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sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Todos por praias mais limpas

A campanha “Vamos Limpar o Mundo” 2010, aconteceu na cidade de Itanhaém e contou com a participação de voluntários por toda a cidade. As ações percorreram praias, ilhas, costões rochosos, rios, trilhas e matas ciliares.

Centenas de quilos de detritos foram retirados da área costeira. Todo o material coletado foi analisado através da qualificação por tipo e quantidade.

Os dados registrados foram sistematizados e enviados através do relatório de despoluição produzido pela Ecosurfi, para as organizações ambientalistas internacionais, a norte americana Ocean Conservancy e a australiana Clean Up the World.

Os números da campanha “Vamos Limpar o Mundo” 2010, vão servir de subsidio para a elaboração do diagnóstico sobre a contaminação dos oceanos por resíduos sólidos, que está sendo produzido pelo PNUMA (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente).

Confira a galeria de fotos

Praia dos Sonhos e Praia dos Pescadores


Praia do Suarão


Praia do Gaivota e Rio Piaçaguera

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Campanha VLM é transferida para outubro


A campanha Vamos Limpar o Mundo – Dia Mundial da Limpeza em Rios e Praias que seria realizada nesse último final de semana (25/09), em Itanhaém, foi transferida em virtude do mal tempo. No sábado em que a ação seria realizada em 11 pontos da cidade, e iria atingir cerca de 7,5 quilômetros de praias e costões rochosos, foi comprometida pela chuva, que impossibilitou o trabalho das equipes.

Nova data foi marcada, porém devido à agenda de compromissos da Ecosurfi nessas próximas semanas, a atividade está prevista para acontecer no dia 31 de outubro (final de semana com feriado), no mesmo formato que foi divulgado e firmado com todos os parceiros e voluntários envolvidos.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Carnaval de Poluição nas praias da Bahia

Recentemente Salvador foi destaque como a cidade que possui as praias mais sujas do país. Isso não é novidade…

O que realmente causa espanto é a falta total de qualquer articulação dos meios de comunicação, políticos, órgãos públicos, empresas de publicidade e nossos artistas para tentar reverter este quadro que causou estragos significativos no orgulho e no brio de quem vive nesta cidade.

Não se pode acreditar que baianos que possuem o poder de influenciar nossa gente e nossos visitantes a melhorarem suas atitudes em nossas praias, não estejam aproveitando a época de tantas festas para, ao menos, promover campanhas educativas. Porque o que tem gerado o lixão, muito mais que a leniência do poder público, é a falta de educação generalizada das pessoas.


Poluição no fundo do mar na manhã seguinte ao show Música no Porto. Foto: Bernardo Mussi.
O lixo é produto em sua maioria do consumo de bebidas e comidas. Seria ideal que a cada 10 metros de praia houvesse uma cesta de lixo ou que o próprio ambulante que leva o produto até a praia providenciasse o seu destino adequado. Mas está difícil de acontecer.

Por este motivo o ideal é que cada consumidor guarde seu lixo para levá-lo consigo até o local ideal para descarte. Estou certo que ainda no entorno da praia haverá uma cesta ou um container coletor. O que não dá é para continuar largando o lixão pelas praias por puro comodismo ou falta de orientação.

Bem que nossos artistas poderiam ajudar. Já que eles possuem o condão de levar multidões ao delírio ordenando a beijação generalizada, o “Rebolation”, o “Vou te comer” e altas coreografias pra lá de excêntricas, imagino que fazer a galera melhorar suas atitudes com o lixo nas praias vai ser moleza.

Podem até compor músicas com aqueles refrões marcantes e coreografias empolgantes só que tratando de uma causa muito nobre como a educação. É disso que o país necessita!

Assim também deveria estar se comportando a mídia. Matérias regulares sobre a gravidade do problema e a necessidade de se mudar alguns hábitos tinham que ser uma constante pelos vários veículos de comunicação de massa.

Poderiam ainda nossas agências de publicidade aproveitar o bom gancho para alinharem a adoção da causa à divulgação de serviços e produtos dos seus clientes mais exigentes.

Até nossos políticos que adoram se aproveitar de situações desta natureza para ganhar visibilidade estão boiando. Restam nossos incansáveis ativistas de ONGs e outros grupos alternativos. Estes sim, vi diversas manifestações criativas e muito interessantes…

Mas não dá para comparar o poder que estes grupos têm para mudar o comportamento das pessoas aqui em Salvador, ainda mais em época de carnaval, com artistas do peso de Ivete Sangalo, Daniela Mercury, Chiclete com Banana, OLODUM e tantos outros que possuem a mídia nacional e internacional a seus pés.

Daí a enorme responsabilidade destas estrelas da musica com o problema. Acredito que como se dizem baianos de verdade, e isso não deve ser apenas jogada de marketing, eles também tiveram o orgulho e a auto estima feridos pela notícia do lixão nas praias. Baiano que é baiano ficou envergonhado! O sentimento é que somos todos igualmente sem educação e adeptos do lixão…

Estou indignado! Tenho retirado latas, copos, garrafas, palitos de churrasquinho, queijinho e camarão quase que diariamente em meus mergulhos na praia do Porto da Barra. Sou uma formiguinha ferida pela estatística em desfavor da minha cidade e minha gente fazendo a minha parte, inclusive escrevendo este artigo. Pena que não tenha o poder de influenciar multidões com minha voz desafinada, minha imagem sem estilo, minha escrita prolixa e total falta de acesso a trios elétricos, programas na TV, jornais, Outdoors, camarotes e grandes shows…

Estou certo, entretanto, que no universo de tantos artistas influentes alguns estejam com a baianidade igualmente ferida e o orgulho vergonhosamente abalado. Por isso devo acreditar na possibilidade de ver tais artistas aproveitando a oportunidades de grandes concentrações populares e muita visibilidade na mídia para divulgar esta indignação de uma maneira impactante, educativa e, porque não, lucrativa, o que é muito justo.

O que não falta é competência, criatividade e inteligência nessa turma. Resta saber se a ação pela educação contra o lixão começará neste verão. Vai aí uma rima que pode até dar música…

Fonte: Global Garbage

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Ecosurfi denuncia ao MP lançamento de esgoto em praia

Litoral paulista sofre o verão mais poluido dos últimos anos segundo a Cetesb




Durante este verão uma quantidade indefinida de esgoto está sendo lançada criminosamente na Praia dos Sonhos em Itanhaém, no litoral paulista.

Localizada ao lado da Praia dos Pescadores, cenário de grandes competições do surf paulista, a Praia dos Sonhos é umas das praias da cidade que é muito procurada por surfistas, devido as suas boas ondas, e por turistas, que buscam a tranqüilidade que as suas areias oferecem.

Mas nesse verão as areias da praia estão contaminadas por uma “língua negra”, que vem chamando a atenção dos surfistas, moradores e comerciantes que transitam no lugar. Trata-se de uma grande quantidade de esgoto que parte da Praça do Pescado, local que é destinado à comercialização de peixes e frutos do mar, que se encontra entre as duas praias.



Segundo o Parecer Técnico Ambiental (PTA) elaborado pela equipe técnica da Ecosurfi e que faz parte da denúncia apresentada ao Ministério Público na cidade. A Praça do Pescado, localizada entre as ruas João Farah e Ana Farah Bello, na Praia dos Sonhos, apresenta sistema de esgoto inadequado e insuficiente, estando o mesmo sendo liberado na rua e atingindo a areia e a água da Praia dos Sonhos e dos Pescadores.

Ainda o documento afirma que, trata-se, acima de tudo, de um problema de saúde pública uma vez que os turistas e moradores que freqüentam as referidas praias são obrigados a pisar nessas águas para chegarem às praias, além de se banharem nas águas que estão recebendo esse despejo, podendo adquirir diversas doenças como: hepatite, amebíase, febre tifóide, diarréias agudas, entre outras, que podem inclusive levar à morte.

De acordo com a Bióloga voluntária da Ecosurfi Ana Carolina M. Peres, o esgoto despejado in natura no local prejudica não só a balneabilidade das praias, mas também a estética natural do ambiente, afastando os turistas prejudicando os comerciantes locais.

“O problema não tem apenas o viés econômico, mas também apresenta seu aspecto ambiental, pois possibilita o aumento da quantidade de algas e bactérias nocivas na areia e na água prejudicando a fauna que habita tanto a areia da praia quanto a água do mar”, frisa a Bióloga.

A Denúncia encaminhada a Promotoria de Justiça de Itanhaém está protocolada sob o número 09/2010 e pode ser acessada por qualquer cidadão que esteja interessado em acompanhar o desdobramento da ação.

Segundo João Malavolta autor da denúncia e dirigente da Ecosurfi, já existe há mais de um ano ações dessa natureza em curso e nenhuma atitude foi tomada por parte das autoridades.

“Esta ocorrência já é motivo de pedido de providencias nesta Comarca desde o último ano (2009), pelos protocolos n° 1.537/09 e n° 1.5591/09, sem que as medidas necessárias tenham sido observadas e efetivadas na forma que sugere a Constituição Federal em seu Capítulo VI Do Meio Ambiente. Art. 225, e Resolução CONAMA nº 274 de 29 de novembro de 2000, que trata da balneabilidade das águas”, afirma Malavolta.

Confira o Vídeo







segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Indústria poluidora banca campanhas eleitorais


Reportagem aponta que 38 empresas emissoras de grande quantidade de gases-estufa contribuíram com um total de R$ 60,8 milhões para campanhas políticas nas eleições de 2006 no Brasil.

De acordo com a reportagem, não há como estimar se essas contribuições de campanha estão ligadas à legislação sobre a mudança climática, mas elas são capazes de influenciá-la. O inventimento das indústrias intensivas em carbono ajudou a eleger metade da comissão da Câmara dos Deputados que está considerando mudanças no Código Florestal.

Dos 719 candidatos que receberam dinheiro dessas empresas, mais da metade (51,3%) é composta por políticos dos Estados. Parlamentares federais correspondem a 48% da soma. O presidente Lula também está entre os que receberam doações.

Do total das contribuições, 37% vem da indústria do aço, encabeçada pela Gerdau, com quase R$ 11 milhões. Doações da indústria de papel e celulose, em especial da Aracruz, correspondem a 26% do total arrecadado nas campanhas.

Emissão de CO2

Cada brasileiro é responsável pela emissão de 10 toneladas de gás carbônico (CO2) por ano, em média. O número é duas vezes maior do que a média mundial, segundo a Rede-Clima, ligada ao Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).

A meta é de que a média mundial de emissão de CO2 seja de 1,2 tonelada por ano até 2050, para que a temperatura global não aumente 2ºC. No Brasil, a meta de redução dos gases é de 36,1% a 38,9%, até 2020.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Surfista, proteja seu playground

Por: Leandra Gonçalves / Greenpeace

Brasil, país tropical, repleto de exuberantes belezas naturais, possui uma das maiores zonas costeiras e uma diversidade regional e cultural de causar inveja.

O brasileiro tem uma ligação com o mar como poucos povos têm. São mais de 8.600 quilômetros de costa, quase 4 milhões de quilômetros quadrados de água, a grande maioria dessa área admirada pela população, que até enfrenta grandes congestionamentos para conseguir um lugar ao sol e um pedacinho de areia.

Contudo, não podemos dizer que na cabeça do brasileiro a proteção dos nossos mares é considerada emergencial. Ao olhar para o mar, ele está lá, sempre azul, o que faz com que as pessoas acreditem que ele possui capacidades infinitas e inesgotáveis de se recompor e permanecer naquele azul pacífico de sempre.

Não é, infelizmente, o que acontece na realidade. A gestão da zona costeira brasileira está longe de estar entre as prioridades governamentais e enfrenta grandes dificuldades de implantação e operacionalização.


Nestes últimos anos, diversos fatos vêm impondo mudanças de estratégias e de atitudes da comunidade litorânea, a exemplo da aceleração dos efeitos das mudanças climáticas sobre a zona costeira, início da exploração do petróleo pré-sal, intensificação do turismo nas áreas litorâneas, poluição, ocupação desordenada por grandes resorts, obras de infra-estrutura e entre outros.

Os impactos socioambientais desses novos fatos já são visíveis. Elevação do nível do mar, aumento dos eventos climáticos que destroem empreendimentos da linha da costa, a perda alarmante de recursos naturais e inclusive a diminuição da capacidade dos oceanos de realizar o equilíbrio climático do planeta. Entre os efeitos negativos, ainda estão a alteração do regime de ondas, problemas de saúde pública e a quantidade de lixo marinho.


Este cenário, pouco animador, refere-se a uma porção do território brasileiro, considerado Patrimônio Nacional, onde residem em torno de 40 milhões de habitantes. Essa porção do território brasileiro é utilizada para locomoção, turismo, lazer e deve também ser utilizado pela sociedade de forma sustentável, o que não tem sido feito de forma responsável.

A comunidade do surf, sempre presente nesse nosso “playground azul” e adorador da natureza e, particularmente, dos oceanos, deveria se mobilizar para ajudar a defender a zona costeira de interesses econômicos irresponsáveis, que não trazem o verdadeiro desenvolvimento para o povo brasileiro de forma sustentável.

Esse mês, em Ilhéus, acontece o Campeonato Panamericano de Surf (Mahalo Pan Surf Games & Music - de 7 a 14 de novembro, na praia de Batuba, em Olivença), um grande evento que promete revelar talentos incríveis e que estarão preparados para esculpir as melhores ondas. Infelizmente, no Brasil, existe pouco apoio financeiro para a realização desse tipo de evento, e a organização fica à mercê de empresas poluidoras e altamente impactantes. Por trás do apoio de muitas dessas empresas, existe o interesse de posarem de “mocinhos” na foto e perante a comunidade – a principal impactada pela falta de transparência e pelo desenvolvimento econômico a qualquer custo.

A região de Ilhéus, na Bahia, é uma das poucas áreas remanescentes de mata atlântica e apresenta uma zona costeira ainda com informações insuficientes para a conservação da biodiversidade. No entanto, o governo e empresas privadas pretendem trazer para a região uma gigante obra de infra-estrutura, para ser localizada na Ponta da Tulha – o Complexo Intermodal do Porto Sul. Uma parceria pública-privada, orçada em 11 bilhões de reais e que trará prejuízos inestimáveis para o Brasil na área socioambiental.

A Bahia Mineração, principal apoiadora do campeonato, tem interesses na construção do porto para que possa retirar nosso minério de ferro e exportar para Índia, China, Rússia e Cazaquistão.

Se isso não bastasse, a construção de um complexo portuário na região irá afetar as condições costeiras, podendo muito certamente impedir que outros brilhantes campeonatos como este possam ser realizados e tragam nossos ilustres surfistas de mais de 20 países para a nossa exuberante costa brasileira.



terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Perigo no mar

Por: Verônica Falcão
Poluição e redução da fauna estimulam ataques de tubarões a banhistas

Pesquisa FAPESP - Cabeça-chata: associado à maior parte dos acidentes na costa brasileira
Ao contrário do que se viu em Tubarão (Jaws), filme de 1975 do cineasta norte-americano Steven Spielberg, o temível peixe de dentes afiados não costuma expor a barbatana fora d’água para anunciar o ataque. Ele chega totalmente submerso, sem se fazer notar.

Foi assim, sorrateiro, que numa tarde chuvosa de maio de 1999 um tubarão cabeça-chata (Carcharhinus leucas) abocanhou a perna do surfista pernambucano Charles Barbosa Pires e o puxou para o fundo, sacudindo seu corpo embaixo d’água. Charles tentava se defender dando socos no bicho quando seus amigos, que haviam saído do mar e chamado os bombeiros, começaram a gritar para que nadasse. “Ouvi aquilo e fui em frente. Nadei até não aguentar mais e desmaiei”, conta.

Quando acordou no hospital estava com os dois braços enfaixados e não tinha mais as mãos. Hoje com 31 anos, Charles voltou a surfar depois de superar o medo de outro ataque e luta contra as sequelas físicas e psicológicas das mordidas – atualmente busca ajuda para conseguir duas próteses de mão, que custam cerca de R$ 100 mil. Ele é um dos 32 sobreviventes dos 51 acidentes com tubarões registrados entre 1992 e 2006 – houve 19 mortes – na costa da capital de Pernambuco, o estado brasileiro que soma o maior número de casos do tipo.
Em nível mundial, o Brasil é o sétimo colocado em ataques – em primeiro estão os Estados Unidos onde se registraram 836 acidentes em 330 anos, seguidos da Austrália com 329 ataques em 300 anos, segundo a lista do Arquivo Internacional de Ataque de Tubarão (Isaf), do Museu de História Natural da Flórida. Apesar de haver menos acidentes por aqui, proporcionalmente mais pessoas morrem em decorrência da gravidade dos ferimentos.

“No Brasil são os tubarões cabeça-chata adultos, capazes de causar lesões maiores e mais profundas, que em geral atacam”, explica o engenheiro de pesca Fábio Hazin, pesquisador da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). Nos últimos anos Hazin e pesquisadores dos Estados Unidos vêm analisando os ataques de tubarão na costa pernambucana em busca de explicações para esses acidentes. E agora chegaram a algumas conclusões.
Ao menos no litoral de Pernambuco os ataques dos tubarões a quem se aventura a pegar uma onda ou a se refrescar no mar estão associados a dois fatores: as alterações no ambiente provocadas pelos seres humanos e a certo abuso das pessoas que insistem em nadar próximo às áreas frequentadas por esses peixes. Entre o final da década de 1970 e o início da de 1980, a construção do Porto de Suape cerca de 40 quilômetros ao sul de Recife exigiu o desmatamento de uma vasta área de manguezal.
A substituição da vegetação de mangue pelo concreto parece ter afetado as populações de peixes e crustáceos que ali se reproduzem, interferindo na cadeia alimentar marinha.

Saiba mais: Perigo no mar
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