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terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Seminários apresentam o Diagnóstico Regional na Baixada e Litoral Norte



O Projeto Litoral Sustentável – Desenvolvimento com Inclusão Social irá apresentar os resultados do Diagnóstico Regional Urbano Socioambiental Participativo que realizou a partir das pesquisas em 13 municípios do Litoral Norte e da Baixada Santista.  Os eventos acontecerão em Santos, no próximo dia 14, e em Caraguatatuba, no dia 20 de dezembro de 2012

O objetivo dos encontros é apresentar para a sociedade civil, gestores municipais e estaduais, além de empresários e demais interessados o Diagnóstico Regional realizado pelo Instituto Pólis, debater os resultados dentro de temas e apontar para os próximos passos do projeto no ano que vem.

Endereços dos Seminários

Baixada Santista - O seminário acontecerá em Santos, na Faculdade de Educação Física da Universidade Metropolitana de Santos – Fefis/Unimes – Rua Conselheiro Nébias, 536.

Litoral Norte - Acontecerá em Cararaguatatuba, no Centro Universitário Módulo recebe o evento, na Av. Frei Pacífico Wagner, 653, Centro.


Dinâmica do Evento

Manhã

9h: Abertura com representantes do Instituto Polis, Petrobras, Governo do Estado, Governo Federal, e de fóruns e redes regionais da sociedade civil.

10h: Apresentação dos Principais Resultados do Diagnóstico Regional Urbano e Socioambiental

11h as 13h: Debates

13h as 14h: almoço

Tarde

14h as 16h: Detalhamento do Diagnóstico Regional em Grupos Temáticos:

1. Cultura
2. Educação
3. Saúde
4. Segurança Pública
5. Segurança Alimentar
6. Moradia e Condições de vida
7. Resíduos sólidos urbanos
8. Desenvolvimento econômico e Turismo

16h – Café

16h15 as 18h –Sessão de Encerramento


TRANSMISSÃO AO VIVO EM NOSSO SITE. Com possibilidade de interação e participação no debate via internet.

www.litoralsustentavel.org.br

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Estudo mostra que avanço e recuo do mar mudam litoral brasileiro e ameaçam cidades

 Praia do Centro em Itanhaém/SP perdendo faixa de areia 
com o avanço do mar (foto: João Malavolta)

Por: Aliny Gama e Carlos Madeiro


O avanço do mar é um fenômeno registrado no litoral dos 17 Estados brasileiros banhados pelo oceano Atlântico. Levantamentos recentes apontam que, além de avançar em uma velocidade acima do normal em alguns locais, o mar também está recuando em parte significativa do litoral, o que vem mudando o mapa litorâneo. Especialistas preveem alterações ainda maiores nos próximos anos. 

O estudo “Erosão e progradação do litoral Brasileiro”, do Ministério do Meio Ambiente, é apontado como um atlas do litoral e mostra que o Estados enfrentam situações bem distintas, causadas não só pela ação natural do tempo, mas principalmente pelas interferências do homem com a mudança do curso dos rios e das construções à beira-mar. Em nenhum momento, o aquecimento global é citado como causa do avanço do mar, como chegou a ser apontado por ambientalistas.

Se historicamente o avanço do mar era considerado normal e inofensivo aos seres humanos, as construções litorâneas fizeram o assunto passar a ser visto como “fator de risco, implicando em questões econômicas e sociais.” A situação é apontada como mais preocupante nas regiões Norte e Nordeste.

A pesquisa aponta que “a falta de informações dificulta a tomada de decisões devido à falta de elementos para distinguir se o que ocorre é uma tendência natural, ou um ciclo no qual uma situação de desequilíbrio volta espontaneamente à normalidade.” A falta de informações leva as autoridades e especialistas a defenderem mais estudos específicos antes da implementação de obras de contenção do avanço do mar.

Situações graves

Coqueiro derrubado no Praião - Itanhaém/SP (foto: João Malavolta)

Todos os Estados foram analisados por pesquisadores e apontam para situações diferentes. A Paraíba é apontada pelo estudo como em situação “alarmante”. Segundo os dados, 42% do litoral registra erosão (avanço do mar) - o dobro das praias classificadas como “em equilíbrio”. Já 33% do litoral tem progradação (recuo) do oceano. Metade da costa, onde mora um milhão de pessoas, está ameaçada pelo avanço do mar. A Ponta do Seixas (ponto mais ao leste do país) corre o risco de ser engolida pela água nas próximas décadas e desaparecer do mapa, dizem especialistas.

A situação também é preocupante no Pará, onde a mudança na costa “é um dos fenômenos mais impressionantes entre os processos costeiros, que acabou transformando-se em um problema emergencial.” Dados analisados mostram que mais de 70% do litoral apresentou tendência de erosão nas últimas décadas - o maior índice entre os Estados -, enquanto menos de 10% apresenta recuo do mar.

Em Alagoas, a erosão causa “graves problemas ambientais”, e o Estado é classificado como de “alta vulnerabilidade”, por conta de sua geografia propícia ao avanço do mar, somada a interferências humanas. “A erosão marinha é mais evidenciada nos setores norte e central, sendo estes os mais ocupados e urbanizados do litoral alagoano”, aponta o texto. Em agosto, vários pontos da orla de Maceió foram danificados por uma das maiores ressacas do mar, que destruiu barracas em praias turísticas, como da Sereia, no litoral norte.

Ainda no Nordeste, a erosão marinha é um problema verificado em 33% das praias de Pernambuco. No Estado, obras como a construção dos portos e barragens de contenção para evitar alagamentos em Recife causaram o desequilíbrio ambiental. A construção de prédios em área de mangue também contribuiu para os sérios problemas, especialmente na região metropolitana de Recife, onde são registradas as maiores erosões.

Em Santa Catarina, o estudo também aponta que “pode-se constatar evidências erosivas na maioria das praias estudadas.” Fatores ambientais - como ondas, correntes e ventos - e o crescimento das construções em áreas impróprias seriam os principais responsáveis pelo avanço do mar que diminuem a faixa de areia. As praias de Armação, Barra da Lagoa, Canasvieiras e Ingleses são consideradas as mais afetadas.

A Bahia, que possui o maior litoral brasileiro, com mais de 1.000 km de costa, apresenta situação “confortável”, com 26% do litoral com avanço do mar, 6% de recuo e 8% estabilizado por obras de engenharia. O índice está considerado dentro de um padrão da média nacional.

Fonte: Uol

terça-feira, 21 de setembro de 2010

No dia da Árvore podemos pensar no planeta Tb!?

Quanto custa a destruição do meio ambiente?

De acordo com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), a destruição da natureza causa prejuízos anuais de até 8 trilhões de reais

Texto via Planeta Sustentável


E olha que o estrago pode ser até maior, já que o Pnuma não leva em conta todas as atividades destrutivas no planeta, pois nem sempre é possível convertê-las em valores monetários. O montante desperdiçado equivale a mais de 10% do valor do que a natureza gera para a humanidade. Ao todo, "serviços" como água potável, solos férteis e outros recursos naturais rendem 79 trilhões de reais por ano. Se o ritmo de devastação não diminuir, em 40 anos o preju anual pode chegar a 7% da riqueza produzida no planeta, ou seja, pouco mais de 31 trilhões de reais. Para fazer essas contas alarmantes, a ME usou relatórios do Pnuma publicados entre 2008 e 2010.

PREJU GLOBAL - Ações do homem e da própria natureza detonam o meio ambiente e custam caro para o planeta:

EXTINTOS SELVAGENS
Cerca de 21% das espécies de mamíferos, 12% das aves, 28% dos répteis e 35% dos invertebrados estão ameaçados de extinção.

DESMATAMENTO
PREJUÍZO ANUAL - R$ 3,5 trilhões

A principal causa dos desmatamentos pelo mundo é a necessidade de criar mais espaço para agricultura. O resultado disso é a chamada conversão de habitat - destruição das florestas para fins comerciais. A América do Sul e a África foram os continentes que registraram maior perda líquida de florestas nos últimos dez anos. Vale lembrar que as florestas compõem 31% da superfície terrestre. O consolo é que o ritmo do desmatamento diminuiu cerca de 18% nesta década

• Entre 2001 e 2010, foram desmatados 130 mil km2. Comparando com os anos 90, porém, o mundo deixou de perder uma área florestal equivalente ao estado de Alagoas
• Com a média anual de 13 mil km2 desmatados, dá para dizer que 1 m2 desmatado "custa" R$ 270. Nesta "cotação", o desmatamento da Amazônia ao longo da história equivale a R$ 231 trilhões
• Na África Subsaariana, que inclui 47 países, como Senegal e Quênia, a erva-bruxa invasora ocasionou cerca de R$ 12 bilhões por ano de prejuízos nas culturas de milho
• O desmatamento na Amazônia caiu 74% entre 2003 e 2009

ESPÉCIES INVASORAS
PREJUÍZO ANUAL - R$ 2,5 trilhões

Espécies animais e vegetais que invadem ecossistemas também causam muito prejuízo mundo afora. No reino animal, os invasores desequilibram a cadeia alimentar e, entre os vegetais, competem com espécies cultivadas por recursos essenciais, como água, luz e oxigênio, além de hospedar pragas. Isso aumenta o custo de produção dos alimentos e compromete a fertilidade do solo

• Os coelhos causam R$ 655 milhões de perdas à agricultura da Austrália todo ano
• A introdução do parasita Gyrodactylus salaris fez com que a densidade de salmões na Noruega caísse em 86%, gerando um prejuízo estimado em R$ 35 milhões

Pragas Brasilis - Espécies invasoras do Brasil:
* Tiririca (Cyperus rotundus) - Comum nas lavouras de milho, feijão e cana-de-açúcar
* Tiriricão (Cyperus esculentus) - Frequente em culturas de café, cana-de-açúcar, arroz e maçã
* Grama-seda (Cynodon dactylon) - Marca presença em pastagens e em culturas de milho, soja e uva

OUTROS
PREJUÍZO ANUAL - R$ 2 trilhões

Aqui entram vários estragos "menores" no meio ambiente, como desgaste dos solos, pesca excessiva e extinção de espécies. De acordo com a agrônoma Patrícia Monquero, da Ufscar, há três formas de degradação do solo: química (queda de fertilidade), física (erosão, compactação) e biológica (perda de biodiversidade). A sobrepesca é um problema tão grave que já atinge 80% dos estoques pesqueiros mundiais

• Cerca de 25% dos solos estão degradados (30% dessa área é de florestas, 20% pertencem a áreas agrícolas e 10% a pastos). O estrago é maior na África, na Austrália, na Ásia e na América do Sul
• Atualmente, os esforços de pesca são cinco vezes maiores do que na década de 1970. Ou seja, é preciso gastar cinco vezes mais tempo e dinheiro para pescar a mesma quantidade de 40 anos atrás
• Os países que mais sofrem com sobrepesca são os africanos Mauritânia, Gâmbia, Senegal e Serra Leoa
• Entre 1995 e 2005, o capim-chorão (Eragrostis plana) causou R$ 51 milhões em prejuízos à agricultura gaúcha
• O mexilhão-zebra e a amêijoa-asiática, moluscos introduzidos por acidente no litoral dos EUA, dão um preju anual de R$ 8,8 bilhões
• Todo ano, há um prejuízo mundial de R$ 60 bilhões relativo ao que é pescado e não é consumido

FONTES: Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa); Panorama da Biodiversidade Global 3 e The Economics of Ecosystems and Biodiversity - Cost of Policy Inaction (relatórios divulgados pelo Pnuma em 2008 e 2010); Oliver Hillel, coordenador da Secretaria de Biodiversidade da Convenção sobre Diversidade Biológica da ONU.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Torne Verde o seu Mundo

Aceite o desafio ainda hoje; mostre seu comprometimento com o Meio Ambiente


Como você está provocando um impacto ambiental?  Participantes de cerca de 75 países aderiram ao desafio da IEEE (maior associação técnica profissional do mundo), lançado em 5 de junho último (Dia Mundial do Meio Ambiente), e comprometeram-se a  mudar seus estilos de vida rotineiros, adotando um, ou mais, dos seguintes desafios: reciclagem de produtos eletrônicos, redução do consumo de água em casa, desconectar da tomada aparelhos eletrônicos que não estivessem em uso e reflorestar suas comunidades (press release: http://www.ieee.org/about/news/2010/1june_2010.html).

Entre todos participantes, o resultado global foi o seguinte:

· 36% escolheram o item “Cada Gotinha Conta”, sobre redução do consumo diário doméstico de água;
· 24% optaram por “Reflorestar sua Comunidade”, plantando uma árvore;
· 18% comprometeram-se com o desafio de tirar da tomada os “Vampiros da Energia”, desconectando os aparelhos eletrônicos que estavam em stand-by.
· 13% decidiram adotar lâmpadas de energia eficientes, substituindo lâmpadas incandescentes por lâmpadas fluorescentes compactas (CFLs) ou lâmpadas com diodos emissores de luz (LED); e
· 9% reciclaram seus aparelhos eletrônicos antigos optando pelo item “Seja um Herói do e-Lixo”.

Os resultados, por país, mostram o percentual de participantes que aderiram ao desafio: Tailândia (27%), Líbano(22%), Estados Unidos (15%), Peru (10%), Índia (8%), Filipinas (2%) e Brasil (2%). É possível encontrar o resultado completo por país e por desafio, em  www.ieeegreenyourworld.org/results.html .

Você pode ainda escolher um  desafio e mostrar seu comprometimento com estas causas ambientais no IEEE Green Your World Challenge, seguir os resultados no Twitter (@IEEEorg),  juntar-se a mais de 350 fãs de todo o mundo na página oficial do Facebook do IEEE Green Your World.

O IEEE, maior associação mundial de técnicos profissionais, dedica-se ao avanço da tecnologia em benefício da humanidade. Por meio de suas publicações, utilizadas amplamente como referência, conferências, normas tecnológicas e atividades profissionais e educacionais, o IEEE é a voz confiável em várias áreas, que vão desde sistemas aeroespaciais, computadores e telecomunicações à engenharia biomédica, energia elétrica e eletrônica de consumo. Saiba mais em http://www.ieee.org

segunda-feira, 28 de junho de 2010

É hora de um armistício no debate sobre o Código Florestal

Fabio Feldmann
Essa semana é impossível não comentar mais uma vez a polêmica do Código Florestal. O deputado Aldo Rebelo apresentou seu relatório que demonstrou claramente a adoção de uma postura retrógrada em relação ao tema, surpreendendo mesmo aqueles que não estão diretamente acompanhando a polêmica.

O jornal Valor Econômico, do dia 17 de junho, afirma textualmente que "o objetivo do novo Código, pela proposta do relator, é claramente diluir as exigências legais de proteção e garantir que o passado seja apagado e os responsáveis por desmatamento ilegal, anistiados". Tal afirmação baseia-se na proposta de Aldo Rebelo de redução das exigências de reserva legal e APPs (áreas de preservação permanente), bem como na proposta de anistia ampla e irrestrita aos desmatadores. Da mesma maneira, a Folha de São Paulo fez um editorial na mesma direção, ao afirmar que o "relatório de Aldo Rebelo alia atraso ruralista a nacionalismo antiquado para desmontar legislação que protege as florestas". Nesse sentido, fica clara a necessidade de uma consciência capaz de compreender que a proteção ambiental representa a garantia para a continuidade das atividades de quem produz no campo.

A Ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, em entrevista nesta semana (22/06) no jornal O Estado de São Paulo aponta problemas técnicos e a possibilidade do Código abrir uma guerra ambiental entre estados, uma vez que a proposta do deputado do PCdoB SP pretende transferir aos estados o poder de definir o que é área consolidada do agronegócio, bem como definir qual deve ser a área de proteção às margens dos rios (que, pela proposta, pode ser reduzida a 7,5m).

Algumas manifestações se fizeram a favor do relatório de Aldo Rebelo, como o artigo publicado no jornal O Estado de São Paulo, no dia 21 de junho, que considera o deputado como sendo a "melhor tradição brasileira de defesa da soberania nacional". O editorial do mesmo jornal, do dia 10 de junho, também se mostrou a favor do deputado ao afirmar que "a maior parte das propostas apresentadas pelo deputado Aldo Rebelo, em seu relatório sobre as mudanças no Código Florestal, é obviamente realista e razoável".

Fiz muitas manifestações sobre o Código Florestal neste espaço, a exemplo da coluna do dia 6 de março de 2009, ocasião em que reiterei a importância de proteger o entorno das nascentes de água e matas ciliares, como forma de garantir a perenidade deste recurso para as próprias atividades agropecuárias e impedir o assoreamento dos corpos hídricos, assim como a proteção da vegetação em áreas com alta declividade significa evitar deslizamentos de terra. Também participei da modificação legislativa ocorrida em 1989 com a Lei 7. 803, que alterou a Lei que institui o Código Florestal (Lei nº 4.771/65), no que tange às APP¿s, quando do programa Nossa Natureza, iniciativa do governo Sarney. Também participei da discussão da Lei 8.171, a Lei Agrícola de 1991, que institui a política agrícola. Ou seja, esta discussão não é nova, entretanto, se transformou numa verdadeira guerra entre ruralistas e ambientalistas.

Fui parlamentar durante muitos anos, além de ter me envolvido com as principais ONG¿s que atuam no assunto do Código Florestal. Na minha opinião, o que devemos ter como referência é o planeta e o Brasil: como podemos estabelecer políticas públicas que permitam que o Brasil se aproveite da sua condição privilegiadíssima de portador de grandes ativos ambientais, notadamente no campo da biodiversidade de florestas. E qual deve ser o marco legal que permita ao Brasil assumir esse papel estratégico no mundo do aquecimento global.

Conheço e respeito o deputado Aldo Rebelo e embora tenha grandes divergências com ele em relação ao seu substitutivo, entendo necessária a retomada de uma negociação entre as partes interessadas, com vistas a se definir o que é bom para o Brasil e para o planeta.

Nesse sentido, pessoalmente insisto na necessidade de não aprovarmos matéria tão polêmica nesse período eleitoral, pois como disse Roberto Klabin em audiência pública da Comissão Especial do Código Florestal da Câmara dos Deputados, os ânimos nesse momento se exaltam sem a possibilidade de encontrarmos os denominadores comuns que podem permitir avanços efetivos no tratamento da questão.

A Ministra Izabella Teixeira tem demonstrado capacidade de colocar o Ministério do Meio Ambiente como um facilitador dessa negociação, trazendo atrás de si o governo federal. A sociedade civil, por sua vez, tem maturidade para enfrentar o debate, amparando suas teses em manifestações da comunidade científica, que demonstram a necessidade de se implementar o desmatamento zero no país e se conservar a megabiodiversidade brasileira. Megabiodiversidade esta que é reconhecida como um patrimônio fundamental nesse ano em que haverá a 10ª Conferência das Partes da Convenção da Diversidade Biológica em Nagoya, Japão, na qual se discutirá o cumprimento dos acordos feitos entre as nações e a repartição justa dos benefícios oriundos da biodiversidade, além de soluções a fim de evitar novos colapsos ambientais no planeta. Por outro lado, parte expressiva do setor do agronegócio do Brasil tem consciência de que é possível praticar uma agricultura de alto valor econômico com conservação dos recursos naturais. Os pequenos e médios agricultores também têm muito a ganhar se formos capazes de demonstrar que a conservação dos recursos naturais é essencial para manter suas atividades a médio e longo prazo, e que podem ser beneficiados com políticas de crédito e financiamento associadas à idéia de serviços ambientais.

Em outras palavras, creio que temos que estabelecer um "armistício" nesta briga pensando no Brasil. Sem isso, todos perderemos.

Fabio Feldmann é consultor, advogado, administrador de empresas, secretário executivo do Fórum Paulista de Mudanças Climáticas Globais e de Biodiversidade e fundador da Fundação SOS Mata Atlântica. Foi deputado federal, secretário do Meio Ambiente do Estado de São Paulo. Dirige um escritório de consultoria, que trabalha com questões relacionadas ao desenvolvimento sustentável.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Abaixo-assinado: Juréia Terra de Caiçaras

Histórico de ocupação da Juréia

“O modo de vida das comunidades tradicionais caiçaras deve ser tomado como exemplo de conservação ambiental para o planeta, e não como risco de degradação ambiental”



Logo após o descobrimento, na colonização do Brasil, começaram a chegar as primeiras famílias na Juréia, eram espanhóis e portugueses, onde em uma miscigenação entre povos europeus, negros e indígenas que habitavam a região formou a população caiçara que além do conhecimento herdado dos aborígenes que habitavam aquela região antes da colonização, que detinham técnicas apuradas de extrativismo e de cultivo apropriado às variáveis do ambiente onde viviam.

Com o passar do tempo o saber colonizador europeu veio sendo aprimorado de forma positiva para aquele ambiente.Desde então, a somatória desses conhecimentos aplicados em inúmeros campos ligados ao uso racional dos recursos naturais como na pesca, caça e agricultura, bem como em relação a fenômenos naturais como maré, fases da lua, época do ano e suas interferência no que se diz respeito ao dia-a-dia do trabalho na lavoura vem sendo utilizado em prol da sua própria sobrevivência, conhecimentos tradicionais lapidados pela experiência e convívio com o meio ambiente, que se comprovou de maneira sustentável.

Desenvolveram também, ao longo do tempo, inúmeras manifestações culturais na religião, em suas musicas e danças, comidas típicas e artesanato, que por sua vez eram utilizados no seu dia-a-dia, como colheres de pau e gamelas como instrumentos da cozinha, canoas e redes para pesca e violas e rabecas para o fandango.

Hoje todos esses conhecimentos são sugados e utilizados por diversos pesquisadores, que na sua grande maioria não devolvem nenhum retorno as comunidades e muito menos créditos em suas pesquisas.

A existência das comunidades caiçaras além de reterem todos esses conhecimentos e muitos outros, desempenham um papel de extrema importância para a conservação e manutenção do meio ambiente, como por exemplo, o controle e reposição de espécies, limpeza dos córregos rios e riachos restabelecendo o do fluxo das águas e recuperando a função florestal por conseqüência a irrigação da floresta e o escoamento das áreas alagadas pelas chuvas impedindo a morte e estresse de inúmeras espécies animais e vegetais.

Essas comunidades vêm a mais de quatro séculos utilizando os recursos naturais de maneira sustentável, o que proporcionou a conservação da Juréia até hoje. Estes dados reforçam a extrema importância do homem para a estabilização do ecossistema, principalmente na Juréia.

Vários estudos técnicos confirmam que essa visão do homem fora do meio é ultrapassada, pois temos certeza que as comunidades fazem parte da natureza.

Para que essas comunidades dêem continuidade a essa cultura, na sua função ecológica de conservação e convívio em completa harmonia com o meio ambiente, é preciso garantir a permanência das mesmas em suas terras. Para isso é necessário re-categorizar as áreas de uso de todas as comunidades caiçaras da Juréia em Reservas de Desenvolvimento Sustentável, pois Unidades de Conservação como Estação Ecológica não permite a manifestação de nenhuma dessas atividades culturais.


Mais informações desses 23 anos de luta no blog: Juréia - Cultura, História e Meio Ambiente

segunda-feira, 22 de março de 2010

Milhares vão às ruas de Peruibe/SP protestar pela preservação da água

Presença em massa da juventude da Baixada Santista mostra comprometimento com o meio ambiente



Faixas, bandeiras e cartazes pedem pela preservação da água

Por Comunicação Ecosurfi

Hoje de manhã quase quatro mil pessoas tomaram as ruas de Peruibe, no litoral sul de São Paulo, para se manifestar pelo envolvimento das escolas na gestão sustentável dos recursos hídricos. A ação marca as comemorações do Dia Mundial da Água, que desde 1992 é comemorado em 22 de março e, na Baixada Santista, é marcado anualmente pela Semana e Caminhada Metropolitanas da Água.

Em sua 5° edição a Caminhada da Água promoveu um grande arrastão. Milhares de jovens e professores de escolas das nove cidades da Baixada Santista percorram as principais ruas do centro de Peruibe portando faixas e cartazes, demonstrando a preocupação da juventude com os recursos hídricos na região.


Multidão garante sucesso do evento

Entre aqueles que prestigiaram o evento estavam à prefeita de Peruíbe, Milena Bargieri, vereadores do município e o Secretário de Meio Ambiente de Santos, Fábio Nunes (Fabião).


Jovens pela gestão responsável das águas

A Caminhada foi apenas o início. Até novembro, quando acontecerá a I Conferência Metropolitana de Escolas Cuidando da Água, a região terá uma experiência muito importatnte para fortalecer a Educação Ambiental. “Agora vamos nos preparar para a próxima etapa, que é a formação de professores de 36 escolas da Baixada para o desenvolvimento de Mapas Verdes destas 36 comunidades”, fala André Barbosa, um dos coordenadores do projeto da Ecosurfi - Rio do Nosso Bairro – Escolas Cuidando da Água.


Quase 4 mil pessoas participam da Caminhada da Água

A Semana da Água é tradicionalmente realizada pela Comissão de Educação e Divulgação do Comitê de Bacia Hidrográfica da Baixada Santista (CE-ED/CBH-BS). Este ano ela integra o projeto Rio do Nosso Bairro – Escolas Cuidando da Água, realizado pela ONG Ecosurfi – Entidade Ecológica dos Surfistas em parceria com a CE-ED/CBH-BS, Prefeitura Municipal de Peruíbe e o Departamento de Águas e Energia Elétrica do Estado de São Paulo (DAEE). Os recursos são oriundos do Fundo Estadual de Recursos Hídricos (FEHIDRO).

Todos juntos somos fortes!!!







segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Países em desenvolvimento abandonam grupos de negociação em Copenhague

Os países africanos, apoiados pelos outros países em desenvolvimento, suspenderam a participação nesta segunda-feira (14) em vários grupos de negociação na conferência sobre mudanças climáticas de Copenhague, informaram um ministro ocidental e uma ONG.

Os países africanos acusaram as nações ricas hoje de tentarem "matar" o Protocolo de Kyoto para a redução da emissão de gases do efeito estufa, no que é a maior divisão desde o início da conferência, há quatro dias.

Os países desenvolvidos estão tentando enfraquecer as discussões com as 192 nações, disse Kamel Djemouai, um membro da delegação argelina que lidera o grupo africano em Copenhague. Ele disse que o plano das nações ricas "significa que nós iremos aceitar a morte do único instrumento legalmente reunido que existe agora", referindo-se ao Protocolo de Kyoto. Outro delegado africano ouvido pela agência de notícias AP também disse que os ricos querem "matar Kyoto".

"A África soou o sinal de alerta para evitar que o trem descarrile ao fim desta semana. Os países pobres querem um resultado que garanta importantes reduções das emissões. Os países ricos, no entanto, estão tentando atrasar as discussões sobre o único mecanismo que dispomos para isto, o Protocolo de Kyoto", afirmou Jeremy Hobbs, diretor executivo da ONG Oxfam International.

"Isso é uma retirada por conta dos processos e formas, não uma retirada por causa da substância, e isso é lamentável", disse a ministra australiana da Mudança Climática, Penny Wong.

As nações em desenvolvimento querem estender a existência do Protocolo de Kyoto, que obriga os países ricos, exceto os EUA, a cortar as missões dos gases de efeito estufa até 2012, e trabalhar em separado em um novo acordo para os países em desenvolvimento.

Mas muitos países ricos querem fundir o protocolo de 1997 com um novo e único acordo com obrigações para todas as nações, como parte de uma investida contra o aquecimento global.

O ministro dinamarquês Connie Hedegaard, que preside o encontro, planeja encontrar com os ministros do Meio Ambiente nesta segunda-feira (14) para tentar desbloquear o diálogo em pontos chaves, como a profundidade nos cortes de emissão de gases do efeito estufa pelos países desenvolvidos até 2020 e o montante de dinheiro destinado para ajudar os países pobres.

A maioria dos países desenvolvidos é favorável a um documento único porque os EUA, o número dois em emissão de gases do efeito estufa depois da China, estão fora do Protocolo de Kyoto. Eles temem assinar um novo Kyoto enquanto Washington fique de fora, com um regime menos restrito, junto com as maiores nações em desenvolvimento.

* Com informações da AFP, Reuters e AP
RT UOL.com.br

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Ecosurfi lança a campanha no rádio pela proteção dos Recursos Hídricos


Durante os próximos nove meses será veiculado na rádio Joven Pan / Santos campanha de conscientização pública sobre o uso racional da água

Buscando contribuir com a gestão responsável dos recursos hídricos na Baixada Santista, a ONG Ecosurfi lança a campanha, “A Onda é Água Limpa”, que tem como objetivo estimular a reflexão na população, sobre a importância que a preservação da água e a proteção dos mananciais devem ter no cotidiano das pessoas.

Sendo a “Vida” o bem mais precioso, e a água a sua mantenedora, ela é vital para todas as espécies vivas em seus processos biológicos. Ocupando 97,3% da superfície terrestre, onde dessa porcentagem apenas 3% são de água doce, e desse percentual temos 0,3% que está ao nosso alcance e são próprios para o consumo animal, e se localizam em rios, lagos, nascentes e lençóis freáticos, a água doce é um recurso natural finito e hoje em dia se encontra em estado preocupante de preservação.

A Região Metropolitana da Baixada Santista (RMBS), é composta por 09 municípios (Peruíbe, Itanhaém, Mongaguá, Praia Grande, São Vicente, Santos, Guarujá, Cubatão e Bertioga), e possui a segunda maior Bacia Hidrográfica litorânea do estado de São Paulo, a qual garante oabastecimento de água potável para cerca de 1,6 milhões de habitantes que ocupam esse território.

Para atacar o problema da falta de conhecimento sobre o uso responsável da água, a campanha “A Onda é Água Limpa” foi elaborada como meio de sensibilizar as populações locais para a defesa dos mananciais da Bacia Hidrográfica da Baixada Santista. Ela surge como uma estratégia comunicacional para disseminar informações em massa à sociedade, mobilizando a opinião pública para um assunto tão importante como a gestão sustentável da água.

As ações, “A Onda é Água Limpa”, serão desenvolvidas por meio de uma programação radiofônica, a qual levará através de mensagens (spots) veiculadas pela Rádio Joven Pan/Santos, informações sobre os cinco eixos de atuação da proposta: Uso múltiplo da água; Recursos hídricos e saúde pública; Água e o futuro; Consumo consciente; e Água e o desenvolvimento.

Utilizando do grande alcance e capilaridade social da radiodifusão, a campanha enfatiza a imediata necessidade de conservação da água como ato imprescindível para a garantia da qualidade de vida das presentes e futuras gerações. Todas as mensagens têm como foco norteador informar e formar a opinião critica nos beneficiários da água.

Segunda fase
Na segunda etapa da campanha acontecerão as atividades que identificarão os resultados preliminares da veiculação das peças comunicativas (spots) junto ao público.

Por meio de pedágios com agentes socioambientais da Ecosurfi, será aplicada uma pesquisa de opinião entre a população nas 09 cidades da RMBS. As pesquisas irão ter como metas identificar se houve audiência por parte do público, o nível e a qualidade de informações dos munícipes sobre gestão sustentável da água e se esse formato de campanha é importante como meio de esclarecimento sobre esse assunto em especifico.

A campanha “A Onda é Água Limpa” conta com financiamento do Fundo Estadual de Recursos Hídricos (Fehidro) do Governo do Estado de São Paulo. E tem parceria da Comissão Especial de Educação e Divulgação do Comitê de Bacia Hidrográfica da Baixada Santista (CE/ED-CBH/BS), do Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE).

Para saber mais sobre a campanha acesse: A Onda é Água Limpa

domingo, 7 de junho de 2009

Sempre Polêmico!!!

“Tomara sejamos civilizados quando chegar o desastre climático”

Por Stephen Leahy*

Toronto, 1º de junho (Terramérica) -
“Espero que, quando desatar o primeiro grande desastre climático, nos unamos como se estivessem invadindo nosso país”, afirma o cientista britânico James Lovelock nesta entrevista
exclusiva ao Terramérica.

Na medida em esquenta o clima e aumenta a concentração de carbono na atmosfera, o futuro fica muito mais nefasto do que as piores projeções do Grupo Intergovernamental de Especialistas sobre Mudança Climática (IPCC), diz Lovelock.

Químico, médico e biofísico, este homem é o pai da Teoria Gaia, que descreve o planeta como um organismo vivo, um complexo sistema onde todos os componentes da biosfera e da atmosfera
interagem para regular e sustentar a vida.

Frequentemente controverso, Lovelock tem amplas credenciais científicas.
Como inventor, é titular de aproximadamente 50 patentes, entre elas os primeiros aparelhos para detectar clorofluorocarbonos, gases que afetam a camada de ozônio, e resíduos de pesticidas no meio ambiente. Também é autor de vários livros.

O último deles, “O desaparecido rosto de Gaia - Uma última advertência”, foi publicado em abril.

O Terramérica conversou com Lovelock em Toronto.

Segue a entrevista,

*TERRAMÉRICA: *Por que o senhor critica o IPCC?
*JAMES LOVELOCK:* Não significa que não tenham excelentes cientistas. Mas seus modelos informatizados não dão conta da resposta da biosfera ao aumento da temperatura pelo aquecimento global, nem incluem a resposta das florestas ou dos oceanos à maior concentração de dióxido de carbono. Ainda não podem modelar a autorregulamentação da Terra. Por isso suas projeções não batem.

As observações detectam que o aumento do nível do mar é muito maior e que o derretimento do Ártico está ocorrendo em maior velocidade do que acredita a maioria.

*TERRAMÉRICA:* A Terra já passou do ponto de inflexão climática?
*JL:* Sim. Está passando a um estado mais quente em resposta às mudanças que provocamos ao transformar boa parte da superfície do planeta e agregar dióxido de carbono à atmosfera. Não esqueçamos que a Terra já esteve quase inteiramente coberta de florestas, que eram uma parte importante do sistema regulador da vida planetária. Seguindo a Teoria Gaia, em algum
momento haverá uma mudança repentina para um novo clima que poderá ser, em média, cinco ou seis graus mais quente do que o atual. Não tenho idéia de quando essa mudança poderá ocorrer, mas estimo que teremos cerca de 20 anos para nos preparar.

*TERRAMÉRICA:* Como será este novo clima?
* JL:* As zonas tropicais e subtropicais serão muito quentes e secas para cultivar alimentos ou manter a vida humana. As pessoas serão obrigadas a emigrar para os polos, para lugares como o Canadá. No final do século haverá menos de um bilhão de pessoas. Tomara que não deixemos de ser civilizados, e que aqueles que viverem no Norte acolham uma quantidade inimaginável de refugiados do clima.

* TERRAMÉRICA: *O senhor descreve um futuro nefasto. Não há esperanças?
* JL: *Os seres humanos precisam adaptar-se para sobreviver neste novo planeta mais quente. Sobrevivemos à última era interglacial, quando o gelo cobria boa parte da América do Norte e da Europa e o nível do mar era 120 metros mais elevado do que agora. O primeiro passo é deixar de acreditar cegamente que tudo o que temos de fazer é reduzir nossa pegada de carbono e começar os preparativos para nos adaptar ao que virá.

*TERRAMÉRICA:* O senhor está dizendo que não devemos tentar reduzir as
emissões de carbono?
* JL: *Não estou dizendo que não podemos fazer nada. Digo que muitas das alternativas verdes, com a energia eólica, não têm mais que um valor simbólico. Depois dos Estados Unidos, a Alemanha é líder mundial em energia eólica, e suas emissões de carbono não deixaram de aumentar. É muito difícil reduzir drasticamente as emissões de carbono. O problema é que a pegada total de carbono de quase sete bilhões de pessoas é muito mais do que o planeta pode suportar nas condições atuais. Deveríamos proteger todas as florestas que restam, retornar boa parte das terras cultiváveis ao seu estado natural, utilizar os oceanos para capturar carbono e obter nossos alimentos a partir de alguma forma de biossíntese.

*TERRAMÉRICA:* A energia nuclear é uma alternativa melhor à eólica ou à
solar?
*JL: *A nuclear é a única fonte de energia prática e baixa em carbono. O fato de ser rechaçada pelos ecologistas é uma bobagem. A energia nuclear é mais segura do que as outras, e as preocupações com seus resíduos são infundadas. Os dejetos produzidos em um ano por um grande reator nuclear caberiam dentro de um automóvel. Na França, os resíduos radioativos de 25 a 30 anos estão guardados em uma área bem protegida do tamanho de uma pequena sala de concertos. O dióxido de carbono é muito mais perigoso.

* TERRAMÉRICA: *O que diz da geoengenharia, que manipula o clima para
enfrentar os efeitos do aquecimento global?
*JL: *Vale a pena examinar idéias como a injeção de aerossóis de sulfeto na estratosfera para refletir parte do calor do Sol para o espaço, a fim de esfriar o planeta. Se isso funcionar, poderemos ganhar tempo, mas não solucionará o problema.

*TERRAMÉRICA: *Como chegamos a uma situação em que todas as espécies estão
em perigo?
*JL: *É como a calma que antecedeu a Segunda Guerra Mundial (1939-1945) na Grã-Bretanha, que vivi quando era jovem. Ninguém fez nada até que as bombas começaram a cair. Para a maioria, a mudança climática é algo teórico. Espero que, quando desatar o primeiro grande desastre, nos unamos como se estivessem invadindo nosso país.

* O autor é correspondente da IPS.
*Crédito da imagem:* Gentileza Sandy Lovelock
*Legenda:* James Lovelock está perto de completar 90 anos.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Eles não falaram !!!

Por: Marina Silva 

Foram duas horas, na casa de meu avô, no antigo seringal Bagaço, no Acre. 
Meu pai não tirava o ouvido do rádio, segurando o botão para manter a frequência e melhorar o chiado, a outra mão  agarrada à tábua que era o suporte do aparelho. Equilibrava-se ora num pé, ora noutro, sem arredar um minuto. 

Ele acompanhava a transmissão da posse do general Garrastazu Médici na Presidência da República, em outubro de 1969. A criançada ao lado, em silêncio, sabia só que estava acontecendo alguma coisa muito importante. 

Quando terminou, meu pai desligou o rádio, soltou os braços ao longo do corpo e olhou para minha mãe: "Ele não falou nada do aumento do preço da borracha". 

Na semana passada, me vi tendo a mesma reação de desânimo de meu pai. Li atentamente as entrevistas do presidente Lula e do ex-presidente Fernando Henrique à revista "Época" sobre as perspectivas do Brasil para 2020. E eles não falaram nada do meio ambiente. 

Para não dizer que não tocaram no assunto, um o abordou ainda como problema, e o outro como exemplo de um tema novo da globalização. Mesmo assim, "en passant". 

Claro, trataram de temas importantes, demonstraram ser duas das mais importantes lideranças brasileiras, mas ambos estão na agenda do século 20, não tangenciaram a mudança de perspectiva que é a marca do século 21. 

Os dois presidentes já tomaram iniciativas importantes na área ambiental, ambos têm discursos bem formulados a esse respeito, mas no improviso, parece que a coisa não vem de dentro. 

Parece não estar no cerne de sua concepção de futuro. 

Não reconhecem no Brasil, mais do que em qualquer outro país, o território propício ao surgimento de um modelo de desenvolvimento capaz de fazer a fusão concreta da justiça social sempre procurada, da dinâmica econômica e da dinâmica ambiental. 

No momento da decepção de meu pai, a empresa extrativista na Amazônia entrava em total decadência. 

As fazendas começavam a ocupar espaço, a campanha "integrar para não entregar" entrava no ar, fazia-se propaganda para a compra de terras na região. Um mundo entrava em colapso, e quem havia passado a vida dentro da mata se sentia perdido. 

Hoje, em âmbito incrivelmente maior, estamos num sistema em decadência e, novamente, não se tem uma visão estratégica de futuro, com sustentabilidade. O modo dominante de pensa está ancorado em questões compartimentadas. 

Há uma enorme dificuldade em reconhecer no ambiente natural o eixo integrador, a fonte dos limites, das oportunidades e do rumo que deve tomar a mudança estrutural que é a tarefa civilizatória do nosso século. 

Fonte: FOLHA DE SÃO PAULO – 01-06-09

"Conserte" os homens e arrume o Mundo!!!


Um cientista vivia preocupado com os problemas do mundo
e estava resolvido a encontrar meios de minorá-los.

Passava dias em seu laboratório em busca de respostas
para suas dúvidas.

Certo dia, seu filho de sete anos invadiu o seu santuário
decidido a ajudá-lo a trabalhar.

O cientista nervoso pela interrupção,
tentou que o filho fosse brincar em outro lugar.

Vendo que seria impossível de movê-lo,
o pai procurou algo que pudesse ser oferecido ao filho
com o objetivo de distrair sua atenção.

De repente deparou-se com o mapa do mundo, o que procurava!

Com o auxílio de uma tesoura, recortou o mapa em vários pedaços e,
junto com um rolo de fita adesiva, entregou ao filho dizendo:
-Você gosta de quebra-cabeças?

Então vou lhe dar o mundo para consertar.
Aqui está o mundo todo quebrado.

Veja se consegue consertá-lo bem direitinho!

Faça tudo sozinho.

Calculou que a criança levaria dias para recompor o mapa.

Algumas horas, depois,ouviu a voz do filho que o chamava calmamente:
-Pai, pai, já fiz tudo. Consegui terminar tudinho!

A princípio o pai não deu crédito às palavras do filho.

Seria impossível na sua idade ter conseguido recompor um mapa que jamais havia visto.

Relutante, o cientista levantou os olhos de suas anotações, certo de que veria um trabalho digno de uma criança.
Para sua surpresa, o mapa estava completo.

Todos os pedaços haviam sido colocados nos devidos lugares.

Como seria possível? Como o menino havia sido capaz?

Você não sabia como era o mundo, meu filho, como conseguiu?

-Pai , eu não sabia como era o mundo, mas quando você tirou o papel da revista para recortar, eu vi que do outro lado havia a figura de um homem.

Quando você me deu o mundo para consertar, eu tentei mas não consegui.

Foi aí que me lembrei do homem, virei os recortes e comecei a consertar o homem que eu sabia como era.

Quando consegui consertar o homem, virei a folha e vi que havia consertado o mundo.

Autor desconhecido

terça-feira, 5 de maio de 2009

O "Semeador de Estrelas"

O "Semeador de Estrelas" é uma estátua que está em Kaunas, Lituânia. Durante o dia pode até passar despercebida, como mostra a foto. Um bronze a mais, herança da época soviética:

Mas quando a noite chega, a estátua justifica seu título. Com a escuridão seu nome passa a fazer sentido. Vejam então a foto tirada à noite:
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