sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Virtual projeto Porto Brasil cancela operações

Quando se tem a verdade e a força de pessoas que compactuam em favor do bem coletivo, resultados acontecem e o universo conspira à nosso favor.

Todos juntos somos fortes, somos flecha somos arco !!!

E sempre alerta...



LLX Logística S.A.
CNPJ/MF: 08.741.499/0001-08
Companhia Aberta


FATO RELEVANTE
Em atendimento às disposições da Instrução CVM nº 358, de 3 de janeiro de 2002 e emresposta ao Ofício/CVM/SEP/GEA-2/No.242/08, a LLX Logística S.A. (BOVESPA: LLXL3, ?LLX?)informa que decidiu, seguindo os princípios de disciplina financeira, suspender investimentos noprojeto de terminal portuário localizado no município de Peruíbe, Estado de São Paulo,conhecido como Porto Brasil.

O projeto do Porto Brasil se encontra em fase inicial dedesenvolvimento e ainda não demandou aportes relevantes de recursos.

Dessa forma, a LLX concentrará suas atividades na construção do Porto do Açu, já emandamento, e no desenvolvimento do Porto Sudeste, projetos com entrada em operaçãoprevista para 2010 e 2011, respectivamente.

De acordo com os orçamentos de investimentoelaborados por empresas de engenharia independentes especializadas, contratadas pela LLXpara elaboração do Estudo de Viabilidade protocolado pela Companhia na CVM, a suspensão doprojeto do Porto Brasil reduzirá em cerca de 50% a demanda de investimento total estimada daLLX, a qual passará de US$ 3,9 bilhões para estimados US$ 2,0 bilhões, e diminuirá o fluxo dedesembolsos da Companhia, em especial no curto prazo.

O Conselho de Administração da Companhia deverá reunir-se neste trimestre para aprovar umaemissão de ações no montante necessário para suportar a necessidade de capital da LLX para odesenvolvimento e construção do Porto do Açu e do Porto Sudeste.

O Conselho deAdministração aprovará também o número de ações objeto da referida emissão e as condiçõesdo correspondente aumento do capital social.

A LLX reitera, ainda, que o projeto LLX Minas Rio já conta com a aprovação formal da Diretoriado BNDES de linhas de crédito no valor total de R$ 1,321 bilhão, com prazo de 12 anos, e que oandamento das obras de construção do Porto do Açu está dentro do cronograma dedesenvolvimento do projeto.Rio de Janeiro, 02 de outubro de 2008.

Ricardo Antunes Carneiro Neto
Diretor Presidente e de Relações com Investidores

Conifra parte dessa luta que o blog Ecobservatório acompanhou:

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Petróleo

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

"Este ano vai ser pior...Pior para quem estiver no nosso caminho".

Por: Sérgio Vaz

Então que venham os dias.

Um sorriso no rosto e os punhos cerrados que a luta não pára.

Um brilho nos olhos que é para rastrear os inimigos (mesmo com medo, enfrente-os!).

É necessário o coração em chamas para manter os sonhos aquecidos.

Acenda fogueiras.Não aceite nada de graça, nada.

Até o beijo só é bom quando conquistado.

Escreva poemas, mas se te insultarem, recite palavrões.

Cuidado, o acaso é traiçoeiro e o tempo é cruel, tome as rédeas do teu próprio destino.

Outra coisa, pior que a arrogância é a falsa humildade.

As pessoas boazinhas também são perigosas, sugam energia e não dão nada em troca.

Fique esperto, amar o próximo não é abandonar a si mesmo.

Para alcançar utopias é preciso enfrentar a realidade.

Quer saber quem são os outros?

Pergunte quem é você.

Se não ama a tua causa, não alimente o ódio.

Por favor, gentileza gera gentileza. Obrigado!

Os Erros são teus, assuma-os.

Os Acertos Também são teus, divida-os.

Ser forte não é apanhar todo dia, nem bater de vez em quando, é perdoar e pedir perdão, sempre.

Tenho más notícias: quando o bicho pegar, você vai estar sozinho.

Não cultive multidões.

Qual a tua verdade ? Qual a tua mentira?

Teu travesseiro vai te dizer.

Prepare-se!

Se quiser realmente saber se está bonito ou bonita, pergunte aos teus inimigos, nesta hora eles serão honestos.

Quando estiver fazendo planos, não esqueça de avisar aos teus pés, são eles que caminham.

Se vai pular sete ondinhas, recomendo que mergulhe de cabeça.

Muito amor, mas raiva é fundamental.

Quando não tiver palavras belas, improvise.

Diga a verdade.

As Manhãs de sol são lindas, mas é preciso trabalhar também nos dias de chuva.Abra os braços.

Segure na mão de quem está na frente e puxe a mão de quem estiver atrás.

Não confunda briga com luta.

Briga tem hora para acabar, a luta é para uma vida inteira.

O Ano novo tem cara de gente boa, mas não acredite nele.

Acredite em você.Feliz todo dia!

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Ecosurfi faz “CARA FEIA” para a poluição nas praias


Com a participação de organizações e voluntários da Baixada Santista, a campanha Vamos Limpar o Mundo 2008 realizada pela ONG Ecosurfi em Itanhaém foi uma das maiores ações ambientais de engajamento público em defesa do litoral paulista.

Cerca de 250 participantes vindos de Santos, São Vicente, Praia Grande, Mongaguá e Peruíbe se uniram para realizar pelo oitavo ano consecutivo nas praias itanhaenses a campanha “Vamos Limpar o Mundo”.

Esse ano quem participou das ações teve o direito de fazer uma “cara feia” coletiva para a poluição no litoral. De braços dados os voluntários formaram uma imensa face lúdica para simbolizar a insatisfação do público com a contaminação dos ecossistemas costeiros por resíduos sólidos, que em sua maioria são constituídos de materiais derivados do petróleo (plástico), que demoram anos para se decompor no meio ambiente.

Após a performance da “cara feia” foi iniciada as atividades, que durante uma hora e meia percorreu cerca de 4 praias, 3 costões rochosos e algumas áreas de restingas, onde os voluntários recolheram aproximadamente 800 quilos de detritos de diversos tipos de materiais: vidro, metal, madeira pintada, plástico, isopor entre outros.

Ao término da campanha todos os voluntários receberam certificados de participação por terem contribuído com a limpeza do Planeta.

Agradecimentos especiais: Projeto Camará / São Vicente – ETE (Escola Técnica Estadual) / Itanhaém / Centro Paula Sousa – Projeto Lugar ao Sol – Com-Vida / Itanhaém / Escola Maria Amêndola – Bola de Neve / Programa Bola Beach – Projeto Recicl’Arte e os alunos e professores da Escola Harry Forssell.

A Campanha “Vamos Limpar o Mundo” 2008 em Itanhaém contou com o apoio:
Rotary / Rotaracty e Interacty – MEDI (Movimento Estudantil de Itanhaém) – Lojas Pernambucanas – Projeto Rio Itanhaém/Lixo Zero – Prefeitura Municipal de Itanhaém – ACAI (Associação Comercial e Agrícola de Itanhaém) – Sorveteria Lip´s – Tia Lena – Litoral Sul Águas – Watanabe Materiais para Construção – Lanchonete Veraneio III, além da coordenação estadual capitaneada pela ASSU (Associação Socioambiental Somos Ubatuba)
Galeria de Fotos:

Clipping:
http://www.itanhaem.sp.gov.br/noticias/materia_principal_b.htm
http://www.itanhaemonline.com/Noticias/00622.htm
http://ecobservatorio.blogspot.com/2008/09/covite-e-video-convite-da-campanha.html
http://turismo-itanhaem.blogspot.com/2008/09/programe-se-destaca-iha-do-mauricinho.html
http://sosriosdobrasil.blogspot.com/2008/09/limpando-nossas-guas-praias-e-oceano_18.html
http://www.rma.org.br/v3/action/newsletter/index.php?id=7665#anch7830
http://ag21litoralpaulista.blogspot.com/2008/09/ecosurfi-promove-campanha-vamos-limpar.html
http://com-vidaitanhaem.blogspot.com/2008/09/alunos-de-com-vidas-iro-participar-da.html
http://atribunadigital.globo.com/bn_conteudo.asp?cod=375448&opr=125
http://turismo-itanhaem.blogspot.com/2008/09/voluntrios-limpam-as-praias.html
http://tvtribuna.globo.com/videos/default.asp?idVideo=18188
http://www2.uol.com.br/jornalgazetadolitoral/materias/22-09-08/net008.html

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Ecosurfi promove campanha Vamos Limpar o Mundo nesse final de semana

Campanha em Itanhaém terá mutirões de limpeza para neutralizar os efeitos nocivos dos resíduos sólidos nos ecossistemas costeiros

Uma gama de ecossistemas como estuário, manguezal, rios, costões rochosos e praias compõem a área costeira de Itanhaém. Animais como o golfinho toninhas e as tartarugas gigante e de pente, classificados como espécies ameaçadas de extinção, além das gaivotas, do mergulhão e do martim-pescador, fazem parte da fauna da cidade. Todos esses ambientes sistematicamente recebem resíduos sólidos que prejudicam o meio e colocam todas essas vidas em risco e põem em xeque o equilíbrio natural. As tartarugas, por exemplo, comumente confundem sacos plásticos com águas marinhas, seu alimento predileto, e morrem asfixiadas. Isso sem falar nos problemas que o lixo no mar oferece também aos seres humanos.

Nesse sábado dia 20, a ONG Ecosurfi vai realizar na cidade uma mobilização que visa limpar as praias e reduzir o impacto causado pelos resíduos sólidos na área costeira do município. Trata-se da Campanha Clean Up The World / Vamos Limpar o Mundo – Dia Mundial de Limpeza em Rios e Praias, um dos maiores e mais efetivos programas destinado à limpeza do nosso planeta, que já envolveu 35 milhões de pessoas em 130 países. Com o apoio da Organização das Nações Unidas (ONU), através do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), a campanha acontece sempre no terceiro sábado de setembro.

O forte desta campanha pelo mundo é a participação massiva dos voluntários. A estimativa é que em São Paulo, mais de 4.150 pessoas unam-se nesta mobilização global contra o lixo. De acordo com o coordenador da campanha no município, dirigente da Ecosurfi João Malavolta, em Itanhaém não é diferente. “No ano passado tivemos a participação de 300 pessoas, este ano estamos esperamos um numero ainda maior”, afirma.

Além dos voluntários aleatórios, alunos da escola da Rede Municipal de Ensino de Itanhaém vão participar das ações. Segundo o diretor de Educação Ambiental da Ecosurfi André Barbosa, a participação das crianças tende a fazer da Campanha mais uma instância com alto potencial educativo. “Sempre investimos muito na educação ambiental, sobretudo a não-formal, nessas campanhas educativas. Incentivar a participação da criançada é fazê-los colocar a mão na massa. Assim eles podem ver e tocar a realidade das nossas praias”, diz. Mas frisa que em alguns locais mais perigosos, como os costões rochosos e a Ilha das Cabras, as crianças não devem participar da limpeza. “Em alguns locais de risco vamos direcionar apenas as pessoas mais velhas”, arremata.

De qualquer forma, os voluntários contarão ainda com o suporte de primeiros socorros caso haja necessidade, que será oferecido voluntariamente pela enfermeira Harumi Watanabe. Antes do mutirão, a enfermeira fará palestra sobre doenças causadas nas populações que freqüentam as praias, bem como orientações para a prevenção de riscos naturais à saúde.

Este ano a campanha tem organização estadual promovida pela ASSU (Associação Socioambiental Somus Ubatuba) e será realizada em 15 municípios do Estado de São Paulo, sendo 13 litorâneos (Ubatuba, Caraguatatuba, Ilha Bela, São Sebastião, Bertioga, Guarujá, Santos, São Vicente, Itanhaém, Peruíbe, Cananéia, Ilha Comprida e Ilha do Cardoso) e dois interioranos (Dourado e Jundiaí). As organizações que coordenarão as ações são as Associações Somos Ubatuba (ASSU), Associação Cunhambebe, Associação Caiçara Juqueriquere (ACAJU), Instituto Peabiru, UNAERP, UNIMONTE, Grupo Ecológico Guaraú, (GREG), Instituto de Pesquisas Cananéia (IPEC), Movimento Rio Vivo e Instituto Bioma e Coati / Jundiaí.

Mutirões de despoluição
Dia 20 de setembro, a partir das 9h
Concentração: Praia do Sonho (em frente ao Bola de Neve)

09:00 – Cadastramento

09:30 – Primeira chamada pra entrega de camisetas
10:00 – Segunda chamada para entrega das camisetas
10:30 – Entrega das camisetas para os inscritos no dia do evento
11:00 – Saída dos mutirões
12:30 – Retorno dos Mutirões e distribuição dos certificados
13:00 – Seleção dos resíduos coletado

A campanha Vamos Limpar o Mundo esse ano em Itanhaém conta com o apoio da Secretária de Habitação e Meio Ambiente, Secretária de Educação, Cultura e Esportes da prefeitura municipal, Movimento Estudantil de Itanhaém (MEDI), Lojas Pernambucanas, Rotary Clube e ACAI (Associação Comercial e Agrícola / Itanhaém).

Para saber maiores informações ligue, (13) 9751 0332 ou pelo site: http://www.ecosurfi.blogspot.com/

Video-convite

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Angra 3 !!! Como assim ???

Por: Marcelo Leite / Folha de S.Paulo

A julgar pela foto acima, enviada pelo incansável Roberto Smeraldi, quem exagera na "metamorfose ambulante" é Lula, nosso presidente. Como cita com freqüência a música homônima de Seixas, conclui-se que o ex-parceiro de Paulo Coelho é o único que ainda escapou do realismo governista (ou seria autocrítica de resultados?) do transpresidente.

Depois de rever posição sobre transgênicos e transposição, Lula já chamou usineiros de heróis, defendeu o desmatamento na Amazônia como exercício de soberania. E vai entrar para a história como o presidente que reativou o programa nuclear, completando a usina de Angra-3 e lançando a pedra fundamental de pelo menos mais quatro centrais termonucleares.

Como disse de início, tudo bem mudar de idéia. Nem por isso deixa de ser irônica a imagem da foto, uma passeata realizada em 1989 contra... Angra-3.

Aquele de barba preta, à esquerda (sempre), é Lula, claro. O segundo da direita para a esquerda, com a camiseta espalhafatosa e a boca aberta para falar (sempre), é o atual ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, cuja primeira grande obra no governo depois de suceder Marina Silva foi ultimar a licença provisória de Angra-3, como seu mestre mandou (embora seja radicalmente contra - sempre). À sua direita (sempre), Fernando Gabeira, candidato a prefeito do Rio. Entre eles, de bigode (sempre), Jorge Bittar, e um ex-prefeito petista de Angra dos Reis, Neirobis.


Quase duas décadas depois, Lula e Minc começam a tirar Angra-3 do papel.
Os manifestantes de 1989 provavelmente ririam do "compromisso" ora assumido. Se nem o local foi ainda escolhido, é piada acreditar que a construção do depósito comece antes de Angra-3 terminar.

Primeiro, porque ninguém combinou direito com os russos, quer dizer, com a Cnen (Comissão Nacional de Energia Nuclear), responsável legal pela deposição. O presidente da Cnen, Odair Gonçalves, já lançou água fria no fervor licenciatório do empreendimento Lulaminc (Licenciamento Urgente para Lula, Amigos e Maganos, Inc.) avisando que não dá para fazer projeto sem saber nem quanto combustível terá de ser armazenado.

E, na hora em que o local for escolhido, a população, movimentos sociais e o Ministério Público entrarão em ação - para não falar da necessida de licenciar a própria obra do depósito pelo... Ibama.

Para completar a metamorfose, só falta Lula ressuscitar o colar de hidrelétricas no rio Xingu, a montante de Belo Monte. Aquelas que os empreendedores dentro e fora de seu governo hoje juram de pés juntos que não serão necessárias.

Fonte:http://cienciaemdia.folha.blog.uol.com.br/

Página oficial do CONSEMA:
http://www.ambiente.sp.gov.br/Consema/128.htm

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

29 voltas entorno do Sol

Hoje é o dia do meu aniversário, 29 voltas entorno do Sol. Sol este que é o pricipal astro do nosso sistema solar, e que nos alimenta diariamente com suas energias.

Dai, a cada volta que a vida nos oferece nesta nave chamada Terra, algumas lições são dadas e ensinadas , aprendidas ou não acho que algumas marcam mais e outras tem o seu momento para se eternizarem nas nossas vidas.

Nisso achei esse texto, e que eu senti que nele tem muitas dessas aulas vivídas.....

Ta ai...

Eu aprendi ou estou aprendendo...

...que há muita gente que gosta de mim, mas não consegue expressar;
...que a palavra AMOR perde o sentido, quando usada sem critério;
...que o silêncio é a melhor resposta quando se ouve uma bobagem;
...que o mais gratificante é buscar o sonho mesmo não alcançando;
...que quando penso saber tudo, ainda há muito o que aprender;
...que um só dia pode ser mais importante do que muitos anos;
...que a beleza não está no que vemos, e sim no que sentimos;
...que os verdadeiros amigos sempre ficam conosco até o fim;
...que posso ir além dos limites que eu próprio me coloquei;
...que a maldade sempre se esconde atrás de uma bela face;
...que amigos a gente conquista mostrando o que somos;
...que certas pessoas vão embora de qualquer maneira;
...que ouvir uma palavra de carinho faz bem a saúde;
...que crescer não significava só fazer aniversário;
...que trabalhar não significa só ganhar dinheiro;
...que a natureza é a coisa mais bela da vida;
...que Deus não proíbe nada em nome do amor;
...que podemos chorar sem derramar lagrimas;
...que o valor está na força da conquista;
...que se pode conversar com as estrelas;
...que se pode ser criança a vida toda;
...que se pode viajar além do infinito;
...que viver é aprender com os erros;
...que perdoar exige muita prática;
...que se pode confessar com a lua;
...que pra ser feliz basta querer;
...que dar carinho também faz bem;
...que o melhor é ser nós mesmos;
...que tudo depende da vontade;
...que fazer é melhor que falar;
...que ter amigos é necessário;
...que hoje é reflexo de ontem;
...que sonhar não é fantasiar;
...que lutar é manter-se vivo;
...que as palavras tem força;
...que nosso ser é livre;
...que decepção não mata;
...que o olhar não mente;
...que nosso ser é livre;
...que sonhar é preciso;
...que o tempo cura;
...que magoa passa;
...e finalmente, que o SEGREDO da vida é VIVER!

Por: MaiNeLand

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Apenas 1% das multas por crimes ambientais são pagas


Por: Correio da Bahia

Mesmo no caso de cobrança judicial, menos de 12% das empresas responsáveis por desastres são punidas

RIO - Notícia de jornal em 2 de abril de 2003: por lançar 1,2 bilhão de litros de resíduos tóxicos nos rios Pomba e Paraíba do Sul, deixando cerca de 500 mil pessoas sem água, a Indústria de Papel Cataguazes foi multada pelo Ibama em R$50 milhões, máximo previsto na Lei de Crimes Ambientais. Notícia de jornal ontem, passados cinco anos: a multa ainda não foi paga. O caso Cataguazes expõe a fantasia das infrações ambientais.

Um levantamento inédito feito pelo jornal O Globo revela que, nos dez anos da lei, menos de 1% do valor total de multas administrativas aplicadas pelos órgãos ambientais estaduais foi pago. Mesmo quando elas caem na dívida ativa, com cobrança judicial, o percentual se mantém baixo: 12%. No Ibama, a situação é parecida: a União recebeu, desde 1998, apenas 10% das multas emitidas no período. O percentual inclui os R$35 milhões pagos pela Petrobras devido ao vazamento de óleo na Baía de Guanabara em 2000 – a única infração neste valor quitada sem recurso na história do órgão. Sem esse pagamento, a fatia paga cairia para 2,5%.

O secretário estadual do Ambiente do Rio de Janeiro, Carlos Minc, já imaginava encontrar o valor ínfimo – a Feema e o Instituto Estadual de Florestas (IEF) só conseguiram arrecadar R$1,8 milhão dos R$197 milhões cobrados: “É um horror. O estado multa, mas, se ninguém pagar, nada acontece. O infrator tem muitos recursos e a Procuradoria sofre para agilizar ações. Muitas vezes as constatações do técnico eram malfeitas, às vezes até com dolo. O cara fazia de um jeito que provocava a anulação da multa”.

No Ibama, o superintendente regional, Rogério Rocco, surpreendeu-se com a estatística: de um total R$438 milhões, foram arrecadados apenas R$46 milhões. Uma das causas para o problema, para ele, são os erros técnicos no momento da autuação da infração. No caso Cataguazes, o primeiro órgão a emitir a multa de R$50 milhões foi o Batalhão Florestal. “Só pode haver autuação para esse crime com um laudo técnico. Os policiais autuaram sem o documento. A multa teve que ser reaplicada três anos mais tarde”, explica. (AG)
***
Infração vira moeda de troca
RIO - A inadimplência das empresas multadas por crimes ambientais é ainda mais alta porque, muitas vezes, há indícios de uso da multa como moeda de troca. Em 2004, um funcionário da prefeitura de Angra multou, em apenas R$47 Antonio Moira, proprietário de um conjunto de nove casas, na Ilha do Algodão, que avançava sobre a areia da praia, o costão rochoso e a mata atlântica. Um técnico do Ibama – preso mais tarde na Operação Cartas Marcadas – aplicou nova multa de R$30 mil. Dias depois, anulou-a sob o argumento de que já existia a da prefeitura. O novo chefe do Ibama na região, José Augusto Morelli, prometeu emitir multa de R$1 milhão. O órgão também pretende pedir a demolição das casas.

A prescrição é outra aliada da inadimplência. O Ibama reconhece a existência de multas administrativas aplicadas há mais de dez anos que ainda estão sendo analisadas. Segundo o advogado Rogério Zouein, especialista em direito ambiental, um processo administrativo prescreve em três anos, sem movimento, ou em cinco anos sem um primeiro julgamento: “Com a morosidade dos órgãos sucateados, as multas não assustam ninguém. A punição dos poluidores, sobretudo os grandes, é uma farsa.

Na costa verde, região que concentra o maior número de multas relacionadas à pesca no Rio, fiscais do Ibama autuaram três barcos atuneiros, em fevereiro, na Baía da Ilha Grande. Cada um dos três proprietários foi multado em R$150 mil por pescar sardinhas em período de defeso, em lugar proibido e de tamanho inferior ao permitido.

As toneladas de sardinhas, que estavam em porões alagados, tiveram que ser devolvidas ao mar. Os agentes emitiram ordens de apreensão para os barcos, mas, por falta de lugar para guardá-los, os mantiveram sob a guarda de seus donos – algo como deixar a raposa dentro do galinheiro. “A rigor, os barcos não deveriam ser usados, mas não temos como controlá-los”, admite Morelli. (AG)
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Punição não cumpre finalidade
RIO - As multas pagas a órgãos estaduais como a Feema e o Instituto Estadual de Florestas (IEF) só voltam para o meio ambiente – através do Fundo Estadual de Conservação Ambiental (Fecam) – quando não vão para a dívida ativa. Ou seja, os 12% extras arrecadados pela Procuradoria vão direto para o Tesouro, o que significa que serão usados para qualquer despesa. No caso do Ibama, um percentual de 10% de todas as multas recebidas, em tese, voltaria para o uso ambiental pelo Fundo Nacional de Meio Ambiente (FNMA).

No entanto, nem sempre o dinheiro chega à conta. Um exemplo foram os R$35 milhões pagos pela Petrobras no vazamento de óleo na Baía de Guanabara, em 2000. “Não aconteceu nesse caso porque o fundo foi criado no mesmo ano. Era muito recente. O dinheiro arrecadado pelo FNMA não volta ao Ibama: é destinado a projetos ambientais que podem ser de ONGs, prefeituras ou qualquer outro ente”, diz o superintendente do Ibama no Rio, Rogério Rocco.

A secretaria estadual do Ambiente prepara um anteprojeto para tentar recuperar para o Fecam a verba que hoje fica retida no Tesouro na fase da dívida ativa. Além disso, de modo a tentar contornar a inadimplência gigante, estado e União já trabalham com projetos de conversão de multas em prestação de serviços. “A multa tradicional não cumpriu seu objetivo”, disse o secretário do Ambiente, Carlos Minc. (AG)

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Pegue essa Onda !!!

Onda de 400 pessoas anuncia chegada de campanha pelos oceanos

São Paulo (SP), Brasil — Atividade no Parque Villa-Lobos contou com baleia inflável de 15 metros, pintura de rosto para a criançada e muita animação.

Foi uma grande festa azul. Cerca de 400 pessoas foram ao Parque Villa-Lobos (SP) na manhã de sábado para formar uma grande onda em defesa dos mares do planeta e anunciar o início da campanha de oceanos do Greenpeace a partir desta terça-feira (19/8). Deitados no chão, ativistas e voluntários escreveram a palavra socorro, para lembrar a situação precária dos oceanos no mundo.

Estiveram presentes também representantes das ONGs SOS Mata Atlântica,
EcoSurfi e Surfrider Foundation, além do público que passeava pelo parque. Voluntários do Greenpeace fantasiados de animais marinhos fizeram a alegria das crianças, que também puderam se divertir com Regina, nossa baleia inflável de 15 metros.

"Ficamos felizes de ver tantas pessoas mobilizadas pelos oceanos. Só com o engajamento de todos os setores da sociedade poderemos mudar a situação de degradação de nossos mares", afirmou Leandra Gonçalves, coordenadora da campanha de Oceanos do Greenpeace.

"Os oceanos são fundamentais para nossa sobrevivência. Se eles ficam doentes, todo o planeta adoece", alerta.

Nesta terça-feira será lançado um relatório e um vídeo com um diagnóstico sobre as condições dos oceanos. No próximo fim de semana, um túnel sensorial temático sobre os mares começará a rodar o país.

Faça sua parte, entre nessa onda!


Fonte: www.greenpeace.org

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Proteção dos oceanos: entre nessa onda

Por: Vânia Alves / Greenpeace


Uma onda gigante formada por 300 pessoas anunciará o início da campanha de proteção de oceanos do Greenpeace.

A mobilização será realizada neste sábado (16/08), ás 9 horas, no Parque Villa Lobos e contará com voluntários do Greenpeace, SOS Mata Atlântica, EcoSurfi, Surfrider Foundation, além de integrantes da União dos Escoteiros do Brasil.

Grupos de voluntários farão pinturas com motivos de animais marinho no rosto das crianças que participarem da mobilização e uma baleia inflável de 15 metros lembrará a luta pela preservação desses animais.O objetivo da atividade é chamar a atenção da população para problemas como impactos do aquecimento global nos oceanos, pesca predatória que já colocam em risco de extinção cerca de 80% dos estoques pesqueiros no Brasil e a falta de atenção governamental para os oceanos.

Essa é primeira atividade da campanha que o Greenpeace lançará no dia 19 de agosto.Com chuva ou com sol a atividade será realizada.Se chover, serão distribuídas capas de chuvas.

Os oceanos precisam de nós, e nós precisamos dos oceanos.


terça-feira, 12 de agosto de 2008

Ecosurfi lança campanha "Meu Voto Preserva"

Na última semana de julho (31/07), a ONG Ecosurfi iniciou pela segunda vez a campanha “Meu Voto Preserva”, que tem como função realizar círculos de debates junto ao público e os candidatos da cidade de Itanhaém /SP que concorrem ao poder executivo e legislativo nas eleições municipais.

Objetivos da campanha

• Transmitir informações ambientais;
• Propagar a temática ambiental;
• Fomentar a discussão sobre meio ambiente pela sociedade;
• Mobilizar a opinião pública para cobrar a inserção das questões ambientais no debate eleitoral;
• Incentivar a cobrança por políticas na área ambiental;
• Contribuir para o voto consciente.

A campanha em 2008 irá atacar as questões sobre o compromisso político dos candidatos dentro da questão ambiental. “Em termos políticos, a temática ambiental é quase nula. Em tempos de eleição, temos percebido que o tema Meio Ambiente tem ficado muitas vezes de fora dos debates. O discurso dos candidatos é focado principalmente em questões econômicas e sociais, deixando as questões ambientais de lado”, salienta Bruno Pinheiro dirigente da Ecosurfi.

Tendo em vista que apenas quando existe demanda da opinião pública algum tema entra no debate, a campanha “Meu Voto Preserva” se configura como de extrema importância, por ser mais uma forma educativa de levantar as discussões acerca desta temática pela comunidade e, desta forma, tentar criar um processo de pleitos da própria sociedade por políticas ambientais.

Para este ano está sendo utilizado de meio radiofônico para propagar a campanha “Meu Voto Preserva”, além de carros de som que irão circular pela cidade divulgando os Spots que trazem informações de utilidade publica sobre temas como: Recursos Hídricos, Resíduos Sólidos, Saneamento Básico entre outros.

Contudo em 2008 a Ecosurfi espera que todos os candidatos incorporem a responsabilidade ambiental em suas plataformas políticas e que a população esteja consciente da importância do voto com responsabilidade calcado em propostas que atendam a totalidade da sociedade.

"Se o seu candidato não faz parte da solução, você faz parte do problema !!!"

Exerça a sua cidadania...

Para aqueles (as) que desejarem participar do programa “Meu Voto Preserva” ligue:
55 13 9751 0332 ou pelo e-mail:
ecosurfi.brasil@gmail.com
Todas as reuniões acontecem em datas agendadas à partir das 20:00hs na sede administrativa da Ecosurfi


Para ouvir os spots da campanha acessem: www.ecosurfi.blogspot.com

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

A data Mudou

Para você que já estava na onda… a DATA MUDOU!
O Evento foi adiado para o dia 16/08, (sábado). O local e horário continuam os mesmos: Parque Villa Lobos, as 9:00 hs.
ESPERAMOS VOCÊS POR LÁ!!!


terça-feira, 5 de agosto de 2008

Onda azul no Villa Lobos

São Paulo (SP), Brasil — No próximo sábado, dia 9 de agosto, vista azul e participe da grande atividade do Greenpeace no anfiteatro do Parque Villa-Lobos.


O mar quando quebra na praia é bonito... mas também poluído e com sua biodiversidade ameaçada! Os oceanos cobrem 71% da superfície da Terra e são fundamentais para todas as formas de vida do planeta, mas apesar de sua importância não têm sido tratados com o cuidado que merecem. No Brasil e no mundo.

A cada dia que passa, aumenta o nível de sua contaminação com poluentes e seus estoques de peixes e de outras espécies marinhas estão próximos do colapso. Isso sem contar as catastróficas conseqüências do aquecimento global para os oceanos, previstas pelos mais recentes estudos científicos publicados, como a acidificação, o branqueamento dos corais e o aumento do nível do mar.

Para atrair a atenção das pessoas para o precário estado dos mares, o Greenpeace está agendando para o próximo sábado (9/8) uma atividade no Parque Villa-Lobos, em São Paulo, e conta com sua presença para fazer uma grande onda.

Vista uma roupa azul e venha para o parque! O ponto de encontro é às 9 horas, ao lado do anfiteatro que fica do lado direito da entrada principal.

Vamos fazer uma grande onda azul para mostrar que os brasileiros estão sim preocupados com a atual situação do mar e exigem soluções!

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Onda Humana pelos oceanos

O GreenPeace está solicitando a presença de todos para a ONDA HUMANA que acontecerá no dia 9 de agosto, as 9 da manhã, no Parque Vila Lobos. Venha de Azul e participe. Será feito um banner humano com a palavra SOCORRO e a foto deste banner. Após a atividade da onda, os voluntários irão convidar as pessoas do parque para visitarem a exposição de oceanos na instalação de onda.

A proposta da campanha é solicitar:

- criação de áreas marinhas protegidas, que são espaços úteis para a recuperação de estoques e redução de impactos antrópicos;

- melhor gestão no setor pesqueiro acompanhada de fiscalização dos períodos de defeso e mudança na postura de consumo.

- redução das emissões de carbono, diminuindo o aquecimento global e seus impactos nos oceanos, o principal regulador do clima.

. Informar e engajar a população sobre o estado dos oceanos, fazer com que a população sinta-se parte, responsável e faça algo para mudar;

. Implementar e criar áreas marinhas protegidas, que são espaços para recuperar e mitigar efeitos impactantes, neste caso nós usaremos o Parque Nacional Marinho dos Abrolhos e a retomada da Zona de Amortecimento como ícones.

Cabe a nós melhorar um pouquinho esse mundo, participe.

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Lançamento da campanha Oceanos do Greenpeace

O lançamento da campanha Oceanos será realizado no dia 09 de agosto no Parque Villa Lobos em São Paulo às 9h.

Essa campanha irá marcar a nova fase do Greenpeace / Brasil na preservação do principal berçario de vida do Planeta, os Oceanos. Para essa empreitada no País o GP fechou algumas parceiras, e entre elas a da ONG Ecosurfi que é a entidade da Baixada Santista que está apoiando a iniciativa.

Desta forma o Greenpeace disponibilizou um onibús (GRATUITO) que sairá de Santos para levar as pessoas e os menbros das entidades do Litoral Paulista interessadas em participar do lançamento oficial da campanha. As atividades do dia irão desde o lançamento do filme da instituição sobre os oceanos até as ações de engajamento pùblico, além das exposições temáticas.


As vagas no onibús são limitadas, reserve a sua ou da equipe o quanto antes!
Contatos: 13 9751 0332
www.ecosurfi.blogspot.com
e-mail: joaomalavolta@gmail.com

terça-feira, 29 de julho de 2008

Entre nessa Onda!!!

No próximo dia 09 de agosto será lançanda a campanha de Ocenos do Greenpeace no Parque Villa Lobos em São Paulo às 09hs.

Estão previstas atividades de engajamento público, mostra de video e a apresentação dos diversos materias informativos sobre as ações da campanha.

Participe...

segunda-feira, 28 de julho de 2008

China disfarça poluição durante Olimpíadas

Por: Sabrina Domingos

Arranha-céus, auto-estadas e lojas famosas - as novidades do mundo moderno chegam à China e se proliferam em tempo recorde, assim como os níveis de poluição. No país em que os direitos individuais muitas vezes são deixados de lado em nome do crescimento econômico, os operários migrantes das áreas rurais trabalham 24 horas por dia, sete dias por semana, nos canteiros de obras para deixar prontas as construções desenfreadas de prédios, pontes e estradas. As largas avenidas (ampliadas em 300 vezes nos últimos 20 anos) alimentam a vontade de se comprar carros e fazem da China o segundo maior mercado para indústria automotiva.

Como resultado dessa corrida para liderar o mundo, o país - que abriga 16 das 20 cidades mais poluídas do mundo - já alcançou os Estados Unidos em volume de emissão de dióxido de carbono e, em 2010, será oficialmente o maior emissor de CO2 do planeta.

Toda essa realidade será, de certa forma, maquiada durante os Jogos Olímpicos de Pequim 2008. Com a ameaça de algumas provas de resistência ao ar livre serem suspensas em função da péssima qualidade do ar, o governo determinou ações para reduzir os índices de poluição na cidade olímpica.

No último domingo iniciou-se um rodízio nas ruas que deixará mais de um milhão e meio de automóveis sem circular até 20 de setembro. Com retirada de metade dos veículos das ruas de Pequim, as autoridades municipais esperam reduzir em 63% a emissão de poluentes.

A proibição de tráfego soma-se à outra, aplicada no início de julho, que retirou de circulação 300 mil veículos considerados altamente poluidores. Para compensar os trabalhadores que dependem de carro para ir ao trabalho, foram inauguradas três novas linhas de metrô e colocados em operação mais 1.500 ônibus que circularão por 34 linhas adicionais.

A medida não afetará a mobilidade de atletas, organizadores ou imprensa, já que os veículos olímpicos dispõem de uma via especial de 265 quilômetros ligando os estádios, a cidade olímpica e os hotéis.

O pó também será varrido da cidade. O governo determinou a paralisação de todas as obras da construção civil - o que também aliviará a poluição sonora. Além disso, mais de 150 empresas altamente poluentes (entre petroquímicas, fundições e de cimentos) precisarão reduzir ou interromper as atividades. A medida obrigará uma enorme massa de trabalhadores imigrantes a voltar para as províncias na área rural do país, o que servirá para disfarçar as diferenças sociais gritantes principalmente em Pequim.

O problema é que as iniciativas são temporárias. Ao final dos jogos, os operários do interior voltam a trabalhar nos canteiros de obras, os carros voltam a circular nas ruas e os níveis de poluição voltam a ser inaceitáveis.

O doutor em Geografia e Organização do Espaço, Hoyêdo Nunes Lins, acredita que transformar essas medidas em procedimentos de longo prazo implicaria em investimentos maciços, ou então na revisão do modelo de crescimento econômico chinês, calcado em produção industrial de trajetória vertiginosa.
"Não acredito que o governo esteja disposto a rever o modelo, que tem outorgado à China a proeminência que se conhece. Assim, restam os investimentos...", entende Lins, e acrescenta: "Os primeiros movimentos após as Olimpíadas serão indicadores do que o governo chinês realmente pensa sobre a problemática ambiental".

Resta ao mundo esperar e torcer para que consciência olímpica incentive uma mudança de atitude mais consistente.

Fonte: CarbonoBrasil

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Quem conhece o problema é quem vive o problema!

Por: Marina Silva / De Brasília (DF)

Florestas não são apenas estatísticas. Nem apenas objeto de negociações, de disputa política, de teses, de ambições, de pranto. Antes de mais nada, são florestas, um sistema de vida complexo e criativo. Têm cultura, espiritualidade, economia, infra-estrutura, povos, leis, ciência e tecnologia. E uma identidade tão forte que permanece como uma espécie de radar impregnado nas percepções, no olhar, nos sentimentos, por mais longe que se vá, por mais que se aprenda, conheça e admire as coisas do resto do mundo.

Vivi no seringal Bagaço, no Acre, até os 16 anos. Tenho pela floresta muito respeito e cuidado. Quem conhece a mata, não entra de peito aberto, mas com muita sutileza. Ali estão o suprimento, a proteção e os perigos.

E também o mistério, algo não completamente revelado. Vidas e formas quase imperceptíveis. O encontro, a cada momento, de um cipó diferente, uma raiz, uma textura, uma cor, um cheiro. A descoberta dos sons. Até o vento na copa das árvores compõe melodias únicas, de acordo com a resistência oferecida pela castanheira, a samaúma, o açaizeiro.


Na minha infância, o som que achava mais bonito era o do período da florada das castanheiras. A castanheira é polinizada por uma abelha enorme, o mangangá. Imaginem centenas de mangangás entrando nas flores para tirar o néctar! Como a flor é côncava, na hora de sair têm que fazer uma força extraordinária nas asas, num vôo de frente pra trás, que provoca um barulho de máquina potente e rouca. Uma de minhas primeiras lembranças do mundo é do barulho dos mangangás na copa da castanheira ao lado do terreiro da nossa casa.

Embora para muitas pessoas a floresta possa parecer homogênea, sempre a vi como espaço de diversidade. Gostava de prestar atenção em pequenas coisas, como formigas levando folhas para o buraco. O caminho das formigas era bem limpinho, parecia varrido. A estrada de seringa era cheia de folhas, tocos, raízes, de espera-aí, um espinho de rama que arranha a perna quando a gente passa. E eu imaginava como seria bom ter uma estrada de seringa limpa como o caminho das formigas!

Outra formiga, a tucandeira, tem uma ferroada tão dolorosa que não dá nem para explicar. Mas havia também uma razão mítica pra temê-la. Meu tio Pedro Mendes, que durante muito tempo conviveu com os índios do Alto Madeira, dizia que as tucandeiras viravam cipó de ambé. Se morresse uma na copa da árvore, o corpo virava a planta e as pernas viravam os cipós. Quando se era mordido de tucandeira, a primeira coisa a fazer era procurar um cipó de ambé, cortar e beber a água porque ela era o antídoto. Não sei se era mesmo, mas ajudava a aliviar a dor.

Meu tio ensinava coisas em que a gente acreditava profundamente. Ele dizia que se a gente se perdesse e visse uma borboleta azul, era só segui-la que ela nos levaria para a clareira mais próxima e de lá acharíamos o caminho de casa. Essa borboleta é linda, enorme, quase do tamanho da mão. Nunca vi um azul igual. Que, aliás, é marrom. Os pesquisadores do INPA descobriram que ela tem uma engenharia de disposição das escamas das asas que faz com que, na incidência de luz, se tornem azuis.

Depois entendi porque nos levava para casa. Porque gosta de pousar em frutas como banana e mamão maduros, já bicadas pelo passarinho pipira. Quando sente fome, procura a primeira clareira onde haja um roçado de frutas. E lá perto, certamente haverá uma casa. São coisas que parecem crendice, mas há conhecimento científico associado, obtido pelo mesmo princípio do método acadêmico: observação sistemática dos fenômenos.

Antes de existir Ecologia como ramo do conhecimento ou ambientalismo como movimento, o sistema da floresta já tinha suas normas, o seu "Ibama" natural, sua sustentabilidade, por meio de um código mítico que funcionava como legislação de proteção da mata e das formas de vida que a habitavam. Não se podia pescar mais do que o necessário, porque a mãe d´água afundaria a canoa. Não se podia caçar demais porque o caboclinho do mato daria uma surra. Não podia matar animal prenhe porque a pessoa ficaria panema, ou seja, sem sorte. E para tirar o azar seria preciso um ritual tão complicado que era preferível deixar o bicho em paz.

As práticas de acesso aos recursos da floresta, mediadas por esse código mítico, acabavam levando a um alto grau de equilíbrio. Só se caçava quando acabasse a carne seca pendurada no fumeiro do fogão. Logo, se não se podia caçar em excesso, não havia carne para venda, só para o próprio consumo. Contrariada essa norma, o caboclinho do mato castigaria o infrator com uma surra de cipó de fogo com nó na ponta. A pessoa apanhava mas não conseguia se defender porque não via a entidade. Ficava toda lanhada, com febre. Até o cachorro, se acuava uma caça desnecessária, começava a pular e ganir de dor. Era o caboclinho disciplinando o animal.

Os relatos eram inúmeros e me deixavam com muito medo de andar pelo mato. Superava-o, em primeiro lugar, cumprindo à risca as leis míticas. Além disso, desde criança tenho uma fé imensa e achava que, sendo justa com a natureza, Deus me protegeria.

E mesmo com todo esse medo, minhas irmãs e eu gostávamos de andar pela floresta porque lá a gente se divertia muito. Por exemplo, fazendo balanço de um cipó muito resistente, em árvores que chegavam a trinta metros de altura. Pescar nos igarapés, colher bacuri, abiu, taperebá, ingá, tucumã, cajá, era muito bom.
Era um mundo de sabedoria tradicional, de organização social e cultural inseparável da existência da floresta. Até que um dia chegaram as motoserras e tratores e desconstituiram os códigos míticos, criando a necessidade crescente do aparato legal que, por não estar dentro do homem, precisa de instituições e mecanismos para implementá-lo. Não foi à toa que a primeira grande operação de combate a desmatamento feita pela Polícia Federal, envolvendo 480 agentes, no estado de Mato Grosso, foi batizada de Operação Curupira.

Se abríssemos hoje nossa sensibilidade para os valores da floresta, talvez se tornasse mais fácil redefinir o que entendemos por qualidade de vida. Quem sabe, pode estar faltando uma enorme borboleta azul para nos conduzir para casa, onde os frutos de nossas decisões sempre nos aguardam em mesa farta.
Marina Silva é professora secundária de História, senadora pelo PT do Acre e ex-ministra do Meio Ambiente.

Fonte: Terra Magazine

quinta-feira, 24 de julho de 2008

AMAZÔNIA: Ado Ado Ado reserve o seu quadrado!!!

Por: João Malavolta / Ecobservatório

Sem sombra de dúvida o video a seguir é um atentado especulativo e "Real" a soberania brasilera no que tange os nossos direitos como cidadãos sobre a maior floresta tropical do Planeta, a AMAZÔNIA.

E citando o utopista de "memória futura" - Raul Seixas - "A Amazônia é o jardim do quintal e o dólar deles pagam o nosso mingal".

Assistam e tirem as suas conclusões.

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Surf nas ondas da preservação


Por Davi Jesus / Fonte: www.waves.com.br
O S.O.S. Gravatá acontece no próximo domingo (27/7) na praia Mole, Florianópolis (SC).

Surf, música e conscientização ambiental estão entre as atrações do evento, que começa a partir das 10 horas.

Surfistas profissionais fazem a alegria da galera numa competição por equipes. Também rola uma caminhada ecológica até a Prainha do Gravatá, além de shows com músicos locais.

O costão direito da praia Mole, conhecido como Canto do Gravatá ou Cabeça do Dragão, corre o risco de ter sua paisagem descaracterizada por um empreendimento imobiliário.

Por isso foi criado o S.O.S. Gravatá, um movimento social que tem como objetivo a luta pela preservação da natureza deste patrimônio catarinense.

Para obter mais informações, visite o site sosgravata.org

terça-feira, 22 de julho de 2008

Quem segura o Minc?!

Licença para construção de Angra 3 sai nesta quarta-feira
Fonte: Da Agência Brasil

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, disse hoje (22) que a licença prévia para retomada da construção da Usina Nuclear de Angra 3 será concedida amanhã (23) pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Ele garantiu que a licença trará exigências "brutais", como a solução definitiva para o lixo nuclear que será produzido pela usina. Segundo Minc, também será exigido o monitoramento da radiação que deverá ser feito por uma fundação universitária ou empresa independente.

A empresa responsável pela obra também deve resolver as questões de saneamento das cidades de Angra dos Reis e Paraty, ambas no Rio de Janeiro, adotar o Parque Nacional da Serra da Bocaina (localizado na divisa entre os estados do Rio de Janeiro e de São Paulo), além de realizar ações ligadas a educação ambiental.

Segundo Minc, a concessão da licença de instalação da obra vai depender do cumprimento dessas exigências pela empresa responsável. A construção da usina deve ser retomada em setembro.

"Nosso papel é dar a licença prévia, e isso será feito com exigências brutais", afirmou o ministro. Sobre o monitoramento da radiação, ele disse: "Não vai ser a própria Eletronuclear que vai dizer se está ou não vazando água contaminada".

Minc participa de reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), no Ministério de Minas e Energia.

segunda-feira, 21 de julho de 2008

A Saga da Amazônia

Da simplicidade de alguns desenhos, a melodia de um poeta do povo a preocupação de toda uma Humanidade algoz de si mesma.


quarta-feira, 16 de julho de 2008

Ecobalada reúne a galera no aniversário da Ecosurfi

Por: João Malavolta / Ecobservatório

No último dia 05/07 a ONG Ecosurfi comemorou em grande estilo o 8º aniversário de sua fundação, a festa foi embalada ao som da banda de surf music Magrila e dos Dj`s Nappa e Coimbra que tocaram o melhor do Full On e Electro.

O espaço escolhido para a festa foi à danceteria Boing Loco, localizada na Praia do Sonho em Itanhaém. Cerca de 800 convidados prestigiaram o evento que teve seu inicio às 23hs e terminou com o raiar do dia no domingo.

A Ecosurfi fez a festa, mas quem levou os presentes foram os convidados que concorreram a sorteios de Prancha de surf, Tatuagem e camisetas da entidade.

Confira os melhores momentos da Ecobalada:


terça-feira, 15 de julho de 2008

Ser surfista não é sinônimo de ser sustentável?!

Você deve estar se perguntando: “Mas como assim?”.

É bem isso, as pranchas de surfe tradicionais são uma bomba tóxica para o meio ambiente, a combinação inclui: 100% de petróleo, 100% tóxicas sendo elas 100% não-degradáveis e 99,9% na ativa hoje no Brasil .

E foi por este motivo que o carpinteiro e surfista Kiko Horácio em conjunto com o designer industrial Tiago Matulja criou-se as primeiras pranchas sustentáveis do Brasil. Usando os princípios das pranchas criadas em 1926 pelo norte-americano Tom Blake, as pranchas ocas e 100% de madeira foram criadas revolucionando uma época.

Os criadores deste projeto sustentável conseguem criar pranchas com galhos, troncos e qualquer madeira encontrada aonde moram, cercado pela mata. Mas não para por aí, eles substituíram a resina tradicional pela resina vegetal biodegradável.

Para obter mais informações sobre este projeto acesse: http://florasurfboards.blogspot.com.

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Acordo de Convivência motiva bom relacionamento na Com-Vida

Por: João Malavolta / Ecobservatório



Buscando ampliar a visão e o entendimento sobre valores fundamentais para uma boa relação humana, os alunos do programa de Educação Ambiental – Conexão Braço de Orion 001 que está sendo desenvolvido na EM Maria Aparecida Soares Amêndola em Itanhaém / SP, vem se empenhando em discutir questões como responsabilidade e compromisso. O enfoque das oficinas oferecidas nas ultimas aulas foi o de buscar construir conjuntamente com os jovens aprendizes respostas para a pergunta: “Quais são os nossos desejos para uma boa convivência”.

Enfatizando a necessidade de construir coletivamente a proposta para harmonizar o convívio, foi discutido entre os educandos o que representa as palavras Responsabilidade e Compromisso. Frases como, “Cuidar de si mesmo, não maltratar os mais velhos e ter responsabilidade com seus atos” e “Cumprir com o dever da escola e do trabalho e usar camisinha contra a Aids” foram algumas das propostas que saíram das discussões feita pelos alunos.

Após o entendimento do que de fato representa as palavras responsabilidade e compromisso para os jovens e assistido o filme que trata sobre a “Carta das Responsabilidades Humanas”, cerca de 23 propostas foram relatadas e subsidiariam o que viria ser a base conceitual da construção do “Acordo de Convivência”, dos alunos para os alunos.


Divididos em grupos, foi perguntado quais seriam os seus desejos para que exista harmonia no desenvolvimento das atividades da Com-Vida. As respostas foram as mais diversas possíveis, no entanto foi demonstrado o quanto os conceitos básicos de convívio edificaram o entendimento sobre princípios de boa relação mutua.

Entre os desejos que foram expostos estão: “Assumir o erro perante o grupo”, “Respeito quando alguém estiver falando, ouvir primeiro e depois perguntar ou opinar”, “Não ter vergonha de expor suas idéias”, entre outros.

As impressões desta oficina possibilitaram um conjunto de entendimentos que foram sistematizados para facilitar o funcionamento do programa e deram origem há um documento que está sendo mantido como eixo estruturante para uma boa relação pessoal nas atividades semanais.

Uma vez que todos ajudaram a construir e concordaram com o teor das sugestões, tornan-se responsáveis pelo cumprimento e difusão do acordo.

terça-feira, 1 de julho de 2008

Ecobalada agita aniversário de 08 anos da Ecosurfi


Por: João Malavolta / Ecobservatório

No próximo sábado (05/07) acontece em Itanhaém / SP a Ecobalada, festa em comemoração aos 08 anos de fundação da ONG Ecosurfi.

Entre a programação da Ecobalada está à apresentação da banda de “surf music” paulista Magrilla, que traz em seu repertório músicas que embalaram a comunidade do surf nos anos 80 e 90 como, Overkill do Men At Work - (1983) e Come Any Time - Hoodoo Gurus, além do melhor da balada eletrônica com os Dj´s Nappa e Coimbra que trazem na bagagem as batidas do Progressive House e do Electro.

A Ecobalada também será marcada pelo lançamento do documentário “Clean Up the World” produzido pela Ecosurfi e que conta em suas imagens as ações da ONG na defesa da área costeira no estado de São Paulo.

Outra novidade será a apresentação do Blog Ecosurfi que vai ter o papel de “diário de bordo” da entidade, trazendo todas as atividades semanais dos dirigentes da Ecosurfi e servir de canal para expressar informações sobre a temática ambiental em todos os níveis. A novidade do Blog Ecosurfi está na dinâmica e interatividade que os navegadores da WEB terão em se informar sobre como atua a Ecosurfi através do mural para sugestões e criticas.

As primeiras 100 pessoas que entrarem na festa terão direito a um ponche de “Melancia Atômica” na faixa. Todos os participantes da festa estarão concorrendo ao sorteio de uma prancha de surf, tatuagens e camisetas Ecosurfi.

Local: Boing Loco – Praça Aurélio Ferrara, 17 Praia dos Sonhos / Itanhaém – SP
Maiores informações: (13) 9751 0332 / 9718 8807 / 9754 4474

Sobre a Ecosurfi

Constituída em 2000, a Ecosurfi é uma ONG (Organização Não Governamental) sem fins lucrativos idealizada e fundada por surfistas e que trabalha a Educação Ambiental como principio norteador, a qual incorpora pessoas de diversas áreas de atuação, que se comprometem com o desafio da conservação e preservação do ecossistema costeiro brasileiro.

Missão:

Contribuir para o enraizamento de uma Educação Ambiental crítica emancipatória e participativa sob a perspectiva transversal na sociedade brasileira, com vistas a construir a sustentabilidade planetária, o resgate e proteção da qualidade da vida e o aprendizado intergeracional.

Para saber mais acesse:
www.ecosurfi.org
www.ecosurfi.blogspot.com

MPF recorre e pede suspensão do licenciamento do Porto Brasil

Por: Marcelo Oliveira e Bruno Zani / Procuradoria da República no Estado de S. Paulo

Projeto do porto inclui a implantação de um parque industrial de 19,5 milhões de metros quadrados. Complexo pode ser erguido sobre área indígena reconhecida pela Funai

O Ministério Público Federal em Santos recorreu da decisão da Justiça Federal que negou liminar para suspender o licenciamento da construção do complexo portuário Porto Brasil, enquanto não for concluído o processo de demarcação da área indígena de Piaçaguera no município de Peruíbe (litoral sul de São Paulo). A terra indígena foi identificada e delimitada pela FUNAI em 2002, entretanto a empresa LLX, de Eike Batista, deseja construir o complexo sobre a área.

No recurso (agravo de instrumento), os procuradores da República em Santos Luiz Antonio Palácio Filho e Luís Eduardo Marrocos de Araújo reiteraram os pedidos da ação civil pública proposta em abril e pedem liminar para que o Estado de São Paulo, por meio da Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema), suspenda o procedimento de licenciamento ambiental do empreendimento.

O MPF propôs a ação em conjunto com a Funai. No recurso, o MPF requer também que a empresa LLX seja proibida de entrar na terra indígena de Piaçaguera e de abordar seus integrantes sem a formal autorização e presença da FUNAI, como prevê a lei.Além disso, é pedido que a empresa não faça publicidade do complexo e não proceda qualquer ato para realizar o licenciamento, como executar estudos ou protocolar petições em quaisquer órgãos públicos.

Por fim, se a liminar for concedida, o MPF quer que se aplique multa de pelo menos R$ 100 mil para o descumprimento dos pedidos.Os procuradores da República Luiz Antonio Palacio Filho e Luís Eduardo Marrocos de Araújo não concordam com a decisão da juíza Simone Karagulian, da 3ª Vara Federal de Santos, que substituía o juiz natural do processo. Para o MPF, a juíza não analisou corretamente a documentação contida nos autos.

NOVA CUBATÃO - Para o MPF, a juíza não percebeu que o que está sendo objeto de licenciamento não é apenas um porto, mas um parque industrial projetado para a instalação de inúmeras indústrias poluidoras, denominado Complexo Industrial Taniguá.

O projeto abrange uma faixa territorial que se inicia no litoral de Peruíbe estendendo-se dezenas de quilômetros adentro em direção à Serra do Mar, ocupando uma área de 19,5 milhões de metros quadrados. "O Porto Brasil é uma nova Cubatão", afirmam os procuradores.A juíza que negou a liminar admitiu, indevidamente, que o empreendimento poderia ser construído no local sem prejuízo aos índios que vivem na região.

A própria LLX, entretanto, admitiu que o sucesso do empreendimento depende do resultado do processo de demarcação da Terra Indígena Piaçaguera. Inclusive, para lançar ações na bolsa de valores, a empresa elaborou um documento admitindo que o êxito do negócio só se daria com a saída dos índios, que detêm a posse tradicional da área.

"Para que os índios não fossem afetados pela implantação do projeto, a única alternativa possível seria a alteração do local escolhido para instalação do megaempreendimento", afirmam os procuradores.Além disso, a decisão de primeira instância desconsiderou que Piaçaguera é uma terra indígena reconhecida pela FUNAI desde o ano de 2002, quando foi publicado o ato oficial de identificação e delimitação.

Apesar de impugnações das partes contrariadas, o ato oficial continua em vigor, reconhecendo que as terras são tradicionalmente ocupadas, segundo os usos, costumes e tradições do povo Guarani. Para o MPF, se há qualquer dúvida sobre a presença dos índios na área, o lado mais fraco deveria ser levado em conta.

"Ora, ainda que houvesse dúvida a respeito da tradicionalidade, essa dúvida haveria de ser resolvida em favor da parte hipossuficiente, a qual corre risco sério e irreversível à sua própria sobrevivência e jamais à parte mais forte que não corre risco iminente algum", destacaram os procuradores."Se a licença de instalação para o empreendimento chegar a ser concedida, a presença indígena estará excluída e a demarcação, interrompida.

Por outro lado, se o licenciamento for suspenso até que ocorra a demarcação, nada impede que o empreendimento seja rediscutido em novas bases no futuro", afirmam os procuradores.A juíza afirmou na decisão que não existiu ilegalidade na atuação da Administração Pública que justifique a paralisação do processo de licitação que tramita na Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema).No recurso, o MPF ressalta que a Sema não observou que o empreendimento seria implantando em área indígena.

O plano de trabalho foi protocolado junto ao Departamento de Avaliação e Impacto Ambiental (DAIA) em outubro de 2007. No entanto, o plano de trabalho só foi encaminhado ao Ibama e à Funai em 16 de maio deste ano, quase dois meses após o juiz do processo, Antonio André Muniz Mascarenhas de Souza, da 1ª Vara Federal de Santos, conceder liminar em ação cautelar movida pelo MPF que suspendeu a audiência pública marcada para discutir o empreendimento com os índios.

PLANO NEBULOSO - A Constituição proíbe a remoção dos índios de suas terras, sendo vedada qualquer negociação relativa à posse das terras indígenas. Apesar disso, a empresa LLX resolveu persuadir os índios a assinarem um documento em que desistiriam da posse de suas terras.O MPF apurou que a LLX utilizou o antropólogo José Borges Gonçalves Filho, o Cabelo de Milho, para iniciar, de maneira irregular e sem autorização da Funai, o trabalho de aproximação da empresa com as lideranças da comunidade indígena.

Depois de criar laços com a tribo, o antropólogo levou a indígena Catarina a uma reunião com o advogado Ubiratan de Souza Maia, de origem indígena, que se apresentou como advogado da Funai e mostrou a ela uma série de documentos que demonstravam que a aldeia havia perdido suas terras de modo definitivo, inclusive no Supremo Tribunal Federal, o que não procede.Como solução para a "perda de terras", Maia e Cabelo de Milho sugeriram que Catarina convencesse a comunidade a fazer um negócio com a empresa LLX: os indígenas assinariam um documento no qual a comunidade desistiria da posse das terras e a empresa lhes daria uma fazenda produtiva, veículos, salário e outros benefícios.

Os prepostos da empresa também ameaçaram expulsar os índios da terra, afirmando terem a titularidade definitiva da área, o que também não procede. Depois das propostas e ameaças, o conflito entre os indígenas que vivem na região começou. Muitos passaram a temer perder sua casa. Outros, encantados com a proposta, sonhavam com a fazenda, carros e salário.

A liderança da aldeia resolveu, então, ouvir a proposta da empresa e marcou uma reunião.A então coordenadora-geral de defesa dos direitos indígenas da FUNAI, Azelene Inácio, acompanhou, sem autorização da FUNAI, o diretor de desenvolvimento da LLX, Salomão Fadlalah, e outros funcionários da empresa na reunião ocorrida na aldeia. Azelene ajudou Salomão a convencer os índios, dizendo que não deveriam confiar na FUNAI, porque a demarcação das terras jamais iria sair.

Nessa situação, o melhor seria aceitar a oferta da LLX, evitando serem despejados sem direito algum. Dias depois, Azelene foi exonerada do cargo que ocupava na FUNAI.Foi após o MPF receber informações sobre a possibilidade de conflito entre os guaranis que os procuradores propuseram a ação cautelar e a Justiça Federal determinou a suspensão da audiência pública.

O MPF apurou que poderia haver conflito violento durante a audiência pública entre o grupo convencido pela empresa LLX e o grupo que deseja permanecer na aldeia.

ascom@prsp.mpf.gov.br

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