terça-feira, 6 de setembro de 2011

Você sabe o que são os Parques da Copa?


COPA 2014

OS PARQUES DA COPA 2014
O Brasil será a sede da Copa do Mundo de Futebol de 2014 e com isso o número de turistas no país tende a crescer nesse período. 
Com foco no aumento do fluxo turístico em 2014 nas Unidades de Conservação federais, entre elas nos Parques Nacionais, o Ministério do Meio Ambiente está construindo juntamente com o Ministério do Turismo uma parceria que visará atender os futuros visitantes. 
O intuito da parceria será melhorar a imagem do País por meio do turismo, da geração de emprego e renda, além da dinamização das economias locais. 
A expectativa é que possam ser investidos cerca de R$ 543 bilhões nos chamados Parques da Copa. O recurso será aplicado na conservação dos parques e na qualificação dos serviços prestados aos turistas que irão aos parques no período dos Jogos. 
Poderão compor o roll dos chamados Parques da Copa as seguintes UCs: 
Na cidade-sede Manaus devem ser as Reservas Extrativistas Tapajós-Arapiuns eRio Unini; os Parques Nacionais de Anavilhanas e do Jaú; e a Floresta Nacional do Tapajós;
Em Cuiabá devem participar do projeto os Parques Nacionais do Pantanal Matogrossense e da Chapada dos Guimarães;
Já em Brasília como cidade-sede dos Jogos, estuda-se a participação dos Parques Nacionais de Brasília e da Chapada dos Veadeiros;
Na capital mineira, Belo Horizonte, previsão da participação dos Parques Nacionais da Serra do Cipó e do Caparaó;
No estado de São Paulo, a Floresta Nacional de Ipanema e os Parques Nacionais do Itatiaia e Serra da Bocaina;
Em Fortaleza como cidade-sede, prevê-se os Parques Nacionais de Jericoacoara, dos Lençóis Maranhenses, e de Ubajara; além da APADelta do Parnaíba;

Nas capitais Natal e Recife como cidades-sede da Copa, são estudados para integrarem a lista os Parques Nacionais da Serra da Capivara e Marinho de Fernando de Noronha; a APA Costa dos Corais; e o Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Aquáticos (CMA/ICMBio), em Itamaracá (PE);
No estado da Bahia estão previstos como Parques da Copa os Parnas da Chapada Diamantina e Marinho dos Abrolhos;
No Rio de Janeiro os Parques Nacionais pensados são Serra dos Órgãos e da Tijuca; além da Reserva Extrativista Marinha do Arraial do Cabo e o Jardim Botânico do Rio de Janeiro (autarquia vinculada ao MMA);
Em Curitiba, o Parque Nacional do Iguaçu;
E em Porto Alegre, os Parques Nacionais de Aparados da Serra e da Serra Geral.


#Contra-ponto

Governo Federal corta verba de Parques quase um ano antes da Cúpula Ambiental



Enquanto aumenta a pressão sobre as áreas protegidas do país com novas obras de infraestrutura, o governo federal corta verbas para a conservação da biodiversidade. O ICMBio (Instituto Chico Mendes), que gerencia os parques nacionais, teve seu orçamento de 2011 tesourado em 30%. De R$ 557,8 milhões previstos para 2011, o ICMBio só foi autorizado a gastar R$ 388,7 milhões. Em 2010 foram gastos R$ 461 milhões.

Uma das vítimas foi o projeto Parques da Copa, que revitalizaria unidades de conservação perto das cidades-sede da Copa-2014 para turbinar o turismo ecológico.

Considerando só os chamados investimentos (compra de equipamentos e reparo de instalações, por exemplo), o Brasil tem, neste ano, R$ 155 milhões de verba federal para aplicar em 310 unidades de conservação (uns 10% do território nacional).

É um quarto do valor de um único estádio da Copa, o de Brasília, e um péssimo cartão de visitas para o país que sediará no ano que vem a conferência sobre desenvolvimento sustentável Rio +20.

“O que a gente gasta, considerando a área, é uma gozação”, diz o presidente do ICMBio, Rômulo Mello. São R$ 2 por hectare. Quando a folha de pagamento é incluída, o valor é R$ 5, ainda assim uma ordem de grandeza mais baixo que o aplicado na Costa Rica ou no México.

Isso para não falar dos EUA. O NPS (National Park Service), órgão equivalente ao ICMBio, teve neste ano US$ 3 bilhões de verbas federais, ou R$ 145 por hectare protegido. “E a gente ainda reclama”, brinca David Barna, porta-voz do NPS.

A falta de verba federal obriga o ICMBio e os diretores dos parques brasileiros a serem criativos. Na Amazônia, 64 unidades recebem doações internacionais pelo programa Arpa. “No ano passado, 70% da minha verba veio do Arpa”, diz o diretor do parque dos Campos Amazônicos, Renato Dumont.

Um grupo seleto de 12 unidades consegue arrecadar boa parte do seu orçamento cobrando ingressos. No parque da Tijuca, que abriga o Cristo Redentor, foram R$ 13 milhões em 2010. O parque nacional de Brasília, segunda unidade mais rica do país, levantou R$ 1,1 milhão.

“O problema é que a nossa demanda aqui é cinco ou seis vezes maior que a verba”, diz Amauri Motta, diretor do parque de Brasília.

O economista Carlos Eduardo Young, da UFRJ, vê a situação como uma oportunidade perdida. Ele e colegas estimam que, em visitação, as unidades de conservação poderiam gerar R$ 1,8 bilhão por ano. Só com ICMS ecológico, parcela do imposto que alguns Estados destinam a municípios com unidades de conservação, foram repassados em 2009 R$ 402 milhões. No mesmo ano, o ICMBio gastou R$ 322 milhões.
Fonte: Folha e ICMBio

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