quinta-feira, 20 de março de 2008

PENSAR LOCALMENTE, AGIR GLOBALMENTE

Por: Marina Medina / Forja21
Colaboradora Ecobservatório

Representantes de governos regionais de 11 países e de agências ambientais de cinco continentes se reuniram ontem no auditório do Ibirapuera, em São Paulo, para relatar os atuais esforços internacionais contra os efeitos das Mudanças Climáticas e também as ações dos estados brasileiros.

Esse foi o III Encontro Latino-Americano e Caribenho da Rede de Governos Regionais para o Desenvolvimento Sustentável – nrg4sd - co-fundado pelo secretário estadual de meio ambiente Francisco Graziano Neto. África do Sul, México, Itália, Indonésia, Grã-Bretanha, Alemanha, Romênia, Bélgica, Espanha, Portugal e Argentina. Países completamente diferentes culturalmente, mas que compartilham problemas iguais decorrentes dos efeitos do aquecimento global.

São os períodos longos de sêca nas épocas mais quentes do ano, inundações e intensificação de tempestades que destroem casas, bairros inteiros e obrigam governos a tomar atitudes mais radicais como alarmes e realocação de pessoas para zonas menos vulneráveis. Mas a Ministra do Meio Ambiente, Planejamento e Desenvolvimento Econômico da província de Western Cap, na África do Sul e presidente da rede nrg4SD, Tasneem Essop, alerta “Não é hora de pessimismo, mas de ações construtivas, determinadas e urgentes. Devemos ser pró-ativos”.

E em cada discurso, ao longo da manhã fria e chuvosa de uma sexta-feira de verão, todos os participantes estrangeiros apontaram a erradicação da pobreza como uma das ações que contribuem para minimização do problema. “A luta contra a desigualdade e a pobreza é a luta contra as mudanças climáticas”, disse o Secretário de Meio Ambiente de SantaFé, Argentina, César Mackler. “Países desenvolvidos devem crescer menos, senão não será justo”, apontou o coordenador da Secretaria Geral da rede nrg4SD, Governo Basco, Sabin Itxaurraga.

Grandes cidades, grande problemas

Para Intxaurraga é importante que as grandes cidades se organizarem em rede para trocar informações e experiências, pois são elas que irão sofrer as maiores conseqüências das alterações do clima. Prevenção e adaptação é que irão diminuir a vulnerabilidade dos grandes centros. “São as grandes cidades que irão receber as hordas de pessoas dos campos, quando eles não conseguirem mais plantar(...). E são as soluções dessas cidades que irão contribuir em escala global”.

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