta sobre a importância de se estudar a comunidade.
“O que acontece com os corpos d'agua é reflexo direto de como a comunidade esta utilizando esse recurso, desta forma, conhecer bem o local a ser analisado é necessário para que tenhamos um trabalho que atenda os objetivos do projeto”.
De acordo com o Biólogo através do estudo de meio é possível gerar reflexões e diálogos. "Temos que focar o trabalho para a contrução de conhecimentos que abram caminhos e permitam transmitir as decisões para o controle cidadão nas ações do poder público, tudo isso para garantir a democracia com participação efetiva da sociedade".
Para ver a galeria de fotos Click Aqui
sexta-feira, 11 de junho de 2010
Rede de escolas mapeia os recursos hídricos da Baixada Santista
Unidades de Ensino de toda a região participam de projeto de educação ambiental voltada para o saneamento
Mapa espacial da Região Metropolitana da Baixada Santista
Com a bagagem de três seminários realizados na etapa 02 e a participação de mais de 70 professores de 36 escolas da Baixada Santista em cada encontro, foi possível trabalhar matérias como saneamento ambiental, participação social, educomunicação, educação ambiental, métodos participativos, entre outros.
O inicio dessa nova fase será marcada pela atuação dos professores dentro das unidades escolares. Por meio de projetos de mapeamentos socioambientais participativos eles irão, com os alunos, documentar a situação das áreas no entorno das escolas, dentro da perspectiva de sustentabilidade, organização e desenvolvimento social na bacia hidrográfica.
Tendo como objeto desta primeira oficina a questão da ocupação urbana e desenvolvimento na Baixada Santista, o titulo/tema abordado será, “Baixada Santista: dos índios ao pré-sal”.
A proposta desta formação é apresentar um panorama do processo de ocupação e desenvolvimento da Baixada Santista, enfatizando os impactos nos mananciais, rios, mangues e praias da região e as estruturas de apoio à sociedade que surgiram para suportar o uso da água (equipamentos de saneamento, CBH etc).
São os formadores dessa oficina o Biólogo e educador ambiental Cesar Pegoraro, que possui longa experiência em mobilização social e educação ambiental voltada para os recursos hídricos, juntamente com o Oceanógrafo Fabricio Gandini, que é diretor do Instituto Maramar e tem vasto conhecimento em projetos e pesquisas sobre os recursos hídricos e costeiros com comunidades da Baixada Santista..
A oficina 01 (Baixada Norte) acontece para as cidades de São Vicente, Santos, Guarujá, Cubatão e Bertioga nesse sábado (12), das 9h00 às 17h00hs na UNAERP Campus Guarujá, Avenida Dom Pedro I, 3300, Guarujá. E no sábado seguinte (19), a atividade acontece em Peruíbe, para professores e professoras de Peruíbe, Itanhaém, Mongaguá e Praia Grande (Baixada Sul).
Maiores informações podem ser obtidas na Comunidade Virtual (www.riodonossobairro.org.br) ou pelo telefone 13 3426-8138
segunda-feira, 7 de junho de 2010
Abaixo-assinado: Juréia Terra de Caiçaras
Histórico de ocupação da Juréia
“O modo de vida das comunidades tradicionais caiçaras deve ser tomado como exemplo de conservação ambiental para o planeta, e não como risco de degradação ambiental”

Logo após o descobrimento, na colonização do Brasil, começaram a chegar as primeiras famílias na Juréia, eram espanhóis e portugueses, onde em uma miscigenação entre povos europeus, negros e indígenas que habitavam a região formou a população caiçara que além do conhecimento herdado dos aborígenes que habitavam aquela região antes da colonização, que detinham técnicas apuradas de extrativismo e de cultivo apropriado às variáveis do ambiente onde viviam.
Com o passar do tempo o saber colonizador europeu veio sendo aprimorado de forma positiva para aquele ambiente.Desde então, a somatória desses conhecimentos aplicados em inúmeros campos ligados ao uso racional dos recursos naturais como na pesca, caça e agricultura, bem como em relação a fenômenos naturais como maré, fases da lua, época do ano e suas interferência no que se diz respeito ao dia-a-dia do trabalho na lavoura vem sendo utilizado em prol da sua própria sobrevivência, conhecimentos tradicionais lapidados pela experiência e convívio com o meio ambiente, que se comprovou de maneira sustentável.
Desenvolveram também, ao longo do tempo, inúmeras manifestações culturais na religião, em suas musicas e danças, comidas típicas e artesanato, que por sua vez eram utilizados no seu dia-a-dia, como colheres de pau e gamelas como instrumentos da cozinha, canoas e redes para pesca e violas e rabecas para o fandango.
Hoje todos esses conhecimentos são sugados e utilizados por diversos pesquisadores, que na sua grande maioria não devolvem nenhum retorno as comunidades e muito menos créditos em suas pesquisas.
A existência das comunidades caiçaras além de reterem todos esses conhecimentos e muitos outros, desempenham um papel de extrema importância para a conservação e manutenção do meio ambiente, como por exemplo, o controle e reposição de espécies, limpeza dos córregos rios e riachos restabelecendo o do fluxo das águas e recuperando a função florestal por conseqüência a irrigação da floresta e o escoamento das áreas alagadas pelas chuvas impedindo a morte e estresse de inúmeras espécies animais e vegetais.
Essas comunidades vêm a mais de quatro séculos utilizando os recursos naturais de maneira sustentável, o que proporcionou a conservação da Juréia até hoje. Estes dados reforçam a extrema importância do homem para a estabilização do ecossistema, principalmente na Juréia.
Vários estudos técnicos confirmam que essa visão do homem fora do meio é ultrapassada, pois temos certeza que as comunidades fazem parte da natureza.
Para que essas comunidades dêem continuidade a essa cultura, na sua função ecológica de conservação e convívio em completa harmonia com o meio ambiente, é preciso garantir a permanência das mesmas em suas terras. Para isso é necessário re-categorizar as áreas de uso de todas as comunidades caiçaras da Juréia em Reservas de Desenvolvimento Sustentável, pois Unidades de Conservação como Estação Ecológica não permite a manifestação de nenhuma dessas atividades culturais.
“O modo de vida das comunidades tradicionais caiçaras deve ser tomado como exemplo de conservação ambiental para o planeta, e não como risco de degradação ambiental”

Logo após o descobrimento, na colonização do Brasil, começaram a chegar as primeiras famílias na Juréia, eram espanhóis e portugueses, onde em uma miscigenação entre povos europeus, negros e indígenas que habitavam a região formou a população caiçara que além do conhecimento herdado dos aborígenes que habitavam aquela região antes da colonização, que detinham técnicas apuradas de extrativismo e de cultivo apropriado às variáveis do ambiente onde viviam.
Com o passar do tempo o saber colonizador europeu veio sendo aprimorado de forma positiva para aquele ambiente.Desde então, a somatória desses conhecimentos aplicados em inúmeros campos ligados ao uso racional dos recursos naturais como na pesca, caça e agricultura, bem como em relação a fenômenos naturais como maré, fases da lua, época do ano e suas interferência no que se diz respeito ao dia-a-dia do trabalho na lavoura vem sendo utilizado em prol da sua própria sobrevivência, conhecimentos tradicionais lapidados pela experiência e convívio com o meio ambiente, que se comprovou de maneira sustentável.
Desenvolveram também, ao longo do tempo, inúmeras manifestações culturais na religião, em suas musicas e danças, comidas típicas e artesanato, que por sua vez eram utilizados no seu dia-a-dia, como colheres de pau e gamelas como instrumentos da cozinha, canoas e redes para pesca e violas e rabecas para o fandango.
Hoje todos esses conhecimentos são sugados e utilizados por diversos pesquisadores, que na sua grande maioria não devolvem nenhum retorno as comunidades e muito menos créditos em suas pesquisas.
A existência das comunidades caiçaras além de reterem todos esses conhecimentos e muitos outros, desempenham um papel de extrema importância para a conservação e manutenção do meio ambiente, como por exemplo, o controle e reposição de espécies, limpeza dos córregos rios e riachos restabelecendo o do fluxo das águas e recuperando a função florestal por conseqüência a irrigação da floresta e o escoamento das áreas alagadas pelas chuvas impedindo a morte e estresse de inúmeras espécies animais e vegetais.
Essas comunidades vêm a mais de quatro séculos utilizando os recursos naturais de maneira sustentável, o que proporcionou a conservação da Juréia até hoje. Estes dados reforçam a extrema importância do homem para a estabilização do ecossistema, principalmente na Juréia.
Vários estudos técnicos confirmam que essa visão do homem fora do meio é ultrapassada, pois temos certeza que as comunidades fazem parte da natureza.
Para que essas comunidades dêem continuidade a essa cultura, na sua função ecológica de conservação e convívio em completa harmonia com o meio ambiente, é preciso garantir a permanência das mesmas em suas terras. Para isso é necessário re-categorizar as áreas de uso de todas as comunidades caiçaras da Juréia em Reservas de Desenvolvimento Sustentável, pois Unidades de Conservação como Estação Ecológica não permite a manifestação de nenhuma dessas atividades culturais.
Mais informações desses 23 anos de luta no blog: Juréia - Cultura, História e Meio Ambiente
segunda-feira, 22 de março de 2010
Milhares vão às ruas de Peruibe/SP protestar pela preservação da água
Presença em massa da juventude da Baixada Santista mostra comprometimento com o meio ambiente
Faixas, bandeiras e cartazes pedem pela preservação da água
Por Comunicação Ecosurfi
Hoje de manhã quase quatro mil pessoas tomaram as ruas de Peruibe, no litoral sul de São Paulo, para se manifestar pelo envolvimento das escolas na gestão sustentável dos recursos hídricos. A ação marca as comemorações do Dia Mundial da Água, que desde 1992 é comemorado em 22 de março e, na Baixada Santista, é marcado anualmente pela Semana e Caminhada Metropolitanas da Água.
Em sua 5° edição a Caminhada da Água promoveu um grande arrastão. Milhares de jovens e professores de escolas das nove cidades da Baixada Santista percorram as principais ruas do centro de Peruibe portando faixas e cartazes, demonstrando a preocupação da juventude com os recursos hídricos na região.
Multidão garante sucesso do evento
Entre aqueles que prestigiaram o evento estavam à prefeita de Peruíbe, Milena Bargieri, vereadores do município e o Secretário de Meio Ambiente de Santos, Fábio Nunes (Fabião).
Jovens pela gestão responsável das águas
A Caminhada foi apenas o início. Até novembro, quando acontecerá a I Conferência Metropolitana de Escolas Cuidando da Água, a região terá uma experiência muito importatnte para fortalecer a Educação Ambiental. “Agora vamos nos preparar para a próxima etapa, que é a formação de professores de 36 escolas da Baixada para o desenvolvimento de Mapas Verdes destas 36 comunidades”, fala André Barbosa, um dos coordenadores do projeto da Ecosurfi - Rio do Nosso Bairro – Escolas Cuidando da Água.
Quase 4 mil pessoas participam da Caminhada da Água
A Semana da Água é tradicionalmente realizada pela Comissão de Educação e Divulgação do Comitê de Bacia Hidrográfica da Baixada Santista (CE-ED/CBH-BS). Este ano ela integra o projeto Rio do Nosso Bairro – Escolas Cuidando da Água, realizado pela ONG Ecosurfi – Entidade Ecológica dos Surfistas em parceria com a CE-ED/CBH-BS, Prefeitura Municipal de Peruíbe e o Departamento de Águas e Energia Elétrica do Estado de São Paulo (DAEE). Os recursos são oriundos do Fundo Estadual de Recursos Hídricos (FEHIDRO).
Todos juntos somos fortes!!!
quinta-feira, 18 de março de 2010
Ecosurfi e CBH/BS realizam a 5° Caminhada Metropolitana da Água
Encontro deve reunir no próximo dia 22 em Peruíbe mais de 4 mil alunos de todas as cidades da Baixada Santista no Dia Mundial da Água
Por Comunicação Ecosurfi
Terminando as comemorações da Semana da Água o Comitê da Bacia Hidrográfica da Baixada Santista, através da sua Comissão Especial de Educação Ambiental e Divulgação, Prefeitura de Peruíbe, em conjunto com a Ecosurfi, realizam a maior mobilização da região pela proteção e preservação dos Recursos Hídricos.
Durante a caminhada os alunos percorrerão cerca de 1,2 km levando bandeiras, faixas e cartazes que pedem pela proteção do principal recurso mineral do Planeta, a Água.
O Dia Mundial da Água foi criado pela ONU (Organização das Nações Unidas) no dia 22 de março de 1992. O dia 22 de março, de cada ano, é destinado a discussão sobre os diversos temas relacionadas a este importante bem natural.
Mas porque a ONU se preocupou com a água se sabemos que dois terços do planeta Terra é formado por este precioso líquido? A razão é que pouca quantidade, cerca de 0,008 %, do total da água do nosso planeta é potável (própria para o consumo). E como sabemos, grande parte das fontes desta água (rios, lagos e represas) esta sendo contaminada, poluída e degradada pela ação predatória do homem. Esta situação é preocupante, pois poderá faltar, num futuro próximo, água para o consumo de grande parte da população mundial. Pensando nisso, foi instituído o Dia Mundial da Água, cujo objetivo principal é criar um momento de reflexão, análise, conscientização e elaboração de medidas práticas para resolver tal problema.
No dia 22 de março de 1992, a ONU também divulgou um importante documento: a “Declaração Universal dos Direitos da Água” (leia no link abaixo). Este texto apresenta uma série de medidas, sugestões e informações que servem para despertar a consciência ecológica da população e dos governantes para a questão da água.
Conheça a Declaração Universal dos Direitos da Água
A Semana da Água é tradicionalmente realizada pela Comissão de Educação e Divulgação do Comitê de Bacia Hidrográfica da Baixada Santista (CE-ED/CBH-BS). Este ano ela integra o projeto Rio do Nosso Bairro – Escolas Cuidando da Água, realizado pela ONG Ecosurfi – Entidade Ecológica dos Surfistas em parceria com a CE-ED/CBH-BS, Prefeitura Municipal de Peruíbe e o Departamento de Águas e Energia Elétrica do Estado de São Paulo (DAEE). Os recursos são oriundos do Fundo Estadual de Recursos Hídricos.
Por Comunicação Ecosurfi
Terminando as comemorações da Semana da Água o Comitê da Bacia Hidrográfica da Baixada Santista, através da sua Comissão Especial de Educação Ambiental e Divulgação, Prefeitura de Peruíbe, em conjunto com a Ecosurfi, realizam a maior mobilização da região pela proteção e preservação dos Recursos Hídricos.
Jovens mobilizados pela proteção da água (foto arquivo)
Realizada desde 2006, a já tradicional “marcha da água” reúne milhares de jovens das escolas públicas e particulares dos 09 municípios da Região Metropolitana da Baixada Santista e encerra a Semana Metropolitana da Água no próximo dia 22 (segunda-feira). A cada ano a caminhada é realizada em uma cidade diferente e tem a proposta de, no Dia Mundial da Água, divulgar na Baixada Santista os trabalhos desenvolvidos pelo CBH/BS.Durante a caminhada os alunos percorrerão cerca de 1,2 km levando bandeiras, faixas e cartazes que pedem pela proteção do principal recurso mineral do Planeta, a Água.
Escolas durante a caminhada (foto arquivo)
Neste ano a caminhada tem seu ponto de concentração no CIT (Centro de Informações Turísticas de Peruibe) na Av. Governador Mário Covas s/n° - Praça Melvin Jones, à partir das 08hs. Mapa da Caminhada
Sobre o Dia Mundial da ÁguaO Dia Mundial da Água foi criado pela ONU (Organização das Nações Unidas) no dia 22 de março de 1992. O dia 22 de março, de cada ano, é destinado a discussão sobre os diversos temas relacionadas a este importante bem natural.
Mas porque a ONU se preocupou com a água se sabemos que dois terços do planeta Terra é formado por este precioso líquido? A razão é que pouca quantidade, cerca de 0,008 %, do total da água do nosso planeta é potável (própria para o consumo). E como sabemos, grande parte das fontes desta água (rios, lagos e represas) esta sendo contaminada, poluída e degradada pela ação predatória do homem. Esta situação é preocupante, pois poderá faltar, num futuro próximo, água para o consumo de grande parte da população mundial. Pensando nisso, foi instituído o Dia Mundial da Água, cujo objetivo principal é criar um momento de reflexão, análise, conscientização e elaboração de medidas práticas para resolver tal problema.
No dia 22 de março de 1992, a ONU também divulgou um importante documento: a “Declaração Universal dos Direitos da Água” (leia no link abaixo). Este texto apresenta uma série de medidas, sugestões e informações que servem para despertar a consciência ecológica da população e dos governantes para a questão da água.
Conheça a Declaração Universal dos Direitos da Água
A Semana da Água é tradicionalmente realizada pela Comissão de Educação e Divulgação do Comitê de Bacia Hidrográfica da Baixada Santista (CE-ED/CBH-BS). Este ano ela integra o projeto Rio do Nosso Bairro – Escolas Cuidando da Água, realizado pela ONG Ecosurfi – Entidade Ecológica dos Surfistas em parceria com a CE-ED/CBH-BS, Prefeitura Municipal de Peruíbe e o Departamento de Águas e Energia Elétrica do Estado de São Paulo (DAEE). Os recursos são oriundos do Fundo Estadual de Recursos Hídricos.
Sessão Solene inicia a 8°Semana Metropolitana da Água na Baixada Santista
Representantes da sociedade civil e autoridades marcam presença na Câmara Municipal de Peruíbe
Por Comunicação Ecosurfi
A Sessão Solene que deu início as atividades da 8° Semana Metropolitana da Água na Baixada Santista promoveu o encontro de autoridades do poder público, membros de organizações da sociedade civil da região e da população da cidade de Peruíbe/SP.
A mesa de abertura foi composta pelo Secretário Executivo do Comitê da Bacia Hidrográfica da Baixada Santista, o engenheiro José Luiz Gava, o Coordenador da Comissão Especial de Educação Ambiental e Divulgação do CBH/BS, Francisco Gomes Costa Neto, o comandante e Sub-tenente do Exército Brasileiro Oliveira, representando a Coordenadoria de Educação Ambiental da Secretária do Meio Ambiente do Estado de São Paulo, Ana Luiza Serra e a Prefeita Municipal de Peruíbe, Milena Bargieri.
O cerimonial de abertura foi conduzido e preparado por dois jovens de 15 anos que fazem parte do projeto Ecogalera da Ecosurfi, que desenvolve atividades voltadas para o protagonismo juvenil frente ao desafio da sustentabilidade planetária.
Educação na gestão dos Recursos Hídricos
A programação também permitiu a realização da palestra sobre Educação Ambiental na gestão das águas. A explanação sobre o tema foi proferida pela Educadora Socioambiental da ONG 5 Elementos Camila Mello, que falou com muita propriedade sobre projetos políticos pedagógicos em educação para água, citando exemplos bem sucedidos no interior do estado, em outras Unidades de Gerenciamento de Recursos Hídricos (UGRH).
As ações do projeto Rio do Nosso Bairro vão integrar as 09 cidades da Região da Metropolitana da Baixada Santista (Peruíbe, Itanhaém, Mongaguá, Praia Grande, São Vicente, Santos, Cubatão, Guarujá e Bertioga) por meio da produção de Mapas Verdes que diagnosticará a realidade socioambiental das comunidades que as escolas estão inseridas.
São as escolas:
Peruibe
EM José Roberto Preto
EM José Veneza Monteiro
EE Padre Vitalino Bernini
EE Maya Alice Ekman
Itanhaém
EM Dalva Dati Ruivo
EM José Teixeira Rosas
EM Mª Aparecida Amêndola Soares
EE Mª da Conceição Luz
Mongaguá
EMEF Vera Cruz
EMEF José Cesário Pereira Filho
EMEF Balneário Regina Maria
EMEF Vereador José Carlos de Freitas
Praia Grande (Aguardando informações)
São Vicente
EM José Meirelles
EM Matteo Bei
EM Mário Covas
EM Pastor Joaquim Rodrigues da Silva
Santos
UME Ayrton Senna da Silva
UME Oswaldo Justo
UME Lourdes Ortiz
UME dos Andradas
Guarujá
EM 1º de Maio
EM Profª Dirce Valério Gracia
EE Francisco Figueiredo
EE Lucimar de Jesus Vicente
Bertioga
EMEF Dino Bueno
EMEF Jardim Vista Linda
EMEIF Del Phino
EMEIF Guaratuba
Cubatão
UME Padre José de Anchieta
UME Dr. Ulysses Silveira Guimarães
UME Prof. Dr. Luiz Pieruzzi Netto
UME Bernardo José Maria de Lorena
A Semana da Água é tradicionalmente realizada pela Comissão de Educação e Divulgação do Comitê de Bacia Hidrográfica da Baixada Santista (CE-ED/CBH-BS). Este ano ela integra o projeto Rio do Nosso Bairro – Escolas Cuidando da Água, realizado pela ONG Ecosurfi – Entidade Ecológica dos Surfistas em parceria com a CE-ED/CBH-BS, Prefeitura Municipal de Peruíbe e o Departamento de Águas e Energia Elétrica do Estado de São Paulo (DAEE). Os recursos são oriundos do Fundo Estadual de Recursos Hídricos.
Por Comunicação Ecosurfi
A Sessão Solene que deu início as atividades da 8° Semana Metropolitana da Água na Baixada Santista promoveu o encontro de autoridades do poder público, membros de organizações da sociedade civil da região e da população da cidade de Peruíbe/SP.
Mesa composta pelas autoridades
Cerca de 150 pessoas foram recebidas pelo Coral dos Funcionários Públicos de Peruíbe que alegrou a noite nas dependências da Câmara Municipal da cidade.A mesa de abertura foi composta pelo Secretário Executivo do Comitê da Bacia Hidrográfica da Baixada Santista, o engenheiro José Luiz Gava, o Coordenador da Comissão Especial de Educação Ambiental e Divulgação do CBH/BS, Francisco Gomes Costa Neto, o comandante e Sub-tenente do Exército Brasileiro Oliveira, representando a Coordenadoria de Educação Ambiental da Secretária do Meio Ambiente do Estado de São Paulo, Ana Luiza Serra e a Prefeita Municipal de Peruíbe, Milena Bargieri.
Público participante
Também estavam presentes secretários municipais das cidades da região, vereadores e educadores e educadoras das escolas que participarão do projeto Rio do Nosso Bairro.O cerimonial de abertura foi conduzido e preparado por dois jovens de 15 anos que fazem parte do projeto Ecogalera da Ecosurfi, que desenvolve atividades voltadas para o protagonismo juvenil frente ao desafio da sustentabilidade planetária.
Educação na gestão dos Recursos Hídricos
A programação também permitiu a realização da palestra sobre Educação Ambiental na gestão das águas. A explanação sobre o tema foi proferida pela Educadora Socioambiental da ONG 5 Elementos Camila Mello, que falou com muita propriedade sobre projetos políticos pedagógicos em educação para água, citando exemplos bem sucedidos no interior do estado, em outras Unidades de Gerenciamento de Recursos Hídricos (UGRH).
Educadora Camila Mello
Em seguida foi apresentado por Bruno Pinheiro, o projeto Rio do Nosso Bairro da Ecosurfi, que nesse ano incorporou a 8° Semana Metropolitana da Água e a 5° Caminhada da Água.As ações do projeto Rio do Nosso Bairro vão integrar as 09 cidades da Região da Metropolitana da Baixada Santista (Peruíbe, Itanhaém, Mongaguá, Praia Grande, São Vicente, Santos, Cubatão, Guarujá e Bertioga) por meio da produção de Mapas Verdes que diagnosticará a realidade socioambiental das comunidades que as escolas estão inseridas.
Bruno Pinheiro explanando sobro projeto Rio do Nosso Bairro
No total participarão quatro escolas por município, totalizando 36 estabelecimentos de ensino, que ao longo de 2010 que trabalharão durante 08 oficinas com temas como: Educação Ambiental, Saneamento Básico, Educomunicação e Redes.São as escolas:
Peruibe
EM José Roberto Preto
EM José Veneza Monteiro
EE Padre Vitalino Bernini
EE Maya Alice Ekman
Itanhaém
EM Dalva Dati Ruivo
EM José Teixeira Rosas
EM Mª Aparecida Amêndola Soares
EE Mª da Conceição Luz
Mongaguá
EMEF Vera Cruz
EMEF José Cesário Pereira Filho
EMEF Balneário Regina Maria
EMEF Vereador José Carlos de Freitas
Praia Grande (Aguardando informações)
São Vicente
EM José Meirelles
EM Matteo Bei
EM Mário Covas
EM Pastor Joaquim Rodrigues da Silva
Santos
UME Ayrton Senna da Silva
UME Oswaldo Justo
UME Lourdes Ortiz
UME dos Andradas
Guarujá
EM 1º de Maio
EM Profª Dirce Valério Gracia
EE Francisco Figueiredo
EE Lucimar de Jesus Vicente
Bertioga
EMEF Dino Bueno
EMEF Jardim Vista Linda
EMEIF Del Phino
EMEIF Guaratuba
Cubatão
UME Padre José de Anchieta
UME Dr. Ulysses Silveira Guimarães
UME Prof. Dr. Luiz Pieruzzi Netto
UME Bernardo José Maria de Lorena
A Semana da Água é tradicionalmente realizada pela Comissão de Educação e Divulgação do Comitê de Bacia Hidrográfica da Baixada Santista (CE-ED/CBH-BS). Este ano ela integra o projeto Rio do Nosso Bairro – Escolas Cuidando da Água, realizado pela ONG Ecosurfi – Entidade Ecológica dos Surfistas em parceria com a CE-ED/CBH-BS, Prefeitura Municipal de Peruíbe e o Departamento de Águas e Energia Elétrica do Estado de São Paulo (DAEE). Os recursos são oriundos do Fundo Estadual de Recursos Hídricos.
quinta-feira, 11 de março de 2010
Peruíbe recebe a 8ª Semana Metropolitana da Água
Já tradicional na região, Campanha este ano debate a participação das escolas na gestão das águas; em seguida 36 escolas desenvolverão projetos de mapeamento de microbacias
Por Comunicação Ecosurfi
Dona da maior disponibilidade hídrica do estado de São Paulo, a Baixada Santista receberá a partir da próxima segunda-feira a VIII Semana Metropolitana da Água, que sempre traz o lema “A Ordem é Água Limpa”. As atividades começarão dia 15 de março, às 19h, na Câmara Municipal de Peruíbe, com a Solenidade de Abertura.
Na ocasião acontecerá a abertura oficial da Semana da Água, o lançamento do projeto da Ecosurfi - Rio do Nosso Bairro - Escolas Cuidando da Água, a apresentação das 36 escolas inscritas no projeto e uma palestra sobre Educação Ambiental na Gestão das Águas. Participarão autoridades da região e do município de Peruíbe e representantes das Secretarias Municipais de Educação e da Diretoria Regional de Ensino.
A prefeita de Peruíbe, Milena Bargieri, o presidente do CBH-BS (Comitê de Bacia Hidrográfica da Baixada Santista) e prefeito de São Vicente, Tércio Garcia, e o Secretário de Meio Ambiente de Santos, Fábio Nunes, são presenças confirmadas. O evento contará também com a presença de um representante da Coordenadoria de Educação Ambiental da Secretaria Estadual de Meio Ambiente.
Já o encerramento acontecerá dia 22 de março, Dia Mundial da Água, quando cerca de 4 mil alunos e alunas de escolas públicas dos nove municípios da Baixada Santista se reunirão em Peruíbe para uma das maiores mobilizações da região, a 5ª Caminhada Metropolitana da Água. Serão ao todo três ônibus de cada cidade da região, além dos alunos de toda a rede municipal e estadual de Peruíbe. Entre os dias 15 e 22, todas as escolas que participarão da Caminhada vão trabalhar a temática com os alunos e elaborar materiais para a campanha.
A VIII Semana da Água dá início a um processo que envolve 4 escolas de cada município para o desenvolvimento de mapeamentos de microbacias, atrelados a atividades formativas de professores. Este processo termina no final do ano, com a realização da I Conferência Metropolitana de Escolas Cuidando das Águas da Baixada Santista e com a publicação de um livro com as experiências das escolas.
A Semana da Água é tradicionalmente realizada pela Comissão de Educação e Divulgação do Comitê de Bacia Hidrográfica da Baixada Santista (CE-ED/CBH-BS). Este ano ela integra o projeto Rio do Nosso Bairro – Escolas Cuidando da Água, realizado pela ONG Ecosurfi – Entidade Ecológica dos Surfistas em parceria com a CE-ED/CBH-BS, Prefeitura Municipal de Peruíbe e o Departamento de Águas e Energia Elétrica do Estado de São Paulo (DAEE). Os recursos são oriundos do Fundo Estadual de Recursos Hídricos.
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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
Carnaval de Poluição nas praias da Bahia
Recentemente Salvador foi destaque como a cidade que possui as praias mais sujas do país. Isso não é novidade…O que realmente causa espanto é a falta total de qualquer articulação dos meios de comunicação, políticos, órgãos públicos, empresas de publicidade e nossos artistas para tentar reverter este quadro que causou estragos significativos no orgulho e no brio de quem vive nesta cidade.
Não se pode acreditar que baianos que possuem o poder de influenciar nossa gente e nossos visitantes a melhorarem suas atitudes em nossas praias, não estejam aproveitando a época de tantas festas para, ao menos, promover campanhas educativas. Porque o que tem gerado o lixão, muito mais que a leniência do poder público, é a falta de educação generalizada das pessoas.
Poluição no fundo do mar na manhã seguinte ao show Música no Porto. Foto: Bernardo Mussi.
O lixo é produto em sua maioria do consumo de bebidas e comidas. Seria ideal que a cada 10 metros de praia houvesse uma cesta de lixo ou que o próprio ambulante que leva o produto até a praia providenciasse o seu destino adequado. Mas está difícil de acontecer.
Por este motivo o ideal é que cada consumidor guarde seu lixo para levá-lo consigo até o local ideal para descarte. Estou certo que ainda no entorno da praia haverá uma cesta ou um container coletor. O que não dá é para continuar largando o lixão pelas praias por puro comodismo ou falta de orientação.
Bem que nossos artistas poderiam ajudar. Já que eles possuem o condão de levar multidões ao delírio ordenando a beijação generalizada, o “Rebolation”, o “Vou te comer” e altas coreografias pra lá de excêntricas, imagino que fazer a galera melhorar suas atitudes com o lixo nas praias vai ser moleza.
Podem até compor músicas com aqueles refrões marcantes e coreografias empolgantes só que tratando de uma causa muito nobre como a educação. É disso que o país necessita!
Assim também deveria estar se comportando a mídia. Matérias regulares sobre a gravidade do problema e a necessidade de se mudar alguns hábitos tinham que ser uma constante pelos vários veículos de comunicação de massa.
Poderiam ainda nossas agências de publicidade aproveitar o bom gancho para alinharem a adoção da causa à divulgação de serviços e produtos dos seus clientes mais exigentes.
Até nossos políticos que adoram se aproveitar de situações desta natureza para ganhar visibilidade estão boiando. Restam nossos incansáveis ativistas de ONGs e outros grupos alternativos. Estes sim, vi diversas manifestações criativas e muito interessantes…
Mas não dá para comparar o poder que estes grupos têm para mudar o comportamento das pessoas aqui em Salvador, ainda mais em época de carnaval, com artistas do peso de Ivete Sangalo, Daniela Mercury, Chiclete com Banana, OLODUM e tantos outros que possuem a mídia nacional e internacional a seus pés.
Daí a enorme responsabilidade destas estrelas da musica com o problema. Acredito que como se dizem baianos de verdade, e isso não deve ser apenas jogada de marketing, eles também tiveram o orgulho e a auto estima feridos pela notícia do lixão nas praias. Baiano que é baiano ficou envergonhado! O sentimento é que somos todos igualmente sem educação e adeptos do lixão…
Estou indignado! Tenho retirado latas, copos, garrafas, palitos de churrasquinho, queijinho e camarão quase que diariamente em meus mergulhos na praia do Porto da Barra. Sou uma formiguinha ferida pela estatística em desfavor da minha cidade e minha gente fazendo a minha parte, inclusive escrevendo este artigo. Pena que não tenha o poder de influenciar multidões com minha voz desafinada, minha imagem sem estilo, minha escrita prolixa e total falta de acesso a trios elétricos, programas na TV, jornais, Outdoors, camarotes e grandes shows…
Estou certo, entretanto, que no universo de tantos artistas influentes alguns estejam com a baianidade igualmente ferida e o orgulho vergonhosamente abalado. Por isso devo acreditar na possibilidade de ver tais artistas aproveitando a oportunidades de grandes concentrações populares e muita visibilidade na mídia para divulgar esta indignação de uma maneira impactante, educativa e, porque não, lucrativa, o que é muito justo.
O que não falta é competência, criatividade e inteligência nessa turma. Resta saber se a ação pela educação contra o lixão começará neste verão. Vai aí uma rima que pode até dar música…
Fonte: Global Garbage
domingo, 21 de fevereiro de 2010
Revista EA do Senac destaca o programa Surfe Sustentável da Ecosurfi
Na edição 2010 da Revista "Educação Ambiental" do Senac (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial), entre os destaques da publicação está o programa Surfe Sustentável da Ecosurfi, que vem se consolidando como referência no engajamento dos surfistas que buscam contribuir com a preservação e proteção dos mares, praias e oceanos.Assim como outras iniciativas que visam despertar a consciência ambiental entre os praticantes dos esportes radicais, o programa Surfe Sustentável está se destacando entre a comunidade so surfe, em razão das formas de interação que a proposta oferece.
Ações como seminários presenciais, fóruns de discussão via Internet (www.surfsustentavel.org), servem como canais de articulação e difusão dos conceitos da proposta.
A matéria que tem como título, "Na onda da sustentabilidade", também aborda esportes como escalada, montanhismo, canionismo entre outros.
Sobre a Revista
A revista Senac / Educação Ambiental é semestral e foi lançada durante a Eco-92, e apresenta ao leitor artigos ligados ao tema do meio ambiente, como educação ambiental, turismo, soluções sustentáveis, saúde, biodiversidade, cultura, formação profissional e qualidade de vida. Saiba mais
Confira a matéria com a Ecosurfi
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Denúncia da Ecosurfi repercute e poder público toma providências
Na última semana a Ecosurfi foi alvo de reportagens devido à denúncia realizada pela entidade, sobre o lançamento de esgoto em praia.
A repercussão dos acontecimentos chamou a atenção da mídia regional, que deu total atenção aos fatos, e possibilitou que fosse divulgada essa agressão ao meio ambiente, bem como, expôs a omissão dos órgãos competentes que deveriam resolver o problema.
Ouvida a prefeitura municipal, que é responsável pelo local (Praça do Pescado), de onde sai o esgoto, o problema é recente e se iniciou no mês de dezembro do ano passado.
Conforme documentos anexados à denúncia da Ecosurfi, que foram produzidos na esfera legislativa do município, por meio de um Requerimento, encaminhado ao Executivo da cidade, o problema data de fevereiro de 2009, sendo que as providências só estão sendo tomadas um ano depois.
A CETESB - Companhia Ambiental do Estado de São Paulo, ligada à Secretaria do Meio Ambiente, respondeu à Ecosurfi, via correio eletrônico, informando que a prefeitura tomará medidas paliativas para minimizar o problema, que só será resolvido através de obra da Sabesp.
Segue informações sobre a repercussão
e documentos sobre a questão
Matéria onde a Prefeitura afirma que o problema é "novo"

Requerimento que comprova que o esgoto é lançado a mais de um ano no local
E-mail de resposta da Cetesb
Mídia especializa em Surfe divulgando o problema


Fotos tiradas um dia após a repercussão dos fatos pela mídia mostra a prefeitura buscando resolver o problema
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Ecosurfi denuncia ao MP lançamento de esgoto em praia
Litoral paulista sofre o verão mais poluido dos últimos anos segundo a Cetesb
Durante este verão uma quantidade indefinida de esgoto está sendo lançada criminosamente na Praia dos Sonhos em Itanhaém, no litoral paulista.
Localizada ao lado da Praia dos Pescadores, cenário de grandes competições do surf paulista, a Praia dos Sonhos é umas das praias da cidade que é muito procurada por surfistas, devido as suas boas ondas, e por turistas, que buscam a tranqüilidade que as suas areias oferecem.
Mas nesse verão as areias da praia estão contaminadas por uma “língua negra”, que vem chamando a atenção dos surfistas, moradores e comerciantes que transitam no lugar. Trata-se de uma grande quantidade de esgoto que parte da Praça do Pescado, local que é destinado à comercialização de peixes e frutos do mar, que se encontra entre as duas praias.
Segundo o Parecer Técnico Ambiental (PTA) elaborado pela equipe técnica da Ecosurfi e que faz parte da denúncia apresentada ao Ministério Público na cidade. A Praça do Pescado, localizada entre as ruas João Farah e Ana Farah Bello, na Praia dos Sonhos, apresenta sistema de esgoto inadequado e insuficiente, estando o mesmo sendo liberado na rua e atingindo a areia e a água da Praia dos Sonhos e dos Pescadores.
Ainda o documento afirma que, trata-se, acima de tudo, de um problema de saúde pública uma vez que os turistas e moradores que freqüentam as referidas praias são obrigados a pisar nessas águas para chegarem às praias, além de se banharem nas águas que estão recebendo esse despejo, podendo adquirir diversas doenças como: hepatite, amebíase, febre tifóide, diarréias agudas, entre outras, que podem inclusive levar à morte.
De acordo com a Bióloga voluntária da Ecosurfi Ana Carolina M. Peres, o esgoto despejado in natura no local prejudica não só a balneabilidade das praias, mas também a estética natural do ambiente, afastando os turistas prejudicando os comerciantes locais.
De acordo com a Bióloga voluntária da Ecosurfi Ana Carolina M. Peres, o esgoto despejado in natura no local prejudica não só a balneabilidade das praias, mas também a estética natural do ambiente, afastando os turistas prejudicando os comerciantes locais.
“O problema não tem apenas o viés econômico, mas também apresenta seu aspecto ambiental, pois possibilita o aumento da quantidade de algas e bactérias nocivas na areia e na água prejudicando a fauna que habita tanto a areia da praia quanto a água do mar”, frisa a Bióloga.
A Denúncia encaminhada a Promotoria de Justiça de Itanhaém está protocolada sob o número 09/2010 e pode ser acessada por qualquer cidadão que esteja interessado em acompanhar o desdobramento da ação.
Segundo João Malavolta autor da denúncia e dirigente da Ecosurfi, já existe há mais de um ano ações dessa natureza em curso e nenhuma atitude foi tomada por parte das autoridades.
“Esta ocorrência já é motivo de pedido de providencias nesta Comarca desde o último ano (2009), pelos protocolos n° 1.537/09 e n° 1.5591/09, sem que as medidas necessárias tenham sido observadas e efetivadas na forma que sugere a Constituição Federal em seu Capítulo VI Do Meio Ambiente. Art. 225, e Resolução CONAMA nº 274 de 29 de novembro de 2000, que trata da balneabilidade das águas”, afirma Malavolta.
Confira o Vídeo
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
Instituições que não participam do CBH-BS marcam eleição do Fórum da Sociedade Civil
Dezenas de entidades surgem para as eleições; Ecosurfi passa a ocupar cadeira de titular no CBH-BS
Por Bruno Pinheiro (Ecosurfi)
A participação de instituições da sociedade civil na eleição foi surpreendente em relação à presença das mesmas nas reuniões ordinárias do Comitê. Geralmente, de uma a três entidades comparecem a cada reunião. Em comparação, cerca de 60 organizações, a maioria delas de Cubatão, apareceram para a eleição. No total, são mais de 500 organizações cadastradas no CBH-BS.
Mesmo sem ter cadeira no CBH-BS até então, a Ecosurfi já era ativa na Comissão Especial de Educação e Divulgação (CE-ED) do Comitê. A atuação da entidade está voltada a contribuir para o enraizamento da Educação Ambiental junto aos projetos e instâncias do saneamento ambiental e recursos hídricos da Baixada Santista.
“A grande interrogação para nós é o porquê, mesmo sem atuar no Comitê, estas instituições, sobretudo de Cubatão, mandam representantes para todas as eleições”, reflete o dirigente da Ecosurfi, André Barbosa. Segundo ele, se elas não atuam no Comitê, mas aparecem sistematicamente para votar, pode ser em benefício de algumas organizações em particular.
Para Barbosa, isto é motivo de preocupação, principalmente em função da grande quantidade de recursos financeiros que circundam o CBH-BS, oriundos da gestão dos recursos hídricos. A partir de janeiro de 2011 começa a cobrança da água, vai haver um boom na disponibilidade de recursos para projetos ligados ao saneamento e educação ambiental na região. Entretanto, a presença da sociedade civil organizada é sim um "fator positivo" na gestão dos recursos hídricos.
“Precisamos de instituições comprometidas com o controle social da aplicação destes recursos, privando pelas necessidades e direitos dos vários usuários da água. Não é possível participar do Comitê de dois em dois anos, somente nas eleições”, conclui o dirigente da Ecosurfi. É necessário, ainda, investir mais na capacitação de ONGs e associações para atuar nos Comitês de Bacias.
O CBH tem composição tripartite entre governos estadual, municipais e sociedade civil. Presidida pelo presidente do Sindicato dos Químicos de Cubatão, Herbert Passos Filho, a eleição escolheu, no total, 18 entidades para integrar o CBH-BS pelos próximos dois anos. Elas assumirão suas respectivas cadeiras no dia 1º de abril de 2010.
Gestão das águas da Baixada Santista
Durante reunião ordinária no dia 9 de dezembro, três dias antes da eleição, o CBH-BS debateu a inclusão do município de Itariri no Comitê. Integrante originalmente do Comitê de Bacia Hidrográfica do Vale do Ribeira e Litoral Sul, o município tem parte de seu território na bacia da Baixada Santista. Por ser uma questão complexa e envolver uma série de pendências que não puderam ser resolvidas na ocasião, o plenário resolveu analisar a proposta durante mais um tempo, apesar de receber muito bem a proposta, apresentada pelo prefeito de Itariri, Dinamérico Gonçalves Peroni.
Nesta mesma reunião, foi aprovado o Relatório de Situação dos Recursos Hídricos da Baixada Santista, responsável por justificar a distribuição e utilização dos recursos do Fundo Estadual de Recursos Hídricos (FEHIDRO), de acordo com as demandas regionais. O Relatório apresenta, com dados e detalhes, a avaliação do Comitê sobre a utilização dos recursos do FEHIDRO e a consecução das metas do Plano de Bacia.
Outro ponto importante da reunião foi a decisão de não se criar uma Câmara Técnica de Cobrança da Água. A proposta foi apresentada com o intuito de analisar e elaborar um prospecto da cobrança da água na Baixada Santista, que começará em janeiro de 2011. Entretanto, as competências desta Câmara Técnica iriam sobrepor-se às das Câmaras Técnicas de Usos Múltiplos e de Planejamento, motivo que levou o plenário a rejeitar sua criação.
O Fórum da Sociedade Civil do Comitê de Bacia Hidrográfica da Baixada Santista (CBH-BS) renovou sua composição para 2010/2011, em eleição realizada no dia 12 de dezembro na Câmara Municipal de São Vicente. A Ecosurfi – Entidade Ecológica dos Surfistas assumiu cadeira de titular como entidade de defesa do meio ambiente.
Mesmo sem ter cadeira no CBH-BS até então, a Ecosurfi já era ativa na Comissão Especial de Educação e Divulgação (CE-ED) do Comitê. A atuação da entidade está voltada a contribuir para o enraizamento da Educação Ambiental junto aos projetos e instâncias do saneamento ambiental e recursos hídricos da Baixada Santista.
Para Barbosa, isto é motivo de preocupação, principalmente em função da grande quantidade de recursos financeiros que circundam o CBH-BS, oriundos da gestão dos recursos hídricos. A partir de janeiro de 2011 começa a cobrança da água, vai haver um boom na disponibilidade de recursos para projetos ligados ao saneamento e educação ambiental na região. Entretanto, a presença da sociedade civil organizada é sim um "fator positivo" na gestão dos recursos hídricos.
“Precisamos de instituições comprometidas com o controle social da aplicação destes recursos, privando pelas necessidades e direitos dos vários usuários da água. Não é possível participar do Comitê de dois em dois anos, somente nas eleições”, conclui o dirigente da Ecosurfi. É necessário, ainda, investir mais na capacitação de ONGs e associações para atuar nos Comitês de Bacias.
Gestão das águas da Baixada Santista
Durante reunião ordinária no dia 9 de dezembro, três dias antes da eleição, o CBH-BS debateu a inclusão do município de Itariri no Comitê. Integrante originalmente do Comitê de Bacia Hidrográfica do Vale do Ribeira e Litoral Sul, o município tem parte de seu território na bacia da Baixada Santista. Por ser uma questão complexa e envolver uma série de pendências que não puderam ser resolvidas na ocasião, o plenário resolveu analisar a proposta durante mais um tempo, apesar de receber muito bem a proposta, apresentada pelo prefeito de Itariri, Dinamérico Gonçalves Peroni.
Nesta mesma reunião, foi aprovado o Relatório de Situação dos Recursos Hídricos da Baixada Santista, responsável por justificar a distribuição e utilização dos recursos do Fundo Estadual de Recursos Hídricos (FEHIDRO), de acordo com as demandas regionais. O Relatório apresenta, com dados e detalhes, a avaliação do Comitê sobre a utilização dos recursos do FEHIDRO e a consecução das metas do Plano de Bacia.
Outro ponto importante da reunião foi a decisão de não se criar uma Câmara Técnica de Cobrança da Água. A proposta foi apresentada com o intuito de analisar e elaborar um prospecto da cobrança da água na Baixada Santista, que começará em janeiro de 2011. Entretanto, as competências desta Câmara Técnica iriam sobrepor-se às das Câmaras Técnicas de Usos Múltiplos e de Planejamento, motivo que levou o plenário a rejeitar sua criação.
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Lula defende preservação de Kyoto e cobra compromissos dos países ricos
(Por: Paula Laboissière, da Agência Brasil)
Durante discurso na 15ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP15), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a defender nesa quinta-feira (17/12) a preservação do Protocolo de Kyoto e cobrou que países ricos assumam compromissos para um acordo em Copenhague (Dinamarca).“Aqui em Copenhague não há lugar para conformismo. Os países desenvolvidos devem assumir metas ambiciosas de redução de emissões à altura de suas responsabilidades históricas e do desafio que enfrentamos”, disse.
“A hora de agir é essa. O veredicto da história não poupará os que faltarem com suas responsabilidades neste momento”, acrescentou. Lula lamentou que os países com menos responsabilidades pelas emissões de gases de efeito estufa sejam as principais vítimas das alterações climáticas.
Ele lembrou que o Protocolo de Kyoto estabelece a obrigatoriedade de financiamento aos países pobres e em desenvolvimento para a execução de projetos na área. Segundo o presidente, será muito difícil reforçar a capacidade de adaptação de nações mais vulneráveis sem um fluxo financeiro como “forte componente”.
“Mecanismos de mercado podem ser muito úteis, mas nunca terão a magnitude ou a previsibilidade que realmente queremos”, afirmou o presidente. “Essa conferência não é um jogo em que se podem esconder cartas na manga. Se ficarmos à espera do lance de nossos parceiros, podemos descobrir que é tarde demais. Todos seremos perdedores”, completou. Ele destacou que “a fragilidade de alguns não pode servir de pretexto para o recuo de outros”.
Segundo o presidente, não é “politicamente racional” ou “moralmente justificável” que países ricos coloquem interesses corporativos e setoriais acima do bem comum da humanidade.
Lula comenta proposta franco-brasileira para COP
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
RT/:/ O Eco - Acesso restrito na COP 15
(Por: Cristiane Prizibisczki / O Eco)Quem deixou para chegar a Copenhague na segunda semana de negociações da Conferência do Clima pode ficar de fora. No Bella Center, o pavilhão que abriga a convenção, a espera na fila para credenciamento pode passar de cinco horas, avisa um painel na entrada da COP-15. E isso não é garantia de que ela será concretizada.
Somente ontem, primeiro dia da segunda etapa das negociações, quando ministros e chefes de estado decidem se aceitam os termos do novo acordo, foram feitas 3,5 mil credenciamentos. Para minimizar a confusão entre os participantes que já têm credencial e os novos credenciamentos, a organização criou um sistema de cotas para entidades não-governamentais.
A partir desta terça, as ONGs que quiserem entrar no Bella Center terão de apresentar um crachá adicional, distribuído pela organização. O problema é que a cota de cada grupo é bem menor do que o número de participantes. Quinta-feira, somente mil representantes de organizações não-governamentais terão entrada permitida. Na sexta, o número cairá para apenas 90 pessoas. A decisão foi tomada para que os delegados e chefes de estado possam se “concentrar” nas negociações.
Somente ontem, primeiro dia da segunda etapa das negociações, quando ministros e chefes de estado decidem se aceitam os termos do novo acordo, foram feitas 3,5 mil credenciamentos. Para minimizar a confusão entre os participantes que já têm credencial e os novos credenciamentos, a organização criou um sistema de cotas para entidades não-governamentais.
A partir desta terça, as ONGs que quiserem entrar no Bella Center terão de apresentar um crachá adicional, distribuído pela organização. O problema é que a cota de cada grupo é bem menor do que o número de participantes. Quinta-feira, somente mil representantes de organizações não-governamentais terão entrada permitida. Na sexta, o número cairá para apenas 90 pessoas. A decisão foi tomada para que os delegados e chefes de estado possam se “concentrar” nas negociações.
O número divulgado até o momento é de 45 mil solicitações para credenciamento, o que é três vezes mais do que a capacidade do local onde a COP-15 está sendo realizada. Hoje, a entrada foi mais bem organizada, com filas separadas por categorias: novos participantes, delegados, conferencistas e imprensa. Mas, na segunda, o caos imperava na frente do Bella Center, com centenas de pessoas se engalfinhando para conseguir ultrapassar a barreira policial. Algumas pessoas já falam em colapso e começam a correr rumores de uma manifestação para os próximos dias.
Durante coletiva de imprensa na manhã de hoje, o secretário-geral da Convenção do Clima, Yvo de Boer assumiu a culpa pelas longas filas e garantiu que tem feito o possível para resolver o problema. “Não podemos colocar um pé número 12 num sapato número 6. Nós poderíamos ter parado o registro depois que atingimos 15 mil pessoas, mas tem gente que vem numa primeira semana, outros na segunda semana, etc. Estou fazendo esforço com o setor de segurança para colocar as pessoas para dentro o mais rápido possível, dando prioridade para as delegações, para que tenhamos a discussão resolvida no final da semana”, disse o secretário da Convenção do Clima.
Durante coletiva de imprensa na manhã de hoje, o secretário-geral da Convenção do Clima, Yvo de Boer assumiu a culpa pelas longas filas e garantiu que tem feito o possível para resolver o problema. “Não podemos colocar um pé número 12 num sapato número 6. Nós poderíamos ter parado o registro depois que atingimos 15 mil pessoas, mas tem gente que vem numa primeira semana, outros na segunda semana, etc. Estou fazendo esforço com o setor de segurança para colocar as pessoas para dentro o mais rápido possível, dando prioridade para as delegações, para que tenhamos a discussão resolvida no final da semana”, disse o secretário da Convenção do Clima.
Fonte: O Eco
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Países em desenvolvimento abandonam grupos de negociação em Copenhague
Os países africanos, apoiados pelos outros países em desenvolvimento, suspenderam a participação nesta segunda-feira (14) em vários grupos de negociação na conferência sobre mudanças climáticas de Copenhague, informaram um ministro ocidental e uma ONG.
Os países africanos acusaram as nações ricas hoje de tentarem "matar" o Protocolo de Kyoto para a redução da emissão de gases do efeito estufa, no que é a maior divisão desde o início da conferência, há quatro dias.
Os países desenvolvidos estão tentando enfraquecer as discussões com as 192 nações, disse Kamel Djemouai, um membro da delegação argelina que lidera o grupo africano em Copenhague. Ele disse que o plano das nações ricas "significa que nós iremos aceitar a morte do único instrumento legalmente reunido que existe agora", referindo-se ao Protocolo de Kyoto. Outro delegado africano ouvido pela agência de notícias AP também disse que os ricos querem "matar Kyoto".
"A África soou o sinal de alerta para evitar que o trem descarrile ao fim desta semana. Os países pobres querem um resultado que garanta importantes reduções das emissões. Os países ricos, no entanto, estão tentando atrasar as discussões sobre o único mecanismo que dispomos para isto, o Protocolo de Kyoto", afirmou Jeremy Hobbs, diretor executivo da ONG Oxfam International.
"Isso é uma retirada por conta dos processos e formas, não uma retirada por causa da substância, e isso é lamentável", disse a ministra australiana da Mudança Climática, Penny Wong.
As nações em desenvolvimento querem estender a existência do Protocolo de Kyoto, que obriga os países ricos, exceto os EUA, a cortar as missões dos gases de efeito estufa até 2012, e trabalhar em separado em um novo acordo para os países em desenvolvimento.
Mas muitos países ricos querem fundir o protocolo de 1997 com um novo e único acordo com obrigações para todas as nações, como parte de uma investida contra o aquecimento global.
O ministro dinamarquês Connie Hedegaard, que preside o encontro, planeja encontrar com os ministros do Meio Ambiente nesta segunda-feira (14) para tentar desbloquear o diálogo em pontos chaves, como a profundidade nos cortes de emissão de gases do efeito estufa pelos países desenvolvidos até 2020 e o montante de dinheiro destinado para ajudar os países pobres.
A maioria dos países desenvolvidos é favorável a um documento único porque os EUA, o número dois em emissão de gases do efeito estufa depois da China, estão fora do Protocolo de Kyoto. Eles temem assinar um novo Kyoto enquanto Washington fique de fora, com um regime menos restrito, junto com as maiores nações em desenvolvimento.
* Com informações da AFP, Reuters e AP
Os países africanos acusaram as nações ricas hoje de tentarem "matar" o Protocolo de Kyoto para a redução da emissão de gases do efeito estufa, no que é a maior divisão desde o início da conferência, há quatro dias.
Os países desenvolvidos estão tentando enfraquecer as discussões com as 192 nações, disse Kamel Djemouai, um membro da delegação argelina que lidera o grupo africano em Copenhague. Ele disse que o plano das nações ricas "significa que nós iremos aceitar a morte do único instrumento legalmente reunido que existe agora", referindo-se ao Protocolo de Kyoto. Outro delegado africano ouvido pela agência de notícias AP também disse que os ricos querem "matar Kyoto".
"A África soou o sinal de alerta para evitar que o trem descarrile ao fim desta semana. Os países pobres querem um resultado que garanta importantes reduções das emissões. Os países ricos, no entanto, estão tentando atrasar as discussões sobre o único mecanismo que dispomos para isto, o Protocolo de Kyoto", afirmou Jeremy Hobbs, diretor executivo da ONG Oxfam International.
"Isso é uma retirada por conta dos processos e formas, não uma retirada por causa da substância, e isso é lamentável", disse a ministra australiana da Mudança Climática, Penny Wong.
As nações em desenvolvimento querem estender a existência do Protocolo de Kyoto, que obriga os países ricos, exceto os EUA, a cortar as missões dos gases de efeito estufa até 2012, e trabalhar em separado em um novo acordo para os países em desenvolvimento.
Mas muitos países ricos querem fundir o protocolo de 1997 com um novo e único acordo com obrigações para todas as nações, como parte de uma investida contra o aquecimento global.
O ministro dinamarquês Connie Hedegaard, que preside o encontro, planeja encontrar com os ministros do Meio Ambiente nesta segunda-feira (14) para tentar desbloquear o diálogo em pontos chaves, como a profundidade nos cortes de emissão de gases do efeito estufa pelos países desenvolvidos até 2020 e o montante de dinheiro destinado para ajudar os países pobres.
A maioria dos países desenvolvidos é favorável a um documento único porque os EUA, o número dois em emissão de gases do efeito estufa depois da China, estão fora do Protocolo de Kyoto. Eles temem assinar um novo Kyoto enquanto Washington fique de fora, com um regime menos restrito, junto com as maiores nações em desenvolvimento.
* Com informações da AFP, Reuters e AP
RT UOL.com.br
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
Fracasso em Copenhague custará US$ 500 bilhões ao ano
| (Fonte: Folha Online ) | |||||
| O fracasso da cúpula da ONU sobre mudança climática (COP-15), em Copenhague, custaria US$ 500 bilhões ao ano à economia mundial, afirmou o diretor da Agência Internacional da Energia (AIE), Nobuo Tanaka, nesta terça-feira (8). "Se não forem tomadas medidas imediatamente para reduzir as emissões de dióxido de carbono, serão necessários US$ 500 bilhões ao ano de investimentos adicionais para recuperar o tempo perdido e voltar à trajetória inicial", disse Tanaka, na apresentação de um relatório em Paris sobre energias renováveis. Além disso, revelou que considera "impossível" que, em Copenhague, seja assinado um tratado internacional obrigatório."Uma mensagem muito firme deve ser enviada aos investidores do ambiente que Copenhague está criando. Sem uma mensagem clara, é difícil para o setor privado se comprometer nos investimentos", disse Tanaka, acrescentando que o mundo tem "uma grande oportunidade" este ano para agir contra a mudança climática. Década mais quente A primeira década do século 21 será seguramente a que vai registrar as maiores temperaturas desde as primeiras medições em 1850, segundo estimativa divulgada nesta terça-feira (8) pela Organização Meteorológica Mundial (WMO, na sigla em inglês), agência da ONU, em Copenhague. "A década de 2000 a 2009 será provavelmente a mais quente dos registros, mais quente inclusive que a de 1990, que por sua vez foi mais quente que a de 1980", afirmou o secretário-geral da WMO, Michel Jarraud, em uma entrevista coletiva. Jarraud também disse que os dados provisórios indicam que 2009 se anuncia como o quinto ano mais quente desde 1850 em termos de temperatura média da superfície terrestre. Os resultados definitivos serão conhecidos em março de 2010. O ano mais quente foi em 1998, graças em grande parte ao poderoso fenômeno climático El Niño, que levou a um aquecimento anormal o leste do Oceano Pacífico e desencadeou mais devastações pelo mundo. O El Niño também se desenvolveu este ano, explicando em parte o aumento nas temperaturas. O ano passado foi o 11º ano mais quente do histórico. "Estamos em uma tendência de aquecimento, não há dúvida a respeito, mas não posso fazer previsões para o próximo ano", afirmou, antes explicar que um grande número de eventos naturais, como uma grande erupção vulcânica, pode modificar sensivelmente a temperatura do planeta. Os dados médios escondem as disparidades regionais. Assim, 2009 aparece como o terceiro na lista dos anos mais quentes da Austrália. A China viveu a pior seca nas últimas três décadas. No fim de julho, muitas cidades do Canadá, como Vancouver e Victoria, registraram as temperaturas mais elevadas da história. Reino Unido Paralelamente, o escritório meteorológico do Reino Unido também divulgou que a temperatura global subiu desde 1850 e o aquecimento se acelerou desde 1970. O dado de maior destaque é que a temperatura global aumentou na média mais de 0,15 grau Celsius por década desde meados dos anos 1970. Seus dados vêm de mais de 1.500 estações meteorológicas em todo o mundo usadas para o monitoramento climático. Eles mostram um rápido aquecimento global desde a década de 1970, com um aquecimento que se acentua a cada década. O Hadley Centre, do escritório meteorológico, publicou os dados para aumentar a transparência e enfatizar que o mundo está se aquecendo. Céticos Os céticos em relação à mudança climática usaram uma série de emails que vazaram da Universidade de East Anglia para acusar especialistas em clima de conluio para suprimir alguns dados sobre o assunto. "A Universidade de East Anglia apoia totalmente o escritório meteorológico em tornar esses dados públicos", disse o escritório em comunicado. A entidade planeja publicar os registros restantes de cerca de 5 mil estações quando tiver a aprovação dos proprietários dos dados. As negociações entre 190 países sobre um novo acordo para combater a mudança climática além de 2012 começaram em Copenhague na segunda-feira. | |||||
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Além disso, revelou que considera "impossível" que, em Copenhague, seja assinado um tratado internacional obrigatório.